Questões de Concurso Comentadas para médico geriatra

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Q2722832 Direito Administrativo

A Lei n.º 8.112/1990, que materializa o estatuto dos servidores públicos federais, contém as regras do regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. No tocante ao regime disciplinar, essa lei estatui que a ação disciplinar administrativa prescreverá em

Alternativas
Q2722831 Português

Texto II, para responder às questões 5 e 6.


1 Antigamente, o sonho de se formar em medicina

agregava mais que a vocação de curar: invariavelmente

representava o início de uma carreira sólida, financeiramente

4 próspera e de grande estabilidade.

O tempo passou, e a realidade, agora, surpreende os

médicos contemporâneos com novas exigências que

7 extrapolam o âmbito da saúde. Quem quiser a sonhada

prosperidade precisa entender o mercado, conhecer seu

público-alvo e adotar medidas para obter e fidelizar

10 pacientes. Em resumo, praticar marketing médico.

A manutenção do profissional, de seu consultório ou

clínica é, sim, um negócio. E precisa ser encarada como tal,

13 sem preconceitos ou medos. A palavra negócio não é

sinônimo direto de exploração mercantil, tampouco exclui os

conceitos de ética, dedicação e humanismo. Ao contrário:

16 médicos que entenderam o que é, de fato, o marketing

aplicado à atividade que desenvolvem passaram a dar a seus

pacientes um atendimento melhor.

19 Ampliar o relacionamento com os pacientes, melhorar

a comunicação, oferecer mais e melhores. serviços, adotar

práticas de gestão que agilizem e facilitem'o atendimento são

22 algumas das ações que compreendem o famoso “marketing

médico". Quando isso é feito de forma criteriosa e ética, os

resultados são sempre positivos.

25 Na prática, toda vez que o médico se coloca no lugar

do paciente e dispensa a ele o tratamento que gostaria de

receber, já está trabalhando bem.o seu marketing. Se está

28 disposto a esclarecer diagnósticos e tratamentos, sem usar a

complexa terminologia a que está acostumado; se assume

uma postura de quem está servindo o paciente com seu

31 conhecimento, e não com a arrogância de quem detém o

poder da cura... bem, está aqui alguém que sabe aplicar a

base do marketing médico.

34 As demais medidas surgem como consequência de

quem realmente está disposto a prestar um atendimento

eficaz e marcante. E, aí, vale aplicar ferramentas já

37 consagradas, estudar um pouquinho de marketing e

administração e buscar suporte especializado. Além disso,

usar a criatividade: telefonemas para o paciente atendido nos

40 plantões, buscando informações acerca de possíveis

melhoras da sua saúde durante o tratamento, tirando dúvidas

relativas às medicações indicadas; envio de cartões de

43 aniversário, entre outras. Atitudes simples assim fazem que o

paciente se sinta prestigiado e estabelecem um novo nível no

relacionamento com o médico.

46 Quando o paciente e o médico se comunicam bem, há

mais clareza, mais confiança, melhores resultados no

tratamento e, consequentemente, maior fidelidade e novas

49 indicações.

Afinal, o paciente tem inúmeras opções de

profissionais proporcionadas pelo plano de saúde. Em um

52 primeiro momento, irá buscar aquele que, de alguma forma,

for mais conveniente a ele, seja pela proximidade geográfica

seja por indicação recebida. Mas, se não gostar do

55 atendimento que receber, voltará, sem pestanejar, ao

catálogo até encontrar o médico que, de fato, cativar sua

fidelidade.



Internet: <www.acertomedico.com>. Acesso em 31/3/2011.

Assinale a alternativa que apresenta declaração correta, segundo a norma-padrão, acerca de passagens do texto II.

Alternativas
Q2722830 Português

Texto II, para responder às questões 5 e 6.


1 Antigamente, o sonho de se formar em medicina

agregava mais que a vocação de curar: invariavelmente

representava o início de uma carreira sólida, financeiramente

4 próspera e de grande estabilidade.

