Questões de Concurso Comentadas para médico cardiologista

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Q141580 Português

Ciência e moralidade


      A percepção pública da ciência é, com razão, repleta de conflitos. Alguns acreditam que a ciência seja a chave para a liberdade do homem, para a melhora das condições de vida de todos, para a cura dos tantos males que afligem pobres e ricos, desde a fome até as mais variadas doenças. Já outros veem a ciência com grande desconfiança e até com desprezo, como sendo a responsável pela criação de várias armas de destruição inventadas através da história, da espada à bomba atômica. Para esse grupo, os homens não são maduros o suficiente para lidar com o grande poder que resulta de nossas descobertas científicas.
      No início do século 21, a clonagem e a possibilidade de construirmos máquinas inteligentes prometem até mesmo uma redefinição do que significa ser humano. Na medida em que será possível desenhar geneticamente um indivíduo ou modificar a sua capacidade mental por meio de implantes eletrônicos, onde ficará a linha divisória entre homem e máquina, entre o vivo e o robotizado? Entre os vários cenários que vemos discutidos na mídia, o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos, uma vez que clones bioeletrônicos serão muito mais inteligentes e resistentes do que nós. Ou seja, quando (e se) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo: a nossa missão final é criar seres “melhores” do que nós, tomando a seleção natural em nossas próprias mãos. O resultado, claro, é que terminaremos por causar a nossa própria extinção, sendo apenas mais um elo na longa cadeia evolutiva. O filme“Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro, a inventividade humana causando a sua destruição final.
      É difícil saber como lidar com essa possibilidade. Se tomarmos o caso da tecnologia nuclear como exemplo, vemos que a sua história começou com o assassinato de centenas de milhares de cidadãos japoneses, justamente pela potência que se rotula o “lado bom”. Esse rótulo, por mais ridículo que seja, é levado a sério por grande parte da população norte-americana. É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios: “Se não jogássemos as bombas em Hiroshima e Nagasaki, os japoneses jamais teriam se rendido e muito mais gente teria morrido em uma invasão por terra”, dizem as autoridades militares e políticas norte-americanas. Isso não só não é verdade como mostra que são os fins político-econômicos que definem os usos e abusos da ciência: os americanos queriam manter o seu domínio no Pacífico, tentando amedrontar os soviéticos que desciam pela Manchúria. As bombas não só detiveram os soviéticos como redefiniram o equilíbrio de poder no mundo. Ao menos até os soviéticos desenvolverem a sua bomba, o que deu início à Guerra Fria.
      As consequências de um conflito nuclear global são tão horrendas que até mesmo os líderes das potências nucleares conseguiram resistir à tentação de abusar de seu poder: criamos uma guerra sem vencedores e, portanto, inútil. Porém, as tecnologias nucleares não são propriedade exclusiva das potências nucleares. A possibilidade de que um grupo terrorista obtenha ou construa uma pequena bomba é remota, mas não inexistente. Em casos de extremismo religioso, escolhas morais são redefinidas de acordo com os preceitos (distorcidos) da religião: isso foi verdade tanto nas Cruzadas como hoje, nas mãos de suicidas muçulmanos. Eles não hesitariam em usar uma arma atômica, caso ativessem. E sentiriam suas ações perfeitamente justificadas.
      Essa discussão mostra que a ciência não tem uma dimensão moral: somos nós os seres morais, os que optamos por usar as nossas invenções de modo criativo ou destrutivo. Somos nós que descobrimos curas para doenças e gases venenosos. Daí que o futuro da sociedade está em nossas mãos e será definido pelas escolhas que fizermos daqui para a frente. (...) Não é da ciência que devemos ter medo, mas de nós mesmos e da nossa imaturidade moral. 

(Marcelo Gleiser, in Folha de São Paulo, 7 de julho de 2002)

Na frase abaixo, se flexionarmos o primeiro verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo, para mantermos a coerência verbal, o verbo passar deverá assumir a seguinte forma:

“...quando (...) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo...”

