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Q3620093 Português
A história recente do Brasil está marcada pela exposição de nossas fraturas. A ruptura institucional operada pelo golpe de 2016 trouxe consequências nefastas para as políticas públicas e para os direitos sociais e exigiu uma série de movimentos e arranjos das forças políticas construídas na Nova República, para sobreviver à sombra do avanço da extrema direita. Este texto tenta contar uma parte dessa história sob a perspectiva das contendas, arranjos, avanços e retrocessos em torno das políticas públicas do livro e leitura. Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura e, de maneira mais abrangente, sobre direitos humanos, exige equilíbrio, disposição e desprendimento para o debate.


[...]


Por Ricardo Queiroz Pinheiro, na coluna Literatura dos Arrabaldes.


Disponível em:
https://outraspalavras.net/poeticas/brasil-a-literatura-como-um-direito-humano/
Em: ''Este texto tenta contar uma parte dessa história...'', o termo destacado exerce que função sintática?
Alternativas
Q3620092 Português
A história recente do Brasil está marcada pela exposição de nossas fraturas. A ruptura institucional operada pelo golpe de 2016 trouxe consequências nefastas para as políticas públicas e para os direitos sociais e exigiu uma série de movimentos e arranjos das forças políticas construídas na Nova República, para sobreviver à sombra do avanço da extrema direita. Este texto tenta contar uma parte dessa história sob a perspectiva das contendas, arranjos, avanços e retrocessos em torno das políticas públicas do livro e leitura. Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura e, de maneira mais abrangente, sobre direitos humanos, exige equilíbrio, disposição e desprendimento para o debate.


[...]


Por Ricardo Queiroz Pinheiro, na coluna Literatura dos Arrabaldes.


Disponível em:
https://outraspalavras.net/poeticas/brasil-a-literatura-como-um-direito-humano/
No período: ''A história recente do Brasil está marcada pela exposição de nossas fraturas.'', os termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q3620091 Português
A história recente do Brasil está marcada pela exposição de nossas fraturas. A ruptura institucional operada pelo golpe de 2016 trouxe consequências nefastas para as políticas públicas e para os direitos sociais e exigiu uma série de movimentos e arranjos das forças políticas construídas na Nova República, para sobreviver à sombra do avanço da extrema direita. Este texto tenta contar uma parte dessa história sob a perspectiva das contendas, arranjos, avanços e retrocessos em torno das políticas públicas do livro e leitura. Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura e, de maneira mais abrangente, sobre direitos humanos, exige equilíbrio, disposição e desprendimento para o debate.


[...]


Por Ricardo Queiroz Pinheiro, na coluna Literatura dos Arrabaldes.


Disponível em:
https://outraspalavras.net/poeticas/brasil-a-literatura-como-um-direito-humano/
Na frase: ''Discorrer de forma crítica sobre política, cultura, direito à leitura...'' , o uso do acento grave (crase) diante da palavra leitura se justifica porque:
Alternativas
Q3620090 Português

Observe o acento gráfico na última palavra de cada verso da estrofe a seguir:


''Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música''


(Chico Buarque)



A regra de acentuação que justifica o uso de acento nesses casos é a seguinte:

Alternativas
Q3620089 Português
[...]


Aula com Wi-Fi, aula sem Wi-Fi



A tecnologia se inseriu de tal forma nos processos pedagógicos que fatores como um sinal Wi-Fi forte, por exemplo, podem influir na eficácia da aula. Se uma escola tiver um Wi-Fi não confiável, isso pode obrigar os professores a trabalharem em dobro. Torna-se necessário desenvolver duas aulas – uma para se a tecnologia estiver funcionando e outra para se a tecnologia não estiver funcionando. O impacto dessa realidade na produtividade do professor e na dinâmica em sala de aula pode ser expressivo.


Quando, porém, a mais avançada tecnologia é integrada às aulas de maneira alinhada às melhores práticas pedagógicas, o engajamento do aluno aumenta e a jornada de aprendizagem fica mais suave. A conquista dessa meta passa pela entrega de serviços digitais de qualidade a professores, alunos e gestores. Neste contexto, o monitoramento da infraestrutura de TI e Telecomunicações da escola é estratégico: sua missão é prover um método centralizado de identificação de qualquer problema técnico, evitando que falhas aconteçam. E, com isso, entregar à instituição educacional uma visão preditiva sobre todos os elementos digitais que podem suavizar ou dificultar a jornada de alunos e professores.


[...]


Por Luis Arís, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Paessler América Latina.
Disponível em: https://inforchannel.com.br/2022/11/22/grande-desafio-para-aeducacao-brasileira-em-2023-superar-a-fase-da-alfabetizacao-digital/
"A conquista dessa meta...". A que meta o texto se refere?
Alternativas
Q3620088 Português
[...]


