Questões de Concurso Comentadas para engenheiro - análise estrutural

Foram encontradas 9 questões

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Q2722620 Inglês

Nuclear power is true ‘green’ energy


Stuart Butler

Q17_25.png (361×473)

Q17_25_.png (353×322)

Q17_25__.png (357×518)



Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010

Butler believes that the American Congress and Obama Administration must support the use of nuclear power by
Alternativas
Q2722619 Inglês

Nuclear power is true ‘green’ energy


Stuart Butler

Q17_25.png (361×473)

Q17_25_.png (353×322)

Q17_25__.png (357×518)



Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010

According to Butler, the dangers usually associated with nuclear energy have generated
Alternativas
Q2722618 Inglês

Nuclear power is true ‘green’ energy


Stuart Butler

Q17_25.png (361×473)

Q17_25_.png (353×322)

Q17_25__.png (357×518)



Stuart Butler is vice president for domestic-policy issues for the Heritage Foundation (heritage.org). Available in: http://www.washingtontimes.com/news/2009/jan/29/ nuclear-power-is-true-green-energy/print/ Access on April 10, 2010

The word in parentheses describes the idea expressed by the term in boldtype in

Alternativas
Q2722610 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
O título do texto de Carlos Minc estabelece uma reflexão a respeito dos caminhos a serem tomados para preservação da natureza.

A única expressão que está de acordo com tal encaminhamento é
Alternativas
Q2722609 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
“As propostas dos ecologistas de energias alternativas [...] foram desprezadas pelo governo federal,” (l. 22-26)

Segundo os compêndios gramaticais, existem duas possibilidades de escritura da voz passiva no português.

Qual das opções emprega outra possibilidade de escritura na forma passiva, equivalente ao trecho destacado, sem alterar-lhe o sentido?
Alternativas
Q2722608 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
“Se a água da praia está podre, vá de piscinão; se a água da torneira cheira mal tome água mineral; se o ar no inverno causa doenças respiratórias, compre um cilindro de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos”. (l. 10-16).

No trecho acima, retirado do segundo parágrafo do Texto II, os argumentos do enunciador estruturam-se a partir do uso de determinados modos verbais e da repetição do conectivo se.

O objetivo dessa organização discursiva é
Alternativas
Q2722607 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
Para construir a argumentação, o autor utiliza, na redação do texto, uma estratégia que visa a convencer o leitor acerca do assunto proposto.

Considerando o corpo do artigo, qual dos recursos a seguir NÃO foi empregado na construção dessa estratégia textual?
Alternativas
Q2722606 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
“Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saúde e com a vida do planeta”. (l. 62-63).

A primeira oração do período, destacada acima, liga-se à segunda oração, estabelecendo uma relação de sentido. A relação de sentido entre as orações é de
Alternativas
Q2722605 Português
DESAFIO À SOBREVIVÊNCIA

         O crescimento predatório a qualquer custo, a ex-
   clusão e a miséria, o egoísmo e o desperdício amea-
   çam a vida no planeta. Enquanto a desertificação avan-
   ça (inclusive em 14 municípios do Noroeste do Estado
5  do Rio), a camada protetora de ozônio diminui, expon-
   do os corpos às radiações cancerígenas. Enquanto a
   temperatura global aumenta devido às queimadas, aos
   combustíveis fósseis e ao carvão mineral, o ar puro e
    a água limpa tornam-se raros e caros.

10         Chegamos à artificialização da natureza: se a água
    da praia está podre, vá de piscinão; se a água da tor-
    neira cheira mal, tome água mineral; se o ar no inver-
    no causa doenças respiratórias, compre um cilindro
    de oxigênio; se um espigão tirou a paisagem, ponha
15 vasos de plantas na janela; se a poluição sonora tira o
    sono, vá de vidro duplo e protetor de ouvidos. Os
    governantes juram ser ecologistas desde a mais tenra
    idade, mas aprovam leis do barulho, termelétricas a
    carvão (em Itaguaí – RJ), desviam para asfalto e es-
20 tradas R$ 200 milhões dos royalties do petróleo, ca-
    rimbados para defender rios e lagoas, demarcar par-
    ques e despoluir a Baía de Sepetiba. As propostas dos
    ecologistas de energias alternativas, como a solar e a
    eólica, de eficiência energética e cogeração, de apro-
25 veitamento do lixo e do bagaço de cana para geração
    energética foram desprezadas pelo governo federal,
    e só com a crise previsível passaram a ser considera-
    das com um pouco mais de respeito.

             As propostas ambientalistas de reflorestamento
30 de encostas, reciclagem de lixo, especialmente garra-
    fas PET, instalação dos comitês de bacia hidrográfica,
    drenagem, dragagem e demarcação das faixas mar-
    ginais de proteção das lagoas são cozinhadas em
    banho-maria e tiradas da gaveta a cada tragédia de
35 inundações e desabamentos. O Rio tem a lei mais
    avançada do país de coleta, recompra e reciclagem
    de plástico e de PET (3.369, de janeiro de 2000), mas
    recuperamos apenas 130 milhões dos 600 milhões de
    embalagens PET vendidas anualmente. Parte de 470
40 milhões restantes entopem canais, rios e provocam
    inundações, quando poderiam gerar 20 mil empregos
    em cooperativas de catadores e uma fábrica de
    reciclagem (há 18 delas no país, nenhuma no Rio).
    Nossa lei estadual de recursos hídricos está em vigor
45 há dois anos e meio, mas a efetiva instalação dos co-
    mitês de bacia, com participação de governos, empre-
    sas, usuários e ambientalistas está emperrada, assim
    como a cobrança pelos usos da água.

          Sem comitês atuando e sem recursos próprios,
50 não há como monitorar a qualidade, arbitrar o uso
    múltiplo da água, reconstituir as matas ciliares (como
    os cílios que protegem os olhos), evitar aterros e lan-
    çamentos de lixo e esgoto. Ainda não dispomos de
    uma informação clara, atualizada, contínua e indepen-
 55 dente da qualidade da água que bebemos.

         Nossos governantes devem aprender a fórmula
     H2O para entender que na torneira a composição é
     outra. A principal causa da mortalidade infantil no Ter-
     ceiro Mundo são as doenças de veiculação hídrica,
60 como hepatite e diarreia. Água é vida, e saneamento,
    tratamento e prevenção são as maiores prioridades.
    Se falharmos aí, trairemos o compromisso com a saú-
    de e com a vida do planeta.

MINC, Carlos. O Globo, 04 out.02.
O texto apresenta um ponto de vista crítico, construído, em alguns momentos, pelo recurso da ironia.

A qualidade que constitui uma ironia, no texto, é
Alternativas
Respostas
1: E
2: A
3: D
4: B
5: A
6: C
7: E
8: D
9: D