Alternativas
Q141578 Português

Ciência e moralidade


      A percepção pública da ciência é, com razão, repleta de conflitos. Alguns acreditam que a ciência seja a chave para a liberdade do homem, para a melhora das condições de vida de todos, para a cura dos tantos males que afligem pobres e ricos, desde a fome até as mais variadas doenças. Já outros veem a ciência com grande desconfiança e até com desprezo, como sendo a responsável pela criação de várias armas de destruição inventadas através da história, da espada à bomba atômica. Para esse grupo, os homens não são maduros o suficiente para lidar com o grande poder que resulta de nossas descobertas científicas.
      No início do século 21, a clonagem e a possibilidade de construirmos máquinas inteligentes prometem até mesmo uma redefinição do que significa ser humano. Na medida em que será possível desenhar geneticamente um indivíduo ou modificar a sua capacidade mental por meio de implantes eletrônicos, onde ficará a linha divisória entre homem e máquina, entre o vivo e o robotizado? Entre os vários cenários que vemos discutidos na mídia, o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos, uma vez que clones bioeletrônicos serão muito mais inteligentes e resistentes do que nós. Ou seja, quando (e se) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo: a nossa missão final é criar seres “melhores” do que nós, tomando a seleção natural em nossas próprias mãos. O resultado, claro, é que terminaremos por causar a nossa própria extinção, sendo apenas mais um elo na longa cadeia evolutiva. O filme“Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro, a inventividade humana causando a sua destruição final.
      É difícil saber como lidar com essa possibilidade. Se tomarmos o caso da tecnologia nuclear como exemplo, vemos que a sua história começou com o assassinato de centenas de milhares de cidadãos japoneses, justamente pela potência que se rotula o “lado bom”. Esse rótulo, por mais ridículo que seja, é levado a sério por grande parte da população norte-americana. É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios: “Se não jogássemos as bombas em Hiroshima e Nagasaki, os japoneses jamais teriam se rendido e muito mais gente teria morrido em uma invasão por terra”, dizem as autoridades militares e políticas norte-americanas. Isso não só não é verdade como mostra que são os fins político-econômicos que definem os usos e abusos da ciência: os americanos queriam manter o seu domínio no Pacífico, tentando amedrontar os soviéticos que desciam pela Manchúria. As bombas não só detiveram os soviéticos como redefiniram o equilíbrio de poder no mundo. Ao menos até os soviéticos desenvolverem a sua bomba, o que deu início à Guerra Fria.
      As consequências de um conflito nuclear global são tão horrendas que até mesmo os líderes das potências nucleares conseguiram resistir à tentação de abusar de seu poder: criamos uma guerra sem vencedores e, portanto, inútil. Porém, as tecnologias nucleares não são propriedade exclusiva das potências nucleares. A possibilidade de que um grupo terrorista obtenha ou construa uma pequena bomba é remota, mas não inexistente. Em casos de extremismo religioso, escolhas morais são redefinidas de acordo com os preceitos (distorcidos) da religião: isso foi verdade tanto nas Cruzadas como hoje, nas mãos de suicidas muçulmanos. Eles não hesitariam em usar uma arma atômica, caso ativessem. E sentiriam suas ações perfeitamente justificadas.
      Essa discussão mostra que a ciência não tem uma dimensão moral: somos nós os seres morais, os que optamos por usar as nossas invenções de modo criativo ou destrutivo. Somos nós que descobrimos curas para doenças e gases venenosos. Daí que o futuro da sociedade está em nossas mãos e será definido pelas escolhas que fizermos daqui para a frente. (...) Não é da ciência que devemos ter medo, mas de nós mesmos e da nossa imaturidade moral. 

(Marcelo Gleiser, in Folha de São Paulo, 7 de julho de 2002)

Em “...o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos...”, o pronome nós se refere:

Alternativas
Q141577 Português

Ciência e moralidade


      A percepção pública da ciência é, com razão, repleta de conflitos. Alguns acreditam que a ciência seja a chave para a liberdade do homem, para a melhora das condições de vida de todos, para a cura dos tantos males que afligem pobres e ricos, desde a fome até as mais variadas doenças. Já outros veem a ciência com grande desconfiança e até com desprezo, como sendo a responsável pela criação de várias armas de destruição inventadas através da história, da espada à bomba atômica. Para esse grupo, os homens não são maduros o suficiente para lidar com o grande poder que resulta de nossas descobertas científicas.
      No início do século 21, a clonagem e a possibilidade de construirmos máquinas inteligentes prometem até mesmo uma redefinição do que significa ser humano. Na medida em que será possível desenhar geneticamente um indivíduo ou modificar a sua capacidade mental por meio de implantes eletrônicos, onde ficará a linha divisória entre homem e máquina, entre o vivo e o robotizado? Entre os vários cenários que vemos discutidos na mídia, o mais aterrorizador é aquele em que nós nos tornaremos forçosamente obsoletos, uma vez que clones bioeletrônicos serão muito mais inteligentes e resistentes do que nós. Ou seja, quando (e se) essas tecnologias estiverem disponíveis, a ciência passará a controlar o processo evolutivo: a nossa missão final é criar seres “melhores” do que nós, tomando a seleção natural em nossas próprias mãos. O resultado, claro, é que terminaremos por causar a nossa própria extinção, sendo apenas mais um elo na longa cadeia evolutiva. O filme“Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg, relata precisamente esse cenário lúgubre para o nosso futuro, a inventividade humana causando a sua destruição final.
      É difícil saber como lidar com essa possibilidade. Se tomarmos o caso da tecnologia nuclear como exemplo, vemos que a sua história começou com o assassinato de centenas de milhares de cidadãos japoneses, justamente pela potência que se rotula o “lado bom”. Esse rótulo, por mais ridículo que seja, é levado a sério por grande parte da população norte-americana. É o velho argumento maquiavélico de que os fins justificam os meios: “Se não jogássemos as bombas em Hiroshima e Nagasaki, os japoneses jamais teriam se rendido e muito mais gente teria morrido em uma invasão por terra”, dizem as autoridades militares e políticas norte-americanas. Isso não só não é verdade como mostra que são os fins político-econômicos que definem os usos e abusos da ciência: os americanos queriam manter o seu domínio no Pacífico, tentando amedrontar os soviéticos que desciam pela Manchúria. As bombas não só detiveram os soviéticos como redefiniram o equilíbrio de poder no mundo. Ao menos até os soviéticos desenvolverem a sua bomba, o que deu início à Guerra Fria.
      As consequências de um conflito nuclear global são tão horrendas que até mesmo os líderes das potências nucleares conseguiram resistir à tentação de abusar de seu poder: criamos uma guerra sem vencedores e, portanto, inútil. Porém, as tecnologias nucleares não são propriedade exclusiva das potências nucleares. A possibilidade de que um grupo terrorista obtenha ou construa uma pequena bomba é remota, mas não inexistente. Em casos de extremismo religioso, escolhas morais são redefinidas de acordo com os preceitos (distorcidos) da religião: isso foi verdade tanto nas Cruzadas como hoje, nas mãos de suicidas muçulmanos. Eles não hesitariam em usar uma arma atômica, caso ativessem. E sentiriam suas ações perfeitamente justificadas.
      Essa discussão mostra que a ciência não tem uma dimensão moral: somos nós os seres morais, os que optamos por usar as nossas invenções de modo criativo ou destrutivo. Somos nós que descobrimos curas para doenças e gases venenosos. Daí que o futuro da sociedade está em nossas mãos e será definido pelas escolhas que fizermos daqui para a frente. (...) Não é da ciência que devemos ter medo, mas de nós mesmos e da nossa imaturidade moral. 

(Marcelo Gleiser, in Folha de São Paulo, 7 de julho de 2002)

Na introdução, o autor apresenta a tese que vai defender. Aponte-a.

Alternativas
Q122896 Medicina
Considere que, em uma mulher de 43 anos de idade, com queixas de boca seca e aumento das glândulas salivares, que apresenta fenômeno de Raynaud, foi constatado o diagnóstico de doença de Mikulicz ou síndrome Sicca. Acerca dessa doença, julgue os itens a seguir.

Em geral, nesse tipo de doença não se verifica hipergamaglobulinemia monoclonal quando há manifestações extraglandulares ou associação com linfomas.
Alternativas
Q122894 Medicina
A punção aspirativa da tireoide para a realização de biópsia constitui recurso essencial na avaliação do nódulo solitário e do nódulo dominante no bócio multinodular, pois sua utilização diminuiu de modo significativo o número de pacientes submetidos à tireoidectomia. Com respeito a esse assunto, julgue os itens que se seguem.

