Questões de Concurso Comentadas para professor - matemática

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Q1405213 Português
PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA

Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua, típica das sociedades ocidentais. “Podemos amar e cultivar nossas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias”.

O preconceito linguístico é um preconceito social. Para isso, aponta a afiada análise do escritor e linguista Marcos Bagno, brasileiro de Minas Gerais. Autor de mais de 30 livros, entre obras literárias e de divulgação científica, e professor da Universidade de Brasília, atualmente é reconhecido sobretudo por sua militância contra a discriminação social por meio da linguagem. No Brasil, tornou-se referência na luta pela democratização da linguagem e suas ideias têm exercido importante influência nos cursos de Letras e Pedagogia.

A importância de atingir esse meio, segundo ele, é que o combate ao preconceito linguístico passa principalmente pelas práticas escolares: é preciso que os professores se conscientizem e não sejam eles mesmos perpetuadores do preconceito linguístico e da discriminação. Preconceito mais antigo que o cristianismo, para Bagno, a língua desde longa data é instrumentalizada pelos poderes oficiais como um mecanismo de controle social. Dialeto e língua, fala correta e incorreta: na entrevista concedida a Desinformémonos, ele desnaturaliza esses conceitos e deixa à mostra a ideologia de exclusão e de dominação política pela língua, tão impregnada nas sociedades ocidentais.

“A língua é um dialeto com exército e marinha”, Max Weinreich.

O controle social é feito oficialmente quando um Estado escolhe uma língua ou uma determinada variedade linguística para se tornar a língua oficial. Evidentemente qualquer processo de seleção implica um processo de exclusão. Quando, em um país, existem várias línguas faladas, e uma delas se torna oficial, as demais línguas passam a ser objeto de repressão.

É muito antiga a tradição de distinguir a língua associada ao símbolo de poder dos dialetos. O uso do termo “dialeto” sempre foi carregado de preconceito racial ou cultural. Nesse emprego, dialeto é associado a uma maneira errada, feia ou má de se falar uma língua. Também é uma maneira de distinguir a língua dos povos civilizados, brancos, das formas supostamente primitivas de falar dos povos selvagens. Essa forma de classificação é tão poderosa que se erradicou no inconsciente da maioria das pessoas, inclusive as que declaram fazer um trabalho politicamente correto.

De fato, a separação entre língua e dialeto é eminentemente política e escapa aos critérios que os linguistas tentam estabelecer para delimitar dita separação. A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser. A referência do que vem de cima, do poder, das classes dominantes, cria aos falantes das variedades de língua sem prestígio social e cultural um complexo de inferioridade, uma baixo autoestima linguística, a qual os sociolinguistas catalães chamam de “auto-ódio”.

Falar de uma língua é sempre mover-se no terreno pantanoso das crenças, superstições, ideologia e representações. A Língua é um objeto criado, normatizado, institucionalizado para garantir a unidade política de um Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma língua”. Durante muitos séculos, para conseguir a desejada unidade nacional, muitas línguas foram e são emudecidas, muitas populações foram e são massacradas, povos inteiros foram calados e exterminados. No continente americano, temos uma história tristíssima de colonização construída sobre milhares de cadáveres de indígenas que já estavam aqui quando os europeus invadiram suas terras ancestrais e dos africanos escravizados que foram trazidos para cá contra sua vontade.

Não podemos esquecer que o que chamamos de “língua espanhola”, “língua portuguesa”, ou “língua inglesa” tem um rico histórico, não é algo que nasceu naturalmente. Podemos amar e cultivar essas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.

(Adaptado. Reforma Ortográfica. Disponível em: http://bit.ly/2oPUuWL)
Com base no texto 'PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA', leia as afirmativas a seguir:

I. Como mostra o texto, a língua sempre foi um instrumento de poder, pois, ao elencar uma língua ou uma variedade linguística para se tornar oficial, um Estado acaba gerando um processo de exclusão. Ou seja, o controle social será exercido por essa nova escolha, pois em uma nação onde convivem várias línguas, se uma delas se torna oficial, as demais passarão a ser objeto de repressão.
II. É pertinente afirmar, a partir do texto, que o uso da palavra “língua” está relacionado a uma ideologia da exclusão social, visto que esse vocábulo sempre foi ligado a um modo errado, feio ou mal de se falar um dialeto. Ademais, também é uma maneira de distinguir a língua dos povos civilizados, brancos, das formas supostamente primitivas de falar dos povos selvagens.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1405212 Português
PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA

Marcos Bagno, escritor e linguista brasileiro, deixa à mostra a ideologia de exclusão social e de dominação política pela língua, típica das sociedades ocidentais. “Podemos amar e cultivar nossas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias”.