O tempo passou, e a realidade, agora, surpreende os

médicos contemporâneos com novas exigências que

7 extrapolam o âmbito da saúde. Quem quiser a sonhada

prosperidade precisa entender o mercado, conhecer seu

público-alvo e adotar medidas para obter e fidelizar

10 pacientes. Em resumo, praticar marketing médico.

A manutenção do profissional, de seu consultório ou

clínica é, sim, um negócio. E precisa ser encarada como tal,

13 sem preconceitos ou medos. A palavra negócio não é

sinônimo direto de exploração mercantil, tampouco exclui os

conceitos de ética, dedicação e humanismo. Ao contrário:

16 médicos que entenderam o que é, de fato, o marketing

aplicado à atividade que desenvolvem passaram a dar a seus

pacientes um atendimento melhor.

19 Ampliar o relacionamento com os pacientes, melhorar

a comunicação, oferecer mais e melhores. serviços, adotar

práticas de gestão que agilizem e facilitem'o atendimento são

22 algumas das ações que compreendem o famoso “marketing

médico". Quando isso é feito de forma criteriosa e ética, os

resultados são sempre positivos.

25 Na prática, toda vez que o médico se coloca no lugar

do paciente e dispensa a ele o tratamento que gostaria de

receber, já está trabalhando bem.o seu marketing. Se está

28 disposto a esclarecer diagnósticos e tratamentos, sem usar a

complexa terminologia a que está acostumado; se assume

uma postura de quem está servindo o paciente com seu

31 conhecimento, e não com a arrogância de quem detém o

poder da cura... bem, está aqui alguém que sabe aplicar a

base do marketing médico.

34 As demais medidas surgem como consequência de

quem realmente está disposto a prestar um atendimento

eficaz e marcante. E, aí, vale aplicar ferramentas já

37 consagradas, estudar um pouquinho de marketing e

administração e buscar suporte especializado. Além disso,

usar a criatividade: telefonemas para o paciente atendido nos

40 plantões, buscando informações acerca de possíveis

melhoras da sua saúde durante o tratamento, tirando dúvidas

relativas às medicações indicadas; envio de cartões de

43 aniversário, entre outras. Atitudes simples assim fazem que o

paciente se sinta prestigiado e estabelecem um novo nível no

relacionamento com o médico.

46 Quando o paciente e o médico se comunicam bem, há

mais clareza, mais confiança, melhores resultados no

tratamento e, consequentemente, maior fidelidade e novas

49 indicações.

Afinal, o paciente tem inúmeras opções de

profissionais proporcionadas pelo plano de saúde. Em um

52 primeiro momento, irá buscar aquele que, de alguma forma,

for mais conveniente a ele, seja pela proximidade geográfica

seja por indicação recebida. Mas, se não gostar do

55 atendimento que receber, voltará, sem pestanejar, ao

catálogo até encontrar o médico que, de fato, cativar sua

fidelidade.



Internet: <www.acertomedico.com>. Acesso em 31/3/2011.

De acordo com o texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2722829 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


O sabão que aqui lava não lava como lá


1 A tendência de adaptar produtos para atender às

particularidades de um país começou nos anos 1950 com a

indústria automobilística e tornou-se crucial depois da

4 globalização. Hoje, multinacionais do setor de bens de

consumo lideram os investimentos nessa direção. A medida

é estratégica quando se trata de conquistar mercado em

7 países emergentes, onde a classe média ainda alarga suas

fronteiras. No Brasil, nada menos do que 20 milhões de

pessoas foram alçadas à classe C nos últimos três anos,

10 dando novo contorno à sociedade de consumo. Isso é o que

compensa os altos gastos com aquilo que o jargão do

marketing chama de segmentação. O processo pode ser

13 simples, como a adição de açúcar à receita de um biscoito,

ou implicar a completa transformação de um produto. Tudo

para contemplar hábitos ou até condições climáticas que

16 variam de um país para outro. No Brasil, a tarefa é tanto mais

difícil quanto mais necessária. Por sua dimensão continental,

muda quase tudo de uma região para outra.

19 O segmento de bens de consumo abarca alimentos,

bebidas e produtos de higiene e limpeza — basicamente tudo

o que se encontra em um supermercado. Ele é composto,

22 grosso modo, de quinze grandes empresas no mundo.