A biópsia de material obtido por punção aspirativa por agulha fina da tireoide não é capaz de diferenciar entre o adenoma e o carcinoma folicular.
Alternativas
Q122893 Medicina
A punção aspirativa da tireoide para a realização de biópsia constitui recurso essencial na avaliação do nódulo solitário e do nódulo dominante no bócio multinodular, pois sua utilização diminuiu de modo significativo o número de pacientes submetidos à tireoidectomia. Com respeito a esse assunto, julgue os itens que se seguem.

As amostras obtidas nesse tipo de exame, quando analisadas por citopatologistas experientes, podem atingir uma acurácia diagnóstica de até 95%.
Alternativas
Q122892 Medicina
Um paciente de 32 anos de idade apresentou polidpsia e poliúria. No teste de privação hídrica, não apresentou osmolaridade urinária acima de 300 mOsm/L, mesmo diante de desidratação hipertônica. Entretanto, após a administração de derivado da arginina vasopressina (AVP), observou-se aumento significativo da osmolaridade urinária (>600mOsm/L).

A respeito desse caso clínico, julgue os itens subsequentes.

Entre as causas de diabete insípido central adquirido podem ser citadas a sarcoidose e o uso crônico de lítio.
Alternativas
Q122891 Medicina
Um paciente de 32 anos de idade apresentou polidpsia e poliúria. No teste de privação hídrica, não apresentou osmolaridade urinária acima de 300 mOsm/L, mesmo diante de desidratação hipertônica. Entretanto, após a administração de derivado da arginina vasopressina (AVP), observou-se aumento significativo da osmolaridade urinária (>600mOsm/L).

A respeito desse caso clínico, julgue os itens subsequentes.

Na condição clínica relatada, deve ser indicado como tratamento o uso de diurético tiazídico ou droga inibidora das prostaglandinas.
Alternativas
Q122890 Medicina
Uma mulher de 36 anos de idade, branca, casada,
comerciária, apresentou, há 30 dias, náuseas, vômitos, febre e
mialgia, com duração de aproximadamente quatro dias, tendo
melhorado com o uso de medicações sintomáticas. Há uma
semana, passou a apresentar edema facial e de membros
inferiores acompanhado de cefaleia. Buscou auxílio médico,
tendo sido constatada hipertensão arterial sistêmica com níveis
de 160 mmHg × 110 mmHg, quando lhe foram prescritos
furosemida e captopril; em seguida, a paciente foi encaminhada
para o nefrologista, devido à presença de anormalidades no
exame de urina e à redução da função renal. Na consulta
nefrológica, a paciente negou tabagismo, etilismo e antecedentes
pessoais e familiares de nefropatias, hipertensão arterial e
diabetes. Durante o exame físico, foram observados edema frio,
depressível e indolor, localizado nos membros inferiores, e
pressão arterial aferida de 170 mmHg × 100 mmHg. Nos exames
complementares, foram constatados: 1) hemoglobina de 11,0 g/L
e hematócrito de 34%; 2) VHS de 55 mm; 3) sumário de urina
com proteinúria (+++), 40 eritrócitos por campo com hemácias
dismórficas e presença de cilindros de gordura birrefringentes;
4) urocultura negativa; 5) proteinúria de 24 horas de 5,3 g;
6) colesterol total de 360 mg/dL; 7) exames sorológicos – FAN
(fator antinúcleo), anti-DNA, anti-Sm, anti-Jo-1, anti-La, anti-
RNP, anticoagulante lúpico e anticardiolipina, Anca, sorologia
para vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e HIV, todos
negativos; 8) fator C3 do complemento de 70 mg/dL
(discretamente reduzido) e fator C4 menor do que 6 mg/dL
(redução acentuada); 9) fator reumatoide aumentado em
350 UI/mL; 10) pesquisa de crioglobulinas no soro foi positiva
em uma das amostras; 11) A PCR para vírus C da hepatite foi
negativa. Foi então indicada e realizada biópsia renal na paciente,
cujo resultado mostrou presença de trombos intraluminais nos
capilares glomerulares vistos à microscopia óptica, depósitos de
imunoglobulina M nas alças capilares vistos à microscopia de
imunofluorescência e depósitos subendoteliais observados à
microscopia eletrônica.

Diante desse caso, julgue os próximos itens.

