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Q3164825 Português
Das alternativas abaixo, qual a que o verbo destacado é transitivo direto e indireto:
Alternativas
Q3164824 Português
Classifique as palavras destacadas, assinalando A para advérbios, B para preposições e C para conjunções:

( ) “Durante séculos pensei que a guerra fosse o desvio e a paz a rota” ( Afonso Romano de Sant’Anna)
( ) “Todo caminho que trilhamos pela primeira vez é muito mais longo do que o mesmo caminho quando já o conhecemos”.
( ) “O mais importante e bonito, no mundo, é que as pessoas não estão sempre iguais – ainda não foram terminadas – mas que elas estão sempre mudando”.
( ) “Na medida em que aprendemos de nossos erros, nosso conhecimento aumenta, mesmo que jamais possamos alcançar a certeza do saber”.
( ) “E quando você me envolver nos seus braços serenos, eu vou me rende“

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164823 Português
Analise as frases a seguir e identifique aquela que está empregada na voz passiva sintética. Indique-a: 
Alternativas
Q3164822 Português
Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em: 

1 – Pronome relativo 
2 – Pronome indefinido
3 – Pronome demonstrativo 
4 – Pronome interrogativo

( )“Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo ...” ( Mário de Andrade)
( ) “Estas são as ferramentas de que necessito 
( ) Livro algum faz referência a este episódio. 
( ) “Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio”. (Eça de Queiroz)
( ) Gostaria muito de saber quem fez isso.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3164821 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Em: “Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis.”. indique a alternativa que representa, em que tempo estão empregadas as formas verbais em destaque:
Alternativas
Q3164820 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Analise a proposta final do americano: Let’s have a dirnk (vamos beber alguma coisa)

I - Vale por um assentimento
II - Corresponde a confissão de sua culpa.
III – Revela total interesse pelo drama do brasileiro.
IV - Demonstra seu apreço pelo vizinho brasileiro
V – Mostra seu conhecimento pelo valor do objeto destruído.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164819 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

De acordo com o texto, no parágrafo 7, o americano destruiu o precioso tapete:
Alternativas
Q3164818 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Assinale as afirmativas abaixo, o que significava para o dono, possuir um tapete persa:
Alternativas
Q3138574 Pedagogia
Independentemente do título e do tema pesquisado, os objetivos de uma pesquisa qualitativa envolvem a descrição de certo fenômeno, caracterizando sua ocorrência e relacionando-o a outros fatores. Há, também, a preocupação de explicar sua ocorrência em modelos contextuais variados. Assim, o objetivo da pesquisa está relacionado ao contexto no qual o objeto pesquisado está inserido. Além disso, existe uma grande preocupação em fazer associações entre as variáveis que possam contribuir para explicar o que está sendo pesquisado. Analise as características das pesquisas qualitativas e suas explicações.

I. Subjetividade: os procedimentos de comparações podem induzir a resultados e análises não objetivas.
II. Multiplicidade: a análise de uma realidade pode gerar uma multiplicidade de opiniões contraditórias.
III. Interpretação: depende do foco da pesquisa e da área do pesquisador.
IV. Narração: em muitos casos, o cientificismo dá lugar ao caráter narrativo, discursivo, sugestivo e impositivo, que podem não ser sustentados por bases científicas.
V. Coleta de dados: tende a ser não estruturada, o que significa que ela pode ser fechada ou padronizada.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3138573 Pedagogia
Em uma escola, o orientador pedagógico identificou que alguns professores estavam com dificuldades para implementar projetos interdisciplinares, uma das novas propostas do plano pedagógico da instituição. Além disso, surgiram conflitos entre os professores de diferentes disciplinas sobre a melhor abordagem a ser utilizada, gerando um clima de tensão e falta de colaboração entre os membros da equipe docente. Diante dessa situação, o orientador pedagógico precisa tomar medidas para facilitar a colaboração entre os professores e garantir que os projetos interdisciplinares sejam desenvolvidos com sucesso. Considerando a função do orientador pedagógico e as melhores práticas de gestão de equipes, representa uma estratégia eficiente para o orientador adotar, a fim de promover a cooperação entre os professores e garantir o sucesso dos projetos interdisciplinares:
Alternativas
Q3138572 Pedagogia
É comum encontrar a expressão interdisciplinaridade pedagógica na literatura científica, quando a questão de sua atualização no contexto escolar parece falar de preferência de interdisciplinaridade escolar e de distinção entre interdisciplinaridade curricular, interdisciplinaridade didática e interdisciplinaridade pedagógica, de maneira a eliminar a ambiguidade que introduz o recurso ao termo pedagógico, e, nessa direção, a forte simplificativa de considerar a interdisciplinaridade dentro da imediata ação educativa, em um só nível de prática empírica. O recurso à interdisciplinaridade dentro da prática que classificamos como interdisciplinaridade pedagógica:
Alternativas
Q3138571 Pedagogia
A democratização da educação básica como direito de todos os cidadãos é uma meta não somente de governo ou de Estado, mas é também uma aspiração, relativamente manifesta tanto social quanto individualmente, ainda que de maneira mais ou menos latente, porém muitas vezes negada pelo exercício da restrição aberta ou velada à efetiva democratização da sociedade brasileira. Em vista disso, além de garantir as condições de acesso e de permanência de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos em tal nível educacional, faz-se mister construir um Projeto Político-Pedagógico (PPP) que seja:
Alternativas
Q3138570 Pedagogia
A prática orientadora, intrínseca ao processo educacional, demanda do profissional uma compreensão profunda dos mecanismos de ensino e aprendizagem, bem como das particularidades do contexto escolar. Considerando as dimensões educacional e pedagógica da orientação, assinale a afirmativa que melhor representa a atuação do orientador educacional que busca promover o desenvolvimento integral dos estudantes.
Alternativas
Q3138569 Pedagogia
O tratamento dispensado à prática pedagógica nos remete, necessariamente, a um tipo específico de prática social e, nessa condição, ela se realiza a partir de um sujeito específico (professor), mas o ultrapassa completamente, haja vista a natureza e as características da referida prática. Posto que a prática pedagógica é um tipo específico/singular de prática social, urge, então, de partida, reconhecer que seu enraizamento radica muito além dos muros escolares, carregando – muitas vezes de forma oculta, dada concepção de homem, de sociedade, de conhecimento e, especialmente, do papel da educação escolar na sociedade. Os fundamentos da prática pedagógica abarcam dimensões imbricadas umas às outras; analise-as.


