Questões de Concurso Comentadas para professor - educação especial

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Q1128827 Português

              Crônica: tempo de despedida Metáforas que se impõem


      Temos muitas imagens armazenadas em nosso cérebro. Metáforas guardadas em nosso imaginário. Algumas, temos de admitir, são dolorosamente evidentes. Amanhecia. Véspera de Natal. Manhã fresca de um dia que seria muito quente. Havíamos passado a noite tomando vinho, ouvindo Roberto Carlos, só as mais tristes, tipo “Jovens tardes de domingo”, comemorando nossa formatura de Segundo Grau. Então eu saí pelos trilhos, de volta para casa, sentindo uma brisa empurrar meus cabelos longos, típicos dos anos 1970, para trás. Podia haver uma imagem mais óbvia e mais certeira para uma separação, uma ruptura, uma metamorfose?

      Lembro como se fosse ontem, para continuar com imagens comuns, que olhei para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se tentasse me situar. Vi a estação, que parecia mais melancólica do que nunca, vi alguns vagões estacionados em trilhos paralelos à linha central, vi um cachorro magro saltitar em três pernas e ouvi um galo retardatário cantar. Na metade do caminho, parei de novo e contemplei o cenário no qual me achava imerso. Eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma. Em breve, eu tomaria o caminho da capital. Estava na encruzilhada. Passei por uma chave de trilhos, um mecanismo usado para desviar trens para uma linha secundária. Brinquei de tentar mudar o meu destino. Eu estava pesadamente consciente de que dava os meus últimos passos no universo que me definia.

      Até hoje me pergunto: por que tanto realismo na metáfora que marcou minha passagem da adolescência para o mundo adulto? Uma semana depois, em 1º de janeiro de 1980, botei o pé na estrada e nela continuo. Só tenho voltado ao ponto de partida como visitante. Retornarei algum dia em definitivo para fechar o ciclo? Éramos três naquela despedida. Continuei ligado a um dos amigos daquela noite de despedida. O outro, o anfitrião, encontrei uma única vez, por acaso, num estádio de futebol. Não deve ter passado uma semana, porém, que não tenha pensando neles e em nossa turma.

      O que nos faz pensar em detalhes de experiências tão distantes? Lembro-me de ter caminhado mais de um quilômetro pelos trilhos. Cada vez que parava ou olhara para trás, com os olhos apertados pela luz da manhã, sentia o coração pulando. Estava deixando tudo o que me importava. Como foi possível que eu não sentisse medo, não duvidasse, não tentasse escapar da mudança? A minha convicção era férrea como os trilhos que eu pisava. Hoje, quando encontro a gurizada de 17 anos, nunca deixo de concluir com certo paternalismo: são crianças. Eu era uma criança quando saí de casa.

      Quando penso naquele momento de partida, inevitavelmente penso nos trilhos daquela manhã de verão. Venho trilhando meu caminho. Não me arrependo de não ter mudado a chave. Ainda ouço a voz de Roberto Carlos, pois “canções usavam formas simples”, ressoando na madrugada: “O que foi felicidade me mata agora de saudade, velhos tempos, belos dias”. Depois de 40 anos de separação, estamos nos reencontrando num grupo de WhatsApp.

Disponível em: <https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/ cr%C3%B4nica-tempo-de-despedida-1.371025>. Acesso em: 24 out. 2019.

Analisando a situação narrada na crônica, é correto afirmar que prevalece o sentimento de
Alternativas
Q1128826 Português

              Crônica: tempo de despedida Metáforas que se impõem


      Temos muitas imagens armazenadas em nosso cérebro. Metáforas guardadas em nosso imaginário. Algumas, temos de admitir, são dolorosamente evidentes. Amanhecia. Véspera de Natal. Manhã fresca de um dia que seria muito quente. Havíamos passado a noite tomando vinho, ouvindo Roberto Carlos, só as mais tristes, tipo “Jovens tardes de domingo”, comemorando nossa formatura de Segundo Grau. Então eu saí pelos trilhos, de volta para casa, sentindo uma brisa empurrar meus cabelos longos, típicos dos anos 1970, para trás. Podia haver uma imagem mais óbvia e mais certeira para uma separação, uma ruptura, uma metamorfose?

      Lembro como se fosse ontem, para continuar com imagens comuns, que olhei para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se tentasse me situar. Vi a estação, que parecia mais melancólica do que nunca, vi alguns vagões estacionados em trilhos paralelos à linha central, vi um cachorro magro saltitar em três pernas e ouvi um galo retardatário cantar. Na metade do caminho, parei de novo e contemplei o cenário no qual me achava imerso. Eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma. Em breve, eu tomaria o caminho da capital. Estava na encruzilhada. Passei por uma chave de trilhos, um mecanismo usado para desviar trens para uma linha secundária. Brinquei de tentar mudar o meu destino. Eu estava pesadamente consciente de que dava os meus últimos passos no universo que me definia.