Nesse caso, a glomerulonefrite membranoproliferativa do tipo II deve ser considerada no diagnóstico diferencial, entretanto a presença de fator reumatoide elevado, de crioglobulinemia, o consumo do fator C4 do complemento e a ausência de depósitos de C3 no mesângio e capilares glomerulares à microscopia de imunofluorescência excluem esse diagnóstico.
Alternativas
Q122888 Medicina
Uma mulher de 36 anos de idade, branca, casada,
comerciária, apresentou, há 30 dias, náuseas, vômitos, febre e
mialgia, com duração de aproximadamente quatro dias, tendo
melhorado com o uso de medicações sintomáticas. Há uma
semana, passou a apresentar edema facial e de membros
inferiores acompanhado de cefaleia. Buscou auxílio médico,
tendo sido constatada hipertensão arterial sistêmica com níveis
de 160 mmHg × 110 mmHg, quando lhe foram prescritos
furosemida e captopril; em seguida, a paciente foi encaminhada
para o nefrologista, devido à presença de anormalidades no
exame de urina e à redução da função renal. Na consulta
nefrológica, a paciente negou tabagismo, etilismo e antecedentes
pessoais e familiares de nefropatias, hipertensão arterial e
diabetes. Durante o exame físico, foram observados edema frio,
depressível e indolor, localizado nos membros inferiores, e
pressão arterial aferida de 170 mmHg × 100 mmHg. Nos exames
complementares, foram constatados: 1) hemoglobina de 11,0 g/L
e hematócrito de 34%; 2) VHS de 55 mm; 3) sumário de urina
com proteinúria (+++), 40 eritrócitos por campo com hemácias
dismórficas e presença de cilindros de gordura birrefringentes;
4) urocultura negativa; 5) proteinúria de 24 horas de 5,3 g;
6) colesterol total de 360 mg/dL; 7) exames sorológicos – FAN
(fator antinúcleo), anti-DNA, anti-Sm, anti-Jo-1, anti-La, anti-
RNP, anticoagulante lúpico e anticardiolipina, Anca, sorologia
para vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e HIV, todos
negativos; 8) fator C3 do complemento de 70 mg/dL
(discretamente reduzido) e fator C4 menor do que 6 mg/dL
(redução acentuada); 9) fator reumatoide aumentado em
350 UI/mL; 10) pesquisa de crioglobulinas no soro foi positiva
em uma das amostras; 11) A PCR para vírus C da hepatite foi
negativa. Foi então indicada e realizada biópsia renal na paciente,
cujo resultado mostrou presença de trombos intraluminais nos
capilares glomerulares vistos à microscopia óptica, depósitos de
imunoglobulina M nas alças capilares vistos à microscopia de
imunofluorescência e depósitos subendoteliais observados à
microscopia eletrônica.

Diante desse caso, julgue os próximos itens.

A crioglobulinemia do tipo I geralmente está associada com infecção pelo vírus C da hepatite.
Alternativas
Q122887 Medicina
Uma mulher de 36 anos de idade, branca, casada,
comerciária, apresentou, há 30 dias, náuseas, vômitos, febre e
mialgia, com duração de aproximadamente quatro dias, tendo
melhorado com o uso de medicações sintomáticas. Há uma
semana, passou a apresentar edema facial e de membros
inferiores acompanhado de cefaleia. Buscou auxílio médico,
tendo sido constatada hipertensão arterial sistêmica com níveis
de 160 mmHg × 110 mmHg, quando lhe foram prescritos
furosemida e captopril; em seguida, a paciente foi encaminhada
para o nefrologista, devido à presença de anormalidades no
exame de urina e à redução da função renal. Na consulta
nefrológica, a paciente negou tabagismo, etilismo e antecedentes
pessoais e familiares de nefropatias, hipertensão arterial e
diabetes. Durante o exame físico, foram observados edema frio,
depressível e indolor, localizado nos membros inferiores, e
pressão arterial aferida de 170 mmHg × 100 mmHg. Nos exames
complementares, foram constatados: 1) hemoglobina de 11,0 g/L
e hematócrito de 34%; 2) VHS de 55 mm; 3) sumário de urina
com proteinúria (+++), 40 eritrócitos por campo com hemácias
dismórficas e presença de cilindros de gordura birrefringentes;
4) urocultura negativa; 5) proteinúria de 24 horas de 5,3 g;
6) colesterol total de 360 mg/dL; 7) exames sorológicos – FAN
(fator antinúcleo), anti-DNA, anti-Sm, anti-Jo-1, anti-La, anti-
RNP, anticoagulante lúpico e anticardiolipina, Anca, sorologia
para vírus da hepatite B, vírus da hepatite C e HIV, todos
negativos; 8) fator C3 do complemento de 70 mg/dL
(discretamente reduzido) e fator C4 menor do que 6 mg/dL
(redução acentuada); 9) fator reumatoide aumentado em
350 UI/mL; 10) pesquisa de crioglobulinas no soro foi positiva
em uma das amostras; 11) A PCR para vírus C da hepatite foi
negativa. Foi então indicada e realizada biópsia renal na paciente,
cujo resultado mostrou presença de trombos intraluminais nos
capilares glomerulares vistos à microscopia óptica, depósitos de
imunoglobulina M nas alças capilares vistos à microscopia de
imunofluorescência e depósitos subendoteliais observados à
microscopia eletrônica.

