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Q763383 Direito Administrativo

Considerando a Lei de Licitações:

I- Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa.

II- Qualquer cidadão poderá requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e dos preços unitários de determinada obra executada.

III- Em obediência ao princípio da isonomia, é vedado o tratamento diferenciado e favorecido às licitantes, inclusive as que se enquadram como microempresas e empresas de pequeno porte na forma da lei.

IV- Admite-se participar da licitação ou da execução de uma obra, o autor do seu projeto básico, desde que indiretamente.

Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q763382 Direito Administrativo
O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, tendo em vista sua missão, visão e valores e, no intuito de preservar sua memória institucional, decide publicar edital, destinado a selecionar a composição do Hino do Poder Judiciário alagoano, premiando o vencedor com a quantia de dez mil reais. Considerando o caráter artístico desse objeto, a modalidade de licitação mais apropriada para proceder com essa contratação é o(a)
Alternativas
Q763381 Português

INSTRUÇÃO: A questão a seguir, deve ser respondida com base nos textos 1 e 2. Caso necessário, releia ambos os textos, antes de responder a essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.


TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.

* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.

A partir da relação entre os textos 1 e 2, analise as assertivas a seguir:

I- Ambos os textos apresentam uma estrutura dissertativo-argumentativa.

II- O letramento crítico, abordado no texto 2, caracterizaria um exemplo contemporâneo de processo civilizatório, explorado no texto 1.

III- Ambos os textos apresentam uma linguagem impessoal.

IV- No texto 1, predomina o uso da contextualização histórica como recurso argumentativo; no texto 2, predomina o uso de conceitos e de exemplos como recurso de argumentação.


Estão corretas apenas as assertivas

Alternativas
Q763380 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
Houve emprego facultativo do fenômeno de crase em:
Alternativas
Q763379 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
Em geral, o processo coesivo anafórico é realizado, linguisticamente, por elementos que retomam termos ou ideias antecedentes. A palavra grifada/negritada foi utilizada para retomar uma ideia antecedente em:
Alternativas
Q763378 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
No trecho: “Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade.”, a palavra SE foi utilizada como
Alternativas
Q763377 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 2 a seguir. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão..

TEXTO 2

O papel social da educação

A educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos

Vânia Amorim Café de Carvalho* e Helivane de Azevedo Evangelista** 


   [1º§] A principal missão da educação no século 21 é criar oportunidades para a formação integral dos educandos. Isso significa que, nas dimensões individual, cidadã e profissional, a educação deve priorizar a formação de indivíduos empoderados e autônomos, cidadãos críticos, éticos e participativos, e profissionais competentes e sincronizados com um mundo em permanente mudança. Para tal, além de trabalhar os conteúdos técnicos de determinados campos de atuação profissional, é preciso também estimular o desenvolvimento de capacidades que permitam aos discentes refletir criticamente sobre a realidade que os circunda, instrumentalizando-os para que, entre outras muitas habilidades, possam interagir socialmente em contextos multiculturais.
   [2º§] Percebe-se, nesse cenário, o destaque dado à linguagem, presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Linguagem e sociedade são, para o filósofo russo Mikhail Bakhtin (1895- 1975), indissociáveis. A multiplicidade de linguagens no mundo contemporâneo permite ao cidadão não apenas representar, compreender e reproduzir suas experiências e a realidade que o cerca, mas também agir sobre ela e transformá-la. 
   [3º§] É esta última característica das linguagens a que mais contribui para a formação de cidadãos, pois exige atuação dos sujeitos na vida pessoal, na vida em sociedade e na vida profissional. O fortalecimento da capacidade de linguagem dos educandos fortalece também as relações que estes estabelecem com o mundo e potencializa o exercício cotidiano da cidadania participativa, pois lhes são dadas oportunidades para interpretar melhor o mundo em que vivem e do qual não podem se alienar. A esse processo de desenvolvimento de criticidade, que parte da capacidade de decodificação e interpretação da realidade e leva ao questionamento e à atuação sobre essa realidade, dá-se o nome de letramento crítico.
   [4º§] O letramento crítico entende as práticas de leitura e escrita não como resultados, mas como processos sociais de construção e reconstrução da realidade, e pode envolver uma combinação de outros letramentos: letramento visual, letramento informacional, letramento midiático, letramento tecnológico. Este último, por exemplo, pressupõe a familiarização dos educandos com as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e a consequente apropriação dessas tecnologias, as quais os situam numa “atmosfera digital”.
   [5º§] Esses múltiplos letramentos constituem fator de inserção político-social, uma vez que possibilitam o desenvolvimento de capacidades necessárias à atuação consciente e crítica dos educandos em diferentes esferas da sociedade e à sua adaptação bem-sucedida a um mundo em constante transformação. Os multiletramentos devem ser associados à compreensão de que os textos, escritos ou orais, são construções ideológicas que revelam uma maneira de entender o mundo. O letramento crítico se dá no momento em que os indivíduos se tornam capazes de contrapor a sua visão de mundo a outras, tornando-se uma prática sociocultural efetiva, que os prepara para a cidadania participativa e contribui para a sua formação integral, ajudando a justificar o papel social da educação.


