Questões de Concurso Comentadas para professor - educação básica i

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Q3285235 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs



Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.



Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.



Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?



Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!



Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.



A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.



A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").



Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".



Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.



A tolerância às  falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br

O que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").

O segmento entre parênteses no período acima apresenta valor semântico de
Alternativas
Q3285234 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Humanizar a escrita: a nova tarefa dos robôs



Depois da chegada de nossos robôs auxiliares de escrita, que são capazes de resumir, de parafrasear e até mesmo de escrever por conta própria, vieram os programas de "humanização da escrita", também disponíveis na internet. Essas novas ferramentas, segundo seus fabricantes, servem para tornar indetectável o uso de inteligência artificial na produção de um texto, tornando-o mais semelhante a um texto escrito por um ser humano.



Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos, qual seria o elemento humano faltante aos textos escritos por ela? Em outras palavras, como fazer para que humanos não percebam que um texto foi produzido por uma máquina? Por curiosidade, fiz alguns testes, sem a menor pretensão de avaliar essas poderosas inteligências e seus criadores, e não cheguei a uma conclusão sobre o que seria a linguagem humanizada dos robôs.



Em um caso, o robô humanizado substituiu "pedido" por "request" num texto que, aliás, tinha sido escrito por um humano de carne e osso. Em outro, houve substituição de frases mais curtas e econômicas por períodos mais longos e redundantes; em outro, houve troca de "entre" por "dentre" (naturalmente, sem critério gramatical). Enfim, os seres humanos que criam esse tipo de ferramenta têm algum critério, seja ele qual for, para definir o que seria um estilo mais "humano". Qual será?



Em todo o caso, o termo "humanizado" vem aparecendo em muitos contextos, o que nos pode dar uma pista do que nós, afinal humanos, cremos ser "humano". Dia desses, uma discussão entre leitores de uma crônica na internet trouxe, talvez sem querer, uma questão curiosa. Um deles achou que o autor do texto tivesse cometido um erro de português (especificamente o uso de "câmara" no lugar de "câmera"). Outro explicou que as duas formas são corretas etc. etc., o que é verdade e qualquer bom dicionário pode atestar. Outros ainda consideraram inoportuno levantar esse tipo de questão, pois o texto era tão interessante e divertido etc. − tanta coisa a que prestar atenção e o sujeito vai logo reparar na grafia da palavra!



Até que outro acrescentou que qualquer um, autor ou revisor, pode errar (ora bolas!), a que se seguiu um comentário de assentimento: "Exatamente, compreensível. Essa é a forma humanizada da ortografia". Note-se que, a essa altura, o problema não era saber se as duas grafias eram corretas, muito menos se cogitava aproveitar o ensejo para discutir a variação ortográfica ou as acepções da palavra. Não. O problema mesmo foi o fato de alguém ter levantado a questão de supostamente haver um erro de grafia no texto do escritor.



A "forma humanizada da ortografia", ao que tudo indica, pressupõe um nível importante de tolerância. Sendo a ideia compreensível, para que essa "obsessão" pelo "correto"? Existe "o correto"? O curioso é que a ortografia, por ser convencionalmente estabelecida, é (ou era) a parte da gramática menos sujeita aos debates sobre variação da língua.



A humanização a que alude o comentário, porém, parece mais ligada a uma atitude ou posicionamento moral, que prescreve tolerância com a "diversidade ortográfica" como reflexo da tolerância com a pessoa que escreveu o texto. Corrigir ou assumir "tom professoral" é uma espécie de afronta à expressão alheia, uma atitude em si "intolerante". É preciso, afinal, respeitar o "diverso". O problema é que a língua precisa de elementos comuns para que seja eficaz em sua principal função, a da comunicação ("comunicar", na origem, é "pôr em comum").



Talvez essa postura humanizada explique o fato de hoje ser frequente encontrarmos erros gramaticais em livros caros, ilustrados, produzidos em ótimo papel, com capa dura etc. Afinal, como diziam nossas avós, errar é humano e, como já disse José Saramago, na sua "História do Cerco de Lisboa", ao explicar que o revisor nem sempre corrige, "primeiro mandamento do decálogo do revisor que aspire à santidade, aos autores deve-se evitar sempre o peso das vexações".



Não faz assim tanto tempo que o nosso querido Paulo Coelho, um dos mais bem-sucedidos escritores brasileiros, era alvo de críticas na imprensa por causa das gralhas que se avolumavam nos seus livros, as quais, diga-se, nunca atrapalharam seus negócios. Certa vez, um tanto irritado pela cobrança de jornalistas, ele se saiu com um chiste, que acabou sendo levado a sério: disse que a magia de seus livros (responsável pelo milagre das vendas) poderia estar justamente nos erros gramaticais, de modo que não providenciaria revisão nas edições seguintes. E assim provavelmente foi. Mal sabia ele que antecipava uma tendência.



A tolerância às  falhas às − falhas, que, mágicas ou não, afinal, nos lembram que somos humanos parece ser − um valor nos dias de hoje. Talvez essa seja a dica de ouro para os humanizadores de texto. Vamos ensinar os robôs a errar.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br

Dado que a inteligência artificial aprendeu com o material produzido por seres humanos qual seria o , elemento humano faltante aos textos escritos por ela?
Em relação ao segmento posterior, o trecho em destaque apresenta papel
Alternativas
Q3116092 Pedagogia
As tendências pedagógicas brasileiras foram muito influenciadas pelo momento cultural e político da sociedade, pois foram levadas à luz graças aos movimentos sociais e filosóficos. Essas formaram a prática pedagógica do país.
Acesse:https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/tendencias-ped agogicas-brasileiras.htm

Relacionar as tendências pedagógicas descritas na coluna A com suas respectivas características na coluna B:

Coluna A:

1.Tendência Libertadora.
2.Tendência Técnica.
3.Tendência Renovada Não Diretiva.
4.Tendência Libertária.

Coluna B:

A. Tem como objetivo formar mão de obra especializada para o mercado de trabalho, com o professor como um especialista driver.
B. Enfatiza a liberdade de expressão e a utilização prática do saber, com o professor como conselheiro.
C. Foca no desenvolvimento da consciência crítica dos alunos sobre a realidade social e política, com a atuação do professor em conjunto com os alunos.
D. Valorização das percepções individuais do aluno, com foco em sua formação psicológica.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3116091 Pedagogia
A qual tendência pedagógica está associada a uma visão mais autoritária do professor, com ênfase na transmissão de conteúdos de forma sistemática e rígida, sem considerar as necessidades individuais dos alunos?
Alternativas
Q3116090 Pedagogia
No contexto da prática de ensino, o calendário escolar contribui para a gestão eficiente do tempo de ensino e aprendizagem, ele é um elemento constitutivo da organização do currículo. Qual alternativa mostra corretamente como essa organização se reflete na rotina escolar?
Alternativas
Q3116089 Pedagogia
No contexto atual da educação, saiba-se que o processo de ensino-aprendizagem deve ir além da simples reprodução e memorização de conceitos. Com ele, é possível aperfeiçoar ou desenvolver valores, conhecimentos, habilidades, comportamentos e competências, por meio do raciocínio, estudo, observação e experiências. Qual alternativa indica corretamente um aspecto fundamental que deve ser incorporado para promover uma aprendizagem mais significativa e transformadora?
Alternativas
Q3116088 Pedagogia
A alfabetização na perspectiva do letramento inclui uma segunda dimensão, a da _____________ do aprendiz nas práticas de leitura e escrita. Tal dimensão é que pode garantir que as crianças, os jovens e os adultos do campo consigam fazer uso real da leitura e da escrita, em seu cotidiano, nas diferentes situações políticas e sociais.
Acesse:https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/os-desafi os-ensino-leitura-escrita-alfabetizacao-foco.htm

Marque a alternativa que completa o sentido do texto:
Alternativas
Q3116087 Pedagogia
A abordagem dos temas transversais deve se orientar pelos processos de vivência da sociedade. Na dimensão escolar, qual é o objetivo principal da transversalidade?
Alternativas
Q3116086 Pedagogia
A avaliação da aprendizagem constitui uma importante ferramenta pedagógica para o cotidiano das escolas. As alternativas a seguir refletem corretamente a importância da avaliação humanizada no processo de ensino e aprendizagem, exceto: 
Alternativas
Q3116085 Pedagogia
A seguir, estão as ciências que são atualizadas para os Estudos da Infância e suas respectivas abordagens. Relacione-as corretamente:

