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Anchieta muito além dos milagres
A notícia da canonização do padre José de Anchieta, feita de maneira justa pelo Papa Francisco, é um reconhecimento histórico de um homem que deu a sua vida pelos valores e princípios do Evangelho, tão importantes no início do processo de miscigenação cultural de nossa nação. A sua visão missionária vai além de seu tempo, deixando um legado religioso e cultural para a História do Brasil, ainda hoje reconhecido por muitos intelectuais e historiadores de nosso país. É difícil, em poucas palavras, expressar a riqueza desse legado, sobretudo quando este se estende desde o campo da literatura, da poesia, da antropologia e dramaturgia, chegando até os primórdios da biogeografia brasileira.
Sem nenhuma intenção de proselitismo, não podemos deixar de reconhecer a grande contribuição deste homem, considerado um ícone da evangelização nos primórdios das raízes de nossa brasilidade. Estar ligado à fundação das duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não é algo trivial, pois isto supõe capacidade de dialogar, de aceitar diferenças, de ser inovador, de romper barreiras religiosas e culturais, de integrar culturas distintas e, extraordinariamente, de entregar sua vida por uma causa mais nobre, sem pretensões de poder, benefício próprio ou ambições econômicas. A maneira como Anchieta viveu e morreu aqui em nosso país é um testemunho inquestionável de alguém que procurou trabalhar e gastar a sua vida com gratuidade e simplicidade, sempre defendendo aqueles que sofriam os efeitos nefastos do processo colonizador, como os povos indígenas na sua época.
Além deste árduo trabalho de inculturação da fé, a sua contribuição literária foi fundamental, lançando as bases da arte da poesia lírica e épica no Brasil, além dos sermões, cartas e uma gramática tupi-guarani, a língua mais falada naquela época na costa do país.
Junto com outros que procuraram narrar em cartas os aspectos etnológicos, etológicos e históricos no início do processo de colonização, como Pero Vaz de Caminha, Pedro Lopes de Souza, Hans Staden, André Thévet, Jean de Léry, Pedro de Magalhães Gândavo, entre outros, a carta escrita por José de Anchieta em 1560, documento pouco conhecido pelos brasileiros, tem um papel relevante para os primórdios da chamada biogeografia brasileira. Neste relato pré-biogeográfico, aparece a riqueza e o uso da biodiversidade pelos povos nativos, revelando também aspectos etológicos de alguns animais. O que chama a atenção é a preocupação de Anchieta em mostrar a visão integradora do homem com a fauna e com a flora, agregando informações sobre os fenômenos climáticos. A sua maneira holística de olhar a realidade antropológica, etnológica, teológica e ambiental integradamente é, sem dúvida, uma referência para o nosso mundo atual, carente de uma visão mais sistêmica da realidade socioambiental.
Ao canonizar o padre Anchieta, o Papa Francisco foi além dos milagres baseados apenas nas curas e nas graças alcançadas, mostrando que é preciso ver também o legado e a contribuição cultural que uma pessoa deixa na história de um país, sendo sempre estímulo às futuras gerações.Que o exemplo do Santo José de Anchieta nos estimule a buscar sempre a abertura e o diálogo com as diferentes culturas e religiões que fazem parte de nossa brasilidade, exercendo a solidariedade entre os povos, e mostrando o quanto temos que conhecer e aprender com esta rica biodiversidade de nosso país, mesmo sabendo que a mesma se encontra cada vez mais vulnerável pela exploração e destruição de nossos ecossistemas.
(SIQUEIRA, J. Carlos de. O Globo , 02/04/2014, p.17.)
Das alterações feitas na redação do trecho acima, aquela em que foi mantido o sentido original do texto é:
Anchieta muito além dos milagres
A notícia da canonização do padre José de Anchieta, feita de maneira justa pelo Papa Francisco, é um reconhecimento histórico de um homem que deu a sua vida pelos valores e princípios do Evangelho, tão importantes no início do processo de miscigenação cultural de nossa nação. A sua visão missionária vai além de seu tempo, deixando um legado religioso e cultural para a História do Brasil, ainda hoje reconhecido por muitos intelectuais e historiadores de nosso país. É difícil, em poucas palavras, expressar a riqueza desse legado, sobretudo quando este se estende desde o campo da literatura, da poesia, da antropologia e dramaturgia, chegando até os primórdios da biogeografia brasileira.
