Questões de Concurso Comentadas para psicólogo

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Q3901401 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto.
Alternativas
Q3901400 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Leia o período abaixo, extraído do texto:

"Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza..."

Considerando a estrutura do sujeito e as regras de concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3901399 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
Leia o trecho abaixo:

"O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos." 

Na expressão destacada acima, qual é a função sintática de "de saúde"
Alternativas
Q3901398 Português
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
No trecho retirado do texto: No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti. a relação lógico- discursiva estabelecida pela conjunção "No entanto" é de:
Alternativas
Q3901397 Saúde Pública
Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.

    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).

    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos - e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.

    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.

    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.

    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.

    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover - conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.

    "Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.

    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele. 

Fonte:Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo. 


Com base no texto, resolva a questão.
A partir da situação descrita no texto e considerando as análises realizadas pelos pesquisadores, assinale a alternativa correta sobre os fatores envolvidos no surgimento e expansão de doenças como a causada pelo vírus oropouche.
Alternativas
Q3900683 Português
TEXTO I HÍDRICOS E O CAMINHO PARA A UNIVERSALIZAÇÃO DO SANEAMENTO Brasil, apesar de deter uma das maiores reservas de água doce do planeta, enfrenta o paradoxo da escassez em diversas regiões, uma consequência da distribuição desigual e do uso intensivo em atividades como a agricultura e a indústria. Essa complexidade hídrica é agravada por um déficit histórico no setor de saneamento básico, que impacta diretamente a saúde pública e a qualidade ambiental. Dados públicos, compilados por entidades a partir do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), revelam que dezenas de milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta de esgoto, e uma parcela significativa do esgoto coletado não é tratada, sendo lançada diretamente em rios e mananciais. desse cenário, o Marco Legal do Saneamento Básico, instituído pela Lei nº 14.026/2020, estabeleceu metas ambiciosas: a universalização dos serviços de água potável e de esgotamento sanitário até 2033. A legislação busca fomentar a concorrência e atrair investimentos privados para um setor que demanda aportes financeiros vultosos. Contudo, a efetivação dessas metas transcende a mera alocação de capital; ela exige um forte arcabouço regulatório, fiscalizado por agências como a ANA, e políticas públicas que promovam a gestão integrada dos recursos hídricos, além de uma necessária conscientização da sociedade sobre o valor da água e a importância do seu uso racional. O sucesso dessa jornada definirá não apenas a saúde da população, mas também a sustentabilidade do desenvolvimento nacional. (Texto elaborado com base em informações públicas sobre recursos hídricos e saneamento) base no texto acima, julgue o item a seguir.
Com base no texto I, julgue o item a seguir.
No trecho “Dados públicos [...] revelam que dezenas de milhões de brasileiros”, o verbo “revelam” está no plural porque concorda com o seu sujeito “dezenas de milhões de brasileiros”.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899526 Psicologia
Leia a notícia a seguir:

Ataque contra escolas deixa três mortos e 13 feridos no Espírito Santo

    Duas escolas na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, sofreram ataques com armas de fogo nesta sexta-feira (25). Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas, segundo a prefeitura da cidade. A Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos atuam no atendimento das vítimas.
(...)
    De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, o atirador conseguiu entrar na primeira escola, a EEFM Primo Bitti, após quebrar o cadeado do portão. Ele abriu fogo na sala dos professores, deixando duas professoras mortas e nove feridos.
    O atirador prosseguiu para a segunda escola de carro, onde matou uma criança de 12 anos, e deixou duas pessoas feridas, ainda sem informação sobre a idade delas.
(...)
    Por conta dos atentados, a rede municipal de Aracruz suspendeu as aulas na cidade nesta sexta-feira, atendendo a orientações da Polícia Militar. A abertura do Natal Luz na cidade, que ocorreria nesta sexta, também foi adiada.

CNN Brasil. Ataque contra escolas deixa três mortos e 13 feridos no Espírito Santo. São Paulo, 25 nov. 2022. Atualizado em 02 jun. 2023. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/ataque-contra-escolas-deixamortos-no-espirito-santo/. Acesso em: 23 nov. 2025.

As Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Gestão Integral de Riscos, Emergências e Desastres sugerem uma gestão que requer a articulação de uma rede composta de diferentes atores e instituições, tendo como norte ações que não se reduzam a intervenções pontuais, mas a médio e longo prazo. Contudo, ações realizadas nas primeiras horas de evento são essenciais para a saúde mental e o bem-estar psicossocial da população atingida e, se oferecido a tempo e de forma adequada, pode aliviar o sofrimento psicológico dos sobreviventes. Nesse sentido, em situações de ataques violentos em escolas, qual das alternativas a seguir descreve uma ação adequada e prioritária para a(o) psicóloga(o) escolar nas primeiras horas após o evento?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899525 Psicologia
O diretor de ensino de um campus localizado no interior vinha constatando um aumento significativo no número de reprovações em disciplinas nos primeiros períodos dos cursos de graduação. Com o objetivo de investigar esse fenômeno, solicitou orientação à psicóloga do campus, Patrícia, para a elaboração de um projeto de pesquisa. A profissional destacou que uma etapa fundamental desse processo consistia na definição da abordagem teórico-conceitual que subsidiaria a análise do fenômeno da reprovação em massa. Nesse contexto, no âmbito da Psicologia da Aprendizagem, correlacione o autor à respectiva teoria:

I. Piaget
II. Vygotsky
III. Wallon
IV.Ausubel

( ) Todas as funções psíquicas superiores são processos mediados, e os signos constituem o meio básico para dominá-las e dirigi-las. Na formação de conceitos, esse signo é a palavra, que, em princípio, tem o papel de meio na formação de um conceito e, posteriormente, torna-se o seu símbolo.
( ) O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Nessa perspectiva, a aprendizagem ocorre quando uma nova informação se relaciona com um aspecto relevante preexistente da estrutura do conhecimento do indivíduo (subsunçores).
( ) As diversas etapas que definem qualidades diferenciadas do ser social acompanham as etapas do desenvolvimento cognitivo. Elas são definidas em quatro estágios: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal.
( ) A revolução orgânica provocada pela emoção concentra no próprio corpo a sensibilidade: ocupada com as próprias sensações viscerais, metabólicas, respiratórias, fica diminuída a acuidade da percepção do exterior. É a esse fenômeno que o autor se refere quando diz que a sensibilidade protopática reduz a percepção epicrítica, prejudicando a atividade de relação.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899524 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, as ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência devem assegurar, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899523 Psicologia
Aos 29 anos, concluindo sua segunda graduação no Ifes, Gustavo encontra-se em um momento de transição identitária e profissional, marcado por sentimentos de incerteza e descontinuidade de sentido em relação ao futuro. Apesar das conquistas acadêmicas, reconhece a persistência de um conflito diante das inúmeras possibilidades de atuação dentro das suas áreas de formação, o que o leva a refletir sobre a coerência entre suas escolhas e seus reais interesses. Diante desse cenário, manifesta a intenção de buscar o serviço de psicologia do campus, com o objetivo de participar de um processo de orientação profissional que lhe permita compreender de modo mais aprofundado suas motivações, valores e possibilidades de inserção no campo laboral, articulando, assim, sua trajetória pessoal e acadêmica a um projeto de vida mais coerente e satisfatório. Com relação à orientação profissional, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899522 Psicologia
Ao longo de seus oito anos de trajetória profissional, Roberto exerceu atividades em diversas áreas da Psicologia, dedicando a maior parte de sua atuação aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). No entanto, até então, não havia tido experiência no contexto escolar. Ao refletir sobre quais conhecimentos e competências são essenciais para o exercício da Psicologia no âmbito educacional, deparou-se com a obra “Psicologia Escolar: ética e competências na formação e atuação profissional”. Nesse livro, identificou uma espécie de guia, no qual constava a categorização dos saberes, conhecimentos e habilidades que fundamentam as competências a serem desenvolvidas, bem como os recursos e comportamentos esperados da(o) psicóloga(o) escolar. Com base nesses saberes e habilidades que sustentam as competências desse profissional, estabeleça a correlação entre as colunas apresentadas.

(1) Saberes teóricos
(2) Saberes técnicos
(3) Saberes práticos
(4) Habilidades interpessoais
(5) Habilidades pessoais
(6) Habilidades éticas

( ) Desenvolver sensibilidade para considerar a singularidade de cada situação diante de decisões e avaliações já efetivadas, revendo critérios e referências em função de novos dados ou argumentações.
( ) Mostrar disponibilidade para rever conhecimentos e pontos de vista, a partir de novas orientações ou atualizações, avaliando e revendo a sua própria atuação, empenhando-se em um processo contínuo de aperfeiçoamento profissional.
( ) Desenvolver ações apoiadas em instrumentos e técnicas de observação, descrição, análise e interpretação de processos psicológicos relativos a indivíduos, grupos e organizações visando as intervenções psicológicas, de caráter preventivo ou terapêutico, de acordo com as características do contexto e do problema.
( ) Participar da elaboração de projetos coletivos de estudo e de desenvolvimento de equipe, mostrando disponibilidade para colaborar e para socializar saberes e conquistas pessoais.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899521 Psicologia
Leia o seguinte trecho

     De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Humano – OCDH (BBC, 2014), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram serem vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos, pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%.
    Outra pesquisa, realizada pelo instituto Data Popular em parceria com a Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (SÃO PAULO, 2013), após ouvir 1400 professores, no primeiro semestre de 2013, aponta que dois em cada dez alunos da rede pública paulista admitem já terem cometido algum tipo de violência nas escolas. Apesar disso, a pesquisa revelou que 40% dos docentes afirmaram que suas escolas não realizam atualmente nenhuma campanha contra a violência. Além disso, as que apresentam o maior índice de violência são as que menos realizam atividades voltadas para o problema.

Fonte: DE NADAI, S. C. T.; VICENTIN, V. F.; BOZZA, T. L. Desenvolvimento moral de uma criança considerada "difícil": foco na relação escola-família. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 10, n. 2, p. 524–542, 2015. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/7749. Acesso em: 6 nov. 2025.

Ao examinar o fenômeno da violência escolar pela ótica de uma teoria psicogenética, as autoras chegam à conclusão que:

Dentro de um ambiente sociomoral cooperativo, as relações são pautadas no respeito mútuo, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia moral, ou seja, o sujeito autônomo respeita regras por princípios internos e não porque são determinadas por uma autoridade. Já em escolas autocráticas, que fazem uso de coerções, ameaças e castigos, reforçando, assim, a moral heterônoma, a regulação é externa e está associada à autoridade.

A análise empreendida pelas autoras apresenta maior consonância com as teorias de
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899520 Psicologia
São objetivos da Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares (Lei nº 14.819/2024), EXCETO:
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899519 Psicologia
Leia o relato hipotético a seguir e responda à questão:

Em reunião para discutir dificuldades de aprendizagem e sugerir medidas didáticopedagógicas a serem adotadas, um professor emitiu a seguinte opinião sobre o baixo desempenho da sua turma.

Eu me recuso a dar aula para a turma de administração ano que vem. Me coloca na mecânica, na elétrica, até na informática, mas no curso de administração, não. Já era um curso que atraía um público mais simples. Mas antes, pelo menos, tinha uma seleçãozinha que fazia o nível melhorar. Agora, depois desse negócio de cotas, as notas foram só ladeira abaixo. Esses alunos que vêm de escola pública não têm base nenhuma. Têm muito menos aptidão para a aprendizagem que nossos outros alunos. Nunca ouviram falar de Machado de Assis, não sabem nem fazer uma conta de multiplicar. Eles não têm o costume de ler em casa, chegam sem a capacidade de organizar um raciocínio simples e colocar no papel. Na hora dos debates, só abrem a boca pra falar coisas vazias. Não têm repertório de vida nenhum. Tudo que eles sabem, estão ouvindo falar aqui, pela primeira vez. Mas também eu não culpo só eles. Olha a condição do bairro de onde eles vêm, sem estrutura nenhuma. A família, então, nem se fala. Nem sabe o que é o instituto. Muitas vezes, os pais são agressivos e não têm interesse nenhum pela vida acadêmica dos filhos, não dão valor a isso aqui. Isso quando têm pais, porque muitos deles moram só com mãe ou com um tio ou avó. Totalmente desestruturado. Pra pessoa estar motivada a aprender, precisa de uma atmosfera familiar afetuosa e positiva, e isso a maioria não tem. Quando não tem um ambiente hostil, tem que trabalhar no período da tarde ou da noite pra ajudar nas despesas da casa. É um contexto que desencoraja o desenvolvimento intelectual. Como um estudante que vem de um ambiente que não tem apoio nenhum vai ter sucesso nessa escola? Estranho seria se ele passasse em tudo.

