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I.Na macroscopia de uma peça cirúrgica, como uma gastrectomia, o conhecimento da anatomia normal do estômago é essencial para identificar as margens cirúrgicas (proximal, distal), a pequena e a grande curvatura, e a localização precisa de uma lesão, como um tumor.
II.O conhecimento da drenagem linfática de um órgão é crucial, pois permite ao técnico identificar e dissecar corretamente os linfonodos regionais em uma peça oncológica, cuja análise microscópica é fundamental para o estadiamento do câncer.
III.Durante uma necrópsia, o conhecimento das relações topográficas entre os órgãos (situs) é fundamental para identificar anomalias congênitas, como 'situs inversus', e para realizar a evisceração em bloco de forma organizada, preservando as conexões anatômicas para posterior análise.
Está correto o que se afirma em:
(__)A bexiga urinária é o órgão responsável pela filtração do sangue e pela produção da urina, que é então transportada pelos rins para os ureteres.
(__)Os rins, além de formarem a urina, desempenham funções endócrinas, como a produção de eritropoetina, que estimula a produção de hemácias, e de renina, que ajuda a regular a pressão arterial.
(__)O néfron é a unidade funcional e estrutural do rim, responsável pelos processos de filtração glomerular, reabsorção tubular e secreção tubular, que resultam na formação da urina.
(__)A uretra masculina e a feminina são anatomicamente idênticas, sendo um tubo curto que transporta exclusivamente a urina da bexiga para o exterior do corpo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.O registro de amostras deve ser meticuloso, utilizando um sistema de codificação unívoco que permita a rastreabilidade completa, associando a peça anatômica a informações como data de recebimento, origem, método de fixação utilizado e histórico de uso.
II.Para otimizar o espaço, peças anatômicas de diferentes espécies e fixadas com soluções distintas (ex: formol e álcool) podem ser armazenadas na mesma cuba de conservação, desde que devidamente etiquetadas.
III.O descarte de tecidos humanos e animais fixados em formol, por serem material biológico, deve ser realizado em lixo comum hospitalar (Resíduo do Grupo A), sem a necessidade de tratamento químico prévio para neutralização do fixador.
Está correto o que se afirma em:
(__)A pinça dente de rato, por possuir garras finas e traumáticas, é o instrumento de escolha para a manipulação delicada de nervos e vasos sanguíneos durante a dissecação.
(__)O micrótomo é um equipamento utilizado para realizar cortes macroscópicos seriados em peças anatômicas fixadas, permitindo a separação de grandes segmentos do corpo para estudo.
(__)A tesoura de Metzenbaum, caracterizada por suas lâminas grossas e pontas rombas, é ideal para cortar fios de sutura, bandagens e outros materiais resistentes no laboratório.
(__)A sonda exploradora canulada é um instrumento utilizado para investigar o trajeto de ductos, vasos e fístulas, permitindo verificar sua permeabilidade e direção sem danificar as estruturas adjacentes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)A função eferente (motora) consiste em monitorar as alterações nos ambientes interno e externo do corpo por meio de receptores sensoriais.
(__)A integração é o processo pelo qual o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinal) interpreta a informação sensorial e toma decisões sobre as respostas a serem executadas.
(__)As informações aferentes (sensoriais) são conduzidas do sistema nervoso central para os órgãos efetores, como músculos e glândulas.
(__)A resposta motora (eferente) envolve a ativação de órgãos efetores, como a contração de um músculo ou a secreção de uma glândula, em resposta às decisões tomadas durante a integração.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
______________, esse contato constante com as redes sociais promove cada vez mais a “sociedade do igual” que tenta se homogeneizar, seja pela comparação nas mídias, seja pela tentativa (bem sucedida) capitalista de vender sempre os mesmos produtos.
Disponível em: https://jornalistaslivres.org/. Acesso em 03 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Conforme a leitura do texto, os operadores discursivos que completarão corretamente os tracejados apresentam, respectivamente, sentido
Leia o texto seguinte e responda à questão.
A palavra “sertão” é curiosa. A sonoridade sugere o verbo “ser” numa dimensão empolada. Ser tão, existir tanto. Os portugueses levaram a palavra para África e tentaram nomear assim a paisagem da savana. Não resultou. A palavra não ganhou raiz. Apenas nos escritos coloniais antigos se pode encontrar o termo “sertão”. Quase ninguém hoje, em Moçambique e Angola, reconhece o seu significado.
João Guimarães Rosa criou este lugar fantástico, e fez dele uma espécie de lugar de todos os lugares. O sertão e as veredas de que ele fala não são da ordem da geografia. O sertão é um mundo construído na linguagem. “O sertão”, diz ele, “está dentro de nós”. Guimarães Rosa não escreve sobre o sertão. Ele escreve como se ele fosse o sertão.
Em Moçambique nós vivíamos e vivemos ainda o momento épico de criar um espaço que seja nosso, não por tomada de posse, mas porque nele podemos encenar a ficção de nós mesmos, enquanto criaturas portadoras de História e fazedoras de futuro. Era isso a independência nacional, era isso a utopia de um mundo sonhado.
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 11 set. 2023. [Fragmento]
Leia o texto abaixo para responder à questão.
No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.
Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]
Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.
Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]
É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Leia o texto abaixo para responder à questão.
No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.
Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]
Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.
Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]
É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]
Leia o texto abaixo para responder à questão.
No Brasil fazemos muitos planos – faz parte da nossa cultura. Nossa dificuldade é de executá-los. Por exemplo, no setor de infraestrutura e transportes, há planos para melhorar o país desde o Plano da Comissão de 1890, que contempla projetos de infraestrutura para a Amazônia, que, até hoje, não saíram do papel.
Neste contexto, na semana passada, discuti o quanto é vago o termo bioeconomia para a Amazônia e recebi uma enxurrada de comentários, permitindo-me algumas reflexões adicionais, evoluindo o que pensava. [...]
Depois de mergulhar em vários dos documentos que pesquisei e dos adicionais que recebi, a sensação que tive é que não saímos do vago para o prático, da “bioeconomia” para a bioeconomia, de um faz de conta para a realidade, de um greenwashing para a sustentabilidade, da teoria para a prática. Mantive a sensação de uma distância grande do necessário para a transformação para um modo de vida mais próspero e equilibrado ou de uma similaridade ampla com o que vem sendo feito nos países mais avançados. Segue a lógica do “chutando a escada”, prevalecem os modelos que mantêm desigualdades.
Em praticamente todos os planos há grande boa vontade e interesse pelo país. Em cada um deles há enorme mérito. A problemática não são os planos em si ou seus autores abnegados, são os poucos recursos alocados para eles serem realizados. Se fazemos planos maravilhosos, mas não executamos ou se apenas realizamos as pequenas partes negativas ou de baixo impacto, como esperar uma transformação? Será que se quer transformação? [...]
É uma tradição que temos: planejar e não fazer, em especial para a região Amazônica. Enquanto isso, ela é entrecortada por mais de 3 milhões de quilômetros de vias vicinais não oficiais, segundo estudo do Imazon, publicado em 2022. É como se estivéssemos em uma das zonas de exclusão “socioeconômica das pessoas”, conforme estudado pelo geógrafo Rogerio Haesbaert e outros. (...)
Disponível em: https://jornalggn.com.br/. Acesso em 13 set. 2023. [Fragmento adaptado]