Aula com Wi-Fi, aula sem Wi-Fi



A tecnologia se inseriu de tal forma nos processos pedagógicos que fatores como um sinal Wi-Fi forte, por exemplo, podem influir na eficácia da aula. Se uma escola tiver um Wi-Fi não confiável, isso pode obrigar os professores a trabalharem em dobro. Torna-se necessário desenvolver duas aulas – uma para se a tecnologia estiver funcionando e outra para se a tecnologia não estiver funcionando. O impacto dessa realidade na produtividade do professor e na dinâmica em sala de aula pode ser expressivo.


Quando, porém, a mais avançada tecnologia é integrada às aulas de maneira alinhada às melhores práticas pedagógicas, o engajamento do aluno aumenta e a jornada de aprendizagem fica mais suave. A conquista dessa meta passa pela entrega de serviços digitais de qualidade a professores, alunos e gestores. Neste contexto, o monitoramento da infraestrutura de TI e Telecomunicações da escola é estratégico: sua missão é prover um método centralizado de identificação de qualquer problema técnico, evitando que falhas aconteçam. E, com isso, entregar à instituição educacional uma visão preditiva sobre todos os elementos digitais que podem suavizar ou dificultar a jornada de alunos e professores.


[...]


Por Luis Arís, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Paessler América Latina.
Disponível em: https://inforchannel.com.br/2022/11/22/grande-desafio-para-aeducacao-brasileira-em-2023-superar-a-fase-da-alfabetizacao-digital/
A partir da leitura do texto, é possível deduzir que:
Alternativas
Q3620087 Português
[...]


Aula com Wi-Fi, aula sem Wi-Fi



A tecnologia se inseriu de tal forma nos processos pedagógicos que fatores como um sinal Wi-Fi forte, por exemplo, podem influir na eficácia da aula. Se uma escola tiver um Wi-Fi não confiável, isso pode obrigar os professores a trabalharem em dobro. Torna-se necessário desenvolver duas aulas – uma para se a tecnologia estiver funcionando e outra para se a tecnologia não estiver funcionando. O impacto dessa realidade na produtividade do professor e na dinâmica em sala de aula pode ser expressivo.


Quando, porém, a mais avançada tecnologia é integrada às aulas de maneira alinhada às melhores práticas pedagógicas, o engajamento do aluno aumenta e a jornada de aprendizagem fica mais suave. A conquista dessa meta passa pela entrega de serviços digitais de qualidade a professores, alunos e gestores. Neste contexto, o monitoramento da infraestrutura de TI e Telecomunicações da escola é estratégico: sua missão é prover um método centralizado de identificação de qualquer problema técnico, evitando que falhas aconteçam. E, com isso, entregar à instituição educacional uma visão preditiva sobre todos os elementos digitais que podem suavizar ou dificultar a jornada de alunos e professores.


[...]


Por Luis Arís, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Paessler América Latina.
Disponível em: https://inforchannel.com.br/2022/11/22/grande-desafio-para-aeducacao-brasileira-em-2023-superar-a-fase-da-alfabetizacao-digital/
No período: ―Se uma escola tiver um Wi-Fi não confiável, isso pode obrigar os professores a trabalharem em dobro‖, o pronome isso pode ser considerado:
Alternativas
Q3618636 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?

        Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.

        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
    
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
    
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
    
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
    
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
    
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
   
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
    
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
    
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
    
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
    
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
Leia a letra de música a seguir:
“Eu te desejo não parar tão cedo.
Pois toda idade tem prazer e medo
E com os que erram feio e bastante
Que você consiga ser tolerante. [...]
Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor pra recomeçar [...]”
(Frejat — Amor pra recomeçar)
As palavras em destaque são chamadas de verbos. Elas se referem a algo que:
Alternativas
Q3618635 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?

        Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.

        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
    
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
    
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
    
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
    
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
    
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
   
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
    
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
    
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
    
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
    
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a forma verbal NÃO poderia substituir “compôs” sem causar erro gramatical no texto:
Nosso amigo e o irmão dele compõem o time de futebol da escola.
Alternativas
Q3617593 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.

No segundo parágrafo lemos:


“Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio.”


O mesmo processo de formação das palavras sublinhadas é observado em

Alternativas
Q3617591 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.
“Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.”
A palavra que modifica o sentido do termo sublinhado é
Alternativas
Q3617589 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.
No primeiro parágrafo, o autor afirma.
“Mas nem nos conhecemos.”
Essa frase transmite ideia de
Alternativas
Q3617588 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.
Pode-se afirmar que o autor do texto se sente 
Alternativas
Q3617587 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.
No terceiro parágrafo lemos:
“Na real, contam os centavos, levam fora da namorada…”
As palavras empregadas nessa frase são características da linguagem
Alternativas
Q3617586 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A falsa vida no Instagram
Expor-se em fotos na rede é um paliativo para a mediocridade.

