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Q95085 Português
A vida após a morte

Muitos cientistas, talvez a maioria, não acreditam em
Deus,muito menos na vida após amorte.Os argumentos não
são fáceis de contestar. Um professor de matemática me
perguntou o que existia de mágico no número 2. "Por que
você não acredita que teremos três ou quatro vidas, cada uma
num estágio superior?" O que faria sentido, disse ele, seriam
o número zero, 1 e infinito. Zero vida seria a morte; uma vida,
aquela que temos; e infinitas vidas, justamente a visão
hinduísta e espírita.
Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu
gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas
de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de
trilhões de vidas após a morte. "Você vai passar a eternidade
perguntando: 'É você, mamãe?', até finalmente encontrá-la."
Não somos biologicamente tão superiores aos animais como
imaginávamos 2 000 anos atrás. "É uma arrogância humana",
continuou meu amigo biólogo, "achar que só nós merecemos
uma segunda vida."
O cientista Carl Sagan adverte, como muitos outros,
que vida só se tem uma e que devemos aproveitar ao máximo
a que temos. "Carpe diem", ensinava o ator Robin Williams,
"curtam o sexo e o rock and roll." Sociólogos e cientistas
políticos vão argumentar que o céu é um engenhoso truque
das classes religiosas para manter as massas "bem-
comportadas e responsáveis".
Aonde eu quero chegar é que, dependendo de sua
resposta a essa questão, seu comportamento em terra será
criticamente diferente. Resolver essa dúvida religiosa logo no
início da vida adulta é mais importante do que se imagina.
Obviamente, essa questão tem inúmeros ângulos e
dimensões mais completas do que este curto ponto de vista,
mas existe uma dimensão que poucos discutem, o que me
preocupa. Eu, pessoalmente, acredito na vida após a morte.
Acredito que existem até provas científicas compatíveis com
as escrituras religiosas. A genética mostra que você
continuará vivo, depois de sua morte, no DNA de seus filhos.
Seu DNA poderá ser eterno, ele continuará "vivo" em nossa
progênie, nos netos e bisnetos. "Nossa" vida continua;
geração após geração, teremos infinitas vidas, como pregam
os espíritas e os hindus.
Mais interessante ainda, seus genes serão
lentamente misturados, através do casamento de filhos e
netos, com praticamente os de todos os outros seres
humanos da Terra. Seremos lentamente todos irmãos ou
parentes, uma grande irmandade, como rezam muitos textos
místicos e religiosos. Por isso, precisamos ser mais
solidários, fraternos uns com os outros, e perdoar, como
pregam todas as religiões. A pessoa que hoje você está
ajudando ou perseguindo poderá vir a ser o bisavô daquela
moça que vai umdia se casar comseu bisneto.
Seremos todos um, católicos, anglicanos,
protestantes, negros, árabes e judeus, sem guerras religiosas
nem conflitos raciais. É simplesmente uma questão de tempo.
Por isso, temos de adotar um estilo de vida "bem-comportado
e responsável", seguindo preceitos éticos e morais úteis às
novas gerações.
Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia
a dia, mas nunca à custa de nossos filhos, deixando um
planeta poluído, cheio de dívidas públicas e previdenciárias
para eles pagarem. Estamos deixando um mundo pior para
nós mesmos, são nossos genes que viverão nesse futuro.
Inferno nessa concepção é deixar filhos drogados, sem
valores morais, sem recursos, desempregados, sem uma
profissão útil e social. Se não transmitirmos uma ética robusta
a eles, nosso DNA terá curta duração.
“Estar no céu” significa saber que seus filhos e netos
serão bem-sucedidos, que serão dignos de seu sobrenome,
que carregarão seus genes com orgulho e veneração.
Ninguém precisa ter medo da morte sabendo que seus genes
serão imortais. Assim fica claro qual é um dos principais
objetivos na vida: criar filhos sadios, educá-los antes que
alguém os “eduque” e apoiá-los naquilo que for necessário.
Por isso, as mulheres são psicologicamente mais bem
resolvidas quanto a seu papel no mundo do que os homens,
com exceção das feministas.
Homens que têm mil outros objetivos nunca se
realizam, procurando a imortalidade na academia ou
matando-se uns aos outros. Se você pretende ser imortal,
cuide bem daqueles que continuarão a carregar seu DNA,
com carinho, amor e, principalmente, dedicação.

