Questões de Concurso Comentadas para analista de comunicação

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Q3746994 Comunicação Social
A adoção de redes sociais por instituições públicas, incluindo o Poder Legislativo (Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, Congresso Nacional), transformou a comunicação entre parlamentares, a instituição e os cidadãos. Essas plataformas digitais são vistas como ferramentas estratégicas para aumentar a transparência dos atos legislativos e fomentar o engajamento cívico. No entanto, seu uso também apresenta desafios, como a distinção entre comunicação institucional e promoção pessoal do político, a gestão de crises de imagem em tempo real e a propagação de desinformação. Acerca do uso de redes sociais no ambiente do Legislativo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__) A utilização de redes sociais pelo Legislativo é uma ferramenta de transparência ativa, pois permite a divulgação proativa de informações, como transmissões ao vivo de sessões, pautas de votações e resumos de projetos de lei, indo além do que é exigido pela LAI.

(__) O principal objetivo do uso de redes sociais por uma instituição legislativa deve ser a promoção pessoal dos parlamentares que compõem a Mesa Diretora, utilizando o perfil institucional para fortalecer suas imagens individuais.

(__) As redes sociais no Legislativo funcionam como um canal bidirecional (via de mão dupla), permitindo não apenas informar o cidadão, but também receber demandas, críticas e sugestões (engajamento), que podem subsidiar a atuação parlamentar.

(__) A linguagem utilizada nas redes sociais institucionais do Legislativo deve ser rigorosamente técnica e hermética (linguajar jurídico), evitando qualquer tipo de adaptação, como infográficos ou vídeos explicativos, para não simplificar o debate político.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3746993 Comunicação Social

O monitoramento da mídia é uma atividade estratégica para qualquer organização, seja ela pública ou privada. Tradicionalmente conhecido como 'clipping', esse processo evoluiu drasticamente com as novas tecnologias. Se antes era um trabalho manual de recorte de jornais e revistas, hoje envolve o monitoramento em tempo real de portais de notícias, blogs, redes sociais e mídias audiovisuais, utilizando ferramentas automatizadas e análise de dados. A finalidade, no entanto, permanece: entender como a organização é percebida pelo público e pela imprensa. Acerca da evolução e função do clipping, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:



(__)O clipping contemporâneo, ou monitoramento de mídia, foca-se exclusivamente em métricas quantitativas, como o número de menções e o alcance (impressões), sendo a análise qualitativa (análise de sentimento ou teor da menção) considerada obsoleta.



(__)A principal função estratégica do clipping é a gestão da reputação, permitindo à organização identificar precocemente potenciais crises de imagem, avaliar a repercussão de ações de comunicação e monitorar a concorrência.



(__)O processo de clipping moderno ignora mídias alternativas, como blogs e redes sociais, concentrando-se apenas em veículos de comunicação tradicionais (jornais, rádios e TVs) por possuírem maior credibilidade editorial.



(__)O clipping é uma ferramenta puramente reativa, utilizada somente após a ocorrência de uma crise, não possuindo valor proativo para o planejamento estratégico de comunicação.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3746992 Ética na Administração Pública

O Decreto nº 1.171/1994, que aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, estabelece os princípios morais e as regras deontológicas que devem guiar a conduta dos agentes públicos. Este decreto vai além da mera legalidade, exigindo que o servidor diferencie não apenas o legal do ilegal, mas também o honesto do desonesto, o conveniente do inconveniente. A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor. Considerando os deveres e vedações expressos neste decreto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3746991 Jornalismo
O planejamento da cobertura jornalística inicia-se com a definição da pauta, que funciona como um roteiro ou guia para a apuração da notícia ou reportagem. A pauta não é apenas a sugestão de um tema, mas um documento que deve conter informações preliminares, como o contexto do fato, sugestões de fontes, direcionamento da abordagem (enfoque) e, por vezes, a indicação do formato (entrevista, reportagem, nota). A natureza da pauta varia drasticamente dependendo do tipo de jornalismo praticado, indo do factual imediato ao investigativo de longo prazo. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. A 'pauta factual' (ou 'pauta quente') refere-se a eventos previsíveis ou que estão acontecendo no momento (hard news), como acidentes, coletivas de imprensa ou votações, exigindo apuração e publicação rápidas.

