Questões de Concurso Comentadas para professor - sociologia

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Q816108 Sociologia
A sociedade moderna, dentre outros fenômenos sociais, destaca a construção do individualismo como ideologia e do indivíduo como um valor. Identifique a opção em que todos os cientistas sociais se dedicaram notadamente sobre os aspectos socioculturais do indivíduo.
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Q816107 Sociologia
O materialismo histórico e dialético, sistematizado por Karl Marx, constitui uma das vertentes mais profícuas no âmbito das teorias sociológicas. Suas três fontes constitutivas foram:
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Q816106 Sociologia

Leia o texto abaixo.

Seria legítimo afirmar-se, pois, que é sob o signo do homem que se constata o verdadeiro ‘império social’ dentro da natureza. Por esta razão, a parte mais importante da contribuição científica da Sociologia diz respeito à investigação das associações humanas. Em regra, os sociólogos se encaram como especialistas no estudo dessas associações e tendem a defender, em sua maioria, a concepção de que a Sociologia seria, estritamente, uma ciência do homem. 

FERNANDES, Florestan. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. Companhia Editora Nacional: São Paulo, 1959. 


 Conforme o texto, podemos verificar que

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Q816105 Sociologia
Cultura é um dos termos de maior dificuldade de conceituação nas Ciências Sociais. Visto que há uma pluralidade de definições acerca do que seja cultura, é correto afirmar que o conceito de cultura é definido como
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Q816104 Sociologia

Leia o texto abaixo.

"No século XIX, a consolidação do sistema capitalista na Europa irá fornecer os elementos que servirão de base para o surgimento da Sociologia como ciência particular. No início desse século, o pensamento de Saint Simont (1760-1830), de G.W.E. Hegel (1770-1830) e de David Ricardo (1772-1823), entre outros, será o elo para que Auguste Comte (1789-1857) e Karl Marx (1818­ 1883) desenvolvam suas reflexões sobre a sociedade de maneiras radicalmente divergentes”. 

TOMAZZI, Nélson Dácio. Iniciação à Sociologia. Atual: São Paulo, 1993. 


Identifique as duas revoluções modernas que criaram as condições para a emergência da Sociologia como ciência.

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Q747850 Pedagogia

O currículo do Ensino Médio deve, dentre outros aspectos, organizar os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação de tal forma que ao final do Ensino Médio o estudante demonstre:

I. domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna. II. conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. III. apreço pela atividades integradoras artístico-culturais, vinculadas ao meio ambiente e à prática social. IV. valorização da leitura e da produção escrita em todos os campos do saber.

Está correto o que se afirma APENAS em

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Q747845 Pedagogia
Um plano de aula deve prever necessariamente
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Q747836 Pedagogia

A democratização, no âmbito da escola, não será alcançada sem que cada escola organize o seu próprio projeto educativo (...) nada impede que cada escola se organize em termos do modo como compreende a tarefa educativa em face das dificuldades específicas que enfrenta...

Nessa compreensão,

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Q747825 Português

Medo da eternidade

    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. 
    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 
    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 
    − Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 
    − Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. 
    − Não acaba nunca, e pronto. 
    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. 
    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 
    − E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. 
    − Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. 
    Perder a eternidade? Nunca. 
    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 
    − Acabou-se o docinho. E agora? 
    − Agora mastigue para sempre. 
    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 
    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. 
    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. 
    − Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 
    − Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. 
    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Atente para as afirmações abaixo.

I. Em Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade (1º parágrafo), os adjetivos empregados para qualificar esse contato visam estabelecer um contraste com os acontecimentos que serão efetivamente narrados, deixando entrever a sugestão da autora de que esses fatos, aparentemente importantes, seriam na verdade banais e corriqueiros. II. Em Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita (15º parágrafo), a repetição do verbo “mastigar”, cujo início ecoa ainda na conjunção Mas que inicia a frase seguinte, busca sugerir no campo da própria expressão o que havia de repetitivo nessa atividade e o aborrecimento que já advinha do mascar da goma insossa. III. Em – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! (18º parágrafo), o reiterado emprego do sinal de exclamação sugere o exagero próprio do fingimento.

