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SÃO PAULO TEVE O PIOR AR DO MUNDO POR CINCO DIAS
Revista Pesquisa FAPESP
setembro 2024
Entre 120 metrópoles do globo, São Paulo figurou como a grande cidade com a pior qualidade do ar por cinco dias consecutivos, entre 9 e 13 de setembro, segundo ranking feito pelo site suíço IQAir. No período, a maior cidade brasileira passou por dias extremamente secos, com o céu tomado por fumaça proveniente de queimadas em diferentes partes do país, como Amazônia e Pantanal, além de incêndios no próprio território paulista. A qualidade do ar foi considerada como não saudável em vários momentos desses dias e ultrapassou os 150 pontos de uma escala adotada pelo IQAir. O site atualiza a classificação praticamente em tempo real – geralmente a cada hora – da qualidade média do ar das cidades monitoradas. Isso é feito a partir de uma média das informações fornecidas por estações de medição da poluição atmosférica instaladas nesses centros urbanos. O poluente usado como referência para fazer o ranking são as partículas finas inaláveis de até 2,5 micrômetros (MP2,5), que podem ficar em suspensão por muito tempo, serem absorvidas pelo organismo humano e causar problemas de saúde. Elas são provenientes da queima de combustíveis fósseis, de incêndios florestais e da combustão de vegetação. O ranking é mantido por uma empresa que produz equipamentos para tratamento do ar (IQAir) em parceria com organizações não governamentais, como o grupo ambientalista Greenpeace, e os programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).
Retirado e adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/risco-decolesterol-alto-em-jovens/. Acesso em 10 nov 2024.
SÃO PAULO TEVE O PIOR AR DO MUNDO POR CINCO DIAS
Revista Pesquisa FAPESP
setembro 2024
Entre 120 metrópoles do globo, São Paulo figurou como a grande cidade com a pior qualidade do ar por cinco dias consecutivos, entre 9 e 13 de setembro, segundo ranking feito pelo site suíço IQAir. No período, a maior cidade brasileira passou por dias extremamente secos, com o céu tomado por fumaça proveniente de queimadas em diferentes partes do país, como Amazônia e Pantanal, além de incêndios no próprio território paulista. A qualidade do ar foi considerada como não saudável em vários momentos desses dias e ultrapassou os 150 pontos de uma escala adotada pelo IQAir. O site atualiza a classificação praticamente em tempo real – geralmente a cada hora – da qualidade média do ar das cidades monitoradas. Isso é feito a partir de uma média das informações fornecidas por estações de medição da poluição atmosférica instaladas nesses centros urbanos. O poluente usado como referência para fazer o ranking são as partículas finas inaláveis de até 2,5 micrômetros (MP2,5), que podem ficar em suspensão por muito tempo, serem absorvidas pelo organismo humano e causar problemas de saúde. Elas são provenientes da queima de combustíveis fósseis, de incêndios florestais e da combustão de vegetação. O ranking é mantido por uma empresa que produz equipamentos para tratamento do ar (IQAir) em parceria com organizações não governamentais, como o grupo ambientalista Greenpeace, e os programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).
Retirado e adaptado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/risco-decolesterol-alto-em-jovens/. Acesso em 10 nov 2024.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.
Texto 01
Texto 01 Você lembra quando não existia internet?
Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery?
E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade.
Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]
E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.
Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.
Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set. 2024. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de linguagem usados no texto.
I- Conotação.
II- Denotação.
III- Coloquialidade.
IV- Estrangeirismo.
V- Subjetividade.
Estão CORRETOS os itens
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se referem.
Texto 01
Texto 01 Você lembra quando não existia internet?
Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery?
E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade.
Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]
E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.
Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.
Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set. 2024. Adaptado.
A ironia a que essa passagem se refere é o fato de a internet
I. A criança e o adolescente devem ser tratados como sujeitos plenos de direitos e sua proteção deve ser garantida pelo Estado, pela sociedade e pela família.
II. O assistente social em conjunto com a escola tem a responsabilidade exclusiva pela aplicação de medidas socioeducativas aos adolescentes em conflito com a lei.
III. A violação dos direitos de crianças e adolescentes deve ser enfrentada com políticas de intervenção que priorizem o atendimento em abrigos, em detrimento da prevenção em rede de proteção social.
IV. A principal medida de proteção à criança em situação de risco é a inclusão familiar, sendo o acolhimento institucional uma medida excepcional.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O assistente social deve atuar com ênfase na promoção do desenvolvimento integral da criança e do adolescente, considerando suas condições de vulnerabilidade e os direitos previstos no ECA.
II. O acolhimento institucional deve ser a principal medida de proteção adotada em casos de violação de direitos, sem que seja necessário buscar alternativas no âmbito da convivência familiar.
III. A atuação do assistente social deve buscar sempre a reintegração familiar, desconsiderando o contexto social e cultural da criança ou adolescente, para garantir a máxima eficiência no processo.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. A Assistência Social no Brasil é organizada de forma descentralizada, sendo responsabilidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) sua implementação nos níveis federal, estadual e municipal.
II. O Serviço Social atua dentro do SUAS de forma especializada, sem a necessidade de articulação com outras políticas públicas ou áreas do conhecimento.
III. A Lei nº 8.742/93 estabelece que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) deve ser concedido a pessoas com deficiência e a idosos, desde que atendam ao critério de vulnerabilidade social.
IV. O SUAS organiza a assistência social de maneira segmentada, sem integração com outros serviços interinstitucionais e intersetoriais, restringindo o atendimento à demanda local.
Está CORRETO o que se afirma em:
A técnica de entrevista utilizada pelo Assistente Social:
I. Permite que o profissional personalize suas intervenções com base nas informações coletadas.
II. Deve sempre seguir um roteiro fixo, sem adaptações ao perfil ou à situação do usuário.
III. Requer do assistente social o exercício de uma escuta qualificada.
IV. É realizada preferencialmente em ambiente formal, limitando a realização de atendimentos em campo.
Está CORRETO o que se afirma em:
( ) A ética profissional no serviço social é normativa e deve ser aplicada rigidamente, sem interpretação crítica.
( ) O Código de Ética considera os direitos humanos e sociais como norteadores da prática profissional.
( ) A ética profissional deve guiar as ações do assistente social, promovendo a autonomia e a cidadania dos usuários.
( ) A prática do assistente social, pautada na ética, inclui a defesa dos interesses de mercado acima do bem-estar dos usuários.
A sequência CORRETA de cima para baixo, é:
I. atuar com um enfoque prioritário na preservação de vínculos familiares e comunitários, promovendo a convivência e a autonomia dos sujeitos.
II. abranger tanto os casos de violência e negligência quanto situações de discriminação racial, de gênero e outros marcadores de vulnerabilidade.
III. articular as redes de serviços em âmbito intersetorial e interinstitucional, visando um atendimento integral.
IV. realizar intervenções baseadas em medidas corretivas e punitivas em detrimento do fortalecimento de vínculos.
Está CORRETO o que se afirma em:
Maria Luíza é uma Assistente Social que trabalha em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em um bairro periférico de uma grande cidade. Ela atende famílias em situação de vulnerabilidade social, cujas principais demandas estão relacionadas à insegurança alimentar, desemprego e falta de acesso a serviços públicos essenciais, como saúde e educação. Durante uma visita domiciliar, ela identificou que uma das famílias atendidas está em situação de risco, com uma criança apresentando sinais de negligência e maus-tratos. Considerando a prática de Maria Luíza, a instrumentalidade no Serviço Social, e as implicações ético-políticas de sua atuação, é CORRETO afirmar que, a: