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INSTRUÇÃO: Leia o poema de Paulo Leminski e responda à questão.
Despropósito geral
Esse estranho hábito,
escrever obras-primas,
Não me veio rápido.
Custou-me rimas.
Umas, paguei caro,
liras, vidas, preços máximos.
Umas, foi fácil.
Outras, nem falo.
Me lembro duma
que desfiz a socos.
Duas, em suma.
Bati mais um pouco.
Esse estranho abuso,
adquiri, faz séculos.
Aos outros, as músicas.
Eu, senhor, sou todo ecos.
(Melhores poemas. São Paulo: Global, 1997.)
INSTRUÇÃO: Leia o poema de Paulo Leminski e responda à questão.
Despropósito geral
Esse estranho hábito,
escrever obras-primas,
Não me veio rápido.
Custou-me rimas.
Umas, paguei caro,
liras, vidas, preços máximos.
Umas, foi fácil.
Outras, nem falo.
Me lembro duma
que desfiz a socos.
Duas, em suma.
Bati mais um pouco.
Esse estranho abuso,
adquiri, faz séculos.
Aos outros, as músicas.
Eu, senhor, sou todo ecos.
(Melhores poemas. São Paulo: Global, 1997.)
A partir da leitura do poema, analise as afirmativas.
I - O eu lírico considera a arte de versejar muito árdua, como revelam os segmentos paguei caro e desfiz a socos.
II - O verso Eu, senhor, sou todo ecos. sugere a presença de outras vozes no poema, uma intertextualidade não marcada.
III - O eu lírico louva o poema espontâneo, as rimas fáceis, mesmo artificiais ou musicais.
IV - O vocativo senhor incorpora, explicitamente, o leitor na leitura e significação do poema.
Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia atentamente a crônica literária abaixo e responda à questão.
Aos poucos pesa em nosso corpo (e na alma não menos) a realidade de que o rio que empurra a vida não é miragem. Manchas, rugas, cansaço, impaciência e, sempre espiando atrás das portas, o medo: estou fora dos padrões, fora do esquadro, devo impedir isso, preciso mudar? O grande engodo da nossa cultura nos convoca: a endeusada juventude tem de ser a nossa meta.
Correr para frente, voltados para trás.
Ou nascemos assim, querendo permanência e achando, infantilmente, que criança não sofre, adolescente não adoece, só na adultez e na maturidade, pior ainda, na velhice, acontecem coisas negativas. Esquecemos a solidão, a falta de afeto, a sensação de abandono, o medo do escuro ou da frieza dos adultos, tudo o que nos atormentou nesse frágil paraíso chamado infância, ainda que ela tenha sido boa.
(LUFT, Lya. O tempo é um rio que corre. Rio de Janeiro: Record, 2014.)
INSTRUÇÃO: Leia atentamente a crônica literária abaixo e responda à questão.
Aos poucos pesa em nosso corpo (e na alma não menos) a realidade de que o rio que empurra a vida não é miragem. Manchas, rugas, cansaço, impaciência e, sempre espiando atrás das portas, o medo: estou fora dos padrões, fora do esquadro, devo impedir isso, preciso mudar? O grande engodo da nossa cultura nos convoca: a endeusada juventude tem de ser a nossa meta.
Correr para frente, voltados para trás.
Ou nascemos assim, querendo permanência e achando, infantilmente, que criança não sofre, adolescente não adoece, só na adultez e na maturidade, pior ainda, na velhice, acontecem coisas negativas. Esquecemos a solidão, a falta de afeto, a sensação de abandono, o medo do escuro ou da frieza dos adultos, tudo o que nos atormentou nesse frágil paraíso chamado infância, ainda que ela tenha sido boa.
(LUFT, Lya. O tempo é um rio que corre. Rio de Janeiro: Record, 2014.)
Sobre os sinais de pontuação utilizados no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Em (e na alma não menos), os parênteses indicam intercalação de uma frase no período e podem ser substituídas por vírgulas.
( ) No segmento só na adultez e na maturidade, pior ainda, na velhice, as vírgulas separam uma expressão que retifica o que foi dito anteriormente.
( ) Os dois pontos, em O grande engodo da nossa cultura nos convoca: a endeusada juventude tem de ser a nossa meta., introduzem a fala da narradora da crônica.
( ) Em Esquecemos a solidão, a falta de afeto, a sensação de abandono, o medo do escuro, as vírgulas foram usadas para separar expressões explicativas.
Assinale a sequência correta.
INSTRUÇÃO: Leia atentamente a crônica literária abaixo e responda à questão.
Aos poucos pesa em nosso corpo (e na alma não menos) a realidade de que o rio que empurra a vida não é miragem. Manchas, rugas, cansaço, impaciência e, sempre espiando atrás das portas, o medo: estou fora dos padrões, fora do esquadro, devo impedir isso, preciso mudar? O grande engodo da nossa cultura nos convoca: a endeusada juventude tem de ser a nossa meta.
Correr para frente, voltados para trás.
Ou nascemos assim, querendo permanência e achando, infantilmente, que criança não sofre, adolescente não adoece, só na adultez e na maturidade, pior ainda, na velhice, acontecem coisas negativas. Esquecemos a solidão, a falta de afeto, a sensação de abandono, o medo do escuro ou da frieza dos adultos, tudo o que nos atormentou nesse frágil paraíso chamado infância, ainda que ela tenha sido boa.
(LUFT, Lya. O tempo é um rio que corre. Rio de Janeiro: Record, 2014.)
A respeito da crônica, analise as afirmativas.
I - O segmento (e na alma não menos) conota que, para a narradora, o corpo sofre alterações ao longo do tempo, o que não acontece com a alma.
II - A frase Correr para frente, voltados para trás remete à outra anterior: a endeusada juventude tem de ser nossa meta.
III - Para a narradora, em todas as fases da vida, as pessoas passam por sofrimentos, por coisas negativas, não somente na maturidade.
IV - Manchas, rugas, cansaço, impaciência são marcas do medo dos adultos em relação à chegada do envelhecimento.
Está correto o que se afirma em
A leitura atenta do texto permite afirmar:
Relacione, corretamente, as teorias básicas e contemporâneas sobre a Motivação aos respectivos conceitos, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. Teoria da hierarquia das necessidades
2. Teoria dos dois fatores
3. Teoria X e Y
4. Teoria da expectativa
Coluna II
( ) Criada por Victor Vroom. A força da tendência para agir de uma determinada maneira depende da força da intenção de que esta ação trará um resultado, e da atração que este resultado exerce sobre o indivíduo.
( ) Douglas McGregor propôs duas visões distintas do ser humano: uma basicamente negativa e outra positiva. Considera a premissa de que os funcionários que não gostam de trabalhar são preguiçosos, evitam responsabilidades e precisam ser coagidos para mostrar desempenho; já os funcionários que gostam de trabalhar, são criativos, buscam responsabilidade e demonstram auto-orientação.
( ) Frederick Herzberg também chamava sua teoria da higiene-motivação. Aspectos intrínsecos estão associados à satisfação com o trabalho, enquanto aspectos extrínsecos estão relacionados à insatisfação. A ênfase nos fatores associados com o trabalho em si ou nos resultados diretos dele serão considerados recompensadores.
( ) Abraham Maslow foi seu precursor. Segundo o autor, dentro de cada ser humano existe uma busca pelo atendimento de cinco necessidades: fisiológicas, segurança, sociais, estima e autorrealização, nesta ordem, como uma pirâmide, da base ao topo. À medida que cada uma delas é satisfeita, a seguinte torna-se dominante.