I. A dimensão estrutural abarca o sistema político-econômico sobre o qual a sociedade se organiza, as especificidades do momento histórico desse sistema e o modo de inserção da instituição escolar em face das demandas sociais.
II. A dimensão pedagógica, que ilumina os enfoques acerca do conhecimento e dos processos de ensino e de aprendizagem, como atos políticos, que veiculam conhecimentos, valores, e ideologias.
III. A dimensão gnoseológica, compreendendo a seleção dos conhecimentos a serem ensinados, para quê, para quem e como fazê-lo, aponta na direção do trabalho intencionalmente planejado e sequencial requerido à socialização do mesmo e, igualmente, à promoção do desenvolvimento, junto às novas gerações, de capacidades humanas dependentes dessa socialização.
IV. A dimensão pedagógica pressupõe a delimitação metódica de um percurso para a formação escolar, o que significa dizer, a eleição de um método pelo qual as finalidades do ensino possam ser alcançadas.


Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3138568 Pedagogia
No início da manhã, o orientador educacional João é procurado por Ana, uma professora de matemática dos anos finais do Ensino Fundamental. Ana, que tem quinze anos de experiência, expressa sua frustração por não conseguir engajar seus alunos em um projeto interdisciplinar que envolve matemática e ciências. Ela acredita que os estudantes não estão motivados porque o projeto parece desconectado das suas realidades e não sabe como torná-lo mais significativo para eles. João, percebendo a experiência prévia de Ana e seu desejo de melhorar, decide não lhe fornecer uma solução direta. Em vez disso, ele convida Ana para uma sessão de planejamento colaborativo com outros professores que têm experiência em projetos interdisciplinares bem-sucedidos. Durante a reunião, João facilita a troca de experiências entre os docentes, incentivando Ana a compartilhar seus desafios e a ouvir as estratégias que os colegas utilizaram no passado. Mais tarde, João organiza uma oficina prática, onde os professores podem experimentar novas abordagens para desenvolver projetos que conectam conteúdos curriculares com o cotidiano dos alunos. João encoraja cada professor a definir objetivos claros para seus projetos, levando em conta o que desejam alcançar e como esses projetos podem refletir as necessidades e os interesses dos estudantes. No final da tarde, Ana retorna ao escritório de João com um plano revisado para seu projeto interdisciplinar. Ela agradece a oportunidade de aprender com seus colegas e comenta que a experiência a fez refletir sobre como poderia ajustar suas abordagens de ensino para ser mais eficaz. João parabeniza Ana pela sua proatividade e reflexão crítica; sugere que ela continue buscando feedback para adaptar suas estratégias, conforme necessário, e destaca a importância de se manter aberta ao aprendizado contínuo. O orientador João, em sua atuação com a professora Ana, aplicou os seguintes princípios da andragogia: 
Alternativas
Q3138567 Pedagogia
O ensino fundamental de nove anos é a etapa mais extensa da educação básica, abrangendo crianças e adolescentes de 6 a 14 anos. Ao longo dessa fase, os estudantes passam por diversas mudanças físicas, cognitivas, afetivas, sociais e emocionais que impactam diretamente suas experiências de aprendizagem e desenvolvimento. Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos (Resolução CNE/CEB nº 7/2010) e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), considere as seguintes afirmativas sobre a organização curricular e o desenvolvimento dos estudantes no ensino fundamental.


