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São acessórios do torno mecânico horizontal
O cabeçote fixo, uma das principais partes de um torno mecânico horizontal, é composto de diversos subconjuntos. Um dos subconjuntos do cabeçote fixo é o
O instrumento de medição utilizado para realizar a centragem mais rigorosa de uma peça em um torno é o
A resolução do paquímetro de escala principal em milímetros e o nônio com 50 divisões é de
A perspectiva em que o objeto se situa em um sistema de três eixos coordenados, que formam 120° entre si e sobre os quais se marcam as medidas sem redução é
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.
O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
Na passagem “É por isto que nem lhe chego perto” (l. 26), a locução sublinhada indica
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.
O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
O vocábulo que ilustra o processo de formação de palavras por meio de empréstimo é
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O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
No enunciado “e voltei maravilhado à Redação” (l. 11), o termo sublinhado tem a função sintática de
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O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
O enunciado em que a substituição proposta altera o sentido original da palavra/expressão destacada no texto é
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.
O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
No final do texto, Ruy Castro dá a entender que as novas tecnologias
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O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
No texto, Ruy Castro, jornalista e escritor, compara dois momentos de sua vida. Os conectores que estabelecem essa comparação são, pela ordem,
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O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
Com o título do texto, Ruy Castro refere-se
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.
O substituto da vida
1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me
2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de
3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os
4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.
5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria
6 e ia à vida.
7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da
8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à
9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,
10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de
11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para
12 contar a José Lino Grünewald.
13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a
14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia
15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só
16 reabria a máquina no dia seguinte.
17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de
18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo
19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em
20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma
21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.
22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a
23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,
24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de
25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a
26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.
Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico:
“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.
José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
O texto “O substituto da vida” apresenta características que permitem enquadrá-lo no gênero crônica, pois nele o autor
Marilda montou uma tabela de gastos com transporte público no primeiro semestre do ano de 2017.
A partir da informação contida no gráfico, pode-se afirmar que
Foi realizada uma pesquisa num clube para conhecer a preferência de atividade de lazer e, em seguida, montado o gráfico de setor a seguir:
Sabe-se que 18 pessoas preferem música. Então, o total de pessoas pesquisadas que gostam de leitura é igual a
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as cores ao que elas representam em relação aos riscos.
Coluna 1
1. Amarelo.
2. Vermelho.
3. Azul.
Coluna 2
( ) Inflamabilidade.
( ) Toxicidade.
( ) Reatividade.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Analise as afirmações abaixo sobre o processo de limpeza e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Equipamentos elétricos e eletrônicos devem ser limpos com pano seco.
( ) Luvas de proteção devem ser utilizadas durante todo o trabalho, até mesmo para abrir maçanetas e atender telefones.
( ) Todo material usado para limpeza (baldes, panos, vassouras etc.) deverá ser limpo e guardado em local apropriado.
( ) A limpeza deve ser iniciada pelo piso e, posteriormente, ser seguida de mesas, paredes e tetos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Você precisa atualizar o estoque do seu local de trabalho com produtos/equipamentos para limpeza dos banheiros. Assim, entrariam no seu pedido os seguintes itens:
I. Luvas de borracha.
II. Desinfetante.
III. Touca.
IV. Balde com espremedor.
Quais estão corretos?
Sobre os tipos de lixo, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Orgânico.
2. Inorgânico.
Coluna 2
( ) Material de origem biológica.
( ) Papéis secos, plásticos, vidros, metais ferrosos e não ferrosos.
( ) É encaminhado ao serviço de coleta ou à compostagem.
( ) Após a triagem, segue para os fabricantes de matérias-primas.
( ) O lixo contendo restos de alimentos ou outras substâncias deve ser lavado.
( ) Pode virar adubo ou ser usado em usinas termoelétricas para produção de energia com base no gás que emite.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: