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Q663570 Português

Texto

Crise de Identidade

    Foi na semana passada. No Leblon. Como todo mundo sabe — será que ainda sabe? —, o Leblon não é a minha praia. Sou copacabanense. Pra mim, o Leblon fica além-fronteiras. Sou sempre um visitante em suas ruas. Olho para o bairro com olhos de turista, admirado com suas madames que almoçam fora, com os que se divertem na Rua Dias Ferreira e, principalmente, com a crença da quase totalidade de seus moradores de que o pão e o presunto foram inventados no Talho Capixaba. Nunca estou no Leblon por acaso. Dessa vez, estava indo ao dentista. Mas mudei de assunto e estou perdendo o fio da meada. Como estava dizendo, foi na semana passada. No Leblon. Ia ao dentista. Mal pisei na calçada do quarteirão a que me dirigia quando, na outra esquina, uma senhora me acenou. Bonita, cabelos brancos, esguia, bem vestida, ela veio se aproximando. Abriu um sorriso. Me conquistou. Já bem perto, abriu os braços. Parecia uma fã. Correspondí, dei-lhe um abraço e ela gritou entusiasmada: “Artur da Távola!”

    Passei 23 anos ininterruptos escrevendo uma coluna que, em alguns momentos, era publicada três vezes por semana. Faz oito meses que parei. E já estão me confundindo com Artur da Távola?Não que essa confusão não seja envaidecedora. Sempre fui fã dos textos do Távola. Mas ele já não está entre nós há oito anos! Prefiro não ter o talento do mestre, mas continuar vivo. Vivo, pelo menos, eu posso continuar tentando alcançar o seu estilo.

    Será que colunista afastado é colunista morto? Será que oito meses fora do jornal é tempo bastante para deixar de habitar a lista de colunistas que o leitor tem na cabeça? Outro dia mesmo, dessa vez em Copacabana, em meio a compras num mercado de produtos hortifrutigranjeiros, outra velhinha se aproximou. Disse que me lia sempre (ela não se deu conta de que eu não estava escrevendo), que se identificava com as minhas histórias, e que minha coluna era a primeira coisa que buscava no jornal às sextas-feiras. Bem que eu tentei dizer que nunca escreví às sextas, mas ela me interrompeu e acrescentou que gostava sobretudo quando eu falava do Botafogo. Ela gostava mesmo de outro Arthur, o Dapieve. Deixei-a na ilusão de que tinha se encontrado com o ídolo. Pra que discutir com madame? E, depois, pensa bem, é muita ingenuidade da leitora imaginar que o Dapieve estaria fazendo compras num mercado de produtos hortifrutigranjeiros.

    Talvez não tenha sido a minha ausência o motivo do esquecimento do leitor. Nesses 23 anos, por mais assíduo que tenha sido nas páginas do jornal, sempre fui confundido com o Zuenir, o Veríssimo, o Arnaldo... só não me lembro de terem me confundido com a Cora. E olha que eu também já tive os meus gatos. Talvez a culpa seja minha e eu nunca tenha conseguido criar, nos meus textos, uma personalidade que levasse o leitor a me identificar nas ruas.

    Deve acontecer algo assim com a minha voz também. De vez em quando, pego um táxi e, logo após dizer ao motorista meu destino, ele me responde com alegria: “O senhor é o Cony, não é? Ouço o senhor todo dia na CBN”. Eu confirmo e vou em frente. Ainda não desisti do plano de andar com uns livros do Cony na mochila para dar edições autografadas aos motoristas da cidade. Só não decidi ainda se eu mesmo autografo ou peço pro Cony autografar.

     As vezes, desconfio que tenha transferido essa crise de identidade para os que me cercam. É muito comum encontrar algum admirador que me conhece da televisão. “Não deixo de ver o senhor no programa da Andréa Beltrão.” Ou “o senhor não está mais no programa da Maria Padilha?” Adianta eu dizer que o programa é da Maria Beltrão?

    Isso tudo é pra dizer que, antes que me esqueçam definitivamente, retomo esta coluna, agora só aos domingos, na esperança de um dia o leitor me identificar, saber que eu sou eu. É fácil. Não falo de gatos, não torço pelo Botafogo, não vejo a confusão em Ipanema da minha janela, não analiso a conjuntura política, nunca escreví um livro de mistério. Sou o outro, aquele outro, aquele que fala de amenidades, pega no pé do prefeito, vê novelas... lembra? Aquele que organiza a eleição da Mala do Ano, já fez o concurso do Zum de Besouro e teve uma ou duas brigas com o Caetano. Ainda não lembrou? Então esquece tudo isso. Eu prefiro ser identificado como aquele que tem muita honra em estar em página próxima aos textos do Zuenir, do Veríssimo, do Nelson Motta, do Cacá, da Cora, do Dapieve, dos Arnaldos, do Agualusa... São muitos colunistas talentosos. Sou só mais um. Aquele com menos talento, o que todo mundo confunde com os outros, mas que não cabe em si de satisfação em ter a oportunidade de voltar a se encontrar semanalmente com o leitor. Crônica é diálogo. Não,basta eu escrever. Tem que ter você aí do outro lado para ler. É um prazer reencontrá-lo.

