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Q2105009 Português
Leia a letra da música para responder à questão.


Ando devagar _______ já tive pressa
E levo esse sorriso
_______ já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

[...]

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Tocando em Frente, Almir Sater; Renato Teixeira.
A ordem direta da oração, em português, é construída seguindo a estrutura SUJEITO, VERBO, COMPLEMENTO VERBAL e, caso haja, ADJUNTO ADVERBIAL.
Assinale a alternativa que transpõe a sexta estrofe do texto para a ordem direta, respeitando o sentido original e as regras de pontuação.
Alternativas
Q2105008 Português
Leia a letra da música para responder à questão.


Ando devagar _______ já tive pressa
E levo esse sorriso
_______ já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

[...]

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Tocando em Frente, Almir Sater; Renato Teixeira.
A composição de uma letra musical é semelhante à escrita poética principalmente pela preocupação com os recursos estéticos.
Isso fica evidente na passagem “conhecer as manhas e as manhãs / o sabor das massas e das maçãs”, pois ocorre a figura de linguagem identificada como
Alternativas
Q2105007 Português
Leia a letra da música para responder à questão.


Ando devagar _______ já tive pressa
E levo esse sorriso
_______ já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

[...]

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Tocando em Frente, Almir Sater; Renato Teixeira.
Na primeira estrofe, foram omitidos elementos de coesão que expressam relação de explicação.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da passagem referida.
Alternativas
Q2105006 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
O termo “vingue” (4º parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por 
Alternativas
Q2105005 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
Nas passagens “...sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas...” e “É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial ...”, os termos destacados expressam, respectivamente,  
Alternativas
Q2105004 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
Leia a paráfrase do 6º parágrafo.

A cozinha-escola, ___ internet comunitária, ___ estúdio de gravações, ___ cineteatro, a DVD-teca e os livros atraíam centenas de moradores ___ espaço cultural e ___ bibliotecas comunitárias, _____ fechamento causou um efeito devastador.

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas da paráfrase apresentada.
Alternativas
Q2105003 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
A metáfora “fome de contar” (4º parágrafo) é utilizada pelo autor para expressar
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Q2105002 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
A passagem “Ditou ‘umas besteirinhas’ para a sua filha – não sabia usar o computador – e foi selecionada.”, está corretamente reescrita, preservando o sentido original, em
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Q2105001 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
Por se tratar de uma crônica, a linguagem empregada no texto se caracteriza não só pela informalidade típica desse gênero, mas também pela subjetividade do autor.
Esta última característica pode ser identificada na passagem:
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Q2104999 Português
Leia o texto para responder à questão.

“Vocês me desculpem, sou uma desaletrada, mas agora tomei gosto por dizer as coisas, por contar a minha história”, diz Lindacy Menezes, 64 anos, doméstica, ao revelar a descoberta da literatura. Criada por uma dona de um bordel no Recife, a pernambucana vive na favela da Rocinha, Rio, desde os anos 70. Era uma das mais animadas vozes de um encontro do projeto Você é o que lê, na Garagem das Letras, centro cultural de moradores da comunidade carioca.

“Desaletrada, nem sabia o que era texto, o que era poema”, disse Lindacy, antes de mandar os seus versos para a plateia. Convidado especial do evento, o jornalista e escritor Zuenir Ventura, autor de Cidade Partida, clássico moderno sobre a violência brasileira, escuta atentamente a prosódia e comenta: “Isso é Guimarães Rosa!”.

A menina criada no cabaré da zona portuária recifense é uma narradora de primeira. Há cinco anos soube de uma ofi cina da Festa Literária das Periferias (Flup) e resolveu mandar umas linhas para concorrer a uma vaga. Ditou “umas besteirinhas” para a sua fi lha – não sabia usar o computador – e foi selecionada. “Depois disso, não parei e não paro nunca mais.” Aguarde o livro com a saga dessa mulher. Estarei na fila de autógrafos.

Há uma fome de contar histórias naquele cenário onde muitos becos e vielas estão manchados de sangue. Sangue de gente muito jovem. Meninos imprensados entre policiais e traficantes. É preciso contar para que não vingue apenas o relato oficial dos boletins de ocorrência.  

[...]

Outra obra de ficção do Estado, com auxílio do departamento de mentiras municipais, é o funcionamento da Biblioteca Parque. Aberta em 2012, sob influência e modelo dos centros de leitura de Bogotá e Medellín (Colômbia), fechou as portas na cara da comunidade desde o ano passado. A alegação é de falta de recursos para bancar os funcionários.

[...]

Bibliotecárias contaram o efeito devastador do fechamento do espaço cultural que reunia centenas de moradores atraídos pelos livros, pela DVD-teca, pelo cineteatro, estúdio de gravações, internet comunitária, cozinha-escola, etc.; um desastre social, resumiram, mais uma tragédia carioca e brasileiríssima. Dinheiro para as balas do extermínio da juventude periférica, é sempre bom lembrar, nunca falta.  


