Questões de Concurso
Comentadas para enfermeira - psf
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A notícia aborda uma doença causada por um vírus de mesmo nome, e seu principal sintoma é a febre hemorrágica, que causa sangramentos em órgãos internos. O vírus é nativo da África, onde surtos esporádicos ocorrem ao longo de décadas. Trata-se de:
Sobre a conservação adequada de imunobiológicos, desde a produção até a sua administração, assinale a alternativa CORRETA.
A técnica de amamentação está inadequada quando:
Os pais e cuidadores devem ser alertados quanto ao risco de morte súbita de crianças no primeiro ano de vida, sobretudo nos primeiros 6 meses.
Eles devem receber a orientação de que a melhor maneira de prevenir casos assim é colocando a criança para dormir:
Assinale a alternativa que contém os sinais ou sintomas corretos presuntivos de gravidez.
No trabalho em saúde mental, para realizar a abordagem familiar, o enfermeiro precisa aliar conhecimentos científicos e tecnológicos às habilidades de observação, comunicação, empatia e intervenção, o que requer aperfeiçoamento de suas competências profissionais.
Dessa forma, ele deve considerar como dicas práticas para o trabalho com família, EXCETO:
A doença pulmonar obstrutiva crônica refere-se a um grupo de distúrbios que causam a obstrução das vias aéreas, incluindo a bronquite crônica, o enfisema e a asma.
Sobre à sistematização da assistência de enfermagem para o portador de DPOC, assinale a alternativa INCORRETA.
De acordo com o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, trata-se de um direito do enfermeiro:
Considerando as condutas indicadas em reanimação cardiopulmonar, pode-se afirmar, EXCETO:
Analise o caso a seguir.
Um usuário do sexo masculino, 60 anos de idade, obeso, diabético e hipertenso deu entrada na unidade de saúde com relato de dor torácica, náuseas, sudorese, palpitações, recebendo, após exames clínico-laboratoriais e eletrocardiograma, parecer médico de infarto agudo do miocárdio.
Nesse caso, a prescrição de enfermagem é:
O processo cicatricial é dinâmico e sistêmico e está diretamente relacionado às condições gerais do doente e da resposta do organismo.
Considerando a sequência cronológica desse processo, é correto afirmar que a(o):
A úlcera venosa de estase é uma lesão de pele, ocorrendo geralmente em torno do tornozelo ou da parte inferior da perna, causada pela hipertensão venosa prolongada.
Em relação à sistematização da assistência de enfermagem nesse caso, enumere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I.
COLUNA I
1. Diagnóstico de enfermagem
2. Prescrição de enfermagem
3. Resultado esperado
COLUNA II
( ) Risco para distúrbio na autoimagem.
( ) Monitorar a circulação venosa verificando a cor, a temperatura e o tamanho da perna.
( ) Dor crônica relacionada às úlceras e ao tratamento de desbridamento.
( ) Melhora da autoestima.
( ) Ensinar o cliente a realizar trocas de curativo.
Assinale a sequência CORRETA.
Considerando as fases do processo de enfermagem, assinale a alterantiva CORRETA.
De acordo com a publicação Atualização das Diretrizes para RCP e ACE, da American Heart Association (AHA), 2015, são procedimentos indicados em atendimento de emergência cardiovascular, EXCETO:
A prescrição médica solicita a administração de furosemida por via endovenosa.
Sobre a furosemida, é correto afirmar:
A Resolução COFEN Nº 311/2007 aprova a reformulação do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
De acordo com a resolução, são princípios fundamentais, EXCETO:
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder às questões de 1 a 10.
TEXTO I
O estupro
Estupradores despertam em mim ímpetos de violência, a custo contidos.
Tive o desprazer de entrar em contato com muitos deles nos presídios. No antigo Carandiru, cumpriam pena isolados nas celas do último andar do Pavilhão Cinco, única maneira de mantê-los a salvo do furor assassino da massa carcerária.
Ao menor descuido da segurança interna, entretanto, eram trucidados com requintes de crueldade. As imagens dos corpos mutilados trazidos à enfermaria para o atestado de óbito até hoje me perseguem.
Para livrá-los da sanha dos companheiros de prisão, a Secretaria da Administração Penitenciária foi obrigada a confiná-los num único presídio, no interior do estado. Nas áreas das cidades em que a justiça caiu nas mãos dos tribunais do crime organizado, o estuprador em liberdade não goza da mesma benevolência.
Assinada pela jornalista Claudia Collucci, com a análise de Fernanda Mena, a Folha publicou uma matéria sobre o aumento do número de estupros coletivos no país.
Os números são assustadores: dos 22.804 casos de estupros que chegaram aos hospitais no ano passado, 3.526 foram coletivos, a forma mais vil de violência de gênero que uma mente perversa pode conceber. Segundo o Ipea, 64% das vítimas eram crianças e adolescentes.
O estupro coletivo é a expressão mais odiosa do desprezo pela condição feminina. É um modo de demonstrar o poder do macho brutal que exibe sua bestialidade, ao subjugar pela violência. Não é por outra razão que esses crimes são filmados e jogados na internet.
Oficialmente, no Brasil, ocorrem 50 mil registros de estupros por ano, dado que o Ipea estima corresponder a apenas 10% do número real, já que pelo menos 450 mil meninas e mulheres violentadas não dão queixa à polícia, por razões que todos conhecemos.
Em 11 anos atendendo na Penitenciária Feminina da Capital, perdi a conta das histórias que ouvi de mulheres estupradas. Difícil eleger a mais revoltante.
Se você, leitora, imagina que as vítimas são atacadas na calada da noite em becos escuros e ruas desertas, está equivocada. Há estimativas de que até 80% desses crimes sejam cometidos no recesso do lar. Os autores não são psicopatas que fugiram do hospício, mas homens comuns, vizinhos ou amigos que abusam da confiança da família, padrastos, tios, avós e até o próprio pai.
A vítima típica é a criança indefesa, insegura emocionalmente, que chega a ser ameaçada de morte caso denuncie o algoz. O predador tira partido da ingenuidade infantil, das falsas demonstrações de carinho que confundem a menina carente, do medo, da impunidade e do acobertamento silencioso das pessoas ao redor. Embora esse tipo de crime aconteça em todas as classes sociais, é na periferia das cidades que adquire caráter epidêmico, sem que a sociedade se digne a reconhecer-lhe existência.
A fama do convívio liberal do homem brasileiro com as mulheres é indevida. A liberdade de andarem com biquínis mínimos nas praias ou seminuas nos desfiles de Carnaval fortalece esse mito. A realidade é outra, no entanto: somos um povo machista que trata as mulheres como seres inferiores. Consideramos que o homem tem o direito de dominá-las, ditar-lhes obrigações, comportamentos e regras sociais e puni-las, quando ousarem decidir por conta própria.
Há demonstração mais contundente da cultura do estupro em nosso país do que os números divulgados pelo Ipea: 24% dos homens acham que “merecem ser atacadas as mulheres que mostram o corpo”. Ou, na pesquisa do Datafolha: 42% dos homens consideram que “mulheres que se dão ao respeito não são atacadas”.
Não se trata de simples insensibilidade diante do sofrimento alheio, mas um deboche descarado desses boçais para ridicularizar as tragédias vividas por milhares de crianças, adolescentes e mulheres adultas violentadas todos os dias, pelos quatro cantos do país.
O impacto do estupro sofrido em casa ou fora dela tem consequências físicas e psicológicas terríveis e duradouras. O estuprador pratica um crime hediondo que não merece condescendência e exige punição exemplar. Uma sociedade que cala diante de tamanha violência é negligente e covarde.
VARELLA, Drauzio. O estupro. Drauzio Varella. 4 set. 2017.
Disponível em: <https://goo.gl/QmDE86>.
Acesso em: 12 set. 2017 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“Se você, leitora, imagina que as vítimas são atacadas na calada da noite em becos escuros e ruas desertas, está equivocada.”
A palavra destacada é um: