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Q944064 Português

O texto abaixo é referência para a questão.

      Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Stress (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono – hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vem tudo isso? Cada um desses problemas tem suas próprias causas. Mas novos estudos têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.
     Dentro do sistema digestivo humano existe o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Mas novas pesquisas estão revelando que não é só isso. 
Os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça – afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. […] 
   Outros estudos já encontraram relação entre a falta de lactobacillus e doenças como depressão e anorexia. Esses micro-organismos ajudam a manter a camada de muco que protege o intestino. Quando eles não estão presentes, essa barreira fica mais fraca, e surgem pequenas inflamações no intestino – que são encontradas em 35% das pessoas deprimidas. Para tentar entender o porquê, os cientistas autores da descoberta injetaram lactobacilos em ratos. As bactérias protegeram o intestino e produziram efeitos semelhantes aos de remédios antidepressivos. 


(Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/seu-segundo-cerebro/>. Acesso em 05, set. 2018.)

Com relação ao texto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:

( ) O tema do texto é o estresse do cotidiano dos trabalhadores brasileiros.

( ) De acordo com o texto, existe uma relação entre a saúde do intestino com a saúde da mente.

( ) Para extrair a energia dos alimentos, nosso sistema digestivo conta com uma rede neurológica complexa, podendo ser comparado ao nosso cérebro.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q944062 Português

Leia o texto abaixo:

Já ouviu falar em altimetria, as métricas alternativas para acompanhar e avaliar a ciência? Pois é, elas estão aí! Redes sociais (Facebook, Twitter etc.), blogues, sites especializados e de notícias podem ser fonte para novas formas de medir o impacto da produção científica. Como essas novas mídias podem revelar a ciência em um ambiente onde a academia e a sociedade estão juntas, refletindo e se apropriando do debate, das controvérsias e das descobertas científicas? Será que poderemos transformar polegares de curtidas e corações em indicadores para a ciência?

A web já faz parte do cotidiano de pesquisadores, editoras e instituições científicas. Publicamos e lemos periódicos on-line e utilizamos plataformas da web social (Twitter, Facebook, blogues, YouTube etc.) para divulgar nossos trabalhos, fazer contatos, encontrar novos colaboradores… Nossas produções e resultados de pesquisa também circulam no ambiente on-line, recebendo curtidas e comentários, sinalizando um interesse que, até pouco tempo atrás, era muito mais difícil de acompanhar. O padrão ouro da avaliação dos artigos científicos até a década passada era a citação. Diante da possibilidade de se ver e monitorar todo esse diálogo da ciência em ação na internet, não seria interessante considerar essa uma nova forma de medir os impactos da ciência?

(Disponível em: <http://cienciahoje.org.br/artigo/a-ciencia-compartilhada-na-rede/>. Acesso em 01, set. 2018.


Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:

1. A altimetria refere-se a formas alternativas de avaliar artigos científicos que são compartilhados em plataformas online, como redes sociais.

2. O texto configura o uso dessas métricas alternativas como uma forma menos qualificada de avaliação científica.

3. A indagação que se dá no texto pretende levar o leitor à reflexão de que, já que os meios de publicação de informações científicas mudaram, o mesmo pode ocorrer com seus métodos avaliativos.


Assinale a alternativa correta

Alternativas
Q944061 Português

Considere abaixo o trecho inicial de uma notícia publicada na revista Superinteressante (edição 394, out/2018):

O exame que dedura o pé na jaca 

Que atire a primeira pedra quem nunca quebrou a dieta. É uma prática comum que, em certos casos, pode ter consequências perigosas.


Os segmentos abaixo dão continuidade a esse trecho inicial, mas estão fora de ordem. Numere os parênteses, identificando a sequência que dá lógica discursiva ao texto.

( ) Proteínas e gorduras, por exemplo, são transformadas em aminoácidos e lipídeos. Os níveis dessas moléculas variam de acordo com a sua dieta.

