Questões de Concurso
Comentadas para analista judiciário - fisioterapia
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Para promover o relaxamento dos músculos acessórios da inspiração e diminuir a dependência da respiração do tórax superior e a tensão muscular associada à dispneia, o posicionamento para relaxamento na posição sentada a Carlos Eduardo deve ser: inclinado
As alterações no teste de função pulmonar que Carlos Eduardo apresenta são:
O tipo de órtese que o fisioterapeuta deverá indicar para Marco Antônio e o tipo de deambulação são:
Os músculos preservados nesse nível neurológico são:
I. Desarranjos e rompimentos de filamentos de sarcômeros. II. Organização das organelas. III. Rompimento do sarcolema.
IV. Atividade lisossomal diminuída. V. Infiltração de células mononucleares.
Indicam alterações após uma lesão muscular:
Tipo de exercício
I. Passivo II. Ativoassistido III. Ativo
Indicação
a. Região onde há tecido com inflamação aguda. b. Paciente com musculatura fraca incapaz de mover uma articulação por meio da amplitude desejada. c. Programas de condicionamento aeróbico. d. Nas regiões proximais e/ou distais ao segmento imobilizado.
I. Técnicas para aumentar o endireitamento postural. II. Técnicas para facilitar a realização de tarefas específicas. III. Técnica facilitatória e inibitória combinada.
a. Movimento ântero-posterior rápido em decúbito ventral, padrões de sustentação de peso como sobre os cotovelos ou com cotovelos estendidos ao balançar e rastejar.
b. Executar as atividades com os olhos fechados.
c. Criar atividades de treinamento em que pacientes têm de usar a extremidade afetada.
d. Treinamento em esteira móvel com sustentação do peso corporal.
e. Atividades labirínticas tônicas invertidas.
f. Estimulação somatossensorial e sensório-motora.
Senta-te aqui ao meu lado, amiga, e te contarei uma história. Faz tempo que não te conto uma história na beira deste cais. A noite está cheia de estrelas, são homens valentes que morreram. Senta-te aqui, dá-me tua mão, vou te contar a história de um homem valente. Vês aquela estrela lá longe, mais além do navio fundeado, mais além do forte velho, da sombra das ilhas? Deve ser ele iluminando o céu da Bahia. [...]
Já viste da beira do cais o vento noroeste se despenhar sobre a cidade e o mar, levar embarcações, desatracar navios, mudar o rumo de transatlânticos, transformar a cor das águas? É rápido, inquietante, belo, quase irreal. Dura um instante na medida do tempo. Mas, mesmo depois que o noroeste passa e volta a calmaria, fica a sua lembrança e é impossível esquecê-lo porque tudo mudou na face das coisas: é outra a fisionomia do cais e o ar que se respira é mais puro. Assim, negra, foi Castro Alves. Tinha a força do vento noroeste, o seu ímpeto, a sua violência. Tinha a sua beleza também. E deixou o ar mais puro, a sua lembrança imortal.
Tinha a precocidade desses moleques de rua a quem acaricias a cabeça e dos quais te contei a história. Começou muito moço e muito moço terminou. Foi o mais belo espetáculo de juventude e de gênio que os céus da América presenciaram.
No tempo que andou nestas e noutras ruas, disse tantas e tão belas coisas, amiga, que sua voz ficou soando para sempre e é cada vez mais alta e cada vez mais a voz de centenas, de milhares, de milhões de pessoas. É a sua voz, negra, é a voz do cais inteiro e da cidade lá atrás também. Falou por todos nós como nenhum de nós falaria. É ainda hoje o maior e o mais moço de todos nós.
No teatro grande lá de cima ouviste certa vez uma numerosa orquestra. Lembras-te da hora em que os músicos se juntaram todos num esforço supremo e produziram com os seus instrumentos e com sua virtuosidade uma nota mais alta que todas, que todas mais bela, nota que ficou soando na sala mesmo após a saída dos espectadores? Pois assim foi Castro Alves. Há momentos no mundo em que todas as forças de uma nação se conjugam e, como uma nota mais alta que todas, aparece, tranquilo e terrível, demoniacamente belo, justo e verdadeiro, um gênio. Nasce dos desejos do povo, das necessidades do povo. Nunca mais morre, imortal como o povo.
Este, cuja história vou te contar, foi amado e amou muitas mulheres. Vieram brancas, judias e mestiças, tímidas e afoitas, para os seus braços e para o seu leito. Para uma, no
entanto, guardou ele as melhores palavras, as mais doces, as mais ternas, as mais belas. Essa noiva tem um nome lindo, negra: liberdade.
Vê no céu, ele brilha, é a mais poderosa das estrelas. Mas o encontrarás também nas ruas de qualquer cidade, no quarto de qualquer casa. Seja onde for que haja jovens, corações pulsando pela humanidade, em qualquer desses corações encontrarás Castro Alves.
Dá-me agora tua mão direita, ouve o ABC do poeta.
Obs.: Ortografia atualizada segundo as normas vigentes.
(Jorge Amado. ABC de Castro Alves; 14. ed. São Paulo: Martins, 1968. p. 15-17)