Questões de Concurso Comentadas para economista

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Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269264 Economia
Estão disponíveis as seguintes informações, referentes ao ano de 2019, sobre as contas nacionais de um certo país:
- Poupança privada: 50 bilhões de dólares; - Poupança do governo: 20 bilhões de dólares; - Investimento: 110 bilhões de dólares.
   Logo, em 2019 o saldo em conta corrente do balanço de pagamentos do país em questão foi igual a:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269263 Economia
Estão disponíveis as seguintes estatísticas sobre a economia de uma dada nação latino-americana no ano de 2015:
- Consumo privado: 500 bilhões de pesos; - Investimento: 100 bilhões de pesos; - Gastos correntes do governo: 50 bilhões de pesos; - Exportações de bens e serviços: 90 bilhões de pesos; - Importações de bens e serviços: 40 bilhões de pesos.
Pode-se então concluir que em 2015 o PIB (produto interno bruto) dessa nação foi igual a:


Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269262 Economia
Considere o modelo de equilíbrio geral (sem produção) descrito a seguir. Existem somente dois consumidores (A e B) e dois bens (1 e 2). As preferências de A são descritas pela função UA = 4lnxA1 + lnxA2 , onde UA é a utilidade do agente em questão, xA1 e xA2 são as quantidades que ele consome dos respectivos bens e ln denota o logaritmo natural. A função UB = lnxB1 + lnxB2 representa as preferências de B, onde xB1 e xB2 são as quantidades de cada bem consumidas por B. A dotação inicial dessa sociedade é tal que estão disponíveis 100 unidades do bem 1 e 50 unidades do bem 2.
Considere agora as seguintes alocações:

I - xA1= 50, xA2= 25, xB1= 50 e xB2= 25. II - xA1= 50, xA2= 10, xB1= 50 e xB2= 40. III - xA1= 100, xA2= 20, xB1= 100 e xB2= 80. IV - xA1= 50, xA2= 40, xB1= 50 e xB2= 10.

Dentre essas quatro alocações:  
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269261 Economia
A demanda pelo bem produzido por uma firma monopolista é descrita pela expressão Q= 60 – 0,5P, onde Q e P denotam respectivamente a quantidade e o preço do bem em questão. Por sua vez, o custo total (denotado por C) da firma se comporta de acordo com a relação C= 4Q 2 . Os valores do preço e da quantidade que maximizam o lucro dessa firma são:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269260 Economia
Um dado agente econômico consome somente dois bens. Sejam x1 e x2 as quantidades consumidas dos bens em questão. As preferências do agente são descritas pela função de utilidade U = lnx1 + 3lnx2 , onde ln denota o logaritmo natural. A renda do consumidor, o preço do bem 1 e o preço do bem 2 são respectivamente denotados por m, p1 e p2. De acordo com a teoria do consumidor, as quantidades ótimas a serem consumidas são:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269259 Economia
Suponha que somente existam dois bens de consumo. Denote por x1 e x2 as quantidades que um dado agente econômico consome de cada um desses bens. As preferências de Pedro podem ser descritas pela função de utilidade UP = x1 x2 , ao passo que a função de utilidade UJ = 10 + 5(x1 x2 ) 2 representa as preferências de João. Considere as seguintes afirmativas:

I - Se Pedro e João tiverem a mesma renda, então João desfrutará de um bem-estar maior que aquele desfrutado por Pedro.
II - Se um terceiro bem for introduzido na economia, então Pedro utilizará na aquisição desse novo bem uma fração da sua renda superior à fração da renda utilizada por João na aquisição do bem em questão.
III - As funções de demanda de Pedro pelos bens 1 e 2 são idênticas às funções de demanda de João pelos bens 1 e 2.
IV - Comparativamente a Pedro, João tem uma maior tendência à aquisição dos dois bens que estão disponíveis.

De acordo com a teoria do consumidor:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269258 Economia
Considere um mercado perfeitamente competitivo no qual as firmas podem entrar e sair livremente. Todas as firmas que operam (e vierem a operar) nesse mercado se defrontam com as mesmas funções de custo. Pode-se então dizer que em um equilíbrio de longo prazo o preço do bem será:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269257 Economia
Suponha que uma dada nação somente produza dois bens (A e B). A sua fronteira de possibilidades de produção é tal que ela pode produzir: (i) 0 unidades de A e no máximo 10 unidades de B; (ii) 0 unidades de B e no máximo 10 unidades de A; (iii) 5 unidades de um bem e no máximo 5 unidades do outro bem. Adicionalmente, os preços dos bens nos mercados internacionais são tais que é possível trocar 2 unidades de A por 3 unidades de B. Considere as seguintes afirmativas:

I - Não há como essa nação produzir 6 unidades de A e 6 unidades de B.
II - Se ela recorrer ao comércio internacional, então esta nação poderá consumir 6 unidades de A e 6 unidades de B.
III - Se os habitantes dessa nação desejarem consumir apenas o bem B, então ela deve se especializar na produção do bem em questão.

Conclui-se que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269256 Economia
Seja Y= 2K0,5L0,5 a função de produção de uma firma, onde Y, K e L denotam, respectivamente, a quantidade produzida e a utilização dos fatores capital e trabalho. Suponha que as quantidades utilizadas de K e L são variáveis (ou seja, nenhuma das quantidades é fixa) e que a firma compre os serviços desses dois fatores em mercados perfeitamente competitivos. Denote por r e w os respectivos preços do capital e do trabalho. O custo total C dessa firma é dado por:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269255 Economia
Seja Y= K0,3L0,7 a função de produção de uma firma, onde Y, K e L denotam, respectivamente, a quantidade produzida e a utilização dos fatores capital e trabalho. Considere as seguintes afirmativas:

I - Os dois fatores de produção exibem retornos marginais decrescentes.
II - A firma se defronta com retornos de escala constantes.
III - O caminho da expansão é uma linha reta que passa pela origem.

É correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269254 Economia
Considere as seguintes afirmativas referentes aos custos marginal, médio e variável médio.

I - O custo marginal é maior que o custo médio quando este último é decrescente.
II - O custo marginal é igual ao custo médio quando este último assume o seu valor mínimo.
III - O custo marginal é sempre maior que o custo variável médio.
IV - O custo variável médio é menor que ou igual ao custo médio.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269253 Economia
Considere um agente econômico que consome somente dois bens. Suponha que a renda desse agente e o preço de cada um dos dois bens cresçam 50%. De acordo com a teoria do consumidor: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269252 Economia
Em relação à elasticidade-preço da procura, é correto afirmar que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269251 Economia
Uma curva de indiferença é o conjunto das cestas de consumo que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: PR-4 UFRJ Órgão: UFRJ Prova: PR-4 UFRJ - 2023 - UFRJ - Economista |
Q2269250 Economia
Considere um mercado perfeitamente competitivo. As funções de oferta e demanda são dadas por Q= 9P e Q= 1000 – P. Observe que Q e P denotam, respectivamente, a quantidade e o preço do bem em questão. O equilíbrio neste mercado ocorre quando: 
Alternativas
Q2268269 Legislação Federal
De acordo com o Estatuto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Instituição destina-se a completar a educação integral do estudante, à busca e ampliação dos conhecimentos e à preservação e difusão da cultura. Em cumprimento ao disposto neste Estatuto, constituem objetivos da UFRJ, EXCETO:
Alternativas
Q2268265 Direito Digital
A Lei Federal nº 13.709/2018 dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.
Nos termos desta lei, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2268256 Português

Considere o TEXTO 1 para responder à questão


TEXTO 1



      Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado pela revista Nature, pode mudar os rumos do que se sabia sobre um dos conceitos mais importantes da Astronomia, o Limite de Roche, e alterar o cotidiano do fazer pesquisas astronômicas. Ao redor do astro Quaoar, candidato a planeta-anão, foi encontrado um anel, considerado “fora dos padrões” que trouxe novos questionamentos sobre a formação de satélites naturais.


      O ponto principal da descoberta é que a existência do anel coloca em prova o que era compreendido até agora pela Astronomia como Limite de Roche, um conceito elaborado no século XIX, que define a distância que um objeto pode estar do astro principal no qual ele orbita sem ser despedaçado.


      Conforme o estabelecido pelo cálculo do Limite, sendo de 1.750 km, o anel ao redor do ‘primo de Plutão’, localizado a 4.100 km de distância de Quaoar, deveria ser uma lua. Mas, inesperadamente, esse não é o caso. Essa formação não aconteceu, rebatendo o que se sabia a partir da teoria.


      — Isso tudo está relacionado com formação, em como a gente espera que os satélites naturais, chamados de luas, sejam formados. Tendo esse caso de um astro que não entra nesses requisitos do Limite de Roche significa que não conhecíamos tão bem essa formação como imaginávamos — pontua Bruno Morgado, pesquisador do Observatório do Valongo, da UFRJ, responsável pelo artigo.


      Em um primeiro momento, o questionamento levantado pelos cientistas foi caso eles estivessem presenciando um satélite natural (ou lua) sendo formado. Então, esse fenômeno corresponderia a um “meio do caminho”, até o anel sofrer a transformação.


      Outras hipóteses, abrangidas pelo estudo, tentam responder à pergunta levantada pela descoberta. Uma delas seria a da influência gravitacional direta da lua já existente de Quaoar, chamada de Weywot, prejudicando o processo. Numa outra abordagem, seria possível existirem irregularidades geográficas, como crateras muito fundas ou montanhas muito altas no candidato a planeta-anão.


      A observação foi feita através do método chamado de ocultação estelar, na qual é medida a sombra do corpo celeste, como em um eclipse. Esta técnica também foi utilizada em outras descobertas de anel, como o de Saturno e do asteroide Chariklo. O astrônomo pontua que, para a captação do anel, cientistas de quatro partes do mundo colaboraram com imagens.


      — É verdade que isso é uma possibilidade, mas isso é improvável. Porque esse tipo de ocorrência de transformação acontece em um período muito pequeno de tempo, entre 10 a 20 anos. Então, é muito improvável, considerando a história do Sistema Solar — o pesquisador esclarece.


      — Eu faço parte de um grupo colaborativo com pesquisadores do Brasil e de outros países. Nós usamos essas observações de diversos locais para conseguir fazer esses estudos. Nesse trabalho específico contamos com colegas da Namíbia, da Austrália, da Ilha La Palma e com um telescópio espacial especializado em planetas de fora do Sistema Solar — conta.


      Considerada mais uma conquista para a ciência brasileira, a pesquisa abriu caminho para uma possível revolução do conceito, criado pelo astrônomo francês Édouard Roche dois séculos atrás. Agora, surgem novos questionamentos sobre não ter sido formado um satélite natural. 


      — Aqui no Brasil nós conseguimos realizar pesquisas de ponta. É muito importante valorizar a ciência e as nossas instituições. Isso é algo que eu acredito, porque eu não estaria nessa posição de pesquisador sem a educação pública de qualidade — completa Morgado. O depoimento do pesquisador nos lembra que professores e estudantes brasileiros fazem esforço diário, semanal, mensal... para que a pesquisa feita nos milhares de laboratórios brasileiros ganhe atenção da sociedade.



(O GLOBO, 2023, adaptado)

Sobre o oitavo parágrafo do TEXTO 1 são feitas as seguintes assertivas.
I - Não há incorreções quanto à ortografia. II - Não há falhas no que refere à pontuação. III - Não há erros no que tange à coerência e à coesão. IV - O parágrafo vai de encontro à conjuntura discursiva do texto.
Estão corretas: 
Alternativas
Q2268254 Português

Considere o TEXTO 1 para responder à questão


TEXTO 1



      Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado pela revista Nature, pode mudar os rumos do que se sabia sobre um dos conceitos mais importantes da Astronomia, o Limite de Roche, e alterar o cotidiano do fazer pesquisas astronômicas. Ao redor do astro Quaoar, candidato a planeta-anão, foi encontrado um anel, considerado “fora dos padrões” que trouxe novos questionamentos sobre a formação de satélites naturais.


      O ponto principal da descoberta é que a existência do anel coloca em prova o que era compreendido até agora pela Astronomia como Limite de Roche, um conceito elaborado no século XIX, que define a distância que um objeto pode estar do astro principal no qual ele orbita sem ser despedaçado.


      Conforme o estabelecido pelo cálculo do Limite, sendo de 1.750 km, o anel ao redor do ‘primo de Plutão’, localizado a 4.100 km de distância de Quaoar, deveria ser uma lua. Mas, inesperadamente, esse não é o caso. Essa formação não aconteceu, rebatendo o que se sabia a partir da teoria.


      — Isso tudo está relacionado com formação, em como a gente espera que os satélites naturais, chamados de luas, sejam formados. Tendo esse caso de um astro que não entra nesses requisitos do Limite de Roche significa que não conhecíamos tão bem essa formação como imaginávamos — pontua Bruno Morgado, pesquisador do Observatório do Valongo, da UFRJ, responsável pelo artigo.


      Em um primeiro momento, o questionamento levantado pelos cientistas foi caso eles estivessem presenciando um satélite natural (ou lua) sendo formado. Então, esse fenômeno corresponderia a um “meio do caminho”, até o anel sofrer a transformação.


      Outras hipóteses, abrangidas pelo estudo, tentam responder à pergunta levantada pela descoberta. Uma delas seria a da influência gravitacional direta da lua já existente de Quaoar, chamada de Weywot, prejudicando o processo. Numa outra abordagem, seria possível existirem irregularidades geográficas, como crateras muito fundas ou montanhas muito altas no candidato a planeta-anão.


      A observação foi feita através do método chamado de ocultação estelar, na qual é medida a sombra do corpo celeste, como em um eclipse. Esta técnica também foi utilizada em outras descobertas de anel, como o de Saturno e do asteroide Chariklo. O astrônomo pontua que, para a captação do anel, cientistas de quatro partes do mundo colaboraram com imagens.


      — É verdade que isso é uma possibilidade, mas isso é improvável. Porque esse tipo de ocorrência de transformação acontece em um período muito pequeno de tempo, entre 10 a 20 anos. Então, é muito improvável, considerando a história do Sistema Solar — o pesquisador esclarece.


      — Eu faço parte de um grupo colaborativo com pesquisadores do Brasil e de outros países. Nós usamos essas observações de diversos locais para conseguir fazer esses estudos. Nesse trabalho específico contamos com colegas da Namíbia, da Austrália, da Ilha La Palma e com um telescópio espacial especializado em planetas de fora do Sistema Solar — conta.


      Considerada mais uma conquista para a ciência brasileira, a pesquisa abriu caminho para uma possível revolução do conceito, criado pelo astrônomo francês Édouard Roche dois séculos atrás. Agora, surgem novos questionamentos sobre não ter sido formado um satélite natural. 


      — Aqui no Brasil nós conseguimos realizar pesquisas de ponta. É muito importante valorizar a ciência e as nossas instituições. Isso é algo que eu acredito, porque eu não estaria nessa posição de pesquisador sem a educação pública de qualidade — completa Morgado. O depoimento do pesquisador nos lembra que professores e estudantes brasileiros fazem esforço diário, semanal, mensal... para que a pesquisa feita nos milhares de laboratórios brasileiros ganhe atenção da sociedade.



(O GLOBO, 2023, adaptado)

Considerando o emprego de aspas no TEXTO 1, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2268249 Português

Considere o TEXTO 1 para responder à questão


TEXTO 1



      Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado pela revista Nature, pode mudar os rumos do que se sabia sobre um dos conceitos mais importantes da Astronomia, o Limite de Roche, e alterar o cotidiano do fazer pesquisas astronômicas. Ao redor do astro Quaoar, candidato a planeta-anão, foi encontrado um anel, considerado “fora dos padrões” que trouxe novos questionamentos sobre a formação de satélites naturais.


