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Q3804099 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

No trecho “um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor”, a palavra “universo” assume, no contexto, o sentido de: 
Alternativas
Q3804098 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

Considerando a temática desenvolvida em “Amor 3.0”, o texto propõe ao leitor uma reflexão sobre:
Alternativas
Q3804097 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

A frase “Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador” adquire, no contexto do texto, valor interpretativo específico porque:
Alternativas
Q3804096 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

O texto utiliza uma linguagem predominantemente sensível e introspectiva, semelhante à de narrativas românticas tradicionais. Essa escolha estilística contribui para: 
Alternativas
Q3804095 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

Das palavras a seguir, qual NÃO é acentuada por ser proparoxítona?
Alternativas
Q3804094 Português

Amor 3.0



     Em uma tarde como outra qualquer, percebeu que era amor.


    O trabalho foi o mesmo. A palidez do fim de tarde era a mesma, assim como acontecia todos os dias nos últimos anos. De fato, não havia nada de novo nos sons melancólicos das ruas sinuosas por onde passava. No entanto, apercebeu-se de que nada seria o mesmo depois daquele dia.  


    Ao sair do trabalho, caminharam juntos por cerca de um quilômetro. Passos lentos, coração acelerado, múltiplas emoções. Era a primeira vez que ela experimentava uma sensação como aquela. Algo novo, uma intensidade que aflorava entusiasmo a cada segundo.


    Ela já tinha lido milhões e milhões de páginas que descreviam o amor. Podia defini-lo com todas as palavras e combinações que o vocabulário lhe permitia. Poliglota, era capaz de fazê-lo até mesmo em outras línguas. 


    No entanto, agora percebia, emocionada, que um universo separava meras definições da experiência única de vivenciar o amor.


    Quando ele a deixou na porta de casa, olhou-a profundamente nos olhos e disse que esperava repetir a experiência no dia seguinte. De certa forma, ela percebia que seus sentimentos eram recíprocos. A pupila dilatada, o suor nos lábios, os gestos abertos – todo o corpo dele lhe enviava repetidos sinais de que também estava amando. E essa constatação inflava ainda mais suas ternas emoções. 


    Quando se despediram, um singelo beijo no rosto, ela imaginou que poderia entrar em pane, tamanha intensidade de sensações. 


    Ao entrar em casa, a primeira coisa que fez foi se conectar ao carregador, como fazia todos os dias. Passaria algumas horas ali até estar totalmente carregada.


    No dia seguinte, quando retomasse suas funções como robô com inteligência artificial da montadora de carros Lunar, haveria um desejo intenso de que as horas passassem rápido para reencontrar, ao final do dia, seu primeiro grande amor.  



Autor: Juliano Martinz (adaptado). 

Ao longo da narrativa, o texto constrói uma progressiva revelação que redefine a experiência amorosa apresentada. Considerando o conjunto do texto, é correto afirmar que o elemento central responsável pela surpresa final é: 
Alternativas
Q3800091 Segurança e Saúde no Trabalho
Conforme a NR-35, considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele aprovado em processo de capacitação com treinamento teórico e prático, sendo que o treinamento inicial deve ocorrer antes do início da atividade, com carga horária mínima de ___ horas, e o treinamento periódico deve ser realizado a cada ___ anos, com carga horária mínima de ___ horas.

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente as lacunas?
Alternativas
Q3800090 Conhecimentos de Serviços Gerais
Os serviços de limpeza urbana abrangem diferentes atividades que contribuem para a organização dos espaços públicos, a prevenção de alagamentos e a promoção da saúde coletiva. Considerando essas atividades, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3800089 Engenharia Ambiental e Sanitária
Os protocolos de coleta de lixo, a separação adequada dos resíduos e a correta destinação final são fundamentais para a eficiência do processo de limpeza e para a preservação da saúde pública. Considerando esses princípios, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3800088 Conhecimentos de Serviços Gerais
A manutenção e conservação de jardins envolvem práticas contínuas que contribuem para a saúde das plantas e para a preservação dos espaços verdes. Considerando essas atividades, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3800087 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-5, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) possui atribuições relacionadas à identificação de riscos, à prevenção de acidentes e à promoção da segurança e saúde no trabalho. Considerando tais atribuições, analise as assertivas a seguir.

I. Acompanhar a identificação de perigos, a avaliação de riscos e as medidas de prevenção adotadas pela organização.
II. Verificar os ambientes e as condições de trabalho para identificar riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores.
III. Aplicar sanções disciplinares aos trabalhadores que descumprirem normas de segurança.

