Questões de Concurso Comentadas para soldado do corpo de bombeiro

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Q3938588 Português
• Texto para a questão.


Em xeque, o tabu da participação feminina nas instituições militares

Ofensiva da Procuradoria-Geral da República tenta derrubar as últimas barreiras à ampla presença das mulheres nas Forças Armadas e na Polícia Militar


     Foi em meados de 1821, no pequeno município baiano de Cachoeira, que um jovem na faixa dos 20 anos bateu à porta do Regimento de Artilharia do Exército Brasileiro, apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente. O disfarce não durou muito — durante as diversas lutas vitoriosas do Batalhão dos Periquitos, descobriu-se que o soldado, na verdade, chamava-se Maria Quitéria de Jesus. Mais tarde, ela ganharia reconhecimento oficial como a primeira militar brasileira e heroína da Independência, com direito a uma estátua na Praça da Soledade, emSalvador. O triunfo damenina órfã, que aprendeu sozinha amanusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo, mas a aceitação de mulheres no ambiente militar sempre andou de forma lenta, travada pela desconfiança de que não teriam a mesma condição de exercer atividades de força como os homens.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/em-xeque-o-tabu-da-participacao-feminina-nas-instituicoes-militares/. Acesso em: 10 jan. 2026.
Observe os períodos I e II, para demarcar o item correto, em se tratando do uso ou da ausência da vírgula em relação aos elementos conectores destacados.

I. “[...] apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente.”
II. “O triunfo da menina órfã, que aprendeu sozinha a manusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo [...]” 
Alternativas
Q3938587 Português
• Texto para a questão.


Em xeque, o tabu da participação feminina nas instituições militares

Ofensiva da Procuradoria-Geral da República tenta derrubar as últimas barreiras à ampla presença das mulheres nas Forças Armadas e na Polícia Militar


     Foi em meados de 1821, no pequeno município baiano de Cachoeira, que um jovem na faixa dos 20 anos bateu à porta do Regimento de Artilharia do Exército Brasileiro, apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente. O disfarce não durou muito — durante as diversas lutas vitoriosas do Batalhão dos Periquitos, descobriu-se que o soldado, na verdade, chamava-se Maria Quitéria de Jesus. Mais tarde, ela ganharia reconhecimento oficial como a primeira militar brasileira e heroína da Independência, com direito a uma estátua na Praça da Soledade, emSalvador. O triunfo damenina órfã, que aprendeu sozinha amanusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo, mas a aceitação de mulheres no ambiente militar sempre andou de forma lenta, travada pela desconfiança de que não teriam a mesma condição de exercer atividades de força como os homens.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/em-xeque-o-tabu-da-participacao-feminina-nas-instituicoes-militares/. Acesso em: 10 jan. 2026.
Analise os trechos demarcados nos períodos em evidência e aponte o item correto em se tratando da relação morfossintática entre os sintagmas preposicionados a seguir:

• “Mais tarde, ela ganharia reconhecimento oficial como a primeira militar brasileira e heroína da Independência¹ [...]”
• “O triunfo da menina órfã², que aprendeu sozinha a manusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo [...]” 
Alternativas
Q3938586 Português
• Texto para a questão.


Em xeque, o tabu da participação feminina nas instituições militares

Ofensiva da Procuradoria-Geral da República tenta derrubar as últimas barreiras à ampla presença das mulheres nas Forças Armadas e na Polícia Militar


     Foi em meados de 1821, no pequeno município baiano de Cachoeira, que um jovem na faixa dos 20 anos bateu à porta do Regimento de Artilharia do Exército Brasileiro, apresentou-se como José Medeiros e colocou-se à disposição para combater as tropas portuguesas que contestavam a legitimidade de Dom Pedro I, então príncipe regente. O disfarce não durou muito — durante as diversas lutas vitoriosas do Batalhão dos Periquitos, descobriu-se que o soldado, na verdade, chamava-se Maria Quitéria de Jesus. Mais tarde, ela ganharia reconhecimento oficial como a primeira militar brasileira e heroína da Independência, com direito a uma estátua na Praça da Soledade, emSalvador. O triunfo damenina órfã, que aprendeu sozinha amanusear equipamentos bélicos, foi o primeiro passo, mas a aceitação de mulheres no ambiente militar sempre andou de forma lenta, travada pela desconfiança de que não teriam a mesma condição de exercer atividades de força como os homens.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/em-xeque-o-tabu-da-participacao-feminina-nas-instituicoes-militares/. Acesso em: 10 jan. 2026.
Atente-se às orações realçadas em I e em II, de modo a assinalar a alternativa correta.

I. “[...] descobriu-se que o soldado, na verdade, chamava-se Maria Quitéria de Jesus.”
II. “[...] travada pela desconfiança de que não teriam a mesma condição de exercer atividades de força como os homens.”
Alternativas
Q3938585 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
No período em evidência, a oração ressaltada é tipificada como:

“[...] ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.”
Alternativas
Q3938584 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
No excerto a seguir, a repetição do vocábulo demarcado indica uma coesão do tipo:

“Puras, mas depois da guerra...Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito.”
Alternativas
Q3938583 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.

