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Q3783047 Educação Física
Dentre as Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS) com as quais os profissionais de Educação Física podem atuar, desde que devidamente capacitados, está a Biodança, que, segundo Lima e cols. (2025), é uma
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Q3783046 Educação Física
De acordo com Vidal, Anic e Kerbej (2018), quando se monta uma aula de ginástica coreografada é necessário se preocupar em garantir uma sequência equilibrada e de acordo com o nível dos alunos. Para tanto, o profissional precisa estar atento a três elementos fundamentais, que são o
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Q3783045 Educação Física
Vidal, Anic e Kerbej (2018) apresentam três estilos de aulas de ginástica coletiva, que são: estilo livre, pré- -coreografado e pró-coreografado. Nas aulas do estilo pré-coreografado, o professor
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Q3783044 Educação Física
O exercício físico é apontado como parte do tratamento do diabetes e seus benefícios dependem do tipo de diabetes e da gravidade da doença. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, alguns dos efeitos esperados do exercício físico em pacientes com diabetes mellitus tipo II.
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Q3783043 Educação Física
A obesidade é um problema de saúde pública que afeta cada vez mais pessoas. Os profissionais de Educação Física podem desempenhar importante papel no tratamento da obesidade e para isso precisam ter em mente que, de acordo com Hutfless e cols, citados por Ramallo (2018),
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Q3783042 Educação Física
Antes do início de um programa de exercício físico, é muito importante a realização de uma avaliação pré-participação e a estratificação de risco cardiovascular para posterior tomada de decisão sobre a liberação para a prática. De acordo com Pitanga e cols. (2019), a aplicação do questionário Physical Activity Readiness (PAR-Q) deve ser uma das etapas dessa avaliação. De acordo com esses autores e em relação ao questionário PAR-Q, a pessoa estará liberada para a prática de exercícios, sem a obrigatoriedade de apresentar um atestado médico, quando responder
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Q3783041 Educação Física
A força muscular é influenciada por fatores neurais e morfológicos. Pensando nos fatores neurais, é correto afirmar que
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Q3783040 Educação Física
Um planejamento adequado de treino de musculação deve partir da identificação do nível de condição física e de experiência do cliente em relação à prática da musculação. Essa identificação é feita com base em alguns critérios definidos pelo American College of Sports Medicine (ACSM 2009-2011) e mencionados por Charro, João e Figueira Jr (2018). Com base nessa informação, assinale a alternativa correta a respeito das características que definem o nível de experiência de um praticante de musculação.
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Q3782823 Raciocínio Lógico

Analise o diagrama a seguir, que possui elementos em  todas as suas regiões:


                                                                   Imagem associada para resolução da questão


A partir dessa distribuição de elementos, é logicamente verdadeiro afirmar que

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Q3782820 Matemática

A tabela a seguir mostra o preço de fechamento de um ativo nos últimos cinco dias:


                                                         Imagem associada para resolução da questão


Para mostrar com mais ênfase a fase de declínio desse preço, um analista calculou a média aritmética simples dos preços de fechamento e comparou com a média aritmética desses preços, ponderada pelos pesos atribuídos a cada dia.


A diferença absoluta entre as duas médias foi de quantos reais (R$)?

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Q3782816 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância.
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Q3782815 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.


Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?


    O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.

    Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.

    Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?

    A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.

    Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.

    Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.


(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase do texto foi reescrita em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego do acento indicativo de crase.
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Q3782814 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.


Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?


    O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.

    Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.

    Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?

    A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.

    Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.

    Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.


(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)

Considere as seguintes frases do 3º parágrafo:
•  “Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados?”
•  “Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão...”
Considerando o sentido com que foram empregadas no texto, as palavras em destaque têm como sinônimos, correta e respectivamente,
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Q3782813 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.


Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?


    O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.

    Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.

    Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?

    A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.

    Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.

    Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.


(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)

Em “Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível...” (6º parágrafo), o autor utiliza uma metáfora para expressar a ideia de que
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Q3782812 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.


Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?


    O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.

    Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.

    Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?

    A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.

    Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.

    Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.


(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)

Com base na leitura do texto, é correto afirmar que o autor procura
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Q3782811 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada pode ser substituída pela expressão apresentada, sem prejuízo da norma-padrão de emprego dos pronomes.
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Q3782810 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ode à vida


    No início de 2020, a escritora portuguesa Lídia Jorge, na  época com 74 anos, via as ruas se esvaziando pelas janelas de sua casa, em Algarve, no sul de Portugal. Naquele momento, o mundo era contaminado pelo coronavírus. A vida entrou em suspensão. Em pouco tempo, as fronteiras se fecharam, a pandemia da covid-19 foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo português anunciou um rígido toque de recolher. Lídia Jorge, que tinha o costume de visitar a mãe, Maria dos Remédios, de 92 anos, no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, encontrou as portas do local fechadas no domingo de 8 de março daquele ano.


    A escritora portuguesa não viu mais a mãe com vida; ela faleceria em 19 de abril daquele ano, vítima de complicações da covid-19. Lídia Jorge precisou de um tempo para voltar a escrever. E a superação veio com o romance Misericórdia, inspirado nos últimos anos da matriarca, num lar para idosos. No livro, o leitor acompanha dona Alberti, junto a coadjuvantes  que refletem sobre a existência, mas que também fofocam, choram, riem, brigam e amam.


    A complexidade das relações humanas e a crítica social são pilares da obra dessa premiada autora. Ainda que muitas vezes surjam temas complicados de tratar, sua escrita transforma pensamentos, ações banais e conflitos pela teia do lirismo e da sensibilidade. A autora confessa que desejou escrever um enredo diferente de tudo o que já havia feito. “Misericórdia é um livro de paixão, que tem uma meditação sobre a existência”, conta. “Eu não quis escrever um livro  sobre minha mãe, mas um livro a partir dela e, portanto, essas tantas figuras que aparecem na história são uma personagem coletiva, mas surgem como personagens individuais que expressam seus sentimentos. No livro, há um choro, mas há  também um riso. Tem o dia fervilhante, mas tem a noite pesa rosa que nunca mais acaba.”


    Em seus livros, o empoderamento feminino e a crítica à desigualdade se tornaram suas marcas. Lídia Jorge também aborda as conquistas e mudanças da sociedade portuguesa em meio século, além de compartilhar sua trajetória, da infância aos primeiros passos na literatura, lugar em que traz à tona temas contemporâneos, como a crise migratória e o fechamento de fronteiras.


(Matheus Lopes Quirino, “Ode à vida”, Revista E. Adaptado)

Considere as frases a seguir:
•  “Ainda que muitas vezes surjam temas complicados de tratar, sua escrita transforma pensamentos…” (3º parágrafo)
•  “‘Eu não quis escrever um livro sobre minha mãe, mas um livro a partir dela…’” (3º parágrafo)
É correto afirmar que as expressões destacadas expressam, correta e respectivamente, relações de sentido de
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Q3782809 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ode à vida


    No início de 2020, a escritora portuguesa Lídia Jorge, na  época com 74 anos, via as ruas se esvaziando pelas janelas de sua casa, em Algarve, no sul de Portugal. Naquele momento, o mundo era contaminado pelo coronavírus. A vida entrou em suspensão. Em pouco tempo, as fronteiras se fecharam, a pandemia da covid-19 foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo português anunciou um rígido toque de recolher. Lídia Jorge, que tinha o costume de visitar a mãe, Maria dos Remédios, de 92 anos, no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, encontrou as portas do local fechadas no domingo de 8 de março daquele ano.


    A escritora portuguesa não viu mais a mãe com vida; ela faleceria em 19 de abril daquele ano, vítima de complicações da covid-19. Lídia Jorge precisou de um tempo para voltar a escrever. E a superação veio com o romance Misericórdia, inspirado nos últimos anos da matriarca, num lar para idosos. No livro, o leitor acompanha dona Alberti, junto a coadjuvantes  que refletem sobre a existência, mas que também fofocam, choram, riem, brigam e amam.


    A complexidade das relações humanas e a crítica social são pilares da obra dessa premiada autora. Ainda que muitas vezes surjam temas complicados de tratar, sua escrita transforma pensamentos, ações banais e conflitos pela teia do lirismo e da sensibilidade. A autora confessa que desejou escrever um enredo diferente de tudo o que já havia feito. “Misericórdia é um livro de paixão, que tem uma meditação sobre a existência”, conta. “Eu não quis escrever um livro  sobre minha mãe, mas um livro a partir dela e, portanto, essas tantas figuras que aparecem na história são uma personagem coletiva, mas surgem como personagens individuais que expressam seus sentimentos. No livro, há um choro, mas há  também um riso. Tem o dia fervilhante, mas tem a noite pesa rosa que nunca mais acaba.”


    Em seus livros, o empoderamento feminino e a crítica à desigualdade se tornaram suas marcas. Lídia Jorge também aborda as conquistas e mudanças da sociedade portuguesa em meio século, além de compartilhar sua trajetória, da infância aos primeiros passos na literatura, lugar em que traz à tona temas contemporâneos, como a crise migratória e o fechamento de fronteiras.


(Matheus Lopes Quirino, “Ode à vida”, Revista E. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido próprio.
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Q3782808 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ode à vida


    No início de 2020, a escritora portuguesa Lídia Jorge, na  época com 74 anos, via as ruas se esvaziando pelas janelas de sua casa, em Algarve, no sul de Portugal. Naquele momento, o mundo era contaminado pelo coronavírus. A vida entrou em suspensão. Em pouco tempo, as fronteiras se fecharam, a pandemia da covid-19 foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo português anunciou um rígido toque de recolher. Lídia Jorge, que tinha o costume de visitar a mãe, Maria dos Remédios, de 92 anos, no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, encontrou as portas do local fechadas no domingo de 8 de março daquele ano.