      Até hoje me pergunto: por que tanto realismo na metáfora que marcou minha passagem da adolescência para o mundo adulto? Uma semana depois, em 1º de janeiro de 1980, botei o pé na estrada e nela continuo. Só tenho voltado ao ponto de partida como visitante. Retornarei algum dia em definitivo para fechar o ciclo? Éramos três naquela despedida. Continuei ligado a um dos amigos daquela noite de despedida. O outro, o anfitrião, encontrei uma única vez, por acaso, num estádio de futebol. Não deve ter passado uma semana, porém, que não tenha pensando neles e em nossa turma.

      O que nos faz pensar em detalhes de experiências tão distantes? Lembro-me de ter caminhado mais de um quilômetro pelos trilhos. Cada vez que parava ou olhara para trás, com os olhos apertados pela luz da manhã, sentia o coração pulando. Estava deixando tudo o que me importava. Como foi possível que eu não sentisse medo, não duvidasse, não tentasse escapar da mudança? A minha convicção era férrea como os trilhos que eu pisava. Hoje, quando encontro a gurizada de 17 anos, nunca deixo de concluir com certo paternalismo: são crianças. Eu era uma criança quando saí de casa.

      Quando penso naquele momento de partida, inevitavelmente penso nos trilhos daquela manhã de verão. Venho trilhando meu caminho. Não me arrependo de não ter mudado a chave. Ainda ouço a voz de Roberto Carlos, pois “canções usavam formas simples”, ressoando na madrugada: “O que foi felicidade me mata agora de saudade, velhos tempos, belos dias”. Depois de 40 anos de separação, estamos nos reencontrando num grupo de WhatsApp.

Disponível em: <https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/ cr%C3%B4nica-tempo-de-despedida-1.371025>. Acesso em: 24 out. 2019.