Apenas duas dessas companhias globais, a Procter &

Gamble e a Unilever, produzem mercadorias tão variadas

25 como sorvete, xampu, detergente, ração para cachorro e

pilha. Ambas estão esparramadas por mais de uma centena

de países e, juntas, faturam algo como 140 bilhões de

28 dólares por ano — quase o mesmo que todo o setor de

eletrônicos.

A Nestlé criou em 2005, um leite em pó

31 exclusivamente para o Nordeste, ao qual adicionou vitaminas

que são deficientes na alimentação local, e ainda o embalou

em saco plástico, para baixar o preço. Com tais ajustes, já

34 vende nessa única região brasileira quantidade de leite em

pó equivalente à que consome a população inteira de um

país como o México.

37 No Brasil, não há algo como um Perfil único do

consumidor brasileiro. Além das disparidades de renda, é

preciso levar em conta os hábitos regionais e a diversidade

40 do clima — coisas que não se acham, por exemplo, em

países menores e culturalmente mais homogêneos. Para

uma empresa como.a L'Oréal, a maior do mundo no setor de

43 produtos de beleza, isso Significa produzir uma variedade

quatro vezes maior de xampus e condicionadores do que em

outros países. Só para cabelos cacheados, há cinco

46 variações. A velha expressão "ao gosto do freguês" nunca

fez tanto sentido no mundo dos negócios.

O exemplo do sabão para lavar roupas ajuda a

49 entender por que uma empresa global como a Unilever

precisa adaptar um mesmo produto para vendê-lo em

diversos países. No Brasil, Omo: em nenhum outro lugar a

52 espuma é tão abundante — um sinal para os brasileiros de

que a roupa será bem lavada. A cor azul, outra

particularidade local, é associada à limpeza, uma vez que,

55 por muito tempo, se usou no país o anil para alvejar as

roupas. Na Argentina, Ala: a ausência de espuma é uma

adaptação ao tipo de máquina de lavar mais comum no país.

58 Como o aparelho tem uma abertura na frente — e não em

cima, como os modelos brasileiros —, a espuma poderia

transbordar e estragar o aparelho. Na China, Omo: produz

61 pouquíssima espuma. A ideia é facilitar o enxágue, uma

verdadeira obsessão para os chineses, que temem que os

resíduos do sabão na roupa causem alergia. Na Inglaterra,

64 Persil: a versão líquida domina o mercado inglês e o de

outros países europeus. Considerada mais simples de usar e

sem deixar pó no chão, adéqua-se bem à realidade de

67 pessoas que costumam lavar a própria roupa. Em El

Salvador, Xtra: quase ninguém tem máquina de lavar, daí o

sabão ser em barra e redondo — feito para deslizar num tipo

70 de tanque horizontal e sem ondulações, o mais comum no

país. Dado o apreço por perfumes na América Central, a

concentração deles no sabão é a mais alta do mundo.



Renata Betti. In: Veja, 24/6/2009, p. 134-8 (com adaptações).

O termo ao qual se refere o “que” ou o “onde”, no texto I, está corretamente determinado em

Alternativas
Q2722828 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


O sabão que aqui lava não lava como lá


1 A tendência de adaptar produtos para atender às

particularidades de um país começou nos anos 1950 com a

indústria automobilística e tornou-se crucial depois da

4 globalização. Hoje, multinacionais do setor de bens de

consumo lideram os investimentos nessa direção. A medida

é estratégica quando se trata de conquistar mercado em

7 países emergentes, onde a classe média ainda alarga suas

fronteiras. No Brasil, nada menos do que 20 milhões de

pessoas foram alçadas à classe C nos últimos três anos,

10 dando novo contorno à sociedade de consumo. Isso é o que

compensa os altos gastos com aquilo que o jargão do

marketing chama de segmentação. O processo pode ser

13 simples, como a adição de açúcar à receita de um biscoito,

ou implicar a completa transformação de um produto. Tudo

para contemplar hábitos ou até condições climáticas que

16 variam de um país para outro. No Brasil, a tarefa é tanto mais

difícil quanto mais necessária. Por sua dimensão continental,

muda quase tudo de uma região para outra.