(Stephen Kanitz, in Veja, 21 de maio de 2008)


Segundo o texto, por que “...dependendo de sua resposta ... seu comportamento emt erra será criticamente diferente”?
Alternativas
Q95084 Português
A vida após a morte

Muitos cientistas, talvez a maioria, não acreditam em
Deus,muito menos na vida após amorte.Os argumentos não
são fáceis de contestar. Um professor de matemática me
perguntou o que existia de mágico no número 2. "Por que
você não acredita que teremos três ou quatro vidas, cada uma
num estágio superior?" O que faria sentido, disse ele, seriam
o número zero, 1 e infinito. Zero vida seria a morte; uma vida,
aquela que temos; e infinitas vidas, justamente a visão
hinduísta e espírita.
Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu
gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas
de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de
trilhões de vidas após a morte. "Você vai passar a eternidade
perguntando: 'É você, mamãe?', até finalmente encontrá-la."
Não somos biologicamente tão superiores aos animais como
imaginávamos 2 000 anos atrás. "É uma arrogância humana",
continuou meu amigo biólogo, "achar que só nós merecemos
uma segunda vida."
O cientista Carl Sagan adverte, como muitos outros,
que vida só se tem uma e que devemos aproveitar ao máximo
a que temos. "Carpe diem", ensinava o ator Robin Williams,
"curtam o sexo e o rock and roll." Sociólogos e cientistas
políticos vão argumentar que o céu é um engenhoso truque
das classes religiosas para manter as massas "bem-
comportadas e responsáveis".
Aonde eu quero chegar é que, dependendo de sua
resposta a essa questão, seu comportamento em terra será
criticamente diferente. Resolver essa dúvida religiosa logo no
início da vida adulta é mais importante do que se imagina.
Obviamente, essa questão tem inúmeros ângulos e
dimensões mais completas do que este curto ponto de vista,
mas existe uma dimensão que poucos discutem, o que me
preocupa. Eu, pessoalmente, acredito na vida após a morte.
Acredito que existem até provas científicas compatíveis com
as escrituras religiosas. A genética mostra que você
continuará vivo, depois de sua morte, no DNA de seus filhos.
Seu DNA poderá ser eterno, ele continuará "vivo" em nossa
progênie, nos netos e bisnetos. "Nossa" vida continua;
geração após geração, teremos infinitas vidas, como pregam
os espíritas e os hindus.
Mais interessante ainda, seus genes serão
lentamente misturados, através do casamento de filhos e
netos, com praticamente os de todos os outros seres
humanos da Terra. Seremos lentamente todos irmãos ou
parentes, uma grande irmandade, como rezam muitos textos
místicos e religiosos. Por isso, precisamos ser mais
solidários, fraternos uns com os outros, e perdoar, como
pregam todas as religiões. A pessoa que hoje você está
ajudando ou perseguindo poderá vir a ser o bisavô daquela
moça que vai umdia se casar comseu bisneto.
Seremos todos um, católicos, anglicanos,
protestantes, negros, árabes e judeus, sem guerras religiosas
nem conflitos raciais. É simplesmente uma questão de tempo.
Por isso, temos de adotar um estilo de vida "bem-comportado
e responsável", seguindo preceitos éticos e morais úteis às
novas gerações.
Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia
a dia, mas nunca à custa de nossos filhos, deixando um
planeta poluído, cheio de dívidas públicas e previdenciárias
para eles pagarem. Estamos deixando um mundo pior para
nós mesmos, são nossos genes que viverão nesse futuro.
Inferno nessa concepção é deixar filhos drogados, sem
valores morais, sem recursos, desempregados, sem uma
profissão útil e social. Se não transmitirmos uma ética robusta
a eles, nosso DNA terá curta duração.
“Estar no céu” significa saber que seus filhos e netos
serão bem-sucedidos, que serão dignos de seu sobrenome,
que carregarão seus genes com orgulho e veneração.
Ninguém precisa ter medo da morte sabendo que seus genes
serão imortais. Assim fica claro qual é um dos principais
objetivos na vida: criar filhos sadios, educá-los antes que
alguém os “eduque” e apoiá-los naquilo que for necessário.
Por isso, as mulheres são psicologicamente mais bem
resolvidas quanto a seu papel no mundo do que os homens,
com exceção das feministas.
Homens que têm mil outros objetivos nunca se
realizam, procurando a imortalidade na academia ou
matando-se uns aos outros. Se você pretende ser imortal,
cuide bem daqueles que continuarão a carregar seu DNA,
com carinho, amor e, principalmente, dedicação.

(Stephen Kanitz, in Veja, 21 de maio de 2008)


Em “Aonde eu quero chegar é que, dependendo de sua resposta a essa questão, seu comportamento em terra será criticamente diferente.”A questão a que o autor se refere é:
Alternativas
Q95082 Português
A vida após a morte

Muitos cientistas, talvez a maioria, não acreditam em
Deus,muito menos na vida após amorte.Os argumentos não
são fáceis de contestar. Um professor de matemática me
perguntou o que existia de mágico no número 2. "Por que
você não acredita que teremos três ou quatro vidas, cada uma
num estágio superior?" O que faria sentido, disse ele, seriam
o número zero, 1 e infinito. Zero vida seria a morte; uma vida,
aquela que temos; e infinitas vidas, justamente a visão
hinduísta e espírita.
Outro dia, um amigo biólogo me perguntou se eu
gostaria de conviver bilhões de anos ao lado dos ectoplasmas
de macaco, camundongo, besouro e formiga, trilhões de
trilhões de vidas após a morte. "Você vai passar a eternidade
perguntando: 'É você, mamãe?', até finalmente encontrá-la."
Não somos biologicamente tão superiores aos animais como
imaginávamos 2 000 anos atrás. "É uma arrogância humana",
continuou meu amigo biólogo, "achar que só nós merecemos
uma segunda vida."
O cientista Carl Sagan adverte, como muitos outros,
que vida só se tem uma e que devemos aproveitar ao máximo
a que temos. "Carpe diem", ensinava o ator Robin Williams,
"curtam o sexo e o rock and roll." Sociólogos e cientistas
políticos vão argumentar que o céu é um engenhoso truque
das classes religiosas para manter as massas "bem-
comportadas e responsáveis".
Aonde eu quero chegar é que, dependendo de sua
resposta a essa questão, seu comportamento em terra será
criticamente diferente. Resolver essa dúvida religiosa logo no
início da vida adulta é mais importante do que se imagina.
Obviamente, essa questão tem inúmeros ângulos e
dimensões mais completas do que este curto ponto de vista,
mas existe uma dimensão que poucos discutem, o que me
preocupa. Eu, pessoalmente, acredito na vida após a morte.
Acredito que existem até provas científicas compatíveis com
as escrituras religiosas. A genética mostra que você
continuará vivo, depois de sua morte, no DNA de seus filhos.
Seu DNA poderá ser eterno, ele continuará "vivo" em nossa
progênie, nos netos e bisnetos. "Nossa" vida continua;
geração após geração, teremos infinitas vidas, como pregam
os espíritas e os hindus.
Mais interessante ainda, seus genes serão
lentamente misturados, através do casamento de filhos e
netos, com praticamente os de todos os outros seres
humanos da Terra. Seremos lentamente todos irmãos ou
parentes, uma grande irmandade, como rezam muitos textos
místicos e religiosos. Por isso, precisamos ser mais
solidários, fraternos uns com os outros, e perdoar, como
pregam todas as religiões. A pessoa que hoje você está
ajudando ou perseguindo poderá vir a ser o bisavô daquela
moça que vai umdia se casar comseu bisneto.
Seremos todos um, católicos, anglicanos,
protestantes, negros, árabes e judeus, sem guerras religiosas
nem conflitos raciais. É simplesmente uma questão de tempo.
Por isso, temos de adotar um estilo de vida "bem-comportado
e responsável", seguindo preceitos éticos e morais úteis às
novas gerações.
Não há dúvida de que precisaremos curtir mais o dia
a dia, mas nunca à custa de nossos filhos, deixando um
planeta poluído, cheio de dívidas públicas e previdenciárias
para eles pagarem. Estamos deixando um mundo pior para
nós mesmos, são nossos genes que viverão nesse futuro.
Inferno nessa concepção é deixar filhos drogados, sem
valores morais, sem recursos, desempregados, sem uma
profissão útil e social. Se não transmitirmos uma ética robusta
a eles, nosso DNA terá curta duração.
“Estar no céu” significa saber que seus filhos e netos
serão bem-sucedidos, que serão dignos de seu sobrenome,
que carregarão seus genes com orgulho e veneração.
Ninguém precisa ter medo da morte sabendo que seus genes
serão imortais. Assim fica claro qual é um dos principais
objetivos na vida: criar filhos sadios, educá-los antes que
alguém os “eduque” e apoiá-los naquilo que for necessário.
Por isso, as mulheres são psicologicamente mais bem
resolvidas quanto a seu papel no mundo do que os homens,
com exceção das feministas.
Homens que têm mil outros objetivos nunca se
realizam, procurando a imortalidade na academia ou
matando-se uns aos outros. Se você pretende ser imortal,
cuide bem daqueles que continuarão a carregar seu DNA,
com carinho, amor e, principalmente, dedicação.