Coluna A

1. Psicologia.
2. Sociologia.
3. Antropologia.

Coluna B

A. Estudo das diferentes culturas e formas de socialização das crianças.
B. Investigação do comportamento e desenvolvimento infantil a partir das influências psicológicas individuais.
C. Análise das estruturas sociais e como elas moldam o comportamento das crianças em diferentes contextos sociais.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3116084 Pedagogia
Aprender uma língua não é somente aprender palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade.
Acesse:https://www.colegioapoio.net/blog/desenvolvimento-da-oralidade-que-favo rece-o-processo-de-alfabetiza

Qual das alternativas a seguir melhor descreve os benefícios da dramatização na rotina da sala de aula?
Alternativas
Q3116083 Pedagogia
Currículo é uma construção social do conhecimento. Qual é o papel do "saber escolar" no contexto da cultura escolar, conforme a relação com o currículo?
Alternativas
Q3116082 Pedagogia
Ao brincar, a criança experimenta o poder de explorar o mundo dos objetos, das pessoas, da natureza e da cultura, para compreendê-lo e expressá-lo por meio de variadas linguagens. É no plano da imaginação que o brincar se destaca pela mobilização dos múltiplos significados.
Acesso em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/15/o-ludico-no-processo-de-apre ndizagem-na-educacao-infantil

Qual das afirmativas abaixo melhor descreve a relação entre a ludicidade e a construção da autonomia na criança?
Alternativas
Q3116081 Pedagogia
Conceitos matemáticos em contextos reais demonstraram ser mais eficazes para a internalização do conteúdo, porém abordagens pedagógicas não deixam de ser importantes, valorizando o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos alunos.
Associe as abordagens pedagógicas aos seus benefícios no ensino de Matemática:

Coluna A

1. Experimentação.
2. Resolução de problemas.
3. Aplicação em contextos reais.

Coluna B

A. Focar na resolução de questões que desafiem o aluno a aplicar o que foi aprendido.
B. Estímulo à aplicação prática dos conceitos matemáticos em situações do cotidiano.
C. Permitir que os alunos explorem conceitos de forma prática e interativa, facilitando a compreensão.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3116080 Pedagogia
Segundo Ferreiro e Teberosky, através de seus questionamentos e considerações que as crianças sabem antes da alfabetização (da entrada na escola) modificou toda a forma de pensar da época, e ainda hoje tais ideias embasam muitos profissionais. Criando a obra intitulada a psicogênese da língua escrita que se refere:
Alternativas
Q3116079 Pedagogia
A compreensão da educação como trabalho humano e prática social, a diversidade de contextos de atuação e a pluralidade teórica e prática. Em relação à infância e práticas cotidianas no contexto da profissão docente, quais dos seguintes aspectos são mais relevantes para um professor?
Alternativas
Q3116078 Pedagogia
A comunicação humana possui a escrita e a oralidade como duas modalidades fundamentais as quais possibilitam ao homem se comunicar, expressar ideias, sentimentos e realizar registros dos acontecimentos. Sobre o processo de aquisição da linguagem, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3116077 Pedagogia
A interação social nas escolas desempenha um papel importante no desenvolvimento das crianças. Com base nisso, assinale a alternativa que melhor descreve a importância da interação entre os alunos na educação.
Alternativas
Q3116076 Pedagogia
A variação da língua se manifesta de várias maneiras entre seus falantes, assim usa-se a expressão Variação Linguística para explicar essas variações. Por que a variação linguística reflete a riqueza de uma língua?
Alternativas
Q3116072 Pedagogia
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1721: D
1722: C
1723: D
1724: B
1725: A
1726: A
1727: C
1728: C
1729: C
1730: B
1731: D
1732: B
1733: D
1734: D
1735: A
1736: C
1737: B
1738: B
1739: B
1740: D