( ) Um vegano possui um conjunto de dez metabólitos no sangue que é totalmente diferente de quem come carne.

( ) A dieta DASH, por exemplo, é usada como tratamento para hipertensão. Descumprir o regime, então, é equivalente a interromper um remédio.

( ) Os cientistas só precisaram encontrar o “perfil” de quem segue a dieta à risca. Quem difere desse padrão é fatalmente denunciado, como num bafômetro da junk food.

( ) Foi pensando nos hipertensos que cientistas criaram um exame de sangue dedo-duro. O teste se baseia nos metabólitos processados durante a digestão.
Alternativas
Q944060 Português
Considere o seguinte texto:
Desde o início do ano, foram encontrados 16 macacos mortos por febre amarela nas cidades de Ubatuba, Peruíbe, Itanhaém, São Sebastião e Caraguatatuba. Segundo o coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual da Saúde, Marcos Boulos, os macacos mortos no inverno ________ que o vírus ainda está em circulação pelo litoral, não ________ restrito ao verão, quando é mais comum. “Tem que vacinar, não ______ história. O verão promete ser de muitos casos, se as pessoas não _________ protegidas”, afirma.
<Fonte:<https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/casos-de-febre-amarela-poem-cidades-do-litoral-paulista-em-alerta-no-feriado.shtml>.Acesso em 05 set. 2018.)
Assinale a alternativa que completa as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto:
Alternativas
Q944058 Português
O texto a seguir contém trechos de uma entrevista dada pelo psicólogo Luiz Hanns para a Revista Isto É. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.
1. Criar um Brasil mais justo exigiria o quê? 2. Existem diferentes corrupções? 3. Como se manifesta a corrupção sindrômica? 4. Então qual seria a solução?
( ) Além da corrupção sistêmica, que atinge as instituições, temos mais duas camadas, a endêmica e a sindrômica. Hoje nos indignamos com a corrupção pública grandiosa, mas aceitamos sua face endêmica, que é corromper o guarda rodoviário ou não avisar quando a conta do restaurante vem com itens a menos. ( ) Se continuarmos achando que a corrupção é só sistêmica, uma mera questão de caráter, de moral e de leis, vamos passar por mais uma década perdida. Vamos de novo fracassar. Temos de enfrentar simultaneamente as três camadas da corrupção, a sistêmica, a endêmica e a sindrômica. ( ) Não basta punir os malvados. Temos que aceitar duras verdades sobre nós mesmos. É preciso combater simultaneamente as várias dimensões da corrupção. Além das leis anticorrupção, é preciso uma campanha moralizadora que pregue ser inaceitável não só a grande corrupção pública, mas também a pequena corrupção privada. ( ) Trata-se de uma síndrome que interliga burocracia com ineficiência produzindo talvez a maior parte da corrupção. No Brasil, tendemos ao burocratismo, uma doença que nos faz criar leis sufocantes, contraditórias e inexequíveis.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q944057 Português
O texto abaixo é referência para a questão.

  Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado. 
  Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
  O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
  Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam. 
 O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.
  O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […] 
  Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.on”.
  Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum. 
   A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]
  Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
  Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
   O Brasil está queimando.
    E o meteoro estava dentro do museu.

(Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html>. Acesso em 04, set. 2018.)

Observe a charge ao lado e considere as seguintes afirmativas:

1. A relação entre a charge e o texto das questões 01 a 05 é que ambos tratam da importância do Museu do Amanhã.

2. Tanto o articulista do texto do El País quanto o chargista contrapõem a existência de um Museu do Amanhã com a falta de preservação do passado, diante do incêndio do Museu Nacional.

3. A crítica da charge adiciona o paradoxo das contas públicas que ora permite gastos elevados e ora alega falta de verba.


               Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q944056 Português
O texto abaixo é referência para a questão.

  Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado. 
  Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
  O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
  Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam. 
 O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.
  O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […] 
  Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.on”.
  Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum. 
   A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]
  Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
  Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
   O Brasil está queimando.
    E o meteoro estava dentro do museu.

(Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html>. Acesso em 04, set. 2018.)
No sexto parágrafo do texto, a expressão “O Museu Nacional queimando” é repetida inúmeras vezes. Ao fazer isso, o articulista:
Alternativas
Q944055 Português
O texto abaixo é referência para a questão.

  Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado. 
  Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
  O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
  Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam. 
 O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.
  O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […] 
  Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.on”.
  Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum. 
   A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]
  Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
  Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
   O Brasil está queimando.
    E o meteoro estava dentro do museu.

(Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html>. Acesso em 04, set. 2018.)
No primeiro parágrafo do texto, o articulista afirma que “Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado”. O termo destacado conecta as sentenças em uma relação de: 
Alternativas
Q944054 Português
O texto abaixo é referência para a questão.

  Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado. 
  Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
  O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
  Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam. 
 O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.
  O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […] 
  Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.on”.
  Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum. 
   A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]
  Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
  Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
   O Brasil está queimando.
    E o meteoro estava dentro do museu.

(Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html>. Acesso em 04, set. 2018.)
No oitavo parágrafo do texto, o articulador:
Alternativas
Q944053 Português
O texto abaixo é referência para a questão.

  Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado. 
  Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.
  O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.
  Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam. 
 O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.
  O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […] 
  Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.on”.
  Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum. 
   A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]
  Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.
  Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.
   O Brasil está queimando.
    E o meteoro estava dentro do museu.

(Disponível em:https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html>. Acesso em 04, set. 2018.)
Sobre o texto, considere as seguintes afirmativas:
1. O articulista não expressa opiniões nesse texto, atendo-se aos fatos ocorridos.
2. O articulista contrapõe a existência de um Museu do Amanhã no Rio de Janeiro com a falta de uma representação do passado diante do incêndio do Museu Nacional.
3. Trata-se de um texto narrativo, pois conta a história do que aconteceu com o articulista naquele dia.
4. O articulista do texto é uma mulher.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943881 Gestão de Pessoas
Considere as afirmativas a seguir:
I. Responsabilidade Social Corporativa pode ser entendida como estabelecer relações éticas com os públicos envolvidos, promovendo um sistema de gestão que integre elementos sociais e ambientais não necessariamente contidos na legislação.
II. A ISO14000 é o principal protocolo da atualidade para auxiliar a implantação da Responsabilidade Social Corporativa, uma norma certificável que valida as declarações das instituições a respeito de seu compromisso com a Responsabilidade Social.
III. O estímulo para adoção de métodos de gestão voltados à Responsabilidade Social podem ser internos ou externos, incluindo fatores que vão do aumento da motivação dos funcionários à demanda do mercado.
IV. A adoção de práticas de sustentabilidade pode contribuir para a competitividade da empresa através da melhoria da imagem e inovações nos produtos, fatores que compensam o aumento de custos que a adoção de tais práticas acarreta invariavelmente.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943880 Administração Geral
Dentre os 9 componentes do modelo Canvas, o/a(s) _______________ ocupa(m) lugar central e pode(m) ser definido(s) como um pacote específico que supre as exigências de um segmento de clientes específico, resolvendo problemas ou satisfazendo necessidades. É o motivo pelo qual os clientes escolhem uma empresa ou outra.
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que preenche CORRETAMENTE a lacuna.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943878 Administração Geral
Com relação aos processos de inovação e evolução das indústrias, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943868 Administração Geral

Dentre as conclusões levantadas ao longo da obra “A Meta” de Eliyahu M. Goldratt e Jeff Cox, estão CORRETAS:

I. Toda a ação que leva a ganhar dinheiro é produtiva e toda ação que não leva a ganhar dinheiro não é produtiva.

II. As três medidas mais importantes para se atingir uma meta: ganho, inventário e despesa operacional.

III. Eficiência não é sinônimo de ganho.

IV. A chave é enfocar nas restrições (gargalos), fortalecendo os elos fracos da corrente melhorando assim o fluxo de resultados e aumentando o lucro.