Está correto o que se afirma APENAS em

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Q747822 Português

Medo da eternidade

    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. 
    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 
    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 
    − Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 
    − Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. 
    − Não acaba nunca, e pronto. 
    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. 
    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 
    − E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. 
    − Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. 
    Perder a eternidade? Nunca. 
    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 
    − Acabou-se o docinho. E agora? 
    − Agora mastigue para sempre. 
    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 
    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. 
    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. 
    − Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 
    − Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. 
    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Ainda que se saiba da liberdade com que Clarice Lispector lidava com esse gênero, pode-se assegurar que Medo da eternidade é uma crônica na medida em que se trata
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Q744962 Pedagogia
Após a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de n.º 9.394/1996, revalorizam-se as ideias de Piaget, Vygotsky, entre outros estudiosos. Um dos pontos em comum entre eles é o fato de serem interacionistas, porque :
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Q744902 Sociologia
Maria da Vila Matilde (Porque se a da Penha é brava, imagine a da Vila Matilde!) Cadê meu celular? Eu vou ligar prum oito zero Vou entregar teu nome E explicar meu endereço Aqui você não entra mais Eu digo que não te conheço E jogo água fervendo Se você se aventurar (...) E quando o samango chegar Eu mostro o roxo no meu braço Entrego teu baralho Teu bloco de pule Teu dado chumbado Ponho água no bule Passo e ofereço um cafezim Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim (...) Mão, cheia de dedo Dedo, cheio de unha suja E pra cima de mim? Pra cima de muá? Jamé, mané! Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim. (Samba-de-breque com arranjo distorcido gravado por Elza Soares [A Mulher do Fim do Mundo, 2015])
Após o estudo do tema “gênero”, o professor de sociologia propõe uma atividade sobre o problema da violência doméstica no Brasil hoje a partir da apreciação e da análise da música “Maria da Vila Matilde”, da leitura e compreensão da legislação brasileira recente que trata da violência doméstica e da construção coletiva de uma campanha contra a violência doméstica a ser realizada na escola, em colaboração com outros alunos e professores. As opções a seguir descrevem corretamente os objetivos e os métodos dessa atividade, em sintonia com os textos dos PCNsEnsino Médio, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Q744901 Sociologia
Com o objetivo de fornecer instrumentos para que os alunos possam aprender a exercitar a própria “imaginação sociológica”, o professor elabora o programa de sua disciplina e define as competências específicas que devem ser apropriadas em relação aos três campos assinalados nos PCNs-Ensino Médio.
Relacione os três campos com as competências e habilidades específicas listadas a seguir.
1. Representação e comunicação. 2. Investigação e compreensão. 3. Contextualização sociocultural.
( ) Ler e analisar as situações socioculturais mediante categorias próprias dos paradigmas teóricos das Ciências Sociais; ( ) desenvolver uma visão crítica da sociedade contemporânea e compreender as diversidades culturais e sociais; ( ) participar da construção da própria identidade social e política, atuando para que haja maior conscientização quanto à reciprocidade de direitos e deveres.
Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo. 
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Q744899 Sociologia

A figura a seguir apresenta um fenômeno estudado pela Sociologia.

Imagem associada para resolução da questão

A imagem critica

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Q744897 Sociologia
As opções a seguir identificam caraterísticas do pós-modernismo, à exceção de uma. Assinale-a.
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Q744895 Sociologia
Analise os trechos a seguir.
I. Formas de poder exercidas pelos sujeitos dominantes sem a ação física direta, mas pela imposição de uma visão de mundo, dos papéis sociais, das categorias cognitivas, das estruturas mentais por meio das quais o mundo é percebido e pensado. II. Mecanismo de poder no qual técnicas disciplinares de controle concorrem para o estabelecimento de um padrão de normalidade que é, ao mesmo tempo, um dispositivo de poder e uma forma de saber.
Os trechos citados descrevem, respectivamente, dois conceitos sociológicos definidos como 
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Q744891 Sociologia

                         Imagem associada para resolução da questão

A partir da charge que ilustra o fenômeno da cultura de massa, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.