    Ou ninguém leu e eu estou falando sozinho?

(Artur Xexéo)

A leitura da crônica revela que as colocações feitas por Artur Xexéo traduzem o objetivo central de:
Alternativas
Q2734833 Arquitetura de Software

Uma opção de recuperação, que é também conhecida como Hot Standy e tem objetivo de recuperar o serviço de TI sem perda de serviço, é referenciada no ITILV3 como:

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Q2734831 Arquitetura de Software

O ITIL V3 define uma abordagem que tem o objetivo de atingir 100% disponibilidade que é referenciada como:

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Q2734829 Arquitetura de Software

No ITIL V3, a linha de base de configurações é utilizada como base para builds e realeases futuras e é gerenciada pelo processo gerencial de:

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Q2734827 Arquitetura de Software

Organizações que desejam adotar o ITIL devem considerar todo o ciclo de vida do serviço e os benefícios dos cinco livros principais desta biblioteca. No ITIL V3, o papel do gerente de mudanças está mais relacionado com práticas, processos e atividades do livro:

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Q2734825 Arquitetura de Software

O ITIL V3 define que a razão de um processo existir é para entregar um resultado específico. O processo que garante que fornecedores e os serviços que eles fornecem sejam gerenciados para atender às expectativas de negócio é a gestão de:

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Q2734822 Arquitetura de Software

O ITIL define que recursos e habilidades são tipos de ativos que, quando combinados, produzem utilidade e garantia de serviço. De acordo com o ITIL V3, um exemplo de habilidade é:

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Q2734820 Arquitetura de Software

Diversos artefatos são produzidos e atualizados nos processos descritos no Modelo de Contratação de Soluções de TI (MCTI). De acordo com este modelo, o artefato que tem como objetivo descrever e avaliar as ameaças que possam vir a comprometer o sucesso e o objetivo da contratação é conhecido como:

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Q2734818 Arquitetura de Software

O Modelo de Contratação de Soluções de TI (MCTI) definem um conjunto de atores que possuem diferentes responsabilidades e atividades dentro do processo de contratação de soluções de TI. O servidor representante da área requisitante da solução, indicado pela autoridade competente dessa área para fiscalizar o contrato do ponto de vista funcional da Solução de Tecnologia da Informação é definido como:

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Q2734817 Arquitetura de Software

A IN 4/2010 é a consolidação de um conjunto de boas práticas para contratação de Soluções de TI pela Administração Pública Federal que também é chamada Modelo de Contratação de Soluções de TI – MCTI. Neste modelo, o processo Estudo Técnico Preliminar da Contratação pertence à fase:

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Q2734816 Arquitetura de Software

Padrão popular para audioconferência e videoconferência entre sistemas finais na internet que é visto como uma alternativa ao SIP:

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Q2734815 Arquitetura de Software

O protocolo HTTP define um formato geral de uma mensagem de resposta. A resposta que tem por objetivo informar que o objeto requisitado foi removido permanentemente é representada pelo código:

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Q2734814 Arquitetura de Software

Dentre os principais elementos de uma rede de computadores estão os comutadores de pacotes e os concentradores. O comutador de pacotes que é caracterizado por operar na camada de rede e transmitir pacotes utilizando endereços IP é o:

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Q2734813 Arquitetura de Software

A criptografia de dados tem um papel muito importante para prover confidencialidade, integridade e autenticação de mensagens. A comunicação criptografada que exige que ambos os lados compartilhem em segredo uma chave usada para cifrar e decifrar é conhecida como criptografia de chave:

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Q2734812 Arquitetura de Software

No âmbito de telecomunicações, transmissões podem ser classificadas como guiadas ou sem fio. Cabos coaxiais possuem um condutor no núcleo, encerrado por uma malha condutora externa de fios trançados. Qual é o conector mais comum para este tipo de cabo?

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Q2734811 Arquitetura de Software

Durante a transmissão de dados, podem ocorrer perdas devido ao enfraquecimento e deformação do sinal. A perda que consiste na alteração da forma de um sinal, motivada pela própria propagação no meio ou pela sua amplificação, é classificada como:

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Q2734810 Arquitetura de Software

Tanto informações quantos sinais podem ser representados na forma analógica ou digital. Neste contexto, um sinal analógico que NÃO pode ser decomposto em uma soma simplificada de sinais é classificado como:

Alternativas
Q2734809 Arquitetura de Software

Retângulos duplos são utilizados em diagramas entidade-relacionamento geralmente para representar:

Alternativas
Q2734808 Arquitetura de Software

Em consultas SQL, funções agregadas tomam uma coleção de valores como entrada e retornam único valor. No ANSI SQL/92, a função de agregação que tem como objetivo fornecer a soma dos valores é a:

Alternativas
Q2734806 Arquitetura de Software

É possível realizar um mapeamento de operações e predicados da álgebra relacional com cláusulas do SQL. A operação de projeção da álgebra relacional corresponde à cláusula SQL:

Alternativas
Respostas
1861: C
1862: D
1863: A
1864: C
1865: E
1866: E
1867: C
1868: D
1869: B
1870: B
1871: A
1872: C
1873: D
1874: E
1875: E
1876: C
1877: A
1878: A
1879: B
1880: B