II. A 'pauta investigativa' diferencia-se por focar em assuntos inéditos ou ocultos, que exigem apuração aprofundada, tempo, sigilo e, frequentemente, o uso técnicas como cruzamento de dados ou entrevistas com fontes protegidas.

III. A 'pauta de serviço' é aquela focada exclusivamente em cobrir eventos sociais e a agenda de celebridades (jornalismo de colunismo social), sem foco na utilidade pública.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:        
Alternativas
Q3746990 Comunicação Social
Os Estudos Culturais, com origem na Escola de Birmingham e tendo em Stuart Hall um de seus principais expoentes, revolucionaram a forma de analisar a comunicação de massa. Em vez de focar apenas no poder da mídia sobre uma audiência passiva (como na Teoria Hipodérmica), essa corrente voltou-se para a 'cultura' em seu sentido amplo (o 'modo de vida global') e para o processo de recepção. O modelo de 'Codificação/Decodificação' de Hall, por exemplo, propõe que as mensagens são codificadas pela mídia (produção) com uma 'leitura preferencial', mas podem ser decodificadas pelos receptores de formas distintas. Sobre o processo de recepção segundo os Estudos Culturais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3746989 Jornalismo
Os conceitos de 'objetividade' e 'isenção' são, talvez, os mais debatidos e tensionados na teoria e prática do jornalismo. Se no passado a objetividade foi defendida como a capacidade de relatar os fatos 'como eles são', sem a interferência do jornalista, hoje há um consenso acadêmico de que a objetividade pura é um mito, pois todo relato envolve seleção e enquadramento. Contudo, isso não invalida a busca pela objetividade como um método de trabalho, que implica disciplina na apuração, checagem rigorosa e equilíbrio de fontes. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. A objetividade no jornalismo contemporâneo é entendida menos como a ausência de subjetividade do jornalista (o que é impossível) e mais como um método de apuração rigoroso, que busca a veracidade, a precisão e a apresentação de múltiplos lados de uma questão.

II. A isenção (ou imparcialidade) exige que o jornalista dê espaço e peso exatamente iguais a todas as opiniões sobre um determinado fato, mesmo que uma delas seja factualmente inverídica ou cientificamente refutada (ex: 'falsa simetria').

III. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros exige a 'precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação', o que fundamenta a busca pela objetividade como um dever profissional, mesmo que sua concepção filosófica seja complexa.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3746988 Comunicação Social
A comunicação da Administração Pública abrange diferentes modalidades com finalidades distintas, sendo crucial para o analista de comunicação diferenciar 'Publicidade Institucional' de 'Publicidade Legal'. Ambas são formas de comunicação pública, mas regidas por princípios e objetivos diferentes. A Publicidade Institucional visa divulgar ações, programas, serviços e obras, com caráter educativo, informativo ou de orientação social (conforme Art. 37 da Constituição). Já a Publicidade Legal tem uma natureza completamente distinta. Acerca das características da Publicidade Legal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__) A Publicidade Legal refere-se à obrigação que os órgãos públicos têm de publicar atos oficiais, como editais de licitação, balanços, convocações e leis, em veículos oficiais (Diário Oficial) ou, quando necessário, em jornais de grande circulação.

(__) O principal objetivo da Publicidade Legal é a promoção da imagem dos gestores públicos, utilizando linguagem persuasiva e imagens que associem o gestor ao ato oficial publicado.

(__) A Publicidade Legal é um instrumento fundamental para garantir a transparência, a validade jurídica e o controle social dos atos administrativos, dando publicidade a decisões que afetam a coletividade.

(__) A Publicidade Institucional e a Publicidade Legal são sinônimos, referindo-se ambas às campanhas de conscientização, como vacinação ou combate à dengue.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3746987 Legislação Federal
A Lei Federal n.º 12.527/2011, conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI), representa um marco na consolidação da transparência pública no Brasil, regulamentando o direito constitucional de acesso às informações. Ela estabelece que a publicidade é a regra e o sigilo, a exceção. A lei impõe procedimentos claros para a solicitação e disponibilização de dados, mas também define os limites desse acesso, estabelecendo prazos rigorosos para a classificação de informações sigilosas e para a proteção de informações pessoais. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. A LAI estabelece que os prazos máximos de classificação de sigilo são: 25 (vinte e cinco) anos para informações ultrassecretas, 15 (quinze) anos para secretas e 5 (cinco) anos para reservadas.

II. Informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo, pelo prazo máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção.

III. A LAI permite que os prazos de sigilo das informações classificadas como ultrassecretas sejam prorrogados indefinidamente, desde que justificado pela autoridade máxima do órgão. Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3746986 Jornalismo
A relação entre jornalistas e suas fontes de informação é um dos pilares mais complexos e eticamente sensíveis da profissão. A qualidade e a veracidade da notícia dependem diretamente da confiabilidade das fontes. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros dedica atenção especial a essa relação, estabelecendo direitos e deveres para proteger tanto o interesse público quanto o profissional. Uma das garantias fundamentais é o sigilo da fonte, que permite ao jornalista acessar informações que, de outra forma, permaneceriam ocultas, muitas vezes protegendo a fonte de retaliações. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I. O Código de Ética da FENAJ estabelece o sigilo da fonte como um direito do jornalista, que pode (e deve) resguardar a origem e identidade de suas fontes de informação quando considerar necessário para o exercício da profissão.

II. A relação ética com a fonte implica o dever do jornalista de sempre verificar a veracidade da informação prestada, não publicando acusações sem a devida apuração ou sem ouvir o outro lado (contraditório).

III. O Código de Ética proíbe o jornalista de expor pessoas ameaçadas ou em situação de vulnerabilidade, mesmo que sejam fontes relevantes, indicando a primazia da proteção da vida sobre o interesse da informação.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3746985 Jornalismo
A ideia de que a mídia 'constrói a realidade' não significa que ela invente fatos, mas sim que ela opera um processo de seleção, hierarquização e enquadramento dos acontecimentos. Duas teorias centrais explicam esse processo: a Teoria do Agendamento (Agenda-Setting), de McCombs e Shaw, e a Teoria do Enquadramento (Framing). O Agendamento sugere que a mídia não nos diz 'o que pensar', mas 'sobre o que pensar', ao definir quais temas ganham relevância pública. O Enquadramento, por sua vez, vai um passo além, analisando *como* esses temas são apresentados. Acerca da Teoria do Enquadramento (Framing), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__) O Enquadramento (Framing) refere-se ao processo de selecionar certos aspectos de uma realidade percebida e torná-los mais salientes em um texto comunicativo, de modo a promover uma definição particular do problema, interpretação causal, avaliação moral e/ou recomendação de tratamento.

(__) A Teoria do Enquadramento é idêntica à Teoria do Agendamento; ambos os termos descrevem exclusivamente a seleção dos temas que entrarão na pauta da mídia, sem analisar a abordagem dada a eles.

(__) Um 'enquadramento' jornalístico é sempre consciente e manipulativo, visando distorcer deliberadamente os fatos para beneficiar um grupo político ou econômico específico.

(__) O enquadramento é inevitável no jornalismo, pois qualquer relato de um fato exige escolhas lexicais (seleção de palavras), seleção de fontes, definição de título e hierarquização de informações, que acabam por enquadrar o evento de uma determinada maneira.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3746984 Legislação Federal
A Lei Federal n.º 12.232/2010 estabelece normas específicas para a licitação e contratação de serviços de publicidade prestados por agências de propaganda à Administração Pública. Esta lei visa garantir que a escolha da agência seja baseada não apenas no preço, mas fundamentalmente na sua capacidade técnica e criativa, dada a natureza singular do objeto contratado. Ela detalha rigorosamente o que pode e o que não pode ser feito, incluindo regras sobre a execução do contrato e a possibilidade de subcontratação. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. A lei permite que a agência vencedora da licitação subcontrate livremente os serviços de produção, como gráficas, produtoras de vídeo e áudio, desde que mantenha a responsabilidade pela execução.

II. A lei veda expressamente que a agência de publicidade subcontrate os serviços centrais de planejamento, conceituação, criação e mídia, que constituem o núcleo do objeto licitado.

