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Q2243212 Português
Leia o texto a seguir, constante (e adaptado) do livro A Ilha do conhecimento, de Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro: Record, 2019, p. 165-166). Após a leitura, responda a questão, elaborada a partir do que se contém no texto.

         Quando se trata de ideias estranhas, físicos devem ser bem céticos. Quantas ideias já não foram propostas e aceitas pela maioria da comunidade antes de serem sumariamente rejeitadas pelo acúmulo de evidências? O éter eletromagnético, o flogisto, o calórico, o planeta Vulcan, proposto pelo astrônomo francês Urbain Le Verrier para explicar anomalias na órbita de Mercúrio... a lista é longa. Podemos culpar essa proliferação aos excessos da imaginação humana, inflada pelo apego insistente a uma ideia. Mas como poderia ser diferente? Afinal, se você não acreditar em sua ideia, outros acreditarão menos ainda. É melhor ter alguma explicação, mesmo que errada, do que nenhuma. Contanto que seja testável.
        Queremos saber, precisamos saber, e fazemos o possível para construir um argumento aparentemente racional que explique um fenômeno novo. Justificamos a nova hipótese com argumentos plausíveis a fim de convencer nossos colegas. Essa atitude é essencial para o avanço do conhecimento: explicações erradas nos aproximam daquelas certas. Se você não lida bem com o fracasso, é melhor evitar a carreira científica. A ilha do conhecimento não cresce de forma previsível, linear. Às vezes, é forçada a recuar, expondo lacunas no conhecimento que acreditávamos ter preenchido. Mesmo que a imaginação seja uma ferramenta essencial desse processo de invenção e descoberta, não pode trabalhar sozinha: toda hipótese científica precisa ser testável. Se vinte físicos teóricos fossem trancados em uma sala, sem acesso a observações, e ordenados a inventar o universo, chegariam a um muito diferente do nosso.
        O multiverso é uma ameaça séria a esse método operacional de propor hipóteses e testá-las através de observações. Se outros universos existem além do nosso horizonte cósmico, não poderemos jamais receber um sinal deles ou lhes enviar um sinal. Se existem, são completamente inacessíveis aos nossos instrumentos. Nunca poderemos vê-los e muito menos visitá-los. Se seres inteligentes vivem em um universo paralelo ao nosso, também não poderão nos visitar. Portanto, em um senso restrito, a existência do multiverso não pode ser diretamente confirmada.
        Por outro lado, poucos físicos modernos defenderiam a velha posição positivista, expressa dramaticamente pelo físico e filósofo austríaco Ernst Mach, em 1900, quando afirmou que átomos não existem, pois não podem ser vistos. Existem modos de auferirmos a existência de algo, mesmo se não podemos vê-lo, tocálo ou ouvi-lo. Astrofísicos fazem isso quando usam o movimento de estrelas ao redor de um “ponto” no espaço para deduzir a existência de um buraco negro gigantesco no centro de nossa galáxia. Da mesma forma, ninguém “vê” um elétron – apenas os traços que elétrons deixam em vários tipos de detectores e aparelhos.
Sobre o texto em sua totalidade e sobre aspectos linguísticos nele existentes, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2243211 Português
Leia o texto a seguir, constante (e adaptado) do livro A Ilha do conhecimento, de Marcelo Gleiser (Rio de Janeiro: Record, 2019, p. 165-166). Após a leitura, responda a questão, elaborada a partir do que se contém no texto.