19 O segmento de bens de consumo abarca alimentos,

bebidas e produtos de higiene e limpeza — basicamente tudo

o que se encontra em um supermercado. Ele é composto,

22 grosso modo, de quinze grandes empresas no mundo.

Apenas duas dessas companhias globais, a Procter &

Gamble e a Unilever, produzem mercadorias tão variadas

25 como sorvete, xampu, detergente, ração para cachorro e

pilha. Ambas estão esparramadas por mais de uma centena

de países e, juntas, faturam algo como 140 bilhões de

28 dólares por ano — quase o mesmo que todo o setor de

eletrônicos.

A Nestlé criou em 2005, um leite em pó

31 exclusivamente para o Nordeste, ao qual adicionou vitaminas

que são deficientes na alimentação local, e ainda o embalou

em saco plástico, para baixar o preço. Com tais ajustes, já

34 vende nessa única região brasileira quantidade de leite em

pó equivalente à que consome a população inteira de um

país como o México.

37 No Brasil, não há algo como um Perfil único do

consumidor brasileiro. Além das disparidades de renda, é

preciso levar em conta os hábitos regionais e a diversidade

40 do clima — coisas que não se acham, por exemplo, em

países menores e culturalmente mais homogêneos. Para

uma empresa como.a L'Oréal, a maior do mundo no setor de

43 produtos de beleza, isso Significa produzir uma variedade

quatro vezes maior de xampus e condicionadores do que em

outros países. Só para cabelos cacheados, há cinco

46 variações. A velha expressão "ao gosto do freguês" nunca

fez tanto sentido no mundo dos negócios.

O exemplo do sabão para lavar roupas ajuda a

49 entender por que uma empresa global como a Unilever

precisa adaptar um mesmo produto para vendê-lo em

diversos países. No Brasil, Omo: em nenhum outro lugar a

52 espuma é tão abundante — um sinal para os brasileiros de

que a roupa será bem lavada. A cor azul, outra

particularidade local, é associada à limpeza, uma vez que,

55 por muito tempo, se usou no país o anil para alvejar as

roupas. Na Argentina, Ala: a ausência de espuma é uma

adaptação ao tipo de máquina de lavar mais comum no país.

58 Como o aparelho tem uma abertura na frente — e não em

cima, como os modelos brasileiros —, a espuma poderia

transbordar e estragar o aparelho. Na China, Omo: produz

61 pouquíssima espuma. A ideia é facilitar o enxágue, uma

verdadeira obsessão para os chineses, que temem que os

resíduos do sabão na roupa causem alergia. Na Inglaterra,

64 Persil: a versão líquida domina o mercado inglês e o de

outros países europeus. Considerada mais simples de usar e

sem deixar pó no chão, adéqua-se bem à realidade de

67 pessoas que costumam lavar a própria roupa. Em El

Salvador, Xtra: quase ninguém tem máquina de lavar, daí o

sabão ser em barra e redondo — feito para deslizar num tipo

70 de tanque horizontal e sem ondulações, o mais comum no

país. Dado o apreço por perfumes na América Central, a

concentração deles no sabão é a mais alta do mundo.



Renata Betti. In: Veja, 24/6/2009, p. 134-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a alteração feita mantém a correção gramatical de passagens do texto I, segundo a linguagem formal.

Alternativas
Q2722827 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


O sabão que aqui lava não lava como lá


1 A tendência de adaptar produtos para atender às

particularidades de um país começou nos anos 1950 com a

indústria automobilística e tornou-se crucial depois da

4 globalização. Hoje, multinacionais do setor de bens de

consumo lideram os investimentos nessa direção. A medida

é estratégica quando se trata de conquistar mercado em

7 países emergentes, onde a classe média ainda alarga suas

fronteiras. No Brasil, nada menos do que 20 milhões de

pessoas foram alçadas à classe C nos últimos três anos,

10 dando novo contorno à sociedade de consumo. Isso é o que

compensa os altos gastos com aquilo que o jargão do

marketing chama de segmentação. O processo pode ser

13 simples, como a adição de açúcar à receita de um biscoito,

ou implicar a completa transformação de um produto. Tudo

para contemplar hábitos ou até condições climáticas que

16 variam de um país para outro. No Brasil, a tarefa é tanto mais

difícil quanto mais necessária. Por sua dimensão continental,

muda quase tudo de uma região para outra.