(Stephen Kanitz, in Veja, 21 de maio de 2008)


No segundo parágrafo, a pergunta do biólogo “É você, mamãe?” aparece carregada de:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94980 Medicina
Homem, 80 anos, hipertenso há 5 anos, sem tratamento, decidiu iniciar acompanhamento médico. Nega tabagismo e dor precordial. Refere discreta tonteira ao fazer sua caminhada matinal. Média da pressão arterial aferida em duas consultas diferentes e duas vezes em cada consulta foi de 142x88mmhg. Peso: 86 kg; Altura de 1,70m e FC de 36 bpm. Exame de fundo de olho: Grau I de Keith Wegner. Restante do Exame físico é normal.

Neste caso, a alternativa que aponta a relação correta entre diagnóstico e conduta é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94978 Medicina
KJC, 79 anos, durante missa dominical, apresentou episódio de síncope, sendo atendida em serviço de urgência. Os acompanhantes relatam que a paciente permaneceu desacordada por 15 minutos e apresentava palidez cutâneo-mucosa e sudorese fria. Na emergência realizou eletrocardiograma que demonstrou bradicardia sinusal e ecocardiograma que apresentou alterações senis mitro-aórticas com pequeno refluxo valvar e disfunção diastólica do tipo deficit de relaxamento. Neste caso, o diagnóstico mais provável é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94977 Medicina
ALC, 32 anos, nascido em Minas Gerais, procurou o centro de cardiologia, porque está apreensivo pela morte inesperada de seu irmão mais jovem. Ele está assintomático e tem hábito de praticar exercícios físicos sem apresentar nenhum sintoma. O médico solicita um eletrocardiograma que demonstrou aumento do espaço PR, supradesnivelamento do segmento ST em V1, V2 e V3 e padrão de bloqueio de ramo direito. O ecocardiograma realizado a seguir é normal. O diagnóstico provável é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94976 Medicina
ALA, 23 anos, com diagnóstico de miocardiopatia hipertrófica, está assintomática e o procura para obter um atestado médico exigido pela academia que frequenta. O médico confirma que a paciente tem história de morte súbita na família e solicita em ecocardiograma, um teste ergométrico e um Holter. Os achados significativos desses exames foram: espessura do septo interventricular de 20mm, hipotensão arterial no pico máximo do esforço e episódios de taquicardia ventricular não sustentada. O médico inicia betabloqueador e há manutenção da arritmia ventricular no Holter de controle. A recomendação para essa paciente é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94975 Medicina
Neste mesmo estudo (ALLHAT) o risco relativo de apresentar insuficiência cardíaca no grupo tratado com anlodipina (risco absoluto de 10,2%), versus o grupo tratado com clortalidona (risco absoluto de 7,7%) foi de 1,38 com intervalo de confiança de 95% entre 1,25 e 1,52. Isto indica que:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94974 Medicina
No Estudo ALLHAT (Antihypertensive and Lipid-Lowering Treatment to Prevent Heart Attack Trial) realizado com 33.357 pacientes com hipertensão arterial, idades maiores que 55 anos e com pelo menos um fator de risco adicional para cardiopatia isquêmica aterotrombótica. A ocorrência de acidente vascular cerebral, em 6 anos de acompanhamento, foi de 6,3 % no grupo tratado com lisinopril (10 a 40 mg/d) e de 5,6 % no grupo tratado com clortalidona (12,5 a 25 mg/d). Face a esses resultados, o médico conclui que o NNT (número necessário para tratar para reduzir um evento) na comparação entre os dois tratamentos foi de:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94973 Medicina
MLS, 61 anos, branca, costureira e portadora de hipertensão arterial sistêmica em tratamento regular, apresentou forte dor precordial, irradiada para o dorso, com duração de 30 minutos, iniciada 7 horas antes, após saber da morte de seu filho. O eletrocardiograma da emergência documentou supradesnivelamento do segmento ST em parede anterior com positividade dos marcadores séricos de necrose miocárdica. Houve melhora do quadro com o uso de betabloqueadores, antiagregantes e inibidor da enzima de conversão da angiotensina. Realizou ecocardiograma transtorácico que demonstrou FE de 35% associada e acinesia da região apical. A paciente se recusou a fazer o estudo angiográfico solicitado e obteve alta hospitalar. Na consulta realizada 30 dias após, foi solicitado ecocardiograma transtorácico cujo o resultado foi normal. Diante deste resultado, em relação ao diagnóstico e conduta, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94970 Medicina
Em relação ao exame físico, a alternativa que descreve corretamente os sons cardíacos é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94969 Medicina
LCM, 65 anos, feminina, portadora de hipertensão arterial em uso de clortalidona, está internada para investigação de derrame pleural esquerdo. Tem história de acidente vascular encefálico prévio (10 anos atrás) e fibrilação atrial persistente. É encontrada no quarto com parada cárdio-respiratória em atividade elétrica sem pulso. A paciente responde às manobras de ressuscitação após 8 minutos e é levada para a Unidade de Terapia Intensiva. No exame físico apresenta turgência jugular e síndrome de baixo débito sendo instituído noradrenalina 0,5µg/Kg/min para manutenção de PA sistólica de 100 mmHg. Para definir o diagnóstico correto desse caso, o procedimento a ser adotado é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94968 Medicina
Leia o estudo de caso abaixo e responda às questões 36 e 37.

L.C.S, 57 anos, solteira, nascida na Paraíba, reside no Rio de
Janeiro, do lar, evangélica. Tem diagnóstico de febre reumática
desde os 12 anos, com dupla lesão mitral e espessamento de
válvula aórtica e é acompanhada no serviço de Cardiologia
de um hospital estando em uso de atenolol 100 mg dia,
furosemida 120 mg dia e warfarina 5mg dia . Tem fibrilação
atrial persistente documentada desde janeiro de 2008. Relata
nos últimos 3 meses, febre de 39 graus com calafrios, no
período da tarde, e emagrecimento de 9Kg em 1 ano ( 50- 41
Kg). Queixou-se nessa mesma época de cansaço aos médios
esforços progredindo para o repouso, dispneia paroxística
noturna e palpitações (tremor cardíaco). Resolveu procurar o
HUCFF e foi atendida na emergência com edema agudo de
pulmão e frequência cardíaca de 140bpm. Houve melhora do
quadro após controle da FC com metoprolol e diurético
venoso. Foi internada na UC no dia para diagnóstico e conduta
terapêutica. Paciente encontrava-se emagrecida, com IMC de
16, dispneica, taquipneica, com TJP a 90 graus, sat 90% em ar
ambiente, PA: 120/60 mmHg FC: 130 bpm, ACV: RCI, 2T,
SS FM 3+/6 , ictus desviado, P2>A2, AR: presença de
estertores crepitantes até terço médio.Abdome: escavado,
hepatomegalia dolorosa, 3 cm do RCD, impulso de VD.
A radiografia de tórax apresentava congestão pulmonar e
derrame pleural à direita.