No livro “A produção do fracasso escolar” (2000), a autora Maria Helena Souza Patto apresenta as raízes históricas das concepções sobre o fracasso escolar. A interpretação equivocada elaborada pelo professor acerca do baixo rendimento da turma revela uma aderência mais pronunciada à(s)
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899518 Psicologia
Um dos maiores desafios enfrentados pelo Ifes nos últimos anos, tanto no ensino médio quanto no superior, tem sido disputar a atenção dos estudantes com as novas tecnologias, que oferecem estímulos instantâneos e recompensas imediatas. Ainda que alguns docentes recorram a estratégias que mimetizam a lógica das redes sociais, assumindo um papel análogo ao de “tiktokers de sala de aula”, verifica-se que tais práticas, ainda que capazes de captar momentaneamente o interesse discente, não têm produzido efeitos pedagógicos consistentes ou duradouros. Com o objetivo de moderar o uso de celulares no ambiente escolar, o Código de Ética e Disciplina do Corpo Discente do Ifes já estabelecia, desde 2016, como ato de indisciplina “utilizar telefones celulares, equipamentos eletrônicos como pagers, jogos portáteis, tocadores de música ou outros dispositivos ou instrumentos de comunicação ou entretenimento em sala de aula, laboratório, biblioteca, salvo se autorizado”. Nesse sentido, com base na Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica, analise as asserções a seguir:

I. As redes de ensino e as escolas deverão elaborar estratégias para tratar do tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes da educação básica, informando-lhes sobre os riscos, os sinais e a prevenção do sofrimento psíquico de crianças e adolescentes, incluídos o uso imoderado dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive telefones celulares, e o acesso a conteúdos impróprios.
II. As redes de ensino e as escolas deverão oferecer treinamentos periódicos para a detecção, a prevenção e a abordagem de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental e de efeitos danosos do uso imoderado das telas e dos dispositivos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive aparelhos celulares.
III. Os estabelecimentos de ensino disponibilizarão espaços de escuta e de acolhimento para receberem estudantes ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental decorrentes principalmente do uso imoderado de telas e de nomofobia.

Está(ão) CORRETA(S):
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899516 Psicologia
Corpos dissidentes estão cada vez mais ocupando os campi do Ifes, tais como estudantes trans no campus Vitória, estudantes indígenas no campus Aracruz ou estudantes quilombolas no campus Venda Nova do Imigrante. Esse cenário exige a decolonização da noção de sujeito presente na Psicologia ocidental, na qual o homem branco cisgênero heterossexual não seja a referência. Nesse sentido, no capítulo 3, do livro “Psicologia e Decolonidade”, Ramos aponta alguns equívocos que podem surgir quanto à aproximação dos estudos decoloniais com a Psicologia. Assinale a opção que representa um equívoco nessa aproximação:
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899515 Psicologia
Leia os trechos a seguir:

Lucas, estudante do segundo ano do curso integrado em Segurança do Trabalho, procurou a(o) psicóloga(o) da escola para relatar que estava sendo vítima de bullying por parte de alguns rapazes da sua turma. Segundo Lucas, ele sempre foi um menino diferente dos demais. Gostava de fazer teatro, de cantar nas apresentações da escola e preferia conversar com as meninas no recreio. Sua voz suave e seus gestos delicados chamavam atenção e logo se tornaram motivo de zombaria. Os colegas o chamavam de “viadinho”, “mocinha”, “baitôla” e outros apelidos que ele fingia não ouvir, mas que o machucavam profundamente. No primeiro ano, ele fez um esforço para tentar se adaptar à dinâmica da nova escola: mudou o corte de cabelo, as roupas e adereços que usava, o jeito de andar, de falar, até de rir, na esperança de que o deixassem em paz. Mas quanto mais tentava se esconder, mais pareciam percebê-lo. Com o agravamento da situação, passou a vivenciar a escola como um espaço de sofrimento. A vaga ideia de ter que voltar para o espaço escolar todos os dias era um enorme tormento. O recreio, segundo descreveu, transformou-se em um momento de tensão e as aulas de Educação Física, em experiências marcadas por constrangimento e ansiedade. Começou a usar a ponta de uma tesoura para cortar a pele do seu braço, em busca de alívio da culpa e da tensão. Pensava muitas coisas, entre elas, a interrupção do próprio sofrimento de maneira definitiva. Durante o atendimento, expressou de forma explícita o desejo de cessar as agressões sofridas, relacionando-as à sua orientação sexual. Solicitou auxílio profissional afirmando: “Eu vim aqui pedir sua ajuda. Eu quero que eles me deixem em paz. Acho que só vou conseguir se eu deixar de ser gay. Sozinho eu não consegui. Você me ajuda?”

A Lei nº 15.231, de 6 de outubro de 2025, alterou a LDB (Lei 9394/96) a fim de incumbir aos sistemas de ensino notificar ao Conselho Tutelar do município as ocorrências e os dados relativos a casos de violência que envolvam seus alunos, especialmente automutilações, tentativas de suicídio e suicídios consumados.