19 O segmento de bens de consumo abarca alimentos,

bebidas e produtos de higiene e limpeza — basicamente tudo

o que se encontra em um supermercado. Ele é composto,

22 grosso modo, de quinze grandes empresas no mundo.

Apenas duas dessas companhias globais, a Procter &

Gamble e a Unilever, produzem mercadorias tão variadas

25 como sorvete, xampu, detergente, ração para cachorro e

pilha. Ambas estão esparramadas por mais de uma centena

de países e, juntas, faturam algo como 140 bilhões de

28 dólares por ano — quase o mesmo que todo o setor de

eletrônicos.

A Nestlé criou em 2005, um leite em pó

31 exclusivamente para o Nordeste, ao qual adicionou vitaminas

que são deficientes na alimentação local, e ainda o embalou

em saco plástico, para baixar o preço. Com tais ajustes, já

34 vende nessa única região brasileira quantidade de leite em

pó equivalente à que consome a população inteira de um

país como o México.

37 No Brasil, não há algo como um Perfil único do

consumidor brasileiro. Além das disparidades de renda, é

preciso levar em conta os hábitos regionais e a diversidade

40 do clima — coisas que não se acham, por exemplo, em

países menores e culturalmente mais homogêneos. Para

uma empresa como.a L'Oréal, a maior do mundo no setor de

43 produtos de beleza, isso Significa produzir uma variedade

quatro vezes maior de xampus e condicionadores do que em

outros países. Só para cabelos cacheados, há cinco

46 variações. A velha expressão "ao gosto do freguês" nunca

fez tanto sentido no mundo dos negócios.

O exemplo do sabão para lavar roupas ajuda a

49 entender por que uma empresa global como a Unilever

precisa adaptar um mesmo produto para vendê-lo em

diversos países. No Brasil, Omo: em nenhum outro lugar a

52 espuma é tão abundante — um sinal para os brasileiros de

que a roupa será bem lavada. A cor azul, outra

particularidade local, é associada à limpeza, uma vez que,

55 por muito tempo, se usou no país o anil para alvejar as

roupas. Na Argentina, Ala: a ausência de espuma é uma

adaptação ao tipo de máquina de lavar mais comum no país.

58 Como o aparelho tem uma abertura na frente — e não em

cima, como os modelos brasileiros —, a espuma poderia

transbordar e estragar o aparelho. Na China, Omo: produz

61 pouquíssima espuma. A ideia é facilitar o enxágue, uma

verdadeira obsessão para os chineses, que temem que os

resíduos do sabão na roupa causem alergia. Na Inglaterra,

64 Persil: a versão líquida domina o mercado inglês e o de

outros países europeus. Considerada mais simples de usar e

sem deixar pó no chão, adéqua-se bem à realidade de

67 pessoas que costumam lavar a própria roupa. Em El

Salvador, Xtra: quase ninguém tem máquina de lavar, daí o

sabão ser em barra e redondo — feito para deslizar num tipo

70 de tanque horizontal e sem ondulações, o mais comum no

país. Dado o apreço por perfumes na América Central, a

concentração deles no sabão é a mais alta do mundo.



Renata Betti. In: Veja, 24/6/2009, p. 134-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa correta com relação ao texto I.