I. A transição entre os anos iniciais e finais do ensino fundamental requer uma abordagem que contemple não apenas a continuidade pedagógica e a integração curricular, mas também o desenvolvimento de estratégias que respeitem a diversidade de contextos culturais e sociais dos alunos, promovendo práticas educacionais que priorizem o pertencimento e o reconhecimento das especificidades individuais sobre as coletivas.

II. No processo de elaboração dos currículos para o ensino fundamental, deve-se priorizar a sistematização das experiências dos alunos, excetuando a necessidade de promover o desenvolvimento de novas formas de relação com o mundo, mais adequadas à etapa da educação infantil.

III. A valorização das experiências lúdicas e a articulação com as práticas de letramento são essenciais nos anos iniciais do ensino fundamental, pois favorecem a ampliação das práticas de linguagem e o desenvolvimento estético e intercultural dos alunos.

IV. A implementação de um currículo que considere a progressiva sistematização das experiências vivenciadas pelos alunos e o desenvolvimento de operações cognitivas mais complexas é fundamental para promover a autonomia intelectual e a compreensão das normas sociais ao longo do ensino fundamental.


Está correto o que afirma em
Alternativas
Q3138566 Pedagogia
No meio do segundo semestre de 2024, o orientador educacional percebeu uma mudança na rotina diária da escola municipal na qual trabalha. Dois professores começaram a utilizar o ônibus escolar para chegar ao trabalho. Essa alteração foi uma decisão tomada em acordo com a administração da escola após uma análise das circunstâncias individuais dos professores, ambos enfrentando dificuldades temporárias de transporte pessoal. Importante dizer, ainda, que o ônibus escolar possuía lugares vagos após acomodar todos os alunos. No entanto, essa mudança não passou despercebida pelos pais dos alunos. Alguns deles, ao perceberem a presença dos professores no ônibus, começaram a questionar o uso do transporte escolar para fins além do previsto. A preocupação principal era que, se havia espaço para os professores, por que não permitir que os pais também utilizassem o serviço, especialmente aqueles que moravam longe da escola ou que não tinham meios de transporte próprios? Compreendendo a sensibilidade da situação, o orientador educacional decidiu organizar uma reunião geral para esclarecer os fatos e discutir a situação. Ele explicou que a autorização para os professores utilizarem o ônibus:
Alternativas
Q3138565 Pedagogia
A afetividade desempenha papel essencial na formação de processos cognitivos que determina a inteligência, ou seja, reconhecer o papel da afetividade no processo de desenvolvimento humano é compreender que o estabelecimento de laços afetivos entre professor e alunos e todos os envolvidos no ambiente escolar é fator que contribui para a socialização e para o desenvolvimento das capacidades cognitivas das crianças. No ambiente escolar se constitui um fator inseparável no processo de construção de conhecimento, sendo que as vivências sociais e emocionais, nessa faixa etária, deixam marcas que serão levadas para a vida escolar e social. O orientador educacional atua com a equipe gestora e os docentes, mobiliza e orienta ações, para que eles qualifiquem sua prática pedagógica. Nesse contexto, é importante que:
Alternativas
Q3125305 Pedagogia
A criança precisa ser entendida como um sujeito no seu presente, pois vive, experiências lúdicas, estabelece interações com outras crianças e adultos, assume personagens, brinca, aprende e se desenvolve. De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016), a singularidade desse período da vida, tão caro à Educação Infantil, precisa ser afirmada também nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, tendo presente o trabalho com crianças que requerem respeito a sua singularidade no processo de aprendizagem tomado sob qual perspectiva? 
Alternativas
Q3125304 Pedagogia
De acordo com a Resolução, N° 02/2011, o Colegiado de Classe será composto:

( ) pelos professores da turma/ano;
( ) pelos pais e/ou responsáveis, obrigatoriamente;
( ) pelos funcionários da Unidade Educativa, mesmo que em cargos administrativos ou de serviços gerais;
( ) pela Coordenação Pedagógica da escola, quando houver;
( ) pelos estudantes.

Identifique as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) e assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Respostas
841: C
842: B
843: D
844: B
845: D
846: E
847: E
848: D
849: A
850: D
851: B
852: B
853: B
854: B
855: C
856: C
857: B
858: C
859: C
860: E