III. A lei obriga que a agência vencedora realize, ela mesma, com equipe própria, todos os serviços de produção (gráfica, áudio, vídeo), sendo vedada qualquer tipo de subcontratação.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3746983 Comunicação Social
A Lei de Acesso à Informação (LAI), Lei nº 12.527/2011, estabelece dois pilares principais para garantir o acesso aos dados públicos: a transparência passiva e a transparência ativa. A transparência passiva refere-se ao dever do órgão de responder às solicitações feitas pelos cidadãos dentro de prazos específicos. Já a transparência ativa é a obrigação de divulgar um conjunto mínimo de informações de interesse público proativamente, independentemente de solicitações, principalmente nos sítios oficiais (internet). Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. A LAI define que a transparência ativa exige que os órgãos públicos publiquem na internet informações como registros de despesas, informações sobre licitações e contratos, e dados sobre remuneração de servidores.

II. O atendimento a um pedido de informação feito por um  cidadão através do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) é um exemplo de transparência passiva.

III. A LAI determina que a transparência ativa é facultativa (opcional), sendo uma recomendação de boa prática, mas não uma obrigação legal dos órgãos públicos.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS
Alternativas
Q3746982 Jornalismo

O período da ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) impôs desafios severos à imprensa, alterando profundamente o sentido do texto jornalístico. A censura,inicialmente velada, tornou-se explícita e institucionalizada, especialmente após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) em 1968, forçando os veículos a desenvolverem estratégias de resistência − como o uso de metáforas, receitas ou poemas para preencher espaços censurados − e, em outros casos, de acomodação e colaboração. A legislação desse período foi um instrumento chave para o controle da informação. Acerca das características da censura e da produção jornalística nesse período, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.




(__) O Decreto-Lei nº 1.077, de 1970, embora nominalmente voltado para a proteção da 'moral e dos bons costumes', foi amplamente utilizado como ferramenta de censura política, permitindo a apreensão de publicações e a censura prévia de conteúdos considerados 'subversivos'.



(__) A censura durante o regime militar era exclusivamente prévia, ou seja, todos os textos, sem exceção, deveriam ser submetidos aos censores federais antes da publicação, não existindo a prática da censura 'a posteriori' (pós-publicação).



(__) Jornais da chamada 'imprensa alternativa', como 'O Pasquim', 'Opinião' e 'Movimento', destacaram-se por não sofrerem qualquer tipo de censura, devido ao uso inteligente do humor e da linguagem metafórica, que passavam despercebidos pelos censores.



(__) A prática da autocensura tornou-se uma ferramenta de sobrevivência comum nas redações, onde jornalistas e editores antecipavam as possíveis reações do regime para evitar punições, o que resultou em um jornalismo frequentemente omisso e eufemístico.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3746981 Jornalismo
A era da informação, marcada pela internet, redes sociais e inteligência artificial, impôs ao jornalismo uma série de transformações e dilemas éticos profundos. A velocidade da disseminação de informações (e desinformações), a crise do modelo de negócios tradicional baseado em publicidade, e a pressão por engajamento (cliques) tensionam os valores clássicos da profissão, como a apuração rigorosa, a checagem de fatos e a objetividade. O jornalista contemporâneo precisa navegar entre a necessidade de agilidade digital e a responsabilidade ética da mediação jornalística. Sobre os dilemas éticos do jornalismo na era da informação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3746980 Jornalismo
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, cuja adesão é um dever do profissional, não é apenas um guia deontológico, mas um pilar para a relação complexa entre jornalismo, poder e cidadania. Ele estabelece os deveres e direitos do profissional, balizando sua atuação na busca pela informação de interesse público e na defesa dos valores democráticos. A complexidade dessa mediação exige do jornalista um compromisso ético robusto, especialmente ao lidar com a fidedignidade dos fatos, a proteção de suas fontes e a obrigação de retificar erros. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. O Código estabelece como dever fundamental do  jornalista o compromisso com a verdade dos fatos, pautando seu trabalho pela precisa apuração e sua correta divulgação.

II. O Código prevê expressamente o direito ao sigilo da fonte como um instrumento essencial para o exercício da profissão e a garantia de acesso a informações de interesse público.