Xico Sá, “A Desaletrada da Rocinha”. In: Crônicas para ler em qualquer lugar. Todavia. Adaptado.
De acordo com o texto, é correto afi rmar que
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Q2104988 Matemática
Considere um sistema formado por três polias circulares tangentes duas a duas, como mostra a figura.
Imagem associada para resolução da questão



Os centros dessas circunferências são vértices do triângulo ABC com lados de medidas AB = 15 cm, AC = 10 cm e BC = 17 cm.
O raio da circunferência da maior das polias é
Alternativas
Q2104986 Noções de Informática
A função SE() é uma das funções mais populares do Microsoft Excel (MS-Excel 2016), pois ela permite comparações lógicas entre um valor e aquilo que se espera. Sabendo que a célula F1 possui um valor qualquer (negativo ou positivo) referente ao saldo de caixa da empresa xpto, faz-se necessário informar na célula F2 a expressão “positivo” ou “negativo” de acordo com o valor de F1. Nesse contexto, a fórmula que atende à especificação é indicada por:
Alternativas
Q2104985 Noções de Informática
No Microsoft Excel (MS-Excel 2016), uma fórmula sempre começa com um sinal de “=” e pode ser acompanhado por números, operadores matemáticos (como o sinal de mais ou menos) e funções. Considere a seguinte equação:
=((A1+A1)+(A1*A1)+(A1/A1))^A1
Sabendo que a Célula A1 possui o valor numérico 2 (dois), o resultado da equação é:
Alternativas
Q2104983 Noções de Informática
Uma tecla de atalho é uma tecla ou um conjunto de teclas que, ao serem pressionadas, permite realizar uma ação que pode ser a chamada de um determinado programa ou a chamada de uma função de um programa ou de sistema operacional. No Microsoft Word (MS-Word 2016), para entrar no modo de visualização de impressão, é utilizada a seguinte combinação de teclas:
Alternativas
Q2104982 Noções de Informática
Uma fonte tipográfica (simplesmente fonte) é um padrão, variedade ou coleção de caracteres tipográficos com o mesmo desenho ou atributos e, por vezes, com o mesmo tamanho (corpo). No Microsoft Word (MS-Word 2016), para aumentar ou diminuir o tamanho de uma fonte selecionada, além das opções no menu de comando “Fonte”, as ações podem ser realizadas, respectivamente, pelas teclas:
Alternativas
Q2104981 Noções de Informática
No Microsoft Word (MS-Word 2016), durante o processo de edição (escrita) de um documento, o texto pode ser organizado observando diferentes ações, tais como: recuo (direita e esquerda), espaçamento (antes e depois) e quebras de linha e de página. Essas ações estão disponíveis na faixa de comando na opção:
Alternativas
Q2104980 Noções de Informática
E-mail, email ou correio eletrônico são os nomes de um sistema de comunicação baseado no envio e recebimento de mensagens eletrônicas através de computadores pela Internet. No envio do e-mail, observamos três opções para destinatário de um e-mail, indicadas pelas expressões “Para”, “Cc” e “Cco”, que são definidas como:

I. Para indica o destinatário original do e-mail.
II. Cc equivale à sigla para o termo “com cópia”. Geralmente, indica destinatários interessados, mas que não são os principais destinatários do e-mail.
III. CCo refere-se à sigla para “cópia oculta”. Apesar de também ser uma cópia, o destinatário principal e os que recebem em cópia o e-mail não conseguem ver quem mais teria recebido uma cópia adicional.

É correto afirmar que
Alternativas
Q2104979 Noções de Informática
A Lixeira do Windows fornece uma segurança quando arquivos ou pastas são excluídos. Ao excluir qualquer um desses itens do equipamento, desconsiderando unidades móveis como pen-drive, o Sistema Operacional (Windows) o coloca na Lixeira; essa ação é realizada pela tecla DEL. Uma outra possibilidade é excluir permanentemente do computador o arquivo ou pasta, sem que ele seja enviado para a Lixeira. Essa ação é realizada pela combinação das teclas:
Alternativas
Q2104978 Noções de Informática
Área de transferência é um recurso utilizado pelo sistema operacional para o armazenamento de pequenas quantidades de dados para a manipulação entre programas ou aplicativos, através de operações básicas realizadas por meio do botão direito do mouse. Seu uso é mais comum na parte gráfi ca, mas elementos como texto também são manipulados. No Windows para recortar, copiar e colar na área de transferência, respectivamente, utilizamos as combinações das seguintes teclas:
Alternativas
Q2104977 Noções de Informática
Windows Explorer, alterado para “Explorador de Arquivos” no Windows 10, é o gerenciador de arquivos e de pastas do sistema Windows. Sua função é realizar cópia, exclusão, organização, movimentação e todas as atividades de gerenciamento de arquivos. Seu acesso é realizado pelo menu ou através de teclas de atalho. O conjunto de teclas responsáveis por ativar o Explorador de Arquivos e representado por:
Alternativas
Respostas
13161: A
13162: D
13163: E
13164: C
13165: D
13166: C
13167: B
13168: E
13169: D
13170: D
13171: B
13172: E
13173: A
13174: A
13175: D
13176: C
13177: A
13178: E
13179: A
13180: C