Diante desse caso, julgue os próximos itens.

A paciente apresenta uma possível glomerulonefrite que cursa com consumo de complemento com títulos muito baixos de C4 e com C3 discretamente reduzido, sugerindo uma ativação do sistema de complemento pela via alternada (properdina).
Alternativas
Q122886 Medicina
Considerando que a primeira manifestação de paciente com
câncer seja representada por uma síndrome paraneoplásica, julgue
os itens seguintes, acerca de manifestações clínicas associadas
aos cânceres.

Policitemia, hipertireoidismo, dermatomiosite, síndrome de secreção inapropriada do ADH e trombocitose são exemplos de manifestações descritas como síndromes paraneoplásicas.
Alternativas
Q122885 Medicina
Considerando que a primeira manifestação de paciente com
câncer seja representada por uma síndrome paraneoplásica, julgue
os itens seguintes, acerca de manifestações clínicas associadas
aos cânceres.

O câncer de pulmão do tipo pequenas células apresenta frequente associação com síndromes paraneoplásicas.
Alternativas
Q122884 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade, com diagnóstico de
câncer de pulmão, procurou atendimento médico, relatando
intensa dor lombar bilateral, com irradiação para a região glútea,
que piora quando tosse e espirra, e que durante a noite tinha
dificuldade de conciliar o sono, e melhorava com a posição
ortostática. Informou também que passou a apresentar fraqueza
e sensação de formigamento ascendente nos membros inferiores.
No exame físico realizado, destacaram-se apenas a diminuição da
força muscular e a constatação de anestesia ascendente nos
membros inferiores, sem outras anormalidades importantes.

Diante dessa situação clínica, julgue os itens que se seguem.

O uso de glicocorticoides é formalmente contraindicado nessa situação clínica, mesmo em associação com outras modalidades terapêuticas, pois sua utilização induz significativa piora no prognóstico da função motora.
Alternativas
Q122883 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade, com diagnóstico de
câncer de pulmão, procurou atendimento médico, relatando
intensa dor lombar bilateral, com irradiação para a região glútea,
que piora quando tosse e espirra, e que durante a noite tinha
dificuldade de conciliar o sono, e melhorava com a posição
ortostática. Informou também que passou a apresentar fraqueza
e sensação de formigamento ascendente nos membros inferiores.
No exame físico realizado, destacaram-se apenas a diminuição da
força muscular e a constatação de anestesia ascendente nos
membros inferiores, sem outras anormalidades importantes.

Diante dessa situação clínica, julgue os itens que se seguem.

As manifestações clínicas apresentadas pelo paciente sugerem como principal hipótese diagnóstica a doença leptomeníngea (meningite carcinomatosa).
Alternativas
Q122882 Medicina
Um paciente de 75 anos de idade e tabagista de
50 maços por ano informou apresentar tosse matinal desde os
50 anos de idade. Passados 10 anos, começou a sentir a
associação de dispneia aos esforços moderados e gripes
frequentes. Tais sintomas intensificaram-se em uma frequência de
pelo menos 4 meses ao longo do ano. Resolveu buscar assistência
médica a partir do momento em que notou grande dificuldade
para barbear-se e tomar banho sozinho. O exame físico revelou
redução global do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax
mostrou retificação da cúpula diafragmática. Com a realização da
espirometria, identificou-se capacidade vital forçada (CVF) a
60% do previsto, com VEF1 a 30% do previsto e índice de
Tiffenau com valor de 50%, sem resposta ao uso do
broncodilatador.