Alternativas
Q2722820 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


O sabão que aqui lava não lava como lá


1 A tendência de adaptar produtos para atender às

particularidades de um país começou nos anos 1950 com a

indústria automobilística e tornou-se crucial depois da

4 globalização. Hoje, multinacionais do setor de bens de

consumo lideram os investimentos nessa direção. A medida

é estratégica quando se trata de conquistar mercado em

7 países emergentes, onde a classe média ainda alarga suas

fronteiras. No Brasil, nada menos do que 20 milhões de

pessoas foram alçadas à classe C nos últimos três anos,

10 dando novo contorno à sociedade de consumo. Isso é o que

compensa os altos gastos com aquilo que o jargão do

marketing chama de segmentação. O processo pode ser

13 simples, como a adição de açúcar à receita de um biscoito,

ou implicar a completa transformação de um produto. Tudo

para contemplar hábitos ou até condições climáticas que

16 variam de um país para outro. No Brasil, a tarefa é tanto mais

difícil quanto mais necessária. Por sua dimensão continental,

muda quase tudo de uma região para outra.

19 O segmento de bens de consumo abarca alimentos,

bebidas e produtos de higiene e limpeza — basicamente tudo

o que se encontra em um supermercado. Ele é composto,

22 grosso modo, de quinze grandes empresas no mundo.

Apenas duas dessas companhias globais, a Procter &

Gamble e a Unilever, produzem mercadorias tão variadas

25 como sorvete, xampu, detergente, ração para cachorro e

pilha. Ambas estão esparramadas por mais de uma centena

de países e, juntas, faturam algo como 140 bilhões de

28 dólares por ano — quase o mesmo que todo o setor de

eletrônicos.

A Nestlé criou em 2005, um leite em pó

31 exclusivamente para o Nordeste, ao qual adicionou vitaminas

que são deficientes na alimentação local, e ainda o embalou

em saco plástico, para baixar o preço. Com tais ajustes, já

34 vende nessa única região brasileira quantidade de leite em

pó equivalente à que consome a população inteira de um

país como o México.

37 No Brasil, não há algo como um Perfil único do

consumidor brasileiro. Além das disparidades de renda, é

preciso levar em conta os hábitos regionais e a diversidade

40 do clima — coisas que não se acham, por exemplo, em

países menores e culturalmente mais homogêneos. Para

uma empresa como.a L'Oréal, a maior do mundo no setor de

43 produtos de beleza, isso Significa produzir uma variedade

quatro vezes maior de xampus e condicionadores do que em

outros países. Só para cabelos cacheados, há cinco

46 variações. A velha expressão "ao gosto do freguês" nunca

fez tanto sentido no mundo dos negócios.

O exemplo do sabão para lavar roupas ajuda a

49 entender por que uma empresa global como a Unilever

precisa adaptar um mesmo produto para vendê-lo em

diversos países. No Brasil, Omo: em nenhum outro lugar a

52 espuma é tão abundante — um sinal para os brasileiros de

que a roupa será bem lavada. A cor azul, outra

particularidade local, é associada à limpeza, uma vez que,

55 por muito tempo, se usou no país o anil para alvejar as

roupas. Na Argentina, Ala: a ausência de espuma é uma

adaptação ao tipo de máquina de lavar mais comum no país.

58 Como o aparelho tem uma abertura na frente — e não em

cima, como os modelos brasileiros —, a espuma poderia

transbordar e estragar o aparelho. Na China, Omo: produz

61 pouquíssima espuma. A ideia é facilitar o enxágue, uma

verdadeira obsessão para os chineses, que temem que os

resíduos do sabão na roupa causem alergia. Na Inglaterra,

64 Persil: a versão líquida domina o mercado inglês e o de

outros países europeus. Considerada mais simples de usar e

sem deixar pó no chão, adéqua-se bem à realidade de

67 pessoas que costumam lavar a própria roupa. Em El

Salvador, Xtra: quase ninguém tem máquina de lavar, daí o

sabão ser em barra e redondo — feito para deslizar num tipo

70 de tanque horizontal e sem ondulações, o mais comum no

país. Dado o apreço por perfumes na América Central, a

concentração deles no sabão é a mais alta do mundo.



Renata Betti. In: Veja, 24/6/2009, p. 134-8 (com adaptações).

Assinale a alternativa que interpreta corretamente informações do texto I.

