Foram encontradas 1.643 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4052032 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR 17, a ergonomia objetiva adaptar as condições de trabalho às particularidades psicofisiológicas dos trabalhadores, de maneira a harmonizar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no trabalho. Considerando as modalidades de ergonomia e sua respectiva definição/aplicação, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Ergonomia na correção. 2. Ergonomia na concepção. 3. Ergonomia de conscientização.

( ) Proporciona aos empregados capacitação para utilização correta dos recursos oferecidos pela empresa para realizar o trabalho, através de treinamentos e reciclagens periódicas.
( ) Contribui no projeto do produto, da máquina ou do ambiente.
( ) É aplicada em situações reais, já existentes, para resolver problemas relacionados à falta de conforto na realização do trabalho.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q4052031 Segurança e Saúde no Trabalho
Se um acidente ocorre no ambiente de trabalho ele deve ser investigado, analisado de modo profundo, seja grave ou não. O principal objetivo dessa investigação não deve ser o de apontar culpados, mas encontrar as causas que contribuíram direta, ou indiretamente para a sua ocorrência, ou seja, entender o que fazer para impedir a sua repetição. Relacione adequadamente os temas a serem avaliados e as possíveis causas relacionadas aos temas.

1. Agente causador da lesão. 2. Condições inseguras. 3. Fatores pessoais (falhas inerentes à pessoa ou trabalhador). 4. Natureza da lesão (tipo de lesão sofrida). 5. Atos inseguros.

( ) Cortante; contusão; perfurante; queimadura; irritação ocular; entorse ou luxação; dentre outros.
( ) Atitude imprópria; negligência; desconhecimento do risco; treinamento insuficiente; dentre outros.
( ) Ar comprimido; eletricidade; motores elétricos; inflamáveis; ferramentas manuais; ferramentas elétricas; veículos; piso; dentre outros.
( ) Defeito na máquina; falta de EPI/EPC; ventilação e iluminação inadequadas; sinalização insuficiente; instalações elétricas defeituosas; dentre outros.
( ) Limpar; lubrificar ou ajustar máquinas em movimento; manipular, misturar produtos químicos de maneira imprópria; deixar de usar EPI; dentre outros.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4052028 Segurança e Saúde no Trabalho
Numa análise de um acidente, desconsiderar os fatores humanos, reduz a importância da sua análise. No entanto, quando uma investigação aponta para erros ou violações é muito importante considerar cuidadosamente como lidar com tal informação. O objetivo de uma investigação é aprender as lições e agir de modo a prevenir recorrências por meio de medidas de controle de risco apropriadas, com a criação de uma cultura de segurança na empresa. As ações necessárias para prevenir falhas posteriores vão depender do tipo de falha humana envolvida. Em relação às falhas humanas está corretamente definido o que se afirma em:
Alternativas
Q4052027 Matemática
O membro do SESMT de determinada empresa ficou incumbido de registrar os acidentes do trabalho, suas causas e consequências, para a análise e comunicação aos órgãos competentes. Em determinado mês, uma empresa que possui 775 funcionários, cada qual trabalhando em média 200 h/mês, apresentou um total de 15 acidentes, tendo como implicação uma morte; uma incapacitação por amputação de membro superior próximo ao ombro; uma perda total de audição dos dois ouvidos (em acidente único); uma perda de visão em um olho; e, os demais (11) com afastamentos somados de 200 dias. “A taxa de Gravidade (TG) para o referido mês é para cada 1 milhão de horas trabalhadas, espera-se uma perda de ______ dias devido a acidentes de trabalho dentro da empresa.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q4052026 Segurança e Saúde no Trabalho
A higiene ocupacional é a ciência e a arte dedicada ao estudo e ao gerenciamento das exposições ocupacionais. Por ser ciência, é necessário um estudo aprofundado dos processos envolvidos e uma metodologia a ser seguida composta de quatro etapas; analise-as.

I. Antecipação: prognosticar os riscos potenciais para a saúde que podem resultar de processos de trabalho e tomar as medidas necessárias para preveni-los.
II. Avaliação: identificar fatores de risco, real ou potencial, nos locais de trabalho já existentes. Isto requer conhecimento dos processos de trabalho (inclusive matérias-primas utilizadas, produtos e subprodutos), bem como dos efeitos adversos que agentes e fatores, associados com os mesmos, podem causar nos trabalhadores.
III. Reconhecimento: aferir os riscos para constatar sua presença (em caso de dúvida) e chegar a conclusões quanto a sua magnitude. Inclusive, quando riscos sérios para a saúde são óbvios e evidentes, a recomendação de medidas preventivas deve ser imediata, mesmo antes de ser feita uma avaliação quantitativa de risco. 
IV. Prevenção e controle: recomendar, projetar, implementar e verificar medidas de prevenção e controle de riscos, que devem ser integradas em programas bem gerenciados e sustentáveis. Tais medidas podem ser relativas ao processo e/ou ambiente de trabalho, relativas ao trabalhador e administrativas.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4052025 Segurança e Saúde no Trabalho
Conforme preconizado em norma, todo trabalho sob ar comprimido deverá ser executado conforme prescrições da NR 15, sendo permitidas modificações, desde que previamente aprovadas pelo órgão nacional competente em segurança e medicina do trabalho. Considerando tais condições, analise as afirmativas a seguir.