Assinale a alternativa correta considerando as ideias apresentadas no texto.
Alternativas
Q1104405 Pedagogia
É dever _________ comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência.
Alternativas
Q1104404 Pedagogia
Em que situações de diagnóstico o aluno não é considerado público alvo da Educação Especial:
Alternativas
Q1104403 Pedagogia
Conforme a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, a escola sabendo de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência o que deve fazer:
Alternativas
Q1104402 Pedagogia
Segundo a Lei nº 9.394/96, quanto à Educação Especial para o trabalho, que visa à integração de educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na vida em sociedade, os sistemas de ensino assegurarão:
I. Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II. Terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III. Professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV. Educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V. Acesso diferenciado aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
Dos itens acima:
Alternativas
Q1104401 Pedagogia
São distúrbios do neurodesenvolvimento caracterizado por deficiente interação e comunicação social, padrões estereotipados e repetitivos de comportamento e desenvolvimento intelectual irregular, frequentemente com retardo mental. Os sintomas começam cedo na infância. Na maioria das crianças, a causa é desconhecida, embora, em alguns casos, existem evidências de um componente genético ou uma causa médica. O diagnóstico é baseado na história sobre o desenvolvimento e observação. O tratamento consiste no controle do comportamento e às vezes tratamento medicamentoso.
Alternativas
Q1104400 Pedagogia
Significa processar informações com a finalidade de perceber, integrar, compreender e responder adequadamente aos estímulos do ambiente, levando o indivíduo a pensar e avaliar como cumprir uma tarefa ou uma atividade social.
Alternativas
Q1104399 Pedagogia
Esta é uma das funções cognitivas que mais empregamos, porque ela está em funcionamento durante toda a vida de um humano. Nada mais é do que a capacidade que temos de registrar informações, lembrar-se delas e depois aproveitá-las no presente. O nível de atenção é que produz o seu bom funcionamento:
Alternativas
Q1104398 Pedagogia
Estamos diante de uma sociedade exclusiva na qual o racismo, o sexismo e o preconceito contra pessoas com deficiência permeiam práticas e discursos. Isto leva os professores de classes regulares a representarem a inclusão de forma confusa, chegando até a serem reforçados preconceitos; assim na escola, a ideia de deficiência acaba por sobrepujar as “necessidades educativas” de cada aluno. O que garante para um aluno com deficiência a Inclusão Escolar:
Alternativas
Q1104397 Pedagogia
A avaliação precisa tornar-se um processo permanente, onde alunos aprendem com alunos, professores estimulando a todo momento sua turma, fazendo com que eles se sintam capazes de aprender, o professor deve assumir o papel de gestor do conhecimento, deixar de ser selecionador, sendo necessário três ações fundamentais na sala de aula: presença, versatilidade e competência, assumindo assim um compromisso com:
Alternativas
Q1104396 Pedagogia
O habitual processo avaliativo não tem sido suficiente para estabelecer qual a forma de ensino mais adequado para atender a esses educandos e como avaliar o seu potencial de aprendizagem. A fragilidade nos procedimentos diagnósticos, a inexistência de avaliação de aprendizagem e acompanhamentos adequados, vem perpetuando uma série de equívocos quanto ao processo de ensino e aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual. Dessa forma, entende-se que na educação especial os professores precisam utilizar:
Alternativas
Q1104395 Conhecimentos Gerais
O Espírito Santo sofreu recentemente com as fortes chuvas que acometeram o estado causando deslizamentos e alagamentos. Tais eventos aumentam a probabilidade de disseminação de algumas doenças. Das alternativas abaixo qual é a doença que NÃO está diretamente ligada ao acúmulo de água da chuva.
Alternativas
Q1104392 Conhecimentos Gerais
“Pesquisadores do World Mosquito Program (WMP) apresentaram na quintafeira (21/11), novas evidências de redução de arboviroses em áreas onde foi feita a liberação de Aedes aegypti com Wolbachia no Brasil, Indonésia, Vietnã e Austrália. A Wolbachia é uma bactéria intracelular que, quando presente nos mosquitos, impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam bem dentro destes insetos, reduzindo assim a transmissão dessas doenças.” Fonte: https://portal.fiocruz.br/noticia
Apesar dos significativos avanços nas pesquisas que visam reduzir o potencial de contaminação do mosquito Aedes aegypti algumas ações ainda são fundamentais para evitarmos os surtos de dengue, zika e chikungunya. Das opções abaixo, qual NÂO descreve uma forma de prevenção destas doenças.
Alternativas
Q1104391 Conhecimentos Gerais
"Nasceu o diabo em São Paulo.” Ao ler essa manchete rapidamente, você acreditaria nela? E se a visse na primeira página de um jornal impresso? No dia 11 de maio de 1975, essa frase apareceu em destaque no extinto Notícias Populares. A edição esgotou nas bancas e outras reportagens sobre o tema foram feitas. Até pouco tempo, esse era o mais famoso caso de notícia falsa que se espalhou Brasil afora. Fonte: https://novaescola.org.br
Atualmente o Brasil vem sendo tomado por uma onda de notícias falsas fomentadas pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. O termo usado atualmente para designar este tipo de notícias é:
Alternativas
Q1104389 História e Geografia de Estados e Municípios
“O Espírito Santo está dividido em dez Regiões Turísticas que, ricas em sua diversidade, unem lazer, negócios, eventos, gastronomia, cultura, história e belezas naturais.”
De acordo com esta divisão, o município de Governador Lindenberg faz parte da:
Alternativas
Q1104388 História e Geografia de Estados e Municípios
Consta na lei orgânica do município de Governador Lindenberg que:
Art. 70 O Município instituirá, no âmbito de sua competência, regime jurídico e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas municipais. § 1° A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório, observará:
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira; II - os requisitos para a investidura; III - as peculiaridades dos cargos.
A alternativa CORRETA é:
Alternativas
Q1104387 História e Geografia de Estados e Municípios
A Lei Orgânica do município de Governador Lindenberg traz como um dos objetivos fundamentais do município:
Alternativas
Q1104385 Pedagogia
Basicamente, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é uma referência dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento à qual a escola pode consultar para direcionar o ensino dentro das características sociais e regionais de sua região. Sobre a BNCC, analise as proposições seguintes.
I. A Base Nacional Comum Curricular foi criada com o intuito de deixar claro os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito de ter acesso e se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano, desde o ingresso na Creche até o final do Ensino Médio; sendo, a partir de então, uma ferramenta fundamental para orientar as escolas, as redes e os sistemas de ensino para a construção de seus currículos. II. As primeiras decisões tomadas a respeito da BNCC foram a definição da comissão de especialistas responsáveis por elaborarem o documento e o lançamento do Portal do BNCC, em junho e julho de 2015, portanto, a BNCC é recente. III. Trata-se de um documento normativo que tem por objeto nortear o ensino das escolas privadas do Brasil.
Está(ão) correta(s):
Alternativas
Q1104384 Pedagogia
“Ensinar requer a plena convicção de que a transformação é possível porque a história deve ser encarada como uma possibilidade e não como um determinismo moldado, pronto e inalterável. Para isso é preciso desnaturalizar, tornar evidente as contradições e fazer este exercício de estranhamento é um dado decisivo no processo de conhecimento de nossa própria cultura. (...) Conhecimento é poder, poder de questionar os discursos dominantes”.
Sobre o contexto enunciado, considerando a importância do “Processo Ensino-aprendizagem de Educação”, analise as proposições seguintes:
I. O educador não pode ver a prática educativa como algo sem importância, ao contrário, ele deve sempre perseguir um constante processo de reafirmação dos valores da educação. II. O educador não deve barrar a curiosidade do aluno, pois é de fundamental relevância o incentivo à sua imaginação, intuição, senso investigativo, enfim, sua capacidade de ir além. III. No Processo didático-pedagógico de ensinar e aprender, o professor deve observar hábitos e atitudes prejudiciais ao trabalho docente, evitando tudo que possa prejudicar o andamento do próprio processo e, consequentemente, o aproveitamento dos discentes.
Está (ão) correta(s):
Alternativas
Respostas
8621: A
8622: D
8623: D
8624: C
8625: A
8626: B
8627: B
8628: A
8629: A
8630: B
8631: A
8632: B
8633: D
8634: D
8635: D
8636: C
8637: B
8638: C
8639: D
8640: E