O preconceito linguístico é um preconceito social. Para isso, aponta a afiada análise do escritor e linguista Marcos Bagno, brasileiro de Minas Gerais. Autor de mais de 30 livros, entre obras literárias e de divulgação científica, e professor da Universidade de Brasília, atualmente é reconhecido sobretudo por sua militância contra a discriminação social por meio da linguagem. No Brasil, tornou-se referência na luta pela democratização da linguagem e suas ideias têm exercido importante influência nos cursos de Letras e Pedagogia.

A importância de atingir esse meio, segundo ele, é que o combate ao preconceito linguístico passa principalmente pelas práticas escolares: é preciso que os professores se conscientizem e não sejam eles mesmos perpetuadores do preconceito linguístico e da discriminação. Preconceito mais antigo que o cristianismo, para Bagno, a língua desde longa data é instrumentalizada pelos poderes oficiais como um mecanismo de controle social. Dialeto e língua, fala correta e incorreta: na entrevista concedida a Desinformémonos, ele desnaturaliza esses conceitos e deixa à mostra a ideologia de exclusão e de dominação política pela língua, tão impregnada nas sociedades ocidentais.

“A língua é um dialeto com exército e marinha”, Max Weinreich.

O controle social é feito oficialmente quando um Estado escolhe uma língua ou uma determinada variedade linguística para se tornar a língua oficial. Evidentemente qualquer processo de seleção implica um processo de exclusão. Quando, em um país, existem várias línguas faladas, e uma delas se torna oficial, as demais línguas passam a ser objeto de repressão.

É muito antiga a tradição de distinguir a língua associada ao símbolo de poder dos dialetos. O uso do termo “dialeto” sempre foi carregado de preconceito racial ou cultural. Nesse emprego, dialeto é associado a uma maneira errada, feia ou má de se falar uma língua. Também é uma maneira de distinguir a língua dos povos civilizados, brancos, das formas supostamente primitivas de falar dos povos selvagens. Essa forma de classificação é tão poderosa que se erradicou no inconsciente da maioria das pessoas, inclusive as que declaram fazer um trabalho politicamente correto.

De fato, a separação entre língua e dialeto é eminentemente política e escapa aos critérios que os linguistas tentam estabelecer para delimitar dita separação. A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser. A referência do que vem de cima, do poder, das classes dominantes, cria aos falantes das variedades de língua sem prestígio social e cultural um complexo de inferioridade, uma baixo autoestima linguística, a qual os sociolinguistas catalães chamam de “auto-ódio”.

Falar de uma língua é sempre mover-se no terreno pantanoso das crenças, superstições, ideologia e representações. A Língua é um objeto criado, normatizado, institucionalizado para garantir a unidade política de um Estado sob o mote tradicional: “um país, um povo, uma língua”. Durante muitos séculos, para conseguir a desejada unidade nacional, muitas línguas foram e são emudecidas, muitas populações foram e são massacradas, povos inteiros foram calados e exterminados. No continente americano, temos uma história tristíssima de colonização construída sobre milhares de cadáveres de indígenas que já estavam aqui quando os europeus invadiram suas terras ancestrais e dos africanos escravizados que foram trazidos para cá contra sua vontade.

Não podemos esquecer que o que chamamos de “língua espanhola”, “língua portuguesa”, ou “língua inglesa” tem um rico histórico, não é algo que nasceu naturalmente. Podemos amar e cultivar essas línguas, mas sem esquecer o preço altíssimo que muita gente pagou para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.

(Adaptado. Reforma Ortográfica. Disponível em: http://bit.ly/2oPUuWL)
Com base no texto 'PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA', leia as afirmativas a seguir:

I. Os falares dos povos considerados selvagens são considerados dialetos, pois não são línguas com uma estrutura e uma gramática como as dos povos “civilizados”. Essa ideia fica clara no excerto: “A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser”.
II. Conforme pontua o texto, algumas línguas nacionais ou pátrias que hoje conhecemos e apreciamos foram constituídas à base da discriminação social realizada pelos povos colonizadores cuja prática continua legitimada pela escola. Em suma, muitas pessoas pagaram um preço altíssimo para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1405211 Noções de Informática
Leia as afirmativas a seguir:

I. O usuário do Windows 10 que deseja exibir o painel de visualização, no Explorador de Arquivos, pode utilizar o atalho Alt + J.
II. O usuário do Windows 10 que deseja exibir a próxima pasta, no Explorador de Arquivos, pode utilizar o atalho Barra de Espaço + seta para a direita.
III. No Word 2019, o usuário pode pressionar Ctrl + seta para baixo, no teclado, para mover o cursor para o início do próximo parágrafo.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1405210 Noções de Informática
Leia as afirmativas a seguir:

I. O usuário do Windows 10 que deseja exibir todas as subpastas da pasta selecionada pode utilizar o atalho NumLock + asterisco (*).
II. O usuário do Windows 10 que deseja selecionar a caixa de pesquisa, no Explorador de Arquivos, pode utilizar o atalho Alt + F1.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1405202 Noções de Informática
Leia as afirmativas a seguir:

I. No Windows 10, o usuário pode pressionar a tecla do logotipo do Windows + D, no teclado, para exibir e ocultar a área de trabalho.
II. A função ESCOLHER, no Excel 2019, pode ser usada para selecionar um valor entre 254 valores que se baseie no número de índice. Por exemplo, se dos valores 1 até o 7 forem os números da semana, a função ESCOLHER retorna um dos dias quando um número entre 1 e 7 for usado como núm_índice.
III. O usuário do Windows 10 que deseja exibir a pasta anterior, no Explorador de Arquivos, pode utilizar o atalho Backspace + T.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1383757 Pedagogia
De acordo com as concepções pedagógicas, na pedagogia progressista percebe-se:
Alternativas
Q1374855 Pedagogia
Ao abordar o motivo para se ensinar matemática, Pavanello e Nogueira, no artigo intitulado Avaliação em Matemática: algumas considerações citam Santaló, que aborda a questão da Matemática para não matemáticos, no capítulo 1 do livro Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas, de Parra e Saiz.
Para Santaló, o sentido da matemática está em
Alternativas
Q1374854 Raciocínio Lógico
Ao abordar o Pensamento Algébrico: generalizações, padrões e funções, Van de Walle, no livro intitulado Matemática no Ensino Fundamental: formação de professores e aplicações em sala de aula, apresenta o seguinte exemplo de sequência numérica:
0, 1, 5, 14, 30, 66, 147, 316, ...
Mantido o padrão, o próximo elemento dessa sequência é o número
Alternativas
Q1374852 Matemática

Ao resolver a inequação Imagem associada para resolução da questão apresentou os seguintes passos:


Passo 1) 4x2 – 20x ≤ x2 + 16x

Passo 2)    x · (4x – 20) ≤ x · (x + 16)

Passo 3)    4x – 20 ≤ x + 16

Passo 4)    3x ≤ 36

Resposta:     x ≤ 12


Avaliando-se o procedimento apresentado pelo aluno, é correto afirmar que existe erro na passagem do

Alternativas
Q1374849 Matemática

Em um livro didático, foi proposto o seguinte exercício:

Calcular o perímetro do polígono formado pelas inequações:

0 ≤ x ≤ 4, y ≥ 0  e  –x + y – 1 ≤ 0


A correta resposta ao exercício proposto é:

Alternativas
Q1374846 Matemática
Um arco com medida de –1320º tem:
Alternativas
Q1374845 Matemática
Em um triângulo retângulo, fixou-se um dos ângulos internos agudos e este foi nomeado de θ. Após, dividiu-se a medida da hipotenusa desse triângulo pela medida do cateto oposto ao ângulo θ. O resultado obtido correspondeu
Alternativas
Q1374843 Matemática

Considere o sistema linear S, representado da seguinte forma matricial:


Imagem associada para resolução da questão

O sistema linear S é:
Alternativas
Q1374842 Matemática
Duas grandezas y e x, diretamente proporcionais, são representadas, graficamente, por uma função cuja expressão algébrica é:
Alternativas
Q1374841 Matemática
Considere a função f: IR→R, dada por y = f(x) = ax2 + bx + c, com a ≠ 0.
A forma canônica da função f é y = f(x) = a(x – h)2 + k, em que h e k indicam elementos importantes na construção da representação gráfica da função f.
Os valores de h e de k são, correta e respectivamente,
Alternativas
Q1374840 Matemática
Um prisma com, no total, 9 faces, tem como base um
Alternativas
Q1374838 Matemática
No conjunto dos números reais, a equação ax2 + bx + c = 0, com a ≠ 0, tem:
Alternativas
Q1374837 Matemática
No conjunto dos números complexos, a equação x2 – 2x + 2 = 0 tem como raízes os números:
Alternativas
Q1374836 Matemática
Assinale a alternativa que apresenta uma operação cujo resultado é, necessariamente, um número irracional.
Alternativas
Q1374835 Matemática
Considere x = a/b e y = c/d dois números racionais quaisquer, e assinale a alternativa que contém uma afirmação necessariamente verdadeira.
Alternativas
Respostas
12221: B
12222: D
12223: B
12224: B
12225: C
12226: C
12227: A
12228: E
12229: C
12230: A
12231: B
12232: E
12233: D
12234: E
12235: D
12236: C
12237: B
12238: A
12239: B
12240: E