      O ponto principal da descoberta é que a existência do anel coloca em prova o que era compreendido até agora pela Astronomia como Limite de Roche, um conceito elaborado no século XIX, que define a distância que um objeto pode estar do astro principal no qual ele orbita sem ser despedaçado.


      Conforme o estabelecido pelo cálculo do Limite, sendo de 1.750 km, o anel ao redor do ‘primo de Plutão’, localizado a 4.100 km de distância de Quaoar, deveria ser uma lua. Mas, inesperadamente, esse não é o caso. Essa formação não aconteceu, rebatendo o que se sabia a partir da teoria.


      — Isso tudo está relacionado com formação, em como a gente espera que os satélites naturais, chamados de luas, sejam formados. Tendo esse caso de um astro que não entra nesses requisitos do Limite de Roche significa que não conhecíamos tão bem essa formação como imaginávamos — pontua Bruno Morgado, pesquisador do Observatório do Valongo, da UFRJ, responsável pelo artigo.


      Em um primeiro momento, o questionamento levantado pelos cientistas foi caso eles estivessem presenciando um satélite natural (ou lua) sendo formado. Então, esse fenômeno corresponderia a um “meio do caminho”, até o anel sofrer a transformação.


      Outras hipóteses, abrangidas pelo estudo, tentam responder à pergunta levantada pela descoberta. Uma delas seria a da influência gravitacional direta da lua já existente de Quaoar, chamada de Weywot, prejudicando o processo. Numa outra abordagem, seria possível existirem irregularidades geográficas, como crateras muito fundas ou montanhas muito altas no candidato a planeta-anão.


      A observação foi feita através do método chamado de ocultação estelar, na qual é medida a sombra do corpo celeste, como em um eclipse. Esta técnica também foi utilizada em outras descobertas de anel, como o de Saturno e do asteroide Chariklo. O astrônomo pontua que, para a captação do anel, cientistas de quatro partes do mundo colaboraram com imagens.


      — É verdade que isso é uma possibilidade, mas isso é improvável. Porque esse tipo de ocorrência de transformação acontece em um período muito pequeno de tempo, entre 10 a 20 anos. Então, é muito improvável, considerando a história do Sistema Solar — o pesquisador esclarece.


      — Eu faço parte de um grupo colaborativo com pesquisadores do Brasil e de outros países. Nós usamos essas observações de diversos locais para conseguir fazer esses estudos. Nesse trabalho específico contamos com colegas da Namíbia, da Austrália, da Ilha La Palma e com um telescópio espacial especializado em planetas de fora do Sistema Solar — conta.


      Considerada mais uma conquista para a ciência brasileira, a pesquisa abriu caminho para uma possível revolução do conceito, criado pelo astrônomo francês Édouard Roche dois séculos atrás. Agora, surgem novos questionamentos sobre não ter sido formado um satélite natural. 


      — Aqui no Brasil nós conseguimos realizar pesquisas de ponta. É muito importante valorizar a ciência e as nossas instituições. Isso é algo que eu acredito, porque eu não estaria nessa posição de pesquisador sem a educação pública de qualidade — completa Morgado. O depoimento do pesquisador nos lembra que professores e estudantes brasileiros fazem esforço diário, semanal, mensal... para que a pesquisa feita nos milhares de laboratórios brasileiros ganhe atenção da sociedade.



(O GLOBO, 2023, adaptado)

Segundo o TEXTO 1, o espaço que um objeto pode estar do astro principal, no qual ele orbita, sem ser estilhaçado, é definido pelo conceito de:
Alternativas
Respostas
1101: A
1102: A
1103: C
1104: C
1105: B
1106: A
1107: D
1108: E
1109: E
1110: E
1111: D
1112: A
1113: C
1114: A
1115: C
1116: D
1117: B
1118: D
1119: C
1120: C