I. O trabalhador não poderá sofrer mais que uma compressão em um período de setenta e duas horas.
II. Durante o transcorrer dos trabalhos sob ar comprimido, nenhuma pessoa poderá ser exposta à pressão superior a 3,4 kgf/cm2 , exceto em caso de emergência, ou durante tratamento em câmara de recompressão, sob supervisão direta do médico responsável.
III. A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a oito horas, em pressões de trabalho de 0 a 1,0 kgf/cm2 .
IV. Após a descompressão, os trabalhadores serão obrigados a permanecer, no mínimo, por três horas, no canteiro de obra, cumprindo um período de observação médica, sendo o local para a efetivação do período de observação designado pelo médico responsável.
V. Somente trabalhadores com mais de vinte e um e menos de quarenta anos de idade poderão trabalhar sob ar comprimido, após aprovação em exame médico obrigatório, pré-admissional e periódico, exigido pelas características e peculiaridades próprias do trabalho.
VI. A duração do período de trabalho sob ar comprimido não poderá ser superior a quatro horas, em pressão de trabalho de 2,6 a 3,4 kgf/cm2 .

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4052024 Segurança e Saúde no Trabalho
O ambiente de trabalho deve ser um local que promove a segurança e a saúde de todos que ali exerçam as suas atividades laborativas. Segundo a NR 17, quando tratamos de “levantamento, transporte e descarga individual de cargas”, é preciso atender às seguintes condicionantes:

I. Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas com peso superior ao peso do trabalhador que estiver executando a tarefa, para não comprometer sua saúde ou sua segurança.
II. A carga suportada deve ser reduzida quando se tratar de trabalhadora mulher e de trabalhador menor nas atividades permitidas por Lei.
III. No levantamento, manuseio e transporte individual e não eventual de cargas, tanto estas quanto os equipamentos devem ser posicionados o mais próximo possível do trabalhador, resguardando espaços suficientes para os pés, de maneira a facilitar o alcance, não atrapalhar os movimentos ou ocasionar outros riscos.
IV. É vedado o levantamento não eventual de cargas que possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador quando a distância de alcance horizontal da pega for superior a 40 cm em relação ao corpo.
V. O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes, carros de mão, ou qualquer outro aparelho mecânico devem observar a carga, a frequência, a pega e a distância percorrida, para que não comprometam a saúde ou a segurança do trabalhador.
VI. Todo trabalhador designado para o transporte manual não eventual de cargas deve receber orientação quanto aos métodos de levantamento, carregamento e deposição de cargas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4052023 Segurança e Saúde no Trabalho

De acordo com os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho, relacione adequadamente as colunas a seguir.


1. Físicos.

2. Químicos.

3. Biológicos.

4. Ergonômicos.

5. Acidentes.



( ) Fatores físicos; psicológicos; sobrecarga de trabalho; dentre outros.
( ) Bactérias; fungos; bacilos; parasitas; protozoários; vírus; dentre outros.
( ) Condições físicas (do processo de trabalho e do ambiente físico), capazes de provocarem incidentes e acidentes com lesões à integridade física do trabalhador, danos materiais em máquinas, instalações e também doenças profissionais.
( ) Substâncias compostas ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras; fumos; névoas; neblinas; gases ou vapores; ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
( ) Diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4052022 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a nova redação do Art. 19 da Lei nº 8.213/1991, “acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do Art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”. Para que uma lesão ou moléstia seja considerada acidente do trabalho, é necessário que haja entre o resultado e o trabalho uma ligação, ou seja, que o resultado danoso tenha origem no trabalho desempenhado e em função do serviço. Consideram-se ou equiparam-se a acidente do trabalho:

I. Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
II. Doença degenerativa, inerente a grupo etário, mesmo que não produza incapacidade laborativa.
III. Acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de: ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho; dentre outros.
IV. Doença endêmica adquirida por segurado que assim comprove que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
V. Acidente ligado ao trabalho, desde que tenha sido a causa única, acarrete diretamente na morte do segurado, na redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação.
VI. O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho, no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado, nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este.

Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4052020 Segurança e Saúde no Trabalho
O Técnico de Segurança do Trabalho de uma organização foi designado para averiguar determinado posto de trabalho em que o gerente se queixou de queda na produtividade e aumento da quantidade de erros e acidentes. Considerando que o estresse térmico por calor é um dos principais agentes físicos que acelera a fadiga e pode provocar muita perda de capacidade produtiva, procedeu-se a avaliação térmica do ambiente por meio da técnica do bulbo úmido. Foram identificadas as seguintes temperaturas: temperatura de bulbo seco igual a 32° C; temperatura de bulbo úmido natural igual a 30° C; e, temperatura globo igual a 38° C. Trata-se de um ambiente que recebe carga solar. Qual o IBUTG computado para o setor? 
Alternativas
Q4052019 Segurança e Saúde no Trabalho
Nas empresas onde trabalhadores pratiquem atividades laborais em que haja contato com substâncias que depositem poeiras que penetrem na pele e nas roupas do trabalhador, que demandem esforço físico, ou submetidas a condições ambientais de calor intenso, a NR 24 define que os banheiros deverão ser dotados de chuveiros. A proporção estabelecida é de um chuveiro para quantos trabalhadores em atividade?
Alternativas
Q4049333 Saúde Pública
Na noite de 3 de fevereiro, os serviços de emergência receberam ligações de dezenas de pessoas que passaram mal após terem consumido cocaína adulterada. Foram relatados desmaios, paradas cardíacas, asfixias e mortes quase imediatas. Outras pessoas receberam tratamento em hospitais. A Procuradoria Geral de Buenos Aires disse que a cocaína adulterada, que matou 24 pessoas, continha carfentanil, um opioide extremamente forte cujos efeitos são dez mil vezes mais potentes do que a heroína ou o fentanil.
(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/bbc/2022/02/11/o-que-e-carfentanil-anestesico-encontrado-nacocaina-adulterada-que-matou-24-na-argentina.htm. Acesso em: 12/02/2022.)

Drogas são todas as substâncias capazes de alterar as funções fisiológicas ou psicobiológicas do corpo. Quanto às drogas no Brasil, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q4049332 Geografia
Milhares de pessoas se divertiram com o início das celebrações anuais do Carnaval em Veneza; alguns foliões se fantasiaram e foram para as ruas. Marcou um lento retorno à normalidade após a pandemia de Covid-19 atingir as duas edições anteriores. O Carnaval de Veneza foi interrompido em 2020, quando a pandemia eclodiu na Itália. Depois, foi cancelado no ano seguinte para tentar conter infecções.
(Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/02/13/carnaval-de-venezae-retomado-apos-dois-anos-sem-festa-veja-fotos.ghtml. Adaptado.)

Considerando que Veneza fica localizada na Itália, são características deste país, EXCETO: 
Alternativas
Q4049331 Serviço Social
O Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família, em novembro do ano passado, ampliou a base de beneficiários em janeiro e fevereiro. O benefício do vale-gás, que paga metade do valor do botijão de 13 kg, teve o início de seu pagamento em janeiro; porém, com menor abrangência de beneficiários. Sua base deverá ser ampliada gradualmente. Sobre os Programas Sociais do país, está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4049330 História
Cabul, 12 de fevereiro de 2022 (AFP) – uma mulher afegã, que havia desaparecido após participar de um protesto contra os talibãs, foi detida durante várias semanas por dirigentes islamitas do Afeganistão, informaram uma familiar e uma ativista. Parwana Ibrahimkhel e outra companheira Tamana Zaryabi Paryani tinham desaparecido em 19 de janeiro, dias depois de participarem de uma marcha em Cabul pelo direito das mulheres a trabalhar e estudar.

(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/afp/2022/02/11/ativista-feminista-afega-e-libertada-pelosafegaos.htlm. Acesso em: 12/02/2022.)

Em relação ao contexto histórico sobre os direitos das mulheres no Afeganistão, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O Talibã, ao assumir o poder pela primeira vez no país, em 1996, suspendeu brutalmente o direito das mulheres à educação e ao emprego.
( ) No reinado de Amanullah Khan, no início do século XX, buscou-se, através de uma nova constituição, novos direitos das mulheres como a abertura de novas escolas para meninos e meninas.
( ) Durante a proclamação da República do Afeganistão, os direitos das mulheres aumentaram continuamente, sendo alguns deles: o fortalecimento da educação das meninas e a proibição de práticas abusivas como oferecer mulheres para selar disputas entre duas tribos ou forçar as viúvas a se casarem com o irmão do falecido marido.
( ) No último governo do Talibã, as mulheres enfrentavam penalidades bárbaras por violarem as chamadas regras da modéstia: açoitadas por mostrar um ou dois centímetros de pele sob sua burca de corpo inteiro; espancadas por tentarem estudar; apedrejadas até a morte se fossem consideradas culpadas de adultério.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q4049329 Atualidades
A Agenda 2030 é um plano de ação global que coaduna objetivos de desenvolvimento sustentável, com o compromisso de direcionar as medidas de acordo com as orientações preconizadas no documento “Transformando o Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” para os próximos quinze anos, 2016-2030. No que tange à Agenda 2030, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4049323 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No trecho “E a primavera, primadona, espera no seu camarim (...)” (6º§), as vírgulas foram utilizadas para:
Alternativas
Q4049322 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No fragmento “Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: (...)” (3º§), o termo indicado expressa ideia de:
Alternativas
Q4049321 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Assinale a afirmativa transcrita do texto que denota uma ação habitual. 
Alternativas
Q4049320 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
No excerto “Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).” (4º§), a autora faz uma pausa na narrativa para: 
Alternativas
Respostas
101: B
102: C
103: C
104: B
105: B
106: D
107: B
108: B
109: C
110: A
111: C
112: A
113: B
114: A
115: A
116: C
117: A
118: C
119: D
120: A