    A escritora portuguesa não viu mais a mãe com vida; ela faleceria em 19 de abril daquele ano, vítima de complicações da covid-19. Lídia Jorge precisou de um tempo para voltar a escrever. E a superação veio com o romance Misericórdia, inspirado nos últimos anos da matriarca, num lar para idosos. No livro, o leitor acompanha dona Alberti, junto a coadjuvantes  que refletem sobre a existência, mas que também fofocam, choram, riem, brigam e amam.


    A complexidade das relações humanas e a crítica social são pilares da obra dessa premiada autora. Ainda que muitas vezes surjam temas complicados de tratar, sua escrita transforma pensamentos, ações banais e conflitos pela teia do lirismo e da sensibilidade. A autora confessa que desejou escrever um enredo diferente de tudo o que já havia feito. “Misericórdia é um livro de paixão, que tem uma meditação sobre a existência”, conta. “Eu não quis escrever um livro  sobre minha mãe, mas um livro a partir dela e, portanto, essas tantas figuras que aparecem na história são uma personagem coletiva, mas surgem como personagens individuais que expressam seus sentimentos. No livro, há um choro, mas há  também um riso. Tem o dia fervilhante, mas tem a noite pesa rosa que nunca mais acaba.”


    Em seus livros, o empoderamento feminino e a crítica à desigualdade se tornaram suas marcas. Lídia Jorge também aborda as conquistas e mudanças da sociedade portuguesa em meio século, além de compartilhar sua trajetória, da infância aos primeiros passos na literatura, lugar em que traz à tona temas contemporâneos, como a crise migratória e o fechamento de fronteiras.


(Matheus Lopes Quirino, “Ode à vida”, Revista E. Adaptado)

Com base no texto, é correto afirmar que a obra de Lídia Jorge se distingue por um modo de representação literária que
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Q3782807 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Ode à vida


    No início de 2020, a escritora portuguesa Lídia Jorge, na  época com 74 anos, via as ruas se esvaziando pelas janelas de sua casa, em Algarve, no sul de Portugal. Naquele momento, o mundo era contaminado pelo coronavírus. A vida entrou em suspensão. Em pouco tempo, as fronteiras se fecharam, a pandemia da covid-19 foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o governo português anunciou um rígido toque de recolher. Lídia Jorge, que tinha o costume de visitar a mãe, Maria dos Remédios, de 92 anos, no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Boliqueime, encontrou as portas do local fechadas no domingo de 8 de março daquele ano.


    A escritora portuguesa não viu mais a mãe com vida; ela faleceria em 19 de abril daquele ano, vítima de complicações da covid-19. Lídia Jorge precisou de um tempo para voltar a escrever. E a superação veio com o romance Misericórdia, inspirado nos últimos anos da matriarca, num lar para idosos. No livro, o leitor acompanha dona Alberti, junto a coadjuvantes  que refletem sobre a existência, mas que também fofocam, choram, riem, brigam e amam.


    A complexidade das relações humanas e a crítica social são pilares da obra dessa premiada autora. Ainda que muitas vezes surjam temas complicados de tratar, sua escrita transforma pensamentos, ações banais e conflitos pela teia do lirismo e da sensibilidade. A autora confessa que desejou escrever um enredo diferente de tudo o que já havia feito. “Misericórdia é um livro de paixão, que tem uma meditação sobre a existência”, conta. “Eu não quis escrever um livro  sobre minha mãe, mas um livro a partir dela e, portanto, essas tantas figuras que aparecem na história são uma personagem coletiva, mas surgem como personagens individuais que expressam seus sentimentos. No livro, há um choro, mas há  também um riso. Tem o dia fervilhante, mas tem a noite pesa rosa que nunca mais acaba.”


    Em seus livros, o empoderamento feminino e a crítica à desigualdade se tornaram suas marcas. Lídia Jorge também aborda as conquistas e mudanças da sociedade portuguesa em meio século, além de compartilhar sua trajetória, da infância aos primeiros passos na literatura, lugar em que traz à tona temas contemporâneos, como a crise migratória e o fechamento de fronteiras.


(Matheus Lopes Quirino, “Ode à vida”, Revista E. Adaptado)

A partir das informações presentes no texto, é correto afirmar que o romance Misericórdia surgiu
Alternativas
Respostas
541: A
542: C
543: D
544: E
545: B
546: A
547: D
548: C
549: A
550: D
551: E
552: C
553: A
554: E
555: B
556: C
557: E
558: A
559: B
560: D