Alternativas
Ano: 2011 Banca: Serctam Órgão: Prefeitura de Horizonte - CE
Q1239008 Português
Que opção abaixo apresenta TODAS as palavras acentuadas seguindo a mesma regra que o termo “tragédia”?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de São José - SC
Q1235560 Português
Texto
    Nos últimos anos os pesquisadores vêm dedicando atenção redobrada a uma fonte riquíssima de informações no universo dos ultravelhos: as mulheres centenárias. Afinal de contas, viver durante um período maior – e bem – é um fenômeno predominantemente feminino. Entender os motivos disso pode resultar em remédios e procedimentos que levem também os homens a aumentar sua expectativa de vida.     Para compreender por que, sob a ótica da biologia, as mulheres são mais longevas, é preciso voltar à pré-história, pelo menos 10 000 anos atrás. No período neolítico, os homens mais aptos à sobrevivência eram aqueles com maior habilidade para cultivar e guerrear, de modo a garantir alimento e proteger a si e aos seus dos perigos impostos pela natureza e pelos inimigos. Já para as mulheres, às quais era reservado o papel de cuidar da prole, as mais habilitadas a passar adiante seus genes foram aquelas capazes de resistir a adversidades de outra natureza – como as infecções. Sobreviveram as mulheres com um sistema imunológico mais eficiente. Hoje, como pouquíssimo esforço físico é exigido para que sobrevivamos, é mais vantajoso ter um sistema imunológico eficaz do que músculos desenvolvidos.     Outro fator da longevidade feminina é o hormônio estrógeno. Ele desempenha um papel protetor fundamental para a saúde da mulher. Diminui o colesterol ruim (o LDL), aumenta o colesterol bom (HDL), retardando, assim, os riscos de desenvolvimento de arteriosclerose e doenças do coração. Como, depois da menopausa, as mulheres perdem essa proteção, a partir dos 60 anos, a ocorrência de mortes por doenças cardiovasculares praticamente se iguala em ambos os sexos. O que mais conta, a partir daí, é o estilo de vida. Mais um aspecto em que elas levam vantagem, por serem mais cuidadosas com a própria saúde.     Do ponto de vista da genética, o homem é definido por um cromossomo X e outro Y. A mulher, por um par de cromossomos X. Há pelo menos 1000 doenças relacionadas ao cromossomo X, enquanto moléstias associadas ao Y são pouquíssimas. Como os homens têm apenas um cromossomo X, qualquer alteração nele desencadeia distúrbios. Um deles é a hemofilia. As mulheres não são acometidas pelo problema, a não ser em casos tão raros que nem entram nas estatísticas.     A influência da genética feminina na longevidade é enorme. Pesquisadores da Universidade de Tóquio descreveram o impacto dos genes de origem materna para uma vida longeva. Em laboratório, os especialistas criaram ratas com o material genético de “duas mães”. Elas viveram 186 dias mais do que as ratas normais, geradas a partir do código genético de um pai e uma mãe. O peso das ratas com duas mães foi menor do que o das ratas do grupo de controle, uma característica comum a animais que vivem mais.     Enquanto a ciência não consegue estender aos homens as vantagens biológicas femininas capazes de prolongar-lhes o tempo de vida, é bom que eles pensem em adotar um comportamento mais próximo do feminino quanto aos cuidados com a saúde. Alimentar-se de forma equilibrada, não fumar e beber com moderação aumenta a expectativa de vida em onze anos.
MAGALHÃES, Naiara. Veja. São Paulo: Abril, p. 150-156, ed. 2190, ano 43, n. 45, 10 nov. 2010. [texto adaptado]
Considere os seis parágrafos do texto. Numere os itens abaixo de I a VI de acordo com o que diz cada um dos seis parágrafos do texto. 
(  ) A importância dos genes femininos na longevidade, descrita cientificamente. (  ) Por que as mulheres são menos afetadas que os homens por doenças cardiovasculares. (  ) A História explica por que, do ponto de vista biológico, as mulheres vivem mais que os homens. (  ) Mulheres com mais de cem anos são objeto de estudos recentes. (  ) Cuidados com a saúde aumentam a expectativa de vida para ambos os sexos. (  ) Aspectos da diferente composição genética do homem e da mulher explicam, também, a longevidade feminina.  
 Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo. 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: Serctam Órgão: Prefeitura de Horizonte - CE
Q1229308 História e Geografia de Estados e Municípios
