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Q1052209 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 12.

Nostalgia instantânea

            Vivemos a era da nostalgia instantânea. Ela resulta da corrida tecnológica e do modo como esta moldou novas formas extremamente sensíveis de viver e sentir o mundo e a passagem do tempo. São sistemas operacionais e designs de telefones celulares e computadores, entre outras engenhocas, signos e programas, que se atualizam o tempo todo, não dando tempo aos usuários de se acostumarem com a novidade imediatamente anterior, e assim para trás e para diante.

             A moda foi o primeiro sistema de comunicação que adotou a novidade como princípio motor – e a descartabilidade como seu contrapeso. O lançamento periódico das coleções de roupas e acessórios se atropelam para impulsionar a indústria e provocar o efeito de ultrapassagem sobre os consumidores.

             Hoje, a moda e as artes se sincronizaram e se tornaram servas do design, em especial o design de produtos tecnológicos de ponta. Serão os objetos da tecnologia de ponta o resultado de uma arte que agora mostra o poder e importância? Certamente sim. E mais: essas modalidades de avanço, que conjuram as estratégias mais eficazes da moda e das outras artes, levam a sensibilidade do consumidor às raias da loucura. Transformam o descartável em antiguidade, pois, ao tornar obsoleto e inoperante o que mal havia sido uma novidade assombrosa, refugam itens que adquirem um certo miasma de aura, de aparição única de algo imediatamente distante e irrecuperável. Numa inversão do processo de descarte, à medida que refugamos objetos e atualizamos os processos de software, passamos a sentir falta e a cultuar aplicativos, sistemas e modelos do recém-passado. Se o usuário se fascina pelos novos comandos e funções, ele sente saudade dos que acabaram de sair de cena.

             O imperativo da obsolescência em alta velocidade dá origem ao sentimento da nostalgia instantânea e, com ela, o amor e o luto por aquilo que acabou de acontecer. Eis aí um sentimento novo. É como se o envelhecimento pudesse ser abreviado e experimentado em um milésimo de segundo. O fenômeno nos ensina a examinar com maior precisão a obsolescência em todos os níveis: na troca cada vez mais rápida das gerações e das pessoas, dispositivos, aplicativos, linguagens, falas e modas. Tudo se converte em “vintage” – ou, mais precisamente, em proto-retrô. A urgência pela novidade e pela morte da novidade se dá como uma erupção da alma destes tempos – ou o espírito desta falta de tempo de nossos tempos. Será que um dia o homem sentirá a nostalgia de um tempo em que a eternidade parecia existir? Talvez nunca mais.

(GIRON, Luís Antônio. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e -blogs/luis-antonio-giron/noticia/2013/12/bnosta lgiab-instantanea.html. Acesso em 18.10.2017. Adaptado)

Em seu texto o autor comenta o efeito da nostalgia instantânea
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Q1043973 Educação Artística
No eixo de organização de conteúdos em Dança, propostos pelos PCN – Arte (1997), denominado “Dança como Produto Cultural e Apreciação Estética”, é considerado um conteúdo compatível a
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Q1043972 Educação Artística
Segundo Marques (Dançando na Escola, 2012) apesar de o discurso metodológico de Laban valorizar a expressão individual “natural” da criança, o coreógrafo é explícito no que diz respeito a estabelecer conteúdos a serem trabalhados com as crianças em sua “dança educativa moderna”. Segundo a autora, Laban sugere como aprendizado
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Q1043971 Educação Artística
Segundo os PCN – Arte (1997), considera-se que a análise das características corporais individuais: a forma, o volume e o peso são temas trabalhados no eixo
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Q1043970 Educação Artística
No que diz respeito ao papel da dança na educação, na primeira metade do século XX, segundo os PCN – Arte (1997), as atividades da linguagem
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Q1043969 Educação Artística
Segundo Marques (2012), além de Rudolf Laban, foi influência importante na elaboração e difusão dos discursos e práticas da “dança criativa” em âmbito internacional, e que, até os dias de hoje, tratam de unificar o ensino de dança para crianças. Trata-se da teoria de
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Q1043968 Educação Artística
“O procedimento básico do método é ensinar à criança uma coisa de cada vez, progressivamente. As crianças são submetidas a um intenso estímulo auditivos, ouvem muitas vezes a gravação que acompanha o livro de exercícios, até que conheçam perfeitamente o que vão tocar. Embora o método de ensino de violino esteja publicado numa extensa coleção em dez volumes, as crianças memorizam, após terem ouvido a gravação muitas vezes, e visto e ouvido a mãe ou o pai tocarem.” (Fonterrada, 2008. Adaptado)
O excerto caracteriza o método de
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Q1043967 Artes Plásticas
Fonterrada (2008) aponta para uma teoria no período barroco que concebia a música como análoga à retórica, isto é, à “arte do bem falar”. A estreita relação entre música e palavra propiciava ao emprego de recursos da retórica na composição musical. Essa teoria era denominada
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Q1043966 Artes Plásticas
Para Fonterrada (2008), a noção de “Obra de Arte Total” (Gesamtkunstwerke), forma de arte em que a música, a poesia e as outras artes se juntam colaborando umas com as outras na composição da unidade, foi uma criação de
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Q1043965 Educação Artística
Para Costa (2004), o desenvolvimento dos meios de comunicação de massa e da indústria cultural colocaram a arte diante de uma situação nova. Segundo a autora, transformaram-se seus conceitos, empresários adquiriram maior importância, a obra tornou-se reproduzível, os artistas tiveram que pensar em amplos públicos e o ritmo de transformações do gosto adquiriu maior velocidade. A arte, à medida que se integra aos meios de comunicação de massa, acaba submetendo-se a condições próprias de seus veículos. Em última instância, para a autora, o resultado disso é
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Q1043964 Artes Plásticas
Segundo Costa (2004, Adaptado), do ponto de vista desta estética, uma “manifestação artística era tanto mais bela quanto permitisse ao homem desligar-se da natureza através de uma emoção essencialmente mística. Em razão disso, a música e a arquitetura foram consideradas suas atividades mais nobres”.
Para a autora, trata-se da caracterização da estética
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Q1043961 Artes Cênicas
O sistema de jogos teatrais, difundido a partir dos anos 1960, enfatizava a dimensão improvisacional do fazer teatral e destacou a importância das interações intersubjetivas na construção do sentido da representação cênica e na apropriação de algumas convenções teatrais. Seu criador foi
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Q1043960 Artes Cênicas
“Consiste em atuar representando papéis em lugares públicos, sem que haja conhecimento prévio das pessoas que lá se encontram de que se trata de uma atuação teatral. É a proposição mais radical e polêmica de Boal, contestada por muitos estudiosos do teatro – que não a consideram válida por entenderem que ela prescinde do acordo indispensável entre espectador e público que funda e justifica o ato teatral. Polêmica à parte, essa modalidade se revelou muito eficaz na conscientização, mobilização e agitação pública.” (Japiassú, 2001)
Essa modalidade, proposta por Augusto Boal, é denominada
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Q1043959 Artes Cênicas
Inicialmente dedicado à pesquisa cênica com o objetivo de renovacão da linguagem teatral, J. L. Moreno questionava a tradição ocidental das convenções teatrais e terminou por descobrir o valor terapêutico do teatro na cura de distúrbios do comportamento.
A descrição, de Japiassú (2001), define o
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Q1043958 Educação Artística
Para Barbosa (A imagem no ensino da Arte: anos 1980 e novos tempos, 2012), a proposta de Edmund Feldman para a apreensão da linguagem da arte implica em desenvolver técnica, crítica e criação. Na teoria desse autor, o desenvolvimento crítico para a arte é o fundamento. Para ele, a capacidade crítica desenvolve-se por meio do ato de ver, associado a princípios estéticos, éticos e históricos, ao logo de quatro processos, distinguíveis mas interligados: prestar atenção ao que vê, descrição; observar o comportamento do que se vê, análise; dar significado à obra de arte; interpretação. O quarto processo é
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Q1043957 Educação Artística
Costa (2004) aponta para o diferencial dos recursos eletrônicos na produção artística desde o século XX. Entre eles, as criações poéticas eletrônicas feitas ao mesmo tempo de textos e de imagens denominadas
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Q1043956 Educação Artística
A noção, desenvolvida por Umberto Eco, de que “se é o artista quem imprime uma série de significados em seu trabalho, e se é a obra que os porta e exibe, é no observador que ela finalmente se fecha. O universo de significados e de possibilidades criado pelos artistas adquire enfim um certo sentido. Mas essa obra continuará portando esses possíveis significados até o próximo observador”. (Costa, 2004. Adaptado)
O excerto refere-se à noção de
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Q1043955 Educação Artística
Bredariolli (In: Barbosa & Cunha, 2010) aponta as concepções de Ana Mae Barbosa sobre o predomínio das imagens sobre o conhecimento informal, que é adquirido sem qualquer discernimento, indicando para a necessidade de alfabetização para a leitura de imagem, provável caminho para sua democratização. Segundo Bredariolli, essa alfabetização realiza-se pelo exercício de leitura como análise crítica articulada ao contexto, caminho para um olhar ativo sobre o mundo e suas imagens. Essa concepção de leitura tem como origem a noção de leitura presente em
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Q1043954 Educação Artística
Segundo Barbosa, A imagem no ensino da Arte: anos 1980 e novos tempos, 2012, no início da década de 1970, paralelo ao ensino para a formação de professores na universidade, havia o Movimento das Escolinhas de Arte, com atuação desde 1948. Seu objetivo era
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Q1043953 Pedagogia
Moran (2004) comenta que, atualmente, de modo geral, as tecnologias nas escolas “(...) são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos. Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não aguentam mais nossa forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos ou separados. Abrem- -se novos campos na educação on-line, pela Internet, principalmente na educação a distância. Mas também na educação presencial a chegada da Internet está trazendo novos desafios para a sala de aula, tanto tecnológicos como pedagógicos”. Por isso, para Moran (2004), os professores de cursos presenciais precisam
Alternativas
Respostas
2501: C
2502: D
2503: D
2504: A
2505: C
2506: E
2507: C
2508: D
2509: B
2510: E
2511: C
2512: C
2513: B
2514: A
2515: E
2516: D
2517: C
2518: C
2519: D
2520: C