Sem nenhuma intenção de proselitismo, não podemos deixar de reconhecer a grande contribuição deste homem, considerado um ícone da evangelização nos primórdios das raízes de nossa brasilidade. Estar ligado à fundação das duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não é algo trivial, pois isto supõe capacidade de dialogar, de aceitar diferenças, de ser inovador, de romper barreiras religiosas e culturais, de integrar culturas distintas e, extraordinariamente, de entregar sua vida por uma causa mais nobre, sem pretensões de poder, benefício próprio ou ambições econômicas. A maneira como Anchieta viveu e morreu aqui em nosso país é um testemunho inquestionável de alguém que procurou trabalhar e gastar a sua vida com gratuidade e simplicidade, sempre defendendo aqueles que sofriam os efeitos nefastos do processo colonizador, como os povos indígenas na sua época.
Além deste árduo trabalho de inculturação da fé, a sua contribuição literária foi fundamental, lançando as bases da arte da poesia lírica e épica no Brasil, além dos sermões, cartas e uma gramática tupi-guarani, a língua mais falada naquela época na costa do país.
Junto com outros que procuraram narrar em cartas os aspectos etnológicos, etológicos e históricos no início do processo de colonização, como Pero Vaz de Caminha, Pedro Lopes de Souza, Hans Staden, André Thévet, Jean de Léry, Pedro de Magalhães Gândavo, entre outros, a carta escrita por José de Anchieta em 1560, documento pouco conhecido pelos brasileiros, tem um papel relevante para os primórdios da chamada biogeografia brasileira. Neste relato pré-biogeográfico, aparece a riqueza e o uso da biodiversidade pelos povos nativos, revelando também aspectos etológicos de alguns animais. O que chama a atenção é a preocupação de Anchieta em mostrar a visão integradora do homem com a fauna e com a flora, agregando informações sobre os fenômenos climáticos. A sua maneira holística de olhar a realidade antropológica, etnológica, teológica e ambiental integradamente é, sem dúvida, uma referência para o nosso mundo atual, carente de uma visão mais sistêmica da realidade socioambiental.
Ao canonizar o padre Anchieta, o Papa Francisco foi além dos milagres baseados apenas nas curas e nas graças alcançadas, mostrando que é preciso ver também o legado e a contribuição cultural que uma pessoa deixa na história de um país, sendo sempre estímulo às futuras gerações.Que o exemplo do Santo José de Anchieta nos estimule a buscar sempre a abertura e o diálogo com as diferentes culturas e religiões que fazem parte de nossa brasilidade, exercendo a solidariedade entre os povos, e mostrando o quanto temos que conhecer e aprender com esta rica biodiversidade de nosso país, mesmo sabendo que a mesma se encontra cada vez mais vulnerável pela exploração e destruição de nossos ecossistemas.
(SIQUEIRA, J. Carlos de. O Globo , 02/04/2014, p.17.)
I. A canonização do padre José de Anchieta representa um reconhecimento histórico de um homem cuja vida pautou-se pelos valores e princípios do Evangelho.
II. A visão missionária de Anchieta ultrapassa o seu tempo e deixa um legado religioso e cultural que se prolonga pelo campo da literatura, da antropologia, da dramaturgia e das origens da biogeografia brasileira.
III. A extraordinária capacidade demonstrada por Anchieta de entregar a própria vida a uma causa nobre, sem pretensões de poder, foi a razão principal que o levou a fundar as duas maiores cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro.
IV. A contribuição de Anchieta foi fundamental para a literatura no Brasil: lançou as bases da arte da poesia lírica e épica, proferiu sermões, foi missivista e escreveu uma gramática da língua tupi-guarani.
V. A visão de Anchieta, no sentido de buscar um entendimento integral dos fenômenos relativamente à real idade antropológica, etnológica, teológica e ambiental, é uma referência para o mundo contemporâneo.
VI. Espera-se que o exemplo do novo santo seja um estímulo à busca do diálogo entre diferentes culturas e religiões, promovendo a solidariedade entre os povos, e ainda um reconhecimento de quanto é preciso desvendar e aprender coma rica biodiversidade brasileira.
As afirmativas acima que estão em conformidade como texto são apenas:
“On June 6, the Guardian and the Washington Post broke the first stories in a series that would expose extraordinary surveillance at home and abroad by the U.S. National Security Agency in arguably the most important leak of classified intelligence ever” (l.1 to 5) = Em 6 de junho, o Guardian e o Washington Post quebraram os primeiros casos de uma série que exporia a extraordinária vigilância doméstica e internacional pela Agência de Segurança Nacional dos E.U.A. no mais importante vazamento de inteligência já visto.
