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A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio.
O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos dizer, a importância que há em dizê-lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter negativo de mero exercício formal, como tem na escola.
Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem.
Por outro lado, a arte de escrever, na medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade por este ângulo. [...]
A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado, escreveram."
A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio.
O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos dizer, a importância que há em dizê-lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter negativo de mero exercício formal, como tem na escola.
Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem.
Por outro lado, a arte de escrever, na medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade por este ângulo. [...]
A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado, escreveram."
As tentativas estatais para conter a obesidade são inspiradas no sucesso das medidas para desestimular o hábito de fumar. No Brasil, duas décadas depois da primeira lei que proíbe o cigarro em lugares fechados, a porcentagem da população que fuma caiu de 35%, em 1989, para 17% em 2010. Outras medidas, como a restrição à propaganda de tabaco, o aumento dos impostos e a proibição de aditivos no fumo, também ajudaram. Nos Estados Unidos, desde que o governo dobrou os impostos sobre os maços, em 2009, mais de 3 milhões de americanos abandonaram o hábito. Já a eficiência das fotos de doenças relacionadas ao fumo, estampadas pela primeira vez em maços de cigarros no Canada, em 2001, é mais questionável. Apesar de a ideia ter sido copiada por 62 países, inclusive o Brasil, estudos mostram que as imagens servem no máximo para tornar a população mais consciente dos problemas de saúde que o cigarro pode acarretar, mas pouco ou nenhum impacto tiveram na redução do número de fumantes.
A mais recente inovação da campanha contra o fumo foi feita na Austrália. O pais instituiu a primeira lei que cria os “maços genéricos”. Desde o inicio deste mês, as embalagens passaram a ser da mesma cor, todas verdes, e os nomes aparecem na mesma letra padronizada. O objetivo é minimizar o apelo da marca, das cores e do design sobre os consumidores. A medida foi contestada pelos fabricantes com o argumento de que a simplicidade nos rótulos pode encorajar o mercado negro. Outro problema das embalagens sem atrativos visuais é que elas fecham a porta de entrada para novas marcas e, portanto, desestimulam a concorrência. “Com isso, as grandes marcas serão beneficiadas", diz Darryl Jayson, vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Tabaco, nos Estados Unidos. A Inglaterra, a Nova Zelândia e alguns países da União Europeia estudam implementar leis semelhantes.
(FISCH, Tamara. A marca sumiu dos maços. Revista Veja. Ed. Abril, ed. 2299, n. 50, p.112, 12 dez. 2012.)
Se a locução destacada em: “APESAR DE a ideia ter sido copiada por 62 países...” for substituída por AINDA QUE, para que o trecho mantenha o mesmo sentido, o verbo TER deve assumir a forma:
Sabendo-se que o índice de vazios desse solo é de 50%, qual é o valor do peso específico, em kN/m3, desse solo no estado seco?
Sabendo-se que sua umidade é de 25%, a quantidade de água presente nessa peça de madeira, em kg, é
Se a viga se encontra em equilíbrio perfeito, a reação vertical no apoio oposto ao vão carregado, em kN, é
Sabendo-se que seu comprimento antes do início do ensaio era 80 cm, o alongamento da barra no fim do ensaio, em cm, foi de
As tentativas estatais para conter a obesidade são inspiradas no sucesso das medidas para desestimular o hábito de fumar. No Brasil, duas décadas depois da primeira lei que proíbe o cigarro em lugares fechados, a porcentagem da população que fuma caiu de 35%, em 1989, para 17% em 2010. Outras medidas, como a restrição à propaganda de tabaco, o aumento dos impostos e a proibição de aditivos no fumo, também ajudaram. Nos Estados Unidos, desde que o governo dobrou os impostos sobre os maços, em 2009, mais de 3 milhões de americanos abandonaram o hábito. Já a eficiência das fotos de doenças relacionadas ao fumo, estampadas pela primeira vez em maços de cigarros no Canada, em 2001, é mais questionável. Apesar de a ideia ter sido copiada por 62 países, inclusive o Brasil, estudos mostram que as imagens servem no máximo para tornar a população mais consciente dos problemas de saúde que o cigarro pode acarretar, mas pouco ou nenhum impacto tiveram na redução do número de fumantes.
A mais recente inovação da campanha contra o fumo foi feita na Austrália. O país instituiu a primeira lei que cria os “maços genéricos”. Desde o início deste mês, as embalagens passaram a ser da mesma cor, todas verdes, e os nomes aparecem na mesma letra padronizada. O objetivo é minimizar o apelo da marca, das cores e do design sobre os consumidores. A medida foi contestada pelos fabricantes com o argumento de que a simplicidade nos rótulos pode encorajar o mercado negro. Outro problema das embalagens sem atrativos visuais é que elas fecham a porta de entrada para novas marcas e, portanto, desestimulam a concorrência. “Com isso, as grandes marcas serão beneficiadas”, diz Darryl Jayson, vice-presidente da Associação dos Comerciantes de Tabaco, nos Estados Unidos. A Inglaterra, a Nova Zelândia e alguns países da União Europeia estudam implementar leis semelhantes.
(FISCH, Tamara. A marca sumiu dos maços. Revista Veja. Ed. Abril, ed. 2299, n. 50, p.112, 12 dez. 2012.)