As hemoculturas foram negativas e a paciente apresentou 3 episódios de descompensação cardíaca.

Foi otimizada a terapia para insuficiência cardíaca com carvedilol, espironolactona, inibidor da ECA e furosemida. O próximo procedimento será:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94967 Medicina
Leia o estudo de caso abaixo e responda às questões 36 e 37.

L.C.S, 57 anos, solteira, nascida na Paraíba, reside no Rio de
Janeiro, do lar, evangélica. Tem diagnóstico de febre reumática
desde os 12 anos, com dupla lesão mitral e espessamento de
válvula aórtica e é acompanhada no serviço de Cardiologia
de um hospital estando em uso de atenolol 100 mg dia,
furosemida 120 mg dia e warfarina 5mg dia . Tem fibrilação
atrial persistente documentada desde janeiro de 2008. Relata
nos últimos 3 meses, febre de 39 graus com calafrios, no
período da tarde, e emagrecimento de 9Kg em 1 ano ( 50- 41
Kg). Queixou-se nessa mesma época de cansaço aos médios
esforços progredindo para o repouso, dispneia paroxística
noturna e palpitações (tremor cardíaco). Resolveu procurar o
HUCFF e foi atendida na emergência com edema agudo de
pulmão e frequência cardíaca de 140bpm. Houve melhora do
quadro após controle da FC com metoprolol e diurético
venoso. Foi internada na UC no dia para diagnóstico e conduta
terapêutica. Paciente encontrava-se emagrecida, com IMC de
16, dispneica, taquipneica, com TJP a 90 graus, sat 90% em ar
ambiente, PA: 120/60 mmHg FC: 130 bpm, ACV: RCI, 2T,
SS FM 3+/6 , ictus desviado, P2>A2, AR: presença de
estertores crepitantes até terço médio.Abdome: escavado,
hepatomegalia dolorosa, 3 cm do RCD, impulso de VD.
A radiografia de tórax apresentava congestão pulmonar e
derrame pleural à direita.

A conduta a ser adotada é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94966 Medicina
Paciente de 45 anos, masculino, apresenta taquicardia ventricular monomórfica sustentada nas primeiras 48 horas do infarto agudo do miocárdio. Com relação ao manuseio dessa arritmia, constata-se que:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94963 Medicina
Em um ensaio clínico randômico de uma estatina (droga x placebo) para tratar dislipidemia pelo período de 5 anos, os resultados indicaram um NNT de 20 para 20 pacientes tratados, em média, por 5 anos. Com a droga, tivemos 01 (um) desfecho maléfico evitado (morte, por exemplo) quando comparado ao grupo-controle. Droga com eficácia das melhores que temos disponíveis.

Esses resultados podem ser interpretados: se administrar esta droga para 20 pacientes, a probabilidade de que 3 destes 20 pacientes sejam beneficiados é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94962 Medicina
Paciente com miocardiopatia dilatada, hipertensão pulmonar e trombo na ponta do VE, em uso crônico de anticioagulação oral, desenvolve abscesso dentário. O dentista considera que é necessário fazer extração do dente e solicita seu parecer sobre qual o melhor momento para realizar esta extração e sobre a necessidade de suspender ou reverter a anticoagulação oral com warfarina. O INR do paciente vem-se mantendo estável e o último exame mostrou INR = 2,0.

O médico deverá fazer a seguinte recomendação para o dentista e para o paciente:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94960 Medicina
Analise o caso abaixo e responda as questões de 28 a 30.