Sobre a atuação da(o) psicóloga(o) nesse contexto e com base no material bibliográfico sugerido, analise as asserções a seguir e assinale V para VERDADEIRO e F para FALSO.

( ) A partir dos anos 1980, a homossexualidade e a bissexualidade passaram a ser consideradas transtornos mentais por documentos como o DSM e o CID porque pessoas com tais orientações tendem a apresentar mais sofrimento mental (mais sintomas ansiosos, depressivos, ideias e atos suicidas, etc.).

( ) A homofobia internalizada se refere a processos nos quais valores, mensagens e ideologias socioculturais e políticas negativas (de rejeição e ódio aos homossexuais e suas identidades, sentimentos e práticas) são internalizados (muitas vezes inconscientemente) pelos próprios homossexuais, que, com isso, constroem uma autoimagem negativa, o que resulta em sentimentos de culpa, vergonha, baixa autoestima e outras vivências negativas voltadas para si mesmos.

( ) É dever da(o) psicóloga(o) respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade de pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional. Portanto, em hipótese alguma, o profissional poderá decidir pela quebra de sigilo.

( ) Ainda hoje, membros da população LGBTTQIAP+ estão expostos a maiores taxas de ideações e tentativas suicidas. Não é o fato de serem LGBTTQIAP+ que aumenta a probabilidade de suicídios, mas sim a LGBTTQIAP+fobia a que são expostos cotidianamente.

( ) A(O) psicóloga(o) deve acolher o sofrimento e as angústias experienciadas por esses sujeitos, compreendendo que o sentimento de “inadequação” e/ou “desconforto” por experienciar uma orientação sexual não heterossexual decorre dos efeitos das lógicas cisheteronormativas que produzem preconceitos, discriminações e valorações negativas sobre as homossexualidades e bissexualidades.

A sequência CORRETA é:
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899513 Psicologia
Considerando as diretrizes básicas para a realização de avaliação psicológica no exercício profissional da psicóloga e do psicólogo, marque a alternativa que apresenta com exatidão o que está estabelecido na Resolução CFP nº 31/2022.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899512 Psicologia
Sobre a avaliação psicopedagógica, assinale a opção CORRETA:
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Ano: 2026 Banca: IF-ES Órgão: IF-ES Prova: IF-ES - 2026 - IF-ES - Psicólogo |
Q3899511 Psicologia
O documento psicológico constitui instrumento de comunicação que tem como objetivo registrar o serviço prestado pela(o) psicóloga(o). Constituem modalidades de documentos psicológicos: declaração, atestado psicológico, relatório psicológico ou multiprofissional, laudo psicológico e parecer psicológico. Analise os contextos descritos a seguir, relacione cada demanda ao tipo de documento mais adequado, e marque a alternativa que apresenta a resposta CORRETA.

1. Dandara é acompanhada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis de uma universidade federal, ela geralmente é atendida pela assistente social e pela pedagoga, além dos atendimentos pontuais com a psicóloga. Dandara solicita à equipe, por meio da psicóloga, um documento que comprove que ela está sendo acompanhada e como esse acompanhamento tem sido realizado.

2. Ana está em psicoterapia, possui diagnóstico de Transtorno do Pânico devidamente avaliado no contexto clínico e solicita um documento que comprove esse diagnóstico. O setor em que ela trabalha solicitou o documento para justificar as faltas que ela teve na última semana em função das crises experimentadas.

3. Guilherme é estudante universitário, sofreu desligamento por baixa frequência no último semestre. Ele está em acompanhamento psicológico há bastante tempo, e suas atuais demandas psicológicas estão impactando sua vida acadêmica. Segundo Guilherme, o coordenador do curso pediu que ele enviasse um documento que descrevesse seu acompanhamento psicológico para ser anexado ao processo de religamento.

4. Pedro precisou faltar a reunião de orientação do projeto de pesquisa que participa para estar em um atendimento com a psicóloga do Setor de Orientação ao Estudante. Segundo ele, precisa de um documento para justificar sua ausência na reunião.

5. O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão de uma universidade federal recebeu uma solicitação judicial que questionava, sob a perspectiva psicológica, as condições que impediriam uma pessoa transexual autista de cursar medicina. 

( ) Declaração
( ) Atestado Psicológico
( ) Relatório Psicológico
( ) Parecer Psicológico
( ) Relatório Multiprofissional

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Respostas
1981: A
1982: B
1983: D
1984: C
1985: C
1986: E
1987: E
1988: D
1989: C
1990: A
1991: A
1992: C
1993: B
1994: B
1995: E
1996: C
1997: E
1998: E
1999: B
2000: C