* Vice-reitora do UniBH e ** Diretora de desenvolvimento acadêmico do UniBH Fonte: Jornal Estado de Minas, 14 jun. 2016 – Caderno Opinião – texto adaptado.
De acordo com o texto 2, é finalidade da educação no século 21, EXCETO:
Alternativas
Q763376 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.
Na conclusão, o autor
Alternativas
Q763375 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.

Considere este trecho, retirado do 7º parágrafo:

Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.


A melhor redação para a reescrita desse trecho é:

Alternativas
Q763374 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.
Na sentença: “Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto.” [6º§], a conjunção grifada/negritada introduz valor semântico de
Alternativas
Q763373 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.
Ao final do 5º parágrafo, o autor utiliza a expressão “momento das grandes utopias igualitárias” para se referir a
Alternativas
Q763372 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder essa questão.

TEXTO 1

Um mundo sem utopias

Jaime Pinsky**

  [1º§] O processo civilizatório se desenvolve desde que existe o ser humano. A descoberta do fogo, a invenção da roda, a domesticação de animais, a elaboração de deuses, a estruturação das cidades foram marcos na história da humanidade. Mas, depois da fala, dificilmente encontraremos fatores civilizatórios mais importantes do que a criação, a racionalização e a universalização da palavra escrita. Por meio dela, o homem se tornou capaz não apenas de produzir cultura como de guardá-la de modo eficiente e de, mais ainda, transmiti-la aos contemporâneos e às gerações seguintes.

  [2º§] Com a escrita, tornava-se mais fácil apresentar descobertas, descrever invenções, divulgar técnicas, expor ideias, confessar fraquezas, compartilhar sentimentos. Praticada, inicialmente, apenas por elites, a escrita espalhava com muita parcimônia o saber acumulado, uma vez que o conservadorismo dos detentores do poder bloqueava a democratização dos avanços na cultura material e imaterial.

  [3º§] Com os papiros e pergaminhos, inicialmente, e mais tarde com o papel e, mais ainda, com a imprensa de tipos móveis, a cultura, no sentido de patrimônio acumulado, passou a alcançar um número cada vez maior de pessoas, democratizando o saber e dando oportunidades a uma parcela importante da população. Sem a palavra escrita, em geral, e sem o livro, em particular, a história não teria sido a mesma. 

  [4º§] Ao longo do século 19, nos países mais desenvolvidos, as pessoas foram aprendendo a ler e a escrever. A desvalorização do trabalho braçal, substituído por máquinas, o crescimento do setor de serviços, o aumento da produtividade no campo, o crescimento das cidades: o mundo parecia caminhar para uma realidade sonhada pelos utopistas.

  [5º§] Ao ler livros, ao escrever cartas, ao redigir o resultado de reflexões complexas, os cidadãos compartilhavam ideias e sentimentos, tão mais densos quanto mais habilitados estivessem nas técnicas da escrita e da leitura. Era permitido sonhar com uma sociedade universal de gente alfabetizada com oportunidades de ascensão social determinadas apenas pelos seus méritos. Não por acaso é o momento das grandes utopias igualitárias.