V. Todas as vezes que um gargalo termina uma peça torna-se possível a expedição de um produto acabado.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943867 Administração de Recursos Materiais

Considere as afirmativas a seguir:

I. O layout em linha é indicado para produção com pouca ou nenhuma diversificação, em quantidades constante ao longo do tempo e em grande volume.

II. O layout por processo ou funcional é flexível para atender a mudança do mercado e a produtos diversificados em quantidades variáveis ao longo do tempo.

III. No layout combinado o material desloca-se, até chegar ao posto do trabalho no qual necessita ser processado.

IV. O layout por posição fixa é recomendado para produto único, em quantidade pequena ou unitária, o que caracteriza fundamentalmente este tipo de layout são atividades extremamente repetitivas.

V. Os layouts combinados são implantados para que sejam aproveitadas, em determinado processo, as vantagens do layout funcional e da linha de montagem.


Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943866 Administração Geral
Assinale a sequência que ilustra o preenchimento CORRETO dos parênteses, de cima para baixo:
1. Walter A. Shewhar 2. W. Edwards Deming 3. Joseph M. Juran 4. Armand Feigenbaum 5. Philip B. Crosby
( ) Propôs a trilogia da qualidade: planejamento, controle e melhoria.
( ) Primeiro a tratar a qualidade de forma sistêmica nas organizações.
( ) Percebeu que o ciclo PDCA trazia o conceito de melhoria contínua.
( ) Lançou o programa Zero Defeito.
( ) Pai do controle estatístico da qualidade.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943865 Marketing
Segundo Kotler e Keller (2012), a excelência em marketing de serviços exige a excelência em três áreas abrangentes, quais sejam:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943864 Administração Geral
Mesmo aqueles estímulos que conseguem chamar a atenção do consumidor nem sempre conseguem atingir aos objetivos que os emissores da mensagem esperavam ao transmitila. Uma _______________ é uma tendência que o consumidor tem de transformar a informação em significados pessoais e interpretá-la de modo que ela se adapte aos seus prejulgamentos.
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que preenche CORRETAMENTE a lacuna.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943863 Marketing
Assinale a sequência que ilustra o preenchimento CORRETO dos parênteses, de cima para baixo:
1. Propaganda 2. Marketing Direto 3. Vendas pessoais 4. Marketing boca a boca 5. Promoção de vendas

( ) uso de correio, telefone, fax, e-mail ou internet para estabelecer comunicação direta com clientes específicos e potenciais ou para a solicitação de uma resposta direta ou diálogo.
( ) uma variedade de incentivos de curta duração para estimular a experimentação ou a compra de um bem ou serviço.
( ) interação pessoal com um ou mais compradores potenciais com o propósito de apresentar bens ou serviços, responder a perguntas e estimular a venda.
( ) comunicação de uma pessoa para outra, verbal, escrita ou eletrônica que se refere aos méritos ou às experiências de compra ou uso de bens ou serviços.
( ) qualquer forma paga de apresentação e promoção não pessoais de ideias, mercadorias ou serviços por um anunciante identificado via mídia impressa, eletrônica, em rede e expositiva.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-RS Órgão: IF-RS Prova: IF-RS - 2018 - IF-RS - Administração |
Q943862 Administração Geral
O ________________ é o valor agregado atribuído a bens e serviços e pode se refletir no modo como os consumidores pensam, sentem e agem em relação à marca, bem como nos preços, na participação de mercado e na lucratividade gerada pela marca.
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que preenche CORRETAMENTE a lacuna.
Alternativas
Respostas
12861: B
12862: C
12863: C
12864: D
12865: A
12866: D
12867: A
12868: C
12869: E
12870: B
12871: A
12872: D
12873: E
12874: E
12875: C
12876: E
12877: A
12878: B
12879: A
12880: A