III. O Código determina que, em caso de divulgação de informação imprecisa, o jornalista só deve retificá-la se for interpelado judicialmente, visando proteger o veículo de comunicação.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q3746979 Comunicação Social
A análise da comunicação na sociedade de massa é permeada por diversas correntes teóricas que buscaram compreender a influência e o poder dos meios de comunicação. Inicialmente, a Teoria Hipodérmica (ou da 'Bala Mágica'), alinhada aos pressupostos da Escola de Frankfurt, concebia a audiência como uma massa amorfa e passiva, que recebia e absorvia as mensagens de forma uniforme e direta, sem capacidade crítica. Esta visão foi posteriormente contestada e relativizada por diversas outras correntes. Uma das mais influentes, a Escola de Birmingham, conhecida pelos Estudos Culturais, deslocou o foco da análise, passando a investigar não apenas a produção da mensagem, mas, sobretudo, o processo de recepção e os contextos socioculturais dos receptores. Considerando especificamente a perspectiva inovadora dos Estudos Culturais, assinale a alternativa que descreve corretamente sua principal contribuição teórica.
Alternativas
Q3638337 Português
A arquitetura hostil, como se convencionou chamar, é um conjunto de dispositivos construtivos que têm como objetivo impedir a permanência de pessoas, especialmente daquelas em situação de rua, em bancos de praças, espaços residuais em fachadas e demais áreas livres do espaço público. Uma ideia ultrapassada, pautada na especulação imobiliária, onde se acredita que a remoção dessas pessoas valoriza o entorno e, consequentemente, aumenta o valor dos imóveis da região, a chamada gentrificação.

Se a base da arquitetura é o abrigo e o ofício do Arquiteto e Urbanista é justamente propor espaços de bem‑estar e acolhimento, impedir o uso de espaços públicos é, definitivamente, uma antiarquitetura. Essa prática está presente em diversas cidades mundo afora, com a instalação de cacos de vidro, pedras, barreiras, peças pontiagudas e outros elementos que hostilizam o usuário e reforçam a mensagem de que “esse lugar não é para você”. No Brasil, esse debate ganhou força apenas nos últimos anos.

Além de não resolver a complexa questão das pessoas em situação de rua, a arquitetura hostil influencia na relação do indivíduo com o espaço público e impede que seus equipamentos sejam plenamente utilizados, afinal, uma simples atividade como se sentar em um banco para descansar e desfrutar da sombra de uma árvore é prejudicada pela inserção desses elementos. Sem a liberdade de utilizar os espaços públicos, todos nós perdemos. Nossas cidades tornam‑se mais frias, agressivas e excludentes. Nossas praças e calçadas são apenas locais de passagem.

Carol Bernardo e Tamires de Alcântara. A quem pertencem nossas cidades?
Internet:<blog.archtrends.com>  (com adaptações). 

Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. 


No terceiro período do terceiro parágrafo, as palavras “frias”, “agressivas” e “excludentes” são usadas em seu sentido denotativo.

Alternativas
Q3638335 Português
A arquitetura hostil, como se convencionou chamar, é um conjunto de dispositivos construtivos que têm como objetivo impedir a permanência de pessoas, especialmente daquelas em situação de rua, em bancos de praças, espaços residuais em fachadas e demais áreas livres do espaço público. Uma ideia ultrapassada, pautada na especulação imobiliária, onde se acredita que a remoção dessas pessoas valoriza o entorno e, consequentemente, aumenta o valor dos imóveis da região, a chamada gentrificação.

Se a base da arquitetura é o abrigo e o ofício do Arquiteto e Urbanista é justamente propor espaços de bem‑estar e acolhimento, impedir o uso de espaços públicos é, definitivamente, uma antiarquitetura. Essa prática está presente em diversas cidades mundo afora, com a instalação de cacos de vidro, pedras, barreiras, peças pontiagudas e outros elementos que hostilizam o usuário e reforçam a mensagem de que “esse lugar não é para você”. No Brasil, esse debate ganhou força apenas nos últimos anos.

Além de não resolver a complexa questão das pessoas em situação de rua, a arquitetura hostil influencia na relação do indivíduo com o espaço público e impede que seus equipamentos sejam plenamente utilizados, afinal, uma simples atividade como se sentar em um banco para descansar e desfrutar da sombra de uma árvore é prejudicada pela inserção desses elementos. Sem a liberdade de utilizar os espaços públicos, todos nós perdemos. Nossas cidades tornam‑se mais frias, agressivas e excludentes. Nossas praças e calçadas são apenas locais de passagem.