Em se tratando da regência do verbo destacado a seguir, é correto afirmar que:



“Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra [...]”

Alternativas
Q3938582 Português
Texto para a questão.


A guerra não tem rosto de mulher


      Quando a guerra acabou, elas ficaram terrivelmente indefesas. Minha esposa, por exemplo, é uma mulher inteligente, mas tem uma visão negativa de mulheres militares, acha que elas iam para a guerra procurar noivo, que todas tinham casos por lá. E, apesar disso, na verdade, se a gente pode falar francamente, elas eram, em sua maioria, mulheres direitas. Puras, mas depois da guerra... Depois da sujeira, depois dos piolhos, depois das mortes...A gente queria algo bonito. Claro. Mulheres bonitas. Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira, mas ele não casou com ela: deu baixa e encontrou para si uma outra, mas bonitinha. E é infeliz com a esposa. Agora, fica lembrando da outra, do seu amor de guerra, essa sim, seria uma amiga. Depois do front, ele a deixou porque tinha passado quatro anos vendo a moça com botas gastas e casaco acolchoado masculino.


ALEKSIÉVITCH, Svethana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p.119.
“Eu tinha um amigo; no front: uma moça maravilhosa, pelo que me lembro, apaixonou-se por ele, uma enfermeira [...]”

Sobre o trecho realçado anteriormente, é verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2728054 Direito Administrativo

De acordo com o art. 6° da Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a:



I- gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação.

II- proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade.

III- proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso.

IV- orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada.

V- informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus óraãos ou entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos.


Estão corretas apenas as proposições:

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2728040 Noções de Informática

Para responder às questões de 60 a 65, considere a afirmação abaixo.


“No Windows podemos utilizar teclas de atalho para a maior parte de suas funções”.

Assinale a alternativa mostra o conjunto de teclas que “Abre o Windows Explorer”.

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2728039 Noções de Informática

Para responder às questões de 60 a 65, considere a afirmação abaixo.


“No Windows podemos utilizar teclas de atalho para a maior parte de suas funções”.

Assinale a alternativa que mostra o conjunto de teclas que “Captura a Tela ativa para colar em programas como o Painf"

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2728037 Noções de Informática

Para responder às questões de 60 a 65, considere a afirmação abaixo.


“No Windows podemos utilizar teclas de atalho para a maior parte de suas funções”.

Assinale a alternativa que mostra o conjunto de teclas que “Alterna entre janelas de programas abertos”.

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2728004 Matemática

Observe a figura a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

No retângulo de dimensões axb foram delimitadas duas regiões claras:uma,quadrada de ladosiguais a x (0 < x < a), e outra, retangular, de dimensões iguais aa -xeb -x.

Entendendo x como uma medida variável no intervalo indicado acima, é possível determinar a área da região escura da figura como uma função S(x).


Sendo assim, considere as seguintes proposições:


I - S(x) = (a + b)x - 2x2.

II - S(x) atinge seu valor mínimo para x = (a + b)/4.

III - O mínimo valor da função S(x) é (a + b)2/8.

IV - Para x = b - a, o valor da função S(x) é igual a 4ab - 3a2 - b2.


Das proposições acima:

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2727998 Português

Complete as lacunas com o uso adequado do porquê.


Avisei__________desejo o seu bem.

Todos sabem o ______________ de sua alegria.

_____________ você não veio à aula ontem?

Desconheço o motivo_____________você não veio.

Você se atrasou_______________?


A alternativa que indica a sequência correta para o preenchimento das lacunas é:

Alternativas
Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2727979 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 4

Um rio do Éden


29 de agosto de 2013 | 2h 19.

Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.


O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.


Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013

Na crônica de Veríssimo, predominam as sequências dissertativo-argumentativas, pois o autor:

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Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2727978 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 4

Um rio do Éden


29 de agosto de 2013 | 2h 19.

Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.


O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.


Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013

Ao justificar por que “a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora” (§2), Veríssimo:

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Ano: 2013 Banca: Concursos-MS Órgão: CBM-MS Prova: Concursos-MS - 2013 - CBM-MS - Soldado |
Q2727977 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 4

Um rio do Éden


29 de agosto de 2013 | 2h 19.

Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.


O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.


Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013

No início do segundo parágrafo, Veríssimo afirma: “É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo”. Nessa afirmação, a expressão destacada “essa ideia" foi utilizada para:


I - retomar algo já mencionado no primeiro parágrafo.

II - detalhar melhor os aspectos apresentados no primeiro parágrafo.

III - manter o tema e, ao mesmo tempo, acrescentar informações novas.

IV - fazer o texto progredir sequencialmente.

V - introduzir apenas informações completamente novas.


Estão corretas apenas

Alternativas
Respostas
33: C
34: A
35: B
36: A
37: C
38: C
39: E
40: A
41: A
42: A
43: A
44: C
45: A
46: B
47: D
48: D