A C F G, 58 anos, masculino, branco, casado, policial aposentado,
natural do RJ, reside em Belford Roxo, 2º grau incompleto. Paciente
com história de hipertensão e diabetes há 10 anos, em tratamento
irregular. Há cerca de 3 anos apresentou episódio de forte dor torácica
difusa, em repouso, associada a opressão precordial, referida para
o dorso e MSE. Nega dispneia e lipotimia. Procurou atendimento
médico que evidenciou IAM anterior com supra de ST. Na época
não fez uso de terapia de reperfusão. Evoluiu sem história de
dispneia, palpitação ou síncope. Realizou cateterismo cardíaco no
sétimo dia de internação, que revelou DAC obstrutiva no terço
proximal de ACDA, associada a leve disfunção global de VE e
hipocinesia ântero-apical, época em que fez implante de 2 stents
farmacológicos na DA. Recebeu alta no dia seguinte assintomático,
em uso de AAS, clopidogrel e demais medicações que não lembra.
Após a alta hospitalar retornou às suas atividades habituais,
incluindo atividade física como jogar futebol. Posteriormente
suspendeu, por conta própria, o clopidogrel. Quatro meses após
cessação do uso do clopidogrel, apresentou dor torácica difusa, em
repouso, de forte intensidade, com sensação de peso, com irradiação
para MSE, com duração de 1 hora, associado à sudorese fria e
lipotimia, procurando atendimento médico.

Uma semana após a alta, surgiu astenia, anorexia e cansaço que evoluiu aos pequenos esforços, além de ortopneia e dispneia paroxística noturna. Cinco meses antes da internação, surgiu desconforto em hipocôndrio direito e edema progressivo de MMII. Ecocardiograma realizado demonstrou aneurisma ântero- látero-apical e ínfero-apical associado à grave disfunção de VE.

O procedimento a ser adotado com esse paciente é:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94959 Medicina
Analise o caso abaixo e responda as questões de 28 a 30.

A C F G, 58 anos, masculino, branco, casado, policial aposentado,
natural do RJ, reside em Belford Roxo, 2º grau incompleto. Paciente
com história de hipertensão e diabetes há 10 anos, em tratamento
irregular. Há cerca de 3 anos apresentou episódio de forte dor torácica
difusa, em repouso, associada a opressão precordial, referida para
o dorso e MSE. Nega dispneia e lipotimia. Procurou atendimento
médico que evidenciou IAM anterior com supra de ST. Na época
não fez uso de terapia de reperfusão. Evoluiu sem história de
dispneia, palpitação ou síncope. Realizou cateterismo cardíaco no
sétimo dia de internação, que revelou DAC obstrutiva no terço
proximal de ACDA, associada a leve disfunção global de VE e
hipocinesia ântero-apical, época em que fez implante de 2 stents
farmacológicos na DA. Recebeu alta no dia seguinte assintomático,
em uso de AAS, clopidogrel e demais medicações que não lembra.
Após a alta hospitalar retornou às suas atividades habituais,
incluindo atividade física como jogar futebol. Posteriormente
suspendeu, por conta própria, o clopidogrel. Quatro meses após
cessação do uso do clopidogrel, apresentou dor torácica difusa, em
repouso, de forte intensidade, com sensação de peso, com irradiação
para MSE, com duração de 1 hora, associado à sudorese fria e
lipotimia, procurando atendimento médico.

A conduta do médico será:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: NCE-UFRJ Órgão: UFRJ Prova: NCE-UFRJ - 2009 - UFRJ - Médico cardiologista |
Q94958 Medicina
Paciente jovem, de 36 anos, portador de prolapso da válvula mitral, está internado para o tratamento de endocardite bacteriana, uma semana após tratamento endodôntico. Quando o médico o examina, no segundo dia de antibióticos instituídos pelos médicos que o precederam no plantão, observa-se sopro sistólico de regurgitação 4+/4+, presença de estertores crepitantes não descritos anteriormente e PA de 90/60 mmHg (Braço esquerdo–deitado) . Ecocardiograma solicitado demonstra vegetação de cerca de10mm e insuficiência mitral importante com função ventricular esquerda ainda preservada. A conduta a ser adotada é:
Alternativas
Respostas
7901: C
7902: A
7903: C
7904: C
7905: C
7906: B
7907: A
7908: D
7909: E
7910: C
7911: B
7912: A
7913: B
7914: A
7915: D
7916: C
7917: B
7918: E
7919: A
7920: C