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Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. 


No trecho “é prejudicada pela inserção desses elementos” (primeiro período do terceiro parágrafo) a palavra “prejudicada” é um adjetivo que funciona como predicativo.

Alternativas
Q3638334 Português
A arquitetura hostil, como se convencionou chamar, é um conjunto de dispositivos construtivos que têm como objetivo impedir a permanência de pessoas, especialmente daquelas em situação de rua, em bancos de praças, espaços residuais em fachadas e demais áreas livres do espaço público. Uma ideia ultrapassada, pautada na especulação imobiliária, onde se acredita que a remoção dessas pessoas valoriza o entorno e, consequentemente, aumenta o valor dos imóveis da região, a chamada gentrificação.

Se a base da arquitetura é o abrigo e o ofício do Arquiteto e Urbanista é justamente propor espaços de bem‑estar e acolhimento, impedir o uso de espaços públicos é, definitivamente, uma antiarquitetura. Essa prática está presente em diversas cidades mundo afora, com a instalação de cacos de vidro, pedras, barreiras, peças pontiagudas e outros elementos que hostilizam o usuário e reforçam a mensagem de que “esse lugar não é para você”. No Brasil, esse debate ganhou força apenas nos últimos anos.

Além de não resolver a complexa questão das pessoas em situação de rua, a arquitetura hostil influencia na relação do indivíduo com o espaço público e impede que seus equipamentos sejam plenamente utilizados, afinal, uma simples atividade como se sentar em um banco para descansar e desfrutar da sombra de uma árvore é prejudicada pela inserção desses elementos. Sem a liberdade de utilizar os espaços públicos, todos nós perdemos. Nossas cidades tornam‑se mais frias, agressivas e excludentes. Nossas praças e calçadas são apenas locais de passagem.

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Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. 


O vocábulo “que” (segundo período do segundo parágrafo) é um pronome relativo que atua na coesão textual.

Alternativas
Q3638333 Português
A arquitetura hostil, como se convencionou chamar, é um conjunto de dispositivos construtivos que têm como objetivo impedir a permanência de pessoas, especialmente daquelas em situação de rua, em bancos de praças, espaços residuais em fachadas e demais áreas livres do espaço público. Uma ideia ultrapassada, pautada na especulação imobiliária, onde se acredita que a remoção dessas pessoas valoriza o entorno e, consequentemente, aumenta o valor dos imóveis da região, a chamada gentrificação.

Se a base da arquitetura é o abrigo e o ofício do Arquiteto e Urbanista é justamente propor espaços de bem‑estar e acolhimento, impedir o uso de espaços públicos é, definitivamente, uma antiarquitetura. Essa prática está presente em diversas cidades mundo afora, com a instalação de cacos de vidro, pedras, barreiras, peças pontiagudas e outros elementos que hostilizam o usuário e reforçam a mensagem de que “esse lugar não é para você”. No Brasil, esse debate ganhou força apenas nos últimos anos.

Além de não resolver a complexa questão das pessoas em situação de rua, a arquitetura hostil influencia na relação do indivíduo com o espaço público e impede que seus equipamentos sejam plenamente utilizados, afinal, uma simples atividade como se sentar em um banco para descansar e desfrutar da sombra de uma árvore é prejudicada pela inserção desses elementos. Sem a liberdade de utilizar os espaços públicos, todos nós perdemos. Nossas cidades tornam‑se mais frias, agressivas e excludentes. Nossas praças e calçadas são apenas locais de passagem.

Carol Bernardo e Tamires de Alcântara. A quem pertencem nossas cidades?
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Considerando‑se os aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir. 


Palavras como “ultrapassada” (segundo período do primeiro parágrafo) e “anti‑arquitetura” (primeiro período do segundo parágrafo) expressam o juízo de valor das autoras acerca da arquitetura hostil.

Alternativas
Respostas
61: A
62: C
63: B
64: C
65: D
66: D
67: D
68: A
69: C
70: B
71: A
72: D
73: B
74: B
75: D
76: C
77: E
78: E
79: C
80: C