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Q3849195 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
Considere a Política Nacional de Humanização (PNH) e a gestão dos serviços no SUS e assinale a alternativa correta sobre a organização do processo de trabalho em saúde.
Alternativas
Q3849194 Saúde Pública
 Considerando as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3849188 Saúde Pública
 Nos últimos anos, observa-se um crescimento expressivo da população em situação de rua nas grandes cidades brasileiras, o que tem ampliado a demanda por ações de atenção integral e estratégias específicas de cuidado no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Entre essas estratégias, destaca-se a atuação das equipes dos Consultórios na Rua, responsáveis por desenvolver ações itinerantes e articular o cuidado intersetorialmente.
Nesse sentido, é correto afirmar:
Alternativas
Q3849183 Português
A Velha


   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
A colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3849182 Português
A Velha


   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
Na passagem do 4⁠º parágrafo “Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco…”, as expressões destacadas estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3849181 Português
A Velha


   A velha era felicíssima. Pois não é verdade que tinha uma boa vida e nada lhe faltava? Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim, nem demasiado à sombra nem demasiado ao sol, o elétrico1 não vinha excessivamente cheio e também conseguiu lugar, o padeiro disse-lhe bom dia com um ar tão simpático, quando ela deixou em cima do balcão o dinheiro de três carcaças2 , e o empregado da mercearia ficou a conversar depois de lhe dar o troco e perguntou-lhe se gostava daquela nova marca de café.

   Nos meses mais quentes tirava um passe de terceira idade e passeava. No inverno não valia a pena, estava frio e vinha logo a chuva e preferia não sair, por causa do reumatismo.

   Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. Se fizesse a conta do preço a dividir por doze (ah, sabia bem fazer contas, sempre tinha sido esperta na escola) pois se fizesse a conta a dividir por doze ainda era menos que pagava pelo passe.

   Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair, e ainda por cima bem instalada, conseguia ficar quase sempre ao pé da janela. Ou, se não conseguisse na primeira volta, era certo que conseguia na segunda, porque, entretanto, sairia quem fosse à janela e era só empurrar-se um pouco e ocupar o lugar do outro, e então sim, via tudo como se estivesse no cinema.

   Ao cinema propriamente ia pouco, há vários anos até que já não ia. Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas e faziam-lhe doer as costas, e também nunca sabia se ia gostar dos filmes. E se não gostasse não podia fazer como na televisão e mudar de canal ou desligar, tinha de aguentar até ao fim, ou sair. E era um grande desconsolo sair a meio, já lhe tinha acontecido mais do que uma vez.

    Por isso não ia cinema. Televisão via bastante, claro, mas dava-lhe mais gozo andar de elétrico. Em vez de ficar fechada em casa, andava no meio das pessoas e das ruas, mas sem se cansar, bem sentada. Gozando o espetáculo dos outros — olha ali aquela montra3 iluminada, aquele homem a correr, aquela mulher ajoujada4 com o cesto das couves. E ela ali, recostada na cadeira, sem carregar pesos, nem sequer o peso do seu próprio corpo — dava-lhe vontade de rir, tamanha facilidade.


(Teolinda Gersão. Histórias de Ver e Andar, 2002. Adaptado)


1 bonde
2 pãezinhos
3 vitrine
4 sobrecarregada
Considere as passagens:

•  Só nessa manhã tinha encontrado um lugar vago num banco de jardim… (1o parágrafo)
•  Mas, saindo só nos meses mais bonitos, o passe ficava ainda mais barato. (3o parágrafo)
•  Gostava sobretudo do elétrico da circulação, dava a volta à cidade sem ter de sair… (4o parágrafo)
•  Não era só por ser caro, é que às vezes as cadeiras estavam gastas… (5o parágrafo)

Sem prejuízo de sentido ao texto, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3849171 Português
Cuidar de quem cuida


         Responder a uma pergunta várias vezes, lidar com uma crise de agressividade e insistir para que o ente querido se alimente ou tome banho. Esses são alguns dos desafios enfrentados por brasileiros que assumem a tarefa de cuidar de um familiar idoso com demência. Na sua maioria, são mulheres, mas há também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se dedicam àqueles que precisam de ajuda, compreensão e afeto.

     Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Batizado de Estratégias para Cuidadores em Demência (Escada), o projeto-piloto é uma adaptação do protocolo britânico Start. Ou seja, foi testado e aprovado.

      O Hospital Oswaldo Cruz treina agentes comunitários que replicam o protocolo junto dos cuidadores, que passam por oito sessões, com suporte psicológico, nas quais aprendem técnicas de manejo do estresse. O projeto está em andamento em Vitória (ES), Manaus (AM), Chapecó (SC), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Guarapuava (PR) e Benevides (PA).