  [6º§] Já no século 21, as utopias parecem coisas de um passado remoto. Mesmo não gostando do mundo como está, parece que desistimos de mudá-lo. Vivemos ou em sociedades consumistas, ou burocráticas, ou fundamentalistas. Fingimos que a felicidade pode ser encontrada comprando mercadorias, obedecendo a regras, ou acreditando em um improvável mundo pós-morte.

  [7º§] Jogamos no lixo milhares de anos de avanço civilizatório e nos transformamos em meros consumidores de softwares. Estamos perdendo a habilidade de ler textos complexos, nos conformamos com a pobreza da linguagem das redes sociais.

  [8º§] Em nome da interatividade, sentimo-nos qualificados a ser banais. Sem leituras sérias, abdicamos do patrimônio cultural da humanidade, arduamente construído ao longo de milênios. 
Não precisamos sequer de um Grande Irmão¹ para ordenar a queima de livros: queimamos nossas estantes, por inúteis. E nem as substituímos por livros digitais, já que vamos deixar o saber apenas para os criadores de software².

**JAIME PINSKY, historiador, professor titular da Unicamp e diretor da Editora Contexto.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 24 ago. 2015 - http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2015/08/1672306-um-mundo-sem-utopias.shtml, texto adaptado. 

Vocabulário de apoio:

1- Grande irmão: expressão usada pelo escritor George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa “polícia do pensamento” que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar “errado” é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é “não pensar”.

Fonte: http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_grande_irmao.asp, acesso em 28/09/2016.

2- Software: conjunto de componentes lógicos de um computador ou sistema de processamento de dados; programa, rotina ou conjunto de instruções que controlam o funcionamento de um computador; suporte lógico.
A tese do texto 1 aponta o objetivo de
Alternativas
Q734739 Português
Texto I                                   Todo ponto de vista é a vista de um ponto
Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação. Sendo assim, fica evidente que cada leitor é um coautor. Porque cada um lê e relê com os olhos que tem. Porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.                                                                     (Leonardo Boff. A águia e a galinha. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1997. p9-10)
Imagem associada para resolução da questão


O texto II explora a questão proposta pelo texto I através de uma situação concreta. Considerando essa relação entre textos, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q714738 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a norma de segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, é correto afirmar que
Alternativas
Q714737 Segurança e Saúde no Trabalho
Quanto à Comissão Interna de Prevenção de acidentes, é correto afirmar que
Alternativas
Q714735 Segurança e Saúde no Trabalho
As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. De acordo com as Normas Regulamentadora, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q714733 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma colaboradora sofreu um acidente quando se deslocava de sua residência até o local de trabalho, fraturando a coluna. Frente a essa situação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q714732 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma mulher de 32 anos realizava a limpeza das instalações industriais de uma metalúrgica, sem perceber a fiação exposta de alta tensão, levou um choque elétrico. A equipe que prestou os primeiros socorros procedeu inicialmente com a massagem cardíaca e após com o desligamento da rede elétrica. Quanto ao procedimento de primeiros socorros prestados, é correto afirmar que foi
Alternativas
Q714731 Segurança e Saúde no Trabalho
Homem, raça branca, 25 anos, pedreiro, após contato com a massa úmida de cimento nas mãos e pés, apresentou descamação, fissuras, inchaço (edema), bolhas e necrose do tecido. Frente a esse quadro, é correto afirmar que se trata de qual doença relacionada ao trabalho?
Alternativas
Q714730 Segurança e Saúde no Trabalho
Um conjunto de métodos e técnicas de análise de riscos é utilizado para identificar cenários hipotéticos de ocorrência indesejada (acidentes), as possibilidades de danos, efeitos e consequências. Assinale a alternativa que apresenta uma metodologia considerada de análise de risco.
Alternativas
Respostas
3421: A
3422: C
3423: B
3424: D
3425: C
3426: B
3427: E
3428: E
3429: B
3430: C
3431: D
3432: A
3433: B
3434: E
3435: E
3436: E
3437: D
3438: B
3439: E
3440: D