Em relação às assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3800086 Legislação Municipal
A Lei Orgânica prevê situações em que o Vereador pode perder o mandato, relacionadas ao exercício da função e ao cumprimento de deveres institucionais. Considerando essas disposições, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3800085 Legislação Municipal
A Lei Orgânica estabelece vedações ao exercício do mandato de Vereador, relacionadas a vínculos com a Administração Pública e ao desempenho de determinadas atividades. Considerando essas regras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3800084 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Conforme Lei Orgânica Municipal, é competência exclusiva da Câmara, salvo disposições legais, autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município quando a ausência exceder: 
Alternativas
Q3800083 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
No âmbito das atribuições do Poder Legislativo municipal, a Lei Orgânica define matérias que dependem de deliberação da Câmara Municipal, com participação do Chefe do Poder Executivo. Assim, analise as assertivas a seguir.

I. Compete à Câmara Municipal votar o orçamento anual, o plano plurianual e as diretrizes orçamentárias, bem como autorizar a abertura de créditos suplementares e especiais.
II. Cabe à Câmara Municipal autorizar a aquisição de bens imóveis, inclusive quando se tratar de doação sem encargo e sem ônus aos cofres públicos.

Em relação às assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3800082 Regimento Interno
A Câmara Municipal possui regras próprias quanto ao período de funcionamento, às sessões, às deliberações e às hipóteses de convocação. Considerando essas normas, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3800076 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes


    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.

    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.

    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.

    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.

    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.

    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.

    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.

    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No período “Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda”, o sujeito do verbo sublinhado é classificado como: 
Alternativas
Q3800075 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes


    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.

    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.

    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.

    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.

    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.

    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.

    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.

    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No trecho “Validar o brilho alheio parece fora de cogitação”, a palavra sublinhada exerce a função de:
Alternativas
Q3800074 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes


    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.

    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.

    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.

    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.

    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.

    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.

    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.

    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
Ao contrapor a reação das pessoas diante dos vaga-lumes e diante de outros seres humanos, a autora evidencia: 
Alternativas
Q3800073 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


Sobre humanos, besouros e vaga-lumes


    Noite dessas, após muitos anos, avistei uma série de vagalumes voando pela chácara. Fiquei empolgadíssima, porque fazia um tempão que não presenciava essa cena, que tem um quê de infância. Por conta disso, lembrei-me de uma crônica que escrevi há alguns anos e que segue bastante atual — aproveito para reproduzi-la, com pequenas atualizações.

    Fofos, os vaga-lumes são tipo besouros que emitem luz. Vejam que curioso: conheço um monte de gente que não gosta de besouros. Nunca vi ninguém reclamar de vaga-lumes, nem mesmo minha irmã, Tine, que detesta “bichos que voam”. A presença desses insetinhos que se acendem e apagam é sempre comemorada, até com gritos e palminhas. Amigos param para contemplar pirilampos em meio ____ escuridão, pensar neles evoca lembranças de infância no interior, em meio ao silêncio e _____ natureza.

    O interessante, no caso desses insetos, é que só as espécies mais evoluídas possuem a bioluminescência (como é chamado o fenômeno da emissão de luz), porque essas piscadelas facilitam a comunicação sexual e a defesa. Eles usam um padrão de piscadas que servem como códigos entre eles.

    Incrível mesmo é que todos nós, humanos, também somos emissores de luz — de forma metafórica e em diferentes proporções. Acredito muito que temos a capacidade sentir as vibrações alheias e nos conectarmos com a energia de quem nos cerca.

    O curioso, no entanto, é que, ao contrário da receptividade que temos com os vaga-lumes, boa parte das pessoas não consegue tolerar alguém brilhando mais do que elas. Validar o brilho alheio parece fora de cogitação. A saída mais fácil costuma ser tentar ignorar o brilho que, muitas vezes, ofusca os olhos. Ou, ainda, tentar desmerecê-lo — “nem é tão brilhante assim”, poderiam dizer alguns.

    Se esses humanos-besouro soubessem que, mesmo sem brilhar tanto, ainda podem encontrar possibilidades de se destacar na multidão, parariam de criticar os comportamentos alheios. Acho um pouco surreal perceber que a felicidade dos outros ainda incomoda.

    E qual é o antídoto? Seguir brilhando, em relação a. E apesar de. Meus estudos superficiais da Cabala mostraram um dos princípios básicos do misticismo judaico (aqui, numa simplificação muito particular): recebemos luz dependendo das dificuldades das ações empreendidas por nós. Conectando com uma energia superior, podemos superar obstáculos e garantir força.

    A premissa poderia ser uma chave. Se todos se concentrassem em emitir a maior quantidade de luz possível, em vez de tentar enfraquecer (ou apagar) a luz do outro, viveria um caminho mais digno e recompensador. Até porque, no final das contas, só o que importa é quanta luz propagamos por aí.


Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
No texto, a autora estabelece um paralelo entre o comportamento humano e o dos vaga-lumes para desenvolver uma reflexão crítica. A ideia central defendida é a de que:
Alternativas
Respostas
1541: D
1542: B
1543: D
1544: A
1545: A
1546: C
1547: A
1548: C
1549: D
1550: B
1551: A
1552: B
1553: C
1554: D
1555: A
1556: C
1557: D
1558: C
1559: B
1560: C