     Os cuidadores são estimulados a refletir sobre o que é a demência e como a sobrecarga do cuidado pode impactar a sua saúde; a reconhecer os padrões de comportamento do idoso e o seu próprio comportamento para evitar gatilhos e reações negativas ou impulsivas; a fortalecer a comunicação com a pessoa com demência e com outros membros da família; a evitar a solidão; a resgatar pequenos prazeres; e a planejar o futuro. Não menos importante, há técnicas de relaxamento, com exercícios de respiração, meditação e alongamento.

       O autocuidado, enfim, entrou na agenda do Sistema Único de Saúde (SUS). Já não era sem tempo, haja vista que, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (Re)Conhecimento e Projeções Futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a demência. São nada menos do que 1,8 milhão de brasileiros idosos nessa condição. Para piorar, projetam-se 5,7 milhões de pessoas com demência na terceira idade até 2050.

    Tais números mostram que o projeto Escada é mais do que bem-vindo. Com o avanço da expectativa de vida do brasileiro, essa é uma política pública necessária. Oxalá seu teste seja um sucesso e, em breve, essa iniciativa seja replicada por todo o SUS, em todo o país. Só assim serão garantidas saúde mental e qualidade de vida àqueles que cuidam dos seus e precisam cuidar de si mesmos.


(Editorial, Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.11.2025. Adaptado)
Com a frase do 5⁠º parágrafo “Já não era sem tempo…”, o editorial manifesta, em relação ao projeto-piloto Escada, seu ponto de vista
Alternativas
Q3848743 Enfermagem
Em grupo educativo com idosos, a enfermeira organiza atividade com música suave, cadeiras confortáveis e linguagem acolhedora, avaliando se os participantes relatam alívio, tranquilidade e esclarecimento sobre cuidados; assinale o referencial de educação em saúde adotado: 
Alternativas
Q3848742 Enfermagem
Em consulta de enfermagem, adulto com sedentarismo e sobrepeso é estimulado a escolher metas realistas de caminhada semanal, com reforço da autoeficácia e da percepção de benefícios; assinale o referencial utilizado nessa abordagem de promoção à saúde: 
Alternativas
Q3848741 Enfermagem
Em sala de vacina, lactente de 2 meses inicia o esquema básico contra poliomielite com a vacina inativada (VIP) segundo o PNI; assinale o esquema correto de doses: 
Alternativas
Q3848739 Enfermagem
Idoso em UTI, em uso de diurético tiazídico, evolui com sódio sérico de 120 mEq/L, náuseas e desorientação leve; a prioridade de monitorização de enfermagem é: 
Alternativas
Q3848735 Enfermagem
Paciente em UTI com monitorização de pressão arterial invasiva em decúbito dorsal; a enfermeira prepara o nivelamento do transdutor para leitura fidedigna da pressão intra-arterial: 
Alternativas
Q3848733 Enfermagem
Em Pediatria, uma criança hospitalizada com diagnóstico de desidratação grave apresenta o risco de Complicações. Qual o diagnóstico de enfermagem prioritário, segundo a taxonomia NANDA-I, que foca na manutenção do volume de fluidos? 
Alternativas
Q3848732 Enfermagem
A Escala de Braden é um instrumento padronizado de avaliação de risco. Qual subescala desta ferramenta avalia a capacidade do paciente de alterar a posição do corpo, sendo um dos principais fatores para o desenvolvimento de Lesão por Pressão? 
Alternativas
Q3848731 Enfermagem
Um paciente com úlcera péptica hemorrágica manifesta melena, fraqueza e hipotensão postural. A assistência de enfermagem no cuidado agudo deve incluir a seguinte conduta: 
Alternativas
Q3848729 Enfermagem
Um paciente com Doença Renal Crônica (DRC) em tratamento dialítico deve receber orientação de enfermagem sobre a restrição alimentar. A principal restrição dietética, visando controlar o desequilíbrio eletrolítico e evitar sobrecarga circulatória, é a seguinte: 
Alternativas
Q3848728 Enfermagem
Na ocorrência de uma Reação Transfusional Hemolítica Aguda (RTHA), o enfermeiro identifica sintomas graves como febre, calafrios, dor lombar e hipotensão grave. A primeira e imediata intervenção de enfermagem frente a essa suspeita deve ser a seguinte: 
Alternativas
Q3848726 Enfermagem
A avaliação do turgor cutâneo como indicador de desidratação é realizada pela: 
Alternativas
Q3848725 Enfermagem
A oxigenoterapia por cateter nasal tipo óculos é indicada para fornecimento de oxigênio em fluxo de até: 
Alternativas
Q3848723 Enfermagem
O material cirúrgico classificado como semicrítico requer: 
Alternativas
Respostas
3101: A
3102: D
3103: D
3104: B
3105: A
3106: D
3107: C
3108: B
3109: D
3110: E
3111: A
3112: D
3113: C
3114: B
3115: A
3116: C
3117: E
3118: D
3119: C
3120: A