In the sentence “the infants overheard a conversation” (l.7), the prefix “over” is added to the verb form “heard” to emphasize the act of hearing.
Pedestrians are getting so involved with what they are listening on their iPods that they don’t pay enough attention to the traffic, often with tragic consequences. According to some official information, many people are being killed as a result of stepping off the sidewalk in front of fast-moving vehicles. And most of the accidents can’t be avoided because the victims couldn’t even hear the warning because of the use of MP3.
Mark Hancock & Annie McDonald. English result upper-intermediate. Oxford University Press. p. 103 (adapted).
It is correct to infer from the text that, if people didn’t use electronic devices outside their homes, accidents wouldn’t happen.
Pedestrians are getting so involved with what they are listening on their iPods that they don’t pay enough attention to the traffic, often with tragic consequences. According to some official information, many people are being killed as a result of stepping off the sidewalk in front of fast-moving vehicles. And most of the accidents can’t be avoided because the victims couldn’t even hear the warning because of the use of MP3.
Mark Hancock & Annie McDonald. English result upper-intermediate. Oxford University Press. p. 103 (adapted).
In New York, a law was proposed to forbid the use of MP3 outdoors.
Pedestrians are getting so involved with what they are listening on their iPods that they don’t pay enough attention to the traffic, often with tragic consequences. According to some official information, many people are being killed as a result of stepping off the sidewalk in front of fast-moving vehicles. And most of the accidents can’t be avoided because the victims couldn’t even hear the warning because of the use of MP3.
Mark Hancock & Annie McDonald. English result upper-intermediate. Oxford University Press. p. 103 (adapted).
Most of the people who were involved in the accidents mentioned in the text couldn’t hear the vehicles approaching because they were distracted by their MP3 players.
Chronic lateness has spoilt friendships, and it’s a habit that has caused people to lose their jobs. Why, then, are so many people late?
According to some specialists, not arriving on time can be a form of avoidance. You are late for a party, or coming home from work because you don’t want to be where you’re supposed to be. It can also be a habit learned on childhood from a parent or an old brother or sister who also ran late. For others, it’s a result of an inability to judge time.
Whatever reason people have, lateness almost always annoys those of us who are always prompt to attend our commitments.
Diane Washawsky. Spectrum book 4. Ana Veltford. Prentice Hall Regents. p.156 (adapted).
Latecomers are people who hardly ever are on time for their appointments.
Chronic lateness has spoilt friendships, and it’s a habit that has caused people to lose their jobs. Why, then, are so many people late?
According to some specialists, not arriving on time can be a form of avoidance. You are late for a party, or coming home from work because you don’t want to be where you’re supposed to be. It can also be a habit learned on childhood from a parent or an old brother or sister who also ran late. For others, it’s a result of an inability to judge time.
Whatever reason people have, lateness almost always annoys those of us who are always prompt to attend our commitments.
Diane Washawsky. Spectrum book 4. Ana Veltford. Prentice Hall Regents. p.156 (adapted).
Some people lose their jobs because they are habitually late.
“Start by taking the Metro there (orange or blue line to Smithsonian; take the Mall exit out of the station)” (l.4 and 5) = Comece pegando o Metrô para lá (linha laranja ou azul para Smithsonian; tome a saída para Mall quando chegar à estação).
“Or duck into the sculpture garden at the Hirshhorn Museum nearby.” (l.10 and 11) = Ou ver os patos no jardim de esculturas no Museu Hirshhorn aí perto.
The expression “Along with exercise” (l.15) can be correctly replaced with As well as exercising.
“in the first place” (l.7) means basically the same as to start with.
The text is narrative, as shown in its first paragraph.
“if any” (l.18) refers to the possibility that there is no Neandertal DNA in the author’s genome at all.
The verb form “did” in the fragment “ Homo sapiens did in fact interbreed with archaic humans” (l.10 and 11) was used to express an indirect question.
The fragment “in recent years” (l.8) is chronologically connected with “a few years ago” (l.2).
In the fragment “Standards of beauty in and of themselves are by no means universal” (l.5 and 6), the expression “by no means” is the same as not at all.
No change in meaning will occur if “need not be seen” (l.20) is replaced with must not be seen.
“non-Western societies” (l.17) and “Elsewhere in the world” (l.15) refer, in the text, to basically the same thing.