Ao longo da antiga BR-116, que atravessa o centro da cidade de Horizonte, também conhecida como Avenida Presidente Castelo Branco, estão situados importantes prédios históricos, órgãos e agências prestadoras de serviços públicos da cidade. Marque a alternativa em que todos os locais citados estão localizados às margens da BR-116 no centro de Horizonte.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: Serctam Órgão: Prefeitura de Horizonte - CE
Q1225572 Português
Em que alternativa há algum ERRO de concordância?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: Serctam Órgão: Prefeitura de Horizonte - CE
Q1225509 Português
De acordo com as novas regras de acentuação gráfica, assinale a opção em que todas as palavras NÃO recebem mais acento.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de São José - SC
Q1182313 Medicina
A osteoporose é uma doença disseminada por todo o esqueleto; é definida pela diminuição da massa óssea associada à deterioração da microarquitetura óssea, aumentando a fragilidade e a susceptibilidade a fraturas.
Em relação ao manejo da osteoporose, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de São José - SC
Q1182301 Medicina
A respeito dos distúrbios hidroeletrolíticos, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Caeté - MG
Q1238874 Português
TEXTO I:
RIQUEZA DA LÍNGUA
(...) Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles, mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos. O acordo diz como se devem usar o hífen e o acento agudo e outros desses minúsculos sinais gráficos que já fizeram estatelar muitas reputações. A diferença entre um sucesso e um vexame pode ser determinada por uma simples crase mal utilizada. Portanto, não há como ignorar quando os sábios se reúnem para determinar o que é certo e errado no uso do português.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso que à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Salte-se agora do micro para o macro. Uma decisão aparentemente arcana sobre o uso correto do trema, por exemplo, pode ganhar contornos bem mais amplos em um momento em que os idiomas nacionais sofrem todo tipo de pressão desestabilizadora. Como diz o linguista britânico David Crystal, a globalização e a revolução tecnológica da internet estão dando origem a um “novo mundo linguístico”. Entre os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas. Estima-se que um deles desapareça a cada duas semanas. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas. 
(TEIXEIRA, Jerônimo. Revista Veja, nº 36, 12 de Setembro de 2007, p. 89. Texto adaptado.) 
TEXTO II: 
ASCENSÃO PELO VOCABULÁRIO
O bom uso da língua influi na carreira. Um estudo feito em 39 empresas americanas mostrou que a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver novas ideias e falar em público.
(O’CONNOR, Johnson. Research Foundation e Paul Nation. Revista Veja, nº 36, 12/09/07, p. 88) 
Pode-se afirmar que o texto II: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Itabaiana - SE
Q1238065 Medicina
A presença de sintomas como vertigem, ataxia e quadrantanopsia, em paciente idoso e portador de hipertensão arterial, sugere: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Itabaiana - SE
Q1238037 Medicina
Assinale a principal causa fisiopatológica da incontinência urinária em pacientes idosos: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Itabaiana - SE
Q1237848 Medicina
No paciente idoso, a conduta terapêutica a ser instituída nos casos de hipertensão arterial, tem o benefício de prevenir uma série de condições mórbidas possíveis, EXCETO: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Caeté - MG
Q1220345 Odontologia
Como atribuições do Sistema Único de Saúde, a Lei Federal n. 8.080 de 19/09/90 define atuar na promoção da saúde com ações de:
1- Vigilância epidemiológica, vigilância sanitária.
2- Saúde do trabalhador, controle de endemias.
3- Saúde ambiental, vigilância nutricional.
4- Fiscalização do trabalho, atenção primária.
São CORRETAS as afirmativas: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Resende - RJ
Q1211917 Medicina
Em pacientes portadores de trombose venosa profunda, que evolui com quadro de embolia pulmonar, o principal local de origem do êmbolo é: 

Alternativas
Respostas
2261: E
2262: B
2263: D
2264: C
2265: E
2266: A
2267: B
2268: D
2269: E
2270: A
2271: D
2272: A
2273: A
2274: B
2275: C
2276: D
2277: D
2278: C
2279: C
2280: C