Com referência ao quadro clínico acima, julgue os itens que se
seguem.

O grau de comprometimento da doença pode ser classificado como moderado, pois ainda não há evidências de cor pulmonale nem a necessidade do uso de oxigênio suplementar.
Alternativas
Q122880 Medicina
Um paciente de 75 anos de idade e tabagista de
50 maços por ano informou apresentar tosse matinal desde os
50 anos de idade. Passados 10 anos, começou a sentir a
associação de dispneia aos esforços moderados e gripes
frequentes. Tais sintomas intensificaram-se em uma frequência de
pelo menos 4 meses ao longo do ano. Resolveu buscar assistência
médica a partir do momento em que notou grande dificuldade
para barbear-se e tomar banho sozinho. O exame físico revelou
redução global do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax
mostrou retificação da cúpula diafragmática. Com a realização da
espirometria, identificou-se capacidade vital forçada (CVF) a
60% do previsto, com VEF1 a 30% do previsto e índice de
Tiffenau com valor de 50%, sem resposta ao uso do
broncodilatador.

Com referência ao quadro clínico acima, julgue os itens que se
seguem.

A retificação da cúpula diafragmática pode decorrer de estado de hiperinsuflação pulmonar.
Alternativas
Q122879 Medicina
Um paciente de 75 anos de idade e tabagista de
50 maços por ano informou apresentar tosse matinal desde os
50 anos de idade. Passados 10 anos, começou a sentir a
associação de dispneia aos esforços moderados e gripes
frequentes. Tais sintomas intensificaram-se em uma frequência de
pelo menos 4 meses ao longo do ano. Resolveu buscar assistência
médica a partir do momento em que notou grande dificuldade
para barbear-se e tomar banho sozinho. O exame físico revelou
redução global do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax
mostrou retificação da cúpula diafragmática. Com a realização da
espirometria, identificou-se capacidade vital forçada (CVF) a
60% do previsto, com VEF1 a 30% do previsto e índice de
Tiffenau com valor de 50%, sem resposta ao uso do
broncodilatador.

Com referência ao quadro clínico acima, julgue os itens que se
seguem.

De acordo com o conteúdo das informações, é provável que a dispneia do paciente seja do tipo expiratória.
Alternativas
Q122878 Medicina
Um paciente de 75 anos de idade e tabagista de
50 maços por ano informou apresentar tosse matinal desde os
50 anos de idade. Passados 10 anos, começou a sentir a
associação de dispneia aos esforços moderados e gripes
frequentes. Tais sintomas intensificaram-se em uma frequência de
pelo menos 4 meses ao longo do ano. Resolveu buscar assistência
médica a partir do momento em que notou grande dificuldade
para barbear-se e tomar banho sozinho. O exame físico revelou
redução global do murmúrio vesicular. A radiografia de tórax
mostrou retificação da cúpula diafragmática. Com a realização da
espirometria, identificou-se capacidade vital forçada (CVF) a
60% do previsto, com VEF1 a 30% do previsto e índice de
Tiffenau com valor de 50%, sem resposta ao uso do
broncodilatador.

Com referência ao quadro clínico acima, julgue os itens que se
seguem.

Os dados apresentados não são suficientes para se estabelecer um diagnóstico de certeza.
Alternativas
Q122877 Medicina
Considere que uma mulher de 46 anos de idade procurou
avaliação médica por ter apresentado nódulo tireoidiano e surtos
de palpitação, ansiedade, cefaleia e inquietação. Na investigação,
foi diagnosticada neoplasia endócrina múltipla do tipo
2 (NEM-2). A respeito dessa endocrinopatia, julgue os itens
seguintes.

O feocromocitoma que ocorre em pacientes com NEM-2 tem sua localização quase sempre na medula adrenal e produz tipicamente epinefrina.
Alternativas
Respostas
7981: A
7982: D
7983: A
7984: E
7985: C
7986: C
7987: E
7988: E
7989: C
7990: E
7991: E
7992: C
7993: C
7994: E
7995: E
7996: E
7997: C
7998: C
7999: E
8000: C