A conjunção destacada em: “... fecham a porta de entrada para novas marcas e, PORTANTO, desestimulam a concorrência.” exprime ideia de:
1. A energia, que é emitida do Sol, corresponde ao poder de emissão de um corpo negro com temperatura em torno de 5777 K.
2. A irradiação solar máxima é medida fora da atmosfera da Terra, antes que ocorra qualquer tipo de interferência por elementos que constituem a atmosfera terrestre, atenuação por nuvens ou poluição.
3. A radiação solar incidente sobre os coletores solares é decomposta em duas componentes. A primeira é radiação solar direta, definida como a fração da irradiação solar que atravessa a atmosfera sem sofrer alteração na sua direção original. A segunda componente corresponde à radiação difusa, ou seja, a componente da irradiação solar que é espalhada e refletida pelos elementos constituintes da atmosfera. O albedo, definido como a fração da radiação solar refletida e emitida pela vizinhança do coletor, como vegetação e construções, também é um componente da radiação difusa.
Está CORRETO o que se afirma em
Sobre esses catadores, analise as afirmativas abaixo:
1. Estudos apontam que os catadores são responsáveis por cerca de 90% do material que alimentam as indústrias de reciclagem no Brasil; além disso, eles contribuem para a redução de resíduos a serem tratados pela municipalidade, evitando que os resíduos virem rejeitos.
2. Esses “trabalhadores invisíveis” garimpam, nos resíduos sólidos, os desperdícios de recursos naturais que retornam ao processo produtivo como matérias-primas secundárias.
3. A atividade de catação, em geral, é desenvolvida em condições de trabalho bastante inadequadas, acrescida de exploração dos intermediários da reciclagem, do preconceito da população e da falta de incentivo e apoio do poder público.
4. No Brasil, nos últimos anos, várias cooperativas de catadores foram organizadas e têm atuado em parceria com administrações locais na coleta seletiva para projetos de reciclagem, por exemplo, a Asmare em Belo Horizonte.
Estão CORRETAS
1. Segundo definição do Ministério das Cidades, o saneamento ambiental, que também é conhecido como saneamento básico, envolve o conjunto de ações técnicas e socioeconômicas, entendidas fundamentalmente como de saúde pública, tendo por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental e por finalidade promover e melhorar as condições de vida urbana e rural.
2. As ações de saneamento ambiental são essencialmente de saúde pública, na medida em que exercem papel preventivo por meio do controle de vetores transmissores de doenças prejudiciais ao homem.
3. Cabe ao Estado prestar e organizar os serviços de saneamento ambiental, sendo, então, o seu titular.
Está INCORRETO o que se afirma em
1. Nas lagoas de estabilização facultativas, a matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel), conjuntamente com a matéria orgânica em suspensão de pequenas dimensões (DBO finamente particulada), não sedimenta, permanecendo dispersa na massa líquida. A sua decomposição se dá através de bactérias facultativas que possuem a capacidade de sobreviver, apenas, na presença de oxigênio livre.
2. As lagoas de alta taxa são concebidas para maximizar a produção de algas em um ambiente totalmente aeróbio. Para tanto, as lagoas possuem alta profundidade (superiores a 5 metros).
3. As lagoas de maturação possibilitam um polimento no efluente; seu principal objetivo é a remoção de organismos patogênicos e não, a remoção adicional de DBO.
Está CORRETO o que se afirma em
1. O excesso de nutrientes nos corpos d’água pode levar ao crescimento excessivo de alguns organismos aquáticos, acarretando prejuízo a determinados usos dos recursos hídricos. Esses nutrientes, principalmente os sais de nitrogênio e fósforo, são comumente responsáveis pela proliferação acentuada de algas, que podem prejudicar a utilização de mananciais de água potável. Os nutrientes chegam aos corpos de água por meio da erosão de solos, pela fertilização artificial dos campos agrícolas, pela própria decomposição da matéria orgânica biodegradável existente no solo e na água, pelos esgotos, oriundos das atividades humanas, entre outras.
2. Os sólidos em suspensão aumentam a turbidez da água, isto é, diminuem sua transparência. O aumento da turbidez reduz as taxas de fotossíntese e prejudica a procura de alimento para algumas espécies, levando a desequilíbrio na cadeia alimentar.
3. A temperatura da água não altera a solubilidade dos gases nem a cinética das reações químicas.
Está INCORRETO o que se afirma em
(01) Os metais podem ser solubilizados pela água, podendo gerar danos à saúde em função da quantidade ingerida, devido a sua toxicidade, ou de seus potenciais carcinogênicos, mutagênicos ou teratogênicos.
(02) Exemplos de metais tóxicos no meio aquático: arsênico, bário, cádmio, cromo, chumbo, mercúrio e radônio.
(03) Um organismo aquático pode apresentar dois tipos básicos de comportamento em relação aos metais: ou é sensível à ação tóxica de um determinado metal ou não é sensível, mas o bioacumula, potencializando seu efeito nocivo ao longo da cadeia alimentar, colocando em risco organismos situados no topo dessa cadeia.
(04) Exemplo de problema relacionado com metais em meio aquático: Mal de Minamata, detectado em 1953 na baía de Minamata, Japão. Houve acúmulo de compostos organomercuriais no sistema nervoso humano, principalmente no cérebro e na medula. A presença de metilmercúrio nas águas, com o lançamento de efluentes industriais, atingiu a população local que consumiu peixes, causando grande número de mortes e deformações genéticas.