Questões de Concurso
Comentadas para técnico em necrópsia
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Um cadáver, de um paciente falecido com assistência médica, foi doado e encaminhado a um laboratório de anatomia humana de uma universidade, para fins de estudos em cursos da área da saúde. Em relação à necrópsia no referido corpo, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) É o mesmo que autópsia.
( ) Só é feito o exame externo.
( ) As cavidades naturais são abertas e os órgãos são extraídos e examinados em busca de alterações, congênitas ou adquiridas, e da causa da morte.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). Para a retirada do tecido encefálico, é necessária desarticulação da cabeça do cadáver, devendo ser utilizado(s) para abertura da cavidade craniana o(s) seguinte(s) instrumento(s):
I. Bisturi.
II. Machadinha.
III. Rugina.
IV. Tesoura.
V. Serra.
Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Osso longo.
2. Osso plano.
3. Osso sesamóide.
4. Osso curto.
( ) Patela.
( ) Fêmur.
( ) Parietal.
( ) Carpo.
( ) Occipital
Quanto às atribuições do técnico de anatomia e necrópsia, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Manter limpa a sala de necrópsia.
( ) Providenciar e preencher previamente formulário de declaração de óbito.
( ) Manter o instrumental limpo e em condições de uso.
( ) Não permitir a entrada de pessoas estranhas.
( ) Comparar a identificação do cadáver com a da requisição de necrópsia.
Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). Estão incluídas no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS):
I. execução de ações de saúde do trabalhador.
II. a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano.
III. a vigilância nutricional e a orientação alimentar.
IV. o controle de bens de consumo que não se relacionem com a saúde.
A INTERNET NOS DEIXA MAIS BURROS OU MAIS INTELIGENTES?
ISABELLA MARQUES
Diferente das gerações anteriores, que cresceram vendo televisão (ou seja, uma comunicação unidirecional no qual os receptores são passivos, não há a possibilidade de interação), a era da web faz com que nós produzamos conhecimento juntos, por meio do diálogo global. Todos têm iguais direitos de acessar, debater e expor ideias sobre um determinado assunto, e para isso basta um perfil no Facebook, acesso a fóruns de discussão, ou editar um verbete no Wikipédia, por exemplo.
Na rede, a compreensão dos mais diversos assuntos é aprimorada, pois pode tornar-se objeto de novas reflexões e discussões, "montado" como peças de um quebra cabeça, produzido de pessoas para pessoas, cada um dando a contribuição que pode. Pouco a pouco, seria concebível afirmar que estamos, juntos, compreendendo melhor o mundo via internet. Em teoria, tudo muito lindo.
O estudioso Mark Bauerlein, porém, coloca: “Muitos se perguntam qual o sentido de saber sobre Dom Pedro 2º quando dá para procurá-lo na Wikipédia. Mas a questão é: estudamos Dom Pedro 2º só para saber quando ele nasceu, as coisas que ele fez e o ano em que morreu? Ou estudamos figuras históricas como essa para desenvolver ideias sobre caráter, honra, inteligência e moral?”. Acrítica de alguns atores está no fato de que não usamos a web majoritariamente como uma ferramenta de diálogo e compreensão, mas sim para fazer upload das nossas fotos e escrevermos futilidades.
O problema não está na internet, mas sim no uso que fazemos dela. A começar pelo compartilhamento excessivo de informações, o que é evasivo à nossa privacidade: nós podemos não nos lembrar do que dissemos há anos, mas nas redes, fica lá memorizado, podendo um dia ser usado contra nós. Outro aspecto negativo está justamente no fato de qualquer um poder criar conteúdo: nada garante que a informação seja verdadeira (e esse é motivo pelo qual a Wikipédia talvez nunca seja aceita como fonte de pesquisa).
Quanto aos efeitos a longo prazo, o professor inglês Mark Bauerlein acredita que a internet piora a inteligência dos jovens em quatro aspectos: curiosidade intelectual, conhecimento histórico, consciência cívica e hábitos de leitura. Outros estudiosos sugerem também perda de concentração: fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo geraria uma fixação de informações e desempenho menor em cada uma das atividades.
Estamos cada dia mais conectados, inseridos em um contexto tecnológico que pede cada vez mais participação, desenvolvendo novas habilidades e interesses. Por enquanto é apenas possível afirmar que a internet propicia um aprimoramento intelectual individual em questões como a habilidade em fazer variadas tarefas simultaneamente, pensamento lógico e capacidade de tomar decisões, enquanto que num contexto mais amplo tem permitido a humanização do conhecimento ao refletir quem nós realmente somos. Se isso é bom ou ruim, só o tempo poderá dizer-nos.
(Este texto foi baseado nos estudos, textos e obras dos estudiosos Mark Bauerlein, Nicholas Carr, Don Tapscott e David Weinberger.)
Retirado e adaptado de: <http://obviousmag.org/simplesmente/2016/a-internet-nos-deixa-mais-burros-ou-mais-inteligentes.html>. Acesso em
26 jul. 2018.