         Quando se trata de ideias estranhas, físicos devem ser bem céticos. Quantas ideias já não foram propostas e aceitas pela maioria da comunidade antes de serem sumariamente rejeitadas pelo acúmulo de evidências? O éter eletromagnético, o flogisto, o calórico, o planeta Vulcan, proposto pelo astrônomo francês Urbain Le Verrier para explicar anomalias na órbita de Mercúrio... a lista é longa. Podemos culpar essa proliferação aos excessos da imaginação humana, inflada pelo apego insistente a uma ideia. Mas como poderia ser diferente? Afinal, se você não acreditar em sua ideia, outros acreditarão menos ainda. É melhor ter alguma explicação, mesmo que errada, do que nenhuma. Contanto que seja testável.
        Queremos saber, precisamos saber, e fazemos o possível para construir um argumento aparentemente racional que explique um fenômeno novo. Justificamos a nova hipótese com argumentos plausíveis a fim de convencer nossos colegas. Essa atitude é essencial para o avanço do conhecimento: explicações erradas nos aproximam daquelas certas. Se você não lida bem com o fracasso, é melhor evitar a carreira científica. A ilha do conhecimento não cresce de forma previsível, linear. Às vezes, é forçada a recuar, expondo lacunas no conhecimento que acreditávamos ter preenchido. Mesmo que a imaginação seja uma ferramenta essencial desse processo de invenção e descoberta, não pode trabalhar sozinha: toda hipótese científica precisa ser testável. Se vinte físicos teóricos fossem trancados em uma sala, sem acesso a observações, e ordenados a inventar o universo, chegariam a um muito diferente do nosso.
        O multiverso é uma ameaça séria a esse método operacional de propor hipóteses e testá-las através de observações. Se outros universos existem além do nosso horizonte cósmico, não poderemos jamais receber um sinal deles ou lhes enviar um sinal. Se existem, são completamente inacessíveis aos nossos instrumentos. Nunca poderemos vê-los e muito menos visitá-los. Se seres inteligentes vivem em um universo paralelo ao nosso, também não poderão nos visitar. Portanto, em um senso restrito, a existência do multiverso não pode ser diretamente confirmada.
        Por outro lado, poucos físicos modernos defenderiam a velha posição positivista, expressa dramaticamente pelo físico e filósofo austríaco Ernst Mach, em 1900, quando afirmou que átomos não existem, pois não podem ser vistos. Existem modos de auferirmos a existência de algo, mesmo se não podemos vê-lo, tocálo ou ouvi-lo. Astrofísicos fazem isso quando usam o movimento de estrelas ao redor de um “ponto” no espaço para deduzir a existência de um buraco negro gigantesco no centro de nossa galáxia. Da mesma forma, ninguém “vê” um elétron – apenas os traços que elétrons deixam em vários tipos de detectores e aparelhos.
No texto existem, de modo expresso ou implícito, as seguintes ideias:
I. A possibilidade da existência do multiverso (universos paralelos) pode vir a comprometer o método experimental usado pela ciência.
II. O desenvolvimento científico não cresce de modo contínuo e regular; pelo contrário, sofre recuos, devido a testes de comprovação das hipóteses.
III. A existência de cientistas vaidosos, com a pretensão evidente de sobressair, tem afetado o desenvolvimento das pesquisas científicas.
IV. No último parágrafo, o autor acena com a possibilidade de que um dia possamos ter certeza da existência de universos paralelos ao nosso.
V. A ciência, ao longo de seu desenvolvimento, tem cometido mais erros do que acertos, apesar de ser prestigiada.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q1718193 Sistemas de Informação

Acerca do sistema de suporte à decisão (SSD), julgue o item.


As aplicações do SSD são encontradas apenas na área de comércio eletrônico.

Alternativas
Q1718192 Banco de Dados

Acerca do sistema de suporte à decisão (SSD), julgue o item.


Os bancos de dados não podem ser considerados como componentes de um SSD, uma vez que ele é a própria base de conhecimento para tal sistema.

Alternativas
Q1718191 Sistemas de Informação

Acerca do sistema de suporte à decisão (SSD), julgue o item.


O sistema de suporte à decisão é uma classe dos sistemas de informação que combina modelos e dados para solucionar problemas semiestruturados, sem qualquer participação do usuário, já que todos os seus processos são automáticos.

Alternativas
Q1718190 Sistemas de Informação

Acerca do sistema de suporte à decisão (SSD), julgue o item.


A principal desvantagem do SSD é que ele não é interativo.