( ) Cultura de massa é o conjunto das práticas e dos valores compartilhados por vastos segmentos das sociedades ocidentais modernas e cujos conteúdos são transmitidos principalmente pelos meios de comunicação de massa.

( ) A cultura de massa é própria da era industrial e foi possibilitada pelas técnicas de reprodutibilidade de imagens e sons aplicadas ao tempo livre e à informação.

( ) A cultura de massa está relacionada à sociedade de consumo e à existência de uma indústria que produz cultura enquanto mercadoria, em grande escala, fabricando-a segundo exigências econômicas.


As afirmativas são, respectivamente, 

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Q744890 Sociologia
Analise os fragmentos a seguir.
Amigos, aí é que está: - o sujeito que quiser conhecer o Brasil terá que olhar o escrete. Não há nada mais Brasil do que Pelé. E repito: - todo o Brasil estava no goal que Pelé marcou, de cacetada, contra o País de Gales. Também a desgraça venta no futebol. Pior do que Canudos foi a vergonha épica de 50. No Maracanã inaugurado, o uruguaio Obdulio Varela venceu, no palavrão, o escrete e toda a nação.” (Nelson Rodrigues. O Brasil em campo. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2012, p. 14.) “Evidentemente, existe “verdade” na literatura, mas é a verdade da literatura – da mesma forma que existe uma verdade da ciência, embora ela só possa ser a verdade da ciência. Em ambos os casos, as verdades de que estamos falando afirmam seu valor de verdade porque seguiram fielmente o código de procedimento prescrito. Não é uma questão de marcar pontos na mesma liga dos que se dedicam à busca da verdade, mas de competir em diferentes ligas para ganhar diferentes troféus. Em última instância, é a compreensão que cada um tem da vocação sociológica que determina sua escolha, e não a superioridade intrínseca de rivais e competidores na mesma corrida e na mesma pista.” (Zygmunt Bauman. Para que serve a sociologia? Rio de Janeiro: Zahar, 2015, p. 30-31) Com base nos trechos citados, sobre o uso sociológico da metáfora literária do Brasil como país do futebol, analise as afirmativas a seguir.
I. Tanto a sociologia quanto a literatura interpretam o futebol como fenômeno social, capaz de gerar identidade e mobilizar sentimentos e ações coletivas. II. Para a literatura e a sociologia, na sociedade brasileira o futebol extrapola a dimensão esportiva e está associado ao imaginário coletivo. III. Literatura e sociologia se aproximam na tentativa de explicar a realidade social captando aspectos materiais e simbólicos do cotidiano.
Está correto o que se afirma em
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Q744889 Sociologia
“Onde acaba a natureza? Onde começa a cultura? Nenhuma análise real permite apreender o ponto de passagem entre os fatos da natureza e os fatos da cultura, e reconhecer o mecanismo da articulação entre eles. Mas, com a presença ou a ausência da regra nos comportamentos não sujeitos às determinações instintivas, a análise nos forneceu o critério mais válido para reconhecer as atitudes sociais. Em toda parte onde se manifesta uma regra, nós sabemos com certeza de estar no plano da cultura. Simetricamente, é fácil reconhecer no universal o critério da natureza: de fato, tudo o que é constante em todos os homens escapa necessariamente ao domínio dos costumes, das técnicas e das instituições que diferenciam e opõem os grupos. Estabeleçamos, pois, que tudo quanto é universal no homem pertence à ordem da natureza e é caracterizado pela espontaneidade, e que tudo quanto está assujeitado a uma norma pertence à cultura e apresenta os atributos do relativo e do particular.” (Adaptado de Claude Lévi-Strauss. As estruturas elementares de parentesco, 1949.) A passagem do “estado de natureza” para o “estado de sociedade” é
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Q744887 Sociologia
Imagem associada para resolução da questão
Com base na charge, assinale a opção que caracteriza corretamente o conceito de fato social de Durkheim.
Alternativas
Respostas
3141: D
3142: E
3143: D
3144: B
3145: C
3146: C
3147: D
3148: A
3149: E
3150: B
3151: C
3152: E
3153: D
3154: C
3155: A
3156: B
3157: E
3158: E
3159: D
3160: A