Questões de Concurso Comentadas para residência médica

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Q4227755 Medicina
De acordo com o estudo DanGer-SHOCK, o uso da bomba microaxial (Impella) em pacientes com choque cardiogênico está associado à
Alternativas
Q4227754 Medicina
Homem, 45 anos de idade, chagásico, comparece ao prontosocorro com quadro de dispneia progressiva aos esforços, piorando há 4 dias. Ao exame físico, apresenta-se em REG, corado, com FC de 106 bpm rítmico, PA de 132×80 mmHg, BRNF com B3 e sopro sistólico 3+/6+ regurgitativo em foco mitral. MV + com estertores finos em 2/3 inferiores bilateralmente. Edema MMII 3+/4+, tempo de enchimento capilar de 2 segundos. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.
Alternativas
Q4227753 Medicina
Mulher, portadora de doença arterial coronária multiarterial, é admitida na emergência por quadro de dor torácica em repouso, com duração de 5 minutos, intermitente, sem relação com esforços. Faz uso de enalapril 10 mg 2x/dia, clortalidona 25 mg/dia e AAS 100 mg/dia. Ao exame físico, apresentou PA de 200×112 mmHg e FC de 112 bpm. Ausculta cardíaca e pulmonar normais, pulsos presentes e simétricos. Raio-X de tórax sem alterações. ECG com sobrecarga de ventrículo esquerdo com padrão strain. Havia realizado cintilografia miocárdica de perfusão 20 dias antes da admissão, que evidenciou hipocaptação persistente inferior com discreto componente transitório associado. Cateterismo cardíaco há 2 anos: DA: 60% terço médio; Cx: 70% proximal; CD: 70% terço médio; VE com função preservada. Foi iniciado nitroglicerina com melhora da dor e dos níveis pressóricos. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para o caso descrito. 
Alternativas
Q4227752 Medicina
São reconhecidos como marcadores de pior prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca:
Alternativas
Q4227751 Medicina
Homem, 42 anos de idade, previamente hígido, é internado por dor torácica típica e diagnosticado com infarto agudo do miocárdio com supra de ST. Ele recebe dupla antiagregação com ácido acetilsalicílico e ticagrelor, além de heparina e angioplastia com implante de stent farmacológico. Três dias após a alta, retorna ao hospital com equimoses extensas, epistaxe recorrente e sangramento gengival espontâneo. Exames laboratoriais revelam:

Plaquetas: 180.000/mm³
TP e TTPa: normais
Tempo de sangramento: prolongado
Teste de agregação plaquetária: Ausência de resposta ao ADP, redução da resposta ao colágeno e resposta normal à ristocetina e epinefrina.

Assinale a alternativa que apresenta a hipótese mais provável para explicar os achados clínico-laboratoriais. 
Alternativas
Q4227750 Medicina
Com relação à utilização de β-bloqueadores nas síndromes coronárias agudas, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4227585 Medicina
Homem, 38 anos de idade, completamente assintomático, é encaminhado para avaliação cardiológica devido à morte súbita de seu irmão aos 32 anos. O Eletrocardiograma (ECG) basal do paciente é normal. Durante um episódio febril (39,5 °C) por uma infecção viral, um ECG realizado no pronto-socorro revela um padrão de Brugada tipo 1 em V1 e V2, que se resolve, completamente, após a normalização da temperatura. Subsequentemente, um Estudo Eletrofisiológico (EEF) com estimulação ventricular programada é realizado e resulta negativo para a indução de arritmias ventriculares sustentadas.

Qual das seguintes condutas representa a abordagem mais adequada para este paciente?
Alternativas
Q4227576 Medicina
As afirmações a seguir exibem comentários sobre estudos relacionados ao uso de ACODs no contexto de Doença Arterial Coronária (DAC), com implante de stent eletivo em pacientes com fibrilação atrial.

I - Os dados do estudo AUGUSTUS demonstraram que a dose de apixabana mais adequada para redução de sangramento foi a de 2,5 mg duas vezes ao dia e clopidogrel 75 mg, sem acréscimo de aspirina, por até 12 meses. Depois, apenas apixabana 5 mg ou 2,5 mg duas vezes ao dia, a depender do cálculo de peso, idade e creatinina sérica.
II - Os dados do estudo PIONEER-AF demonstraram que a dose de rivaroxabana 2,5 mg duas vezes ao dia (associada ao uso de aspirina e clopidogrel por 1 a 3 meses), seguida de dose de 15 mg ou 20 mg associada ao clopidrogrel por 1 ano, é uma estratégia superior em redução de sangramento quando comparada ao uso direto de rivaroxabana 15 mg junto com clopidogrel 75 mg por 1 ano.
III - Os dados do estudo REDUAL-PCI revelaram que o risco de sangramento foi menor entre aqueles que receberam terapia dupla com dabigatrana (110 mg ou 150 mg duas vezes ao dia) e um inibidor P2Y12, do que entre aqueles que receberam terapia tripla com varfarina, um inibidor P2Y12 e aspirina. A terapia dupla não foi inferior à terapia tripla no que diz respeito ao risco de eventos tromboembólicos.

Está correto o que se afirma em:
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Q4227574 Medicina
Leia as seguintes afirmações sobre as taquicardias ventriculares sem cardiopatia estrutural:

I – As taquicardias ventriculares verapamil-sensíveis são, geralmente, as de via de saída do ventrículo direito. A ablação por cateter é altamente eficaz no tratamento curativo.
II – As taquicardias do fascículo póstero-inferior costumam ter um padrão de bloqueio de ramo direito e hemibloqueio pósteroinferior (ou BDPI). O tratamento curativo é a ablação por cateter.
III – As taquicardias adrenérgicas-dependentes com padrão bidirecional não estão relacionadas ao mecanismo de reentrada. Deve ser considerado o uso de β-bloqueadores tipo propranolol ou nadolol e investigar causas genéticas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4227573 Medicina
Em relação ao atendimento de pacientes com síncope na unidade de emergência, pode-se afirmar:
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Q4227571 Medicina
Paciente de 65 anos de idade, com antecedentes de hipertensão arterial essencial, diabetes melito não-insulino dependente, com doença arterial periférica importante (ex-tabagista), foi submetida à ablação por cateter para tratamento de Fibrilação Atrial (FA) persistente há cerca de 6 meses. Estava em uso de Anticoagulante Oral de Ação Direta (ACOD), sem antiarrítmico, quando iniciou quadro de palpitações taquicárdicas arrítmicas há cerca de 24 horas. Procura o serviço de emergência, com quadro de dispneia leve, PA de 130×80 mmHg, ECG com FA, QRS estreito e frequência cardíaca em torno de 140 bpm. Estava em jejum há cerca de 6 horas, e tinha tentado uso de amiodarona 200 mg por conta própria, sem sucesso. Refere que veio preparada para Cardioversão Elétrica (CVE), conforme orientação do seu médico. Indagada sobre o uso do ACOD, refere ter “falhado algumas doses” nos últimos 30 dias. Considerando as atuais recomendações e diretrizes, assinale a alternativa mais adequada quanto ao manejo da anticoagulação durante a cardioversão. 
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Q4227569 Medicina
Paciente com Síndrome de Brugada tipo 1 espontâneo e síncopes recorrentes foi submetido ao implante de CDI há cerca de 2 meses. Teve 3 terapias inapropriadas. Neste caso, quais seriam as 2 principais hipóteses? 
Alternativas
Q4227567 Psiquiatria
Homem, 76 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial, é trazido ao ambulatório pelos filhos por apresentar, há 8 meses, dificuldade de memória, piora do equilíbrio e episódios de irritabilidade. Nas últimas semanas, passou a ter comportamento social inadequado, como rir sem motivo e retirar roupas em locais públicos, além de episódios de incontinência urinária. Ao exame físico, apresenta-se consciente, desinibido, com discurso tangencial. Marcha apraxia. MEEM: 20/30. O teste do desenho do relógio foi profundamente desorganizado.
• RM de encéfalo (FLAIR e T2): múltiplas áreas hiperintensas na substância branca periventricular e nos núcleos da base, além de rarefação da substância branca frontoparietal.
• EEG: ritmo de base desorganizado, sem atividade epileptiforme.
• Líquor: pressão normal, sem pleocitose, proteínas e glicose normais.
• Exames laboratoriais: TSH, B12 e VDRL não reagentes ou normais.

Com base no quadro clínico descrito e nos achados complementares, qual o diagnóstico mais provável? 
Alternativas
Q4227565 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Em relação à terapia modificadora da Doença de Alzheimer (DA), assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227564 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
O paciente aceitou a sua indicação sobre os exames subsidiários, e tomou providências para realizá-los da forma mais abrangente possível. Alguns exames já ficaram prontos e são apresentados a seguir:

• A avaliação da funcionalidade, feita por uma terapeuta ocupacional experiente, mostrou preservação total da capacidade de desempenhar atividades básicas da vida diária, mas identificou algumas dificuldades em tarefas instrumentais de maior complexidade, como lembrar-se de todos os itens de uma lista de compras e realizar cálculos mentais para determinar o troco em transações financeiras.
• A volumetria hipocampal por ressonância magnética mostrou volume hipocampal de 1,82 cm³ à esquerda e 2,16 cm³ a direita, sugerindo redução assimétrica do volume hipocampal.
• O exame de imagem funcional por 18F-FDG-PET revelou redução da atividade metabólica em região mesial dos lobos temporais, mais acentuada à esquerda, e também nos córtices de associação temporoparietais (pré-cúneo e cíngulo posterior) com predomínio à esquerda. As concentrações do radiofármaco em áreas subcorticais, como estriado e tálamo, bem como nos córtices sensoriomotores e no cerebelo estavam preservadas.
• A análise de biomarcadores plasmáticos (com base nas concentrações de peptídeos Aβ42 e Aβ40, proteína Tau fosforilada e não fosforilada em treonina 217, e do genótipo ApoE) indicou um índice APS (amyloid probability score) de 75, sugerindo alta probabilidade da presença de placas de amiloide em tecidos cerebrais.
• Exame de imagem molecular por 11C-PIB-PET revelou captação do traçador em áreas corticais, com SUVR (Standardized Uptake Value Ratio) de 2,05 sugerindo acúmulo de amiloide cerebral.
• Pesquisa de polimorfismos da apolipoproteína E indicou que o paciente é portador do genótipo heterozigoto ε-3/ε-4.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor reflete (i) a classificação AT(N), onde A se refere à presunção do acúmulo de amiloide cerebral, T se refere à presunção de acúmulo de proteína tau fosforilada e N indica evidência de processo neurodegenerativo; e (ii) como essa informação pode auxiliar no raciocínio clínico, para fins de esclarecimento diagnóstico e tomada de decisões terapêuticas. 
Alternativas
Q4227563 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Considerando que o paciente tem condições financeiras para custear exames não providos pelo SUS, assinale a alternativa que apresenta os exames que você indicaria para completar a investigação clínica, tendo como objetivo estabelecer o “diagnóstico biológico” da Doença de Alzheimer, considerando-se um possível encaminhamento para terapia modificadora da doença com drogas antiamiloide. 
Alternativas
Q4227562 Medicina
Homem, 69 anos de idade, apresenta quedas frequentes, rigidez axial, lentidão motora, distúrbio de olhar vertical e alterações de comportamento com apatia e desinibição leve. A ressonância mostra o sinal do “bico do colibri” (colibri’s beak) no tronco encefálico. Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q4227561 Medicina
Na doença de Alzheimer, a presença de taupatia neocortical constatada por meio do PET cerebral ou por fluidos substitutos (sangue ou líquor) sempre é um prérequisito para o surgimento da cascata amiloide anormal, identificável por meio do PET-amiloide, sangue ou líquor, e esse fenômeno facilita o diagnóstico neuropatológico precoce da doença, ou seja, antes do aparecimento do declínio cognitivo.
Alternativas
Q4227560 Psiquiatria
Sobre a instrumentalização diagnóstica das demências, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4227559 Psiquiatria
Em relação ao transtorno afetivo bipolar, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
2621: C
2622: D
2623: C
2624: B
2625: B
2626: C
2627: C
2628: C
2629: B
2630: C
2631: B
2632: B
2633: C
2634: D
2635: B
2636: D
2637: B
2638: D
2639: B
2640: C