Alternativas
Q1718189 Sistemas de Informação

Acerca do sistema de suporte à decisão (SSD), julgue o item.


A análise de sensibilidade, estudo do impacto que as mudanças em uma ou mais partes de um modelo têm em outras partes ou no resultado, é extremamente valiosa no SSD.

Alternativas
Q1718188 Arquitetura de Software

Julgue o item quanto ao web service SOAP (simple object access protocol).


É obrigatório que uma mensagem SOAP, que consiste em um documento XML bem formatado, possua o elemento header.

Alternativas
Q1718187 Arquitetura de Software

Julgue o item quanto ao web service SOAP (simple object access protocol).


As definições do protocolo SOAP focam em um modo formal para que mensagens XML possam ser comunicadas entre um emissor e um receptor, denominados nós de processamento SOAP.

Alternativas
Q1718186 Arquitetura de Software

Julgue o item quanto ao web service SOAP (simple object access protocol).


Os únicos protocolos que não são compatíveis com o SOAP são o SMTP e o POP. Sendo assim, não se pode enviar mensagens do SOAP por correio eletrônico.

Alternativas
Q1718185 Arquitetura de Software

Julgue o item quanto ao web service SOAP (simple object access protocol).


A simplicidade do SOAP está relacionada a alguns aspectos, como, por exemplo, o fato de o SOAP não precisar suportar a coleta de lixo distribuída e não precisar usar nenhum software de broker.

Alternativas
Q1718184 Arquitetura de Software

Julgue o item quanto ao web service SOAP (simple object access protocol).


Com a utilização do SOAP, é possível desenvolver softwares capazes de enviar informações para outros softwares, independentemente da linguagem de programação em que estes forem desenvolvidos.

Alternativas
Q1718183 Programação

A respeito da linguagem de programação Java, julgue o item.


Na linguagem Java, a criação de um array é realizada por meio da palavra-chave create.

Alternativas
Q1718182 Programação

A respeito da linguagem de programação Java, julgue o item.


O controle de loops com variáveis de ponto flutuantes pode resultar em valores de contador imprecisos. Para evitar tais situações, devem ser usados números inteiros para se controlar os loops de contagem.

Alternativas
Q1718181 Programação

A respeito da linguagem de programação Java, julgue o item.


As instruções if, if...else e switch são exemplos de instruções de seleção contidas na linguagem Java.

Alternativas
Q1718180 Programação

A respeito da linguagem de programação Java, julgue o item.


Em Java, o método static muitas vezes define tarefas frequentemente utilizadas.

Alternativas
Q1718179 Programação

A respeito da linguagem de programação Java, julgue o item.


A linguagem Java é amplamente conhecida como uma linguagem fracamente tipada, tendo em vista que ela não requer que todas as variáveis tenham um tipo.

Alternativas
Q1718173 Banco de Dados

No que se refere ao Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) Oracle em Linux, julgue o item.


Por meio de um terminal Linux (shell), não é permitido se conectar ao banco de dados Oracle com o utilitário sqlplus, em função da segurança imposta pelo Linux.

Alternativas
Q1718172 Banco de Dados

No que se refere ao Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) Oracle em Linux, julgue o item.


O comando impdp creci TABLES=apartamento DIRECTORY=dpump_dir2 DUMPFILE=exp_full_bdcreci.dmp TABLE_EXISTS_ACTION=REPLACE, ao ser executado em um terminal Linux, eliminará a tabela apartamento no banco de destino e, posteriormente, criará e carregará essa tabela a partir da origem (arquivo exp_full_bdcreci.dmp).

Alternativas
Q1718171 Banco de Dados

No que se refere ao Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) Oracle em Linux, julgue o item.


O listener pode ser iniciado por meio do comando lsnrctl start.

Alternativas
Respostas
941: D
942: A
943: E
944: E
945: E
946: E
947: C
948: E
949: C
950: E
951: C
952: C
953: E
954: C
955: C
956: C
957: E
958: E
959: C
960: C