Walcyr Carrasco - 14 fev 2020

Estou no aeroporto. Uma mulher pede uma selfie. Faço a pose. Sorrio. Essa cena acontece principalmente quando estou com uma novela de sucesso. Eu me pergunto: para que servem os milhões de selfies clicadas diariamente? Bem, para postar. A foto dá a impressão de intimidade. Mas nem nos conhecemos. A maioria avassaladora das pessoas que postam selfies com famosos não conhece ninguém. São imagens arrancadas, às vezes em situações horríveis. Certa vez, em Belo Horizonte, meu voo estava sendo chamado. Eu entrando no banheiro às pressas. Uma senhora me parou para fazer selfie, tentei me safar, ela insistindo… Enfim… Imaginem a situação. Tive de sorrir e me deixar fotografar! O pior é que não sei com quem estou dando um clique. Se for parar num tribunal e disser que não conheço a pessoa, haverá uma selfie! Esse mundo digital cria uma falsa impressão de intimidade!

Abro o Instagram e o que vejo? Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio. A vida de um Neymar deve ser um martírio! Também há os turistas deslumbrados. Sinto “vergonha alheia” ao ver tantos amigos postando fotos de viagem como se fossem a última bolacha do pacote. Vamos combinar. Quem precisa de mais um retrato de alguém no Coliseu? Ou na Torre Eiffel? Recentemente eu estava com um amigo, seu filho e primo adolescentes no templo budista Zu Lai, em Cotia, São Paulo. É um lindo santuário, com escadarias, pátios, esculturas. Todos tirando selfies e fazendo poses. De repente, percebi: ninguém estava olhando o templo! Só clicando. Postar era mais importante que a experiência em si.

Outra tendência são as mulheres seminuas e os rapazes de músculos à mostra. No passado, as revistas masculinas pagavam fortunas às mulheres para que ficassem nuas. Hoje é de graça, e as modelos são donas de casa, executivas… Só não há nus absolutos porque o próprio Instagram proíbe. Um amigo desempregado, já maduro, mas com músculos bem desenhados, postava uma foto de praia atrás da outra. Foi fazer uma entrevista. O possível chefe reclamou dos posts. Disse serem ruins para um candidato a cargo de direção. Apavorado, ele parou de postar. Duas semanas. Já está postando tudo de novo. Atenção: quem oferece uma vaga sempre verifica o candidato nas redes sociais. É um risco para o currículo. Fico imaginando a vida dos rapazes que postam fotos de si próprios em academias ou na praia, como pavões. Na real, contam os centavos, levam fora da namorada… Há quem poste batatinhas gordurosas orgulhosamente, como se fossem alta gastronomia. E ah… por que tanta gente faz questão de postar seus cachorrinhos? Felicidade igual au-au?

O Instagram é uma narrativa. As pessoas criam uma ficção da própria vida. Histórias de intimidade com famosos, de viagens, de alta moda, de gastronomia. Sentem-se mais interessantes, desejáveis. Os posts são um paliativo para a mediocridade de seu dia a dia. Postar virou um vício. Em que realmente acreditam? Em seu trabalho, relações? Ou na personagem criada no Instagram? Tornar a vida uma ficção só pode dar errado.
Publicado em VEJA de 19 de fevereiro de 2020.
Marque a alternativa cujo elemento da narrativa NÃO pertence ao texto lido.
Alternativas
Q3607176 Direito Sanitário
Assinale a única alternativa que corresponde a um princípio doutrinário do Sistema Único de Saúde: 
Alternativas
Q3607175 Enfermagem
O volume das doses que serão administradas de vacinas, tanto nos adultos quanto nas crianças, é medido em: 
Alternativas
Q3607174 Enfermagem
De acordo com a Resolução COFEN Nº 564/2017, Capítulo III, “Executar prescrições e procedimentos de qualquer natureza que comprometam a segurança da pessoa” (Art. 80º); “Registrar informações incompletas, imprecisas ou inverídicas sobre a assistência de Enfermagem prestada à pessoa, família ou coletividade” (Art. 87º); e “Registrar e assinar as ações de Enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional” (Art. 88º):
Alternativas
Q3607173 Enfermagem
Tricomoníase é um exemplo de:
Alternativas
Q3607172 Enfermagem
Ascaridíase é a infecção causada por Ascaris lumbricoides, um verme nematódeo intestinal; conhecido popularmente como: 
Alternativas
Respostas
16581: B
16582: D
16583: A
16584: C
16585: B
16586: D
16587: A
16588: D
16589: C
16590: B
16591: B
16592: E
16593: B
16594: A
16595: D
16596: C
16597: D
16598: C
16599: B
16600: B