Questões de Concurso Comentadas para médico psiquiatra

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Q421181 Medicina
Em relação à anorexia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421180 Psiquiatria
Em relação aos transtornos factícios, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421179 Psiquiatria
Em relação ao transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421178 Psiquiatria
Em relação ao transtorno de personalidade dependente, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421177 Psiquiatria
Em relação ao transtorno de personalidade esquizoide, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421176 Psiquiatria
Em relação à amnésia dissociativa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421175 Psiquiatria
Em relação à hipocondria, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421174 Psiquiatria
Em relação ao transtorno conversivo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421173 Psiquiatria
Em relação ao transtorno de somatização, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q421165 Português
                        Pensando livremente sobre o livre arbítrio 

                                                                                                Marcelo Gleiser

      Todo mundo quer ser livre; ou, ao menos, ter alguma liberdade de escolha na vida. Não há dúvida de que todos temos nossos compromissos, nossos vínculos familiares, sociais e profissionais. Por outro lado, a maioria das pessoas imagina ter também a liberdade de escolher o que fazer, do mais simples ao mais complexo: tomo café com açúcar ou adoçante? Ponho dinheiro na poupança ou gasto tudo? Em quem vou votar na próxima eleição? Caso com a Maria ou não?
      A questão do livre arbítrio, ligada na sua essência ao controle que temos sobre nossas vidas, é tradicionalmente debatida por filósofos e teólogos. Mas avanços nas neurociências estão mudando isso de forma radical, questionando a própria existência de nossa liberdade de escolha. Muitos neurocientistas consideram o livre arbítrio uma ilusão. Nos últimos anos, uma série de experimentos detectou algo surpreendente: nossos cérebros tomam decisões antes de termos consciência delas. Aparentemente, a atividade neuronal relacionada com alguma escolha (em geral, apertar um botão) ocorre antes de estarmos cientes dela. Em outras palavras, o cérebro escolhe antes de a mente se dar conta disso.
      Se este for mesmo o caso, as escolhas que achamos fazer, expressões da nossa liberdade, são feitas inconscientemente, sem nosso controle explícito.
      A situação é complicada por várias razões. Uma delas é que não existe uma definição universalmente aceita de livre arbítrio. Alguns filósofos definem livre arbítrio como sendo a habilidade de tomar decisões racionais na ausência de coerção. Outros consideram que o livre arbítrio não é exatamente livre, sendo condicionado por uma série de fatores, desde a genética do indivíduo até sua história pessoal, situação pessoal, afinidade política etc.
      Existe uma óbvia barreira disciplinar, já que filósofos e neurocientistas tendem a pensar de forma bem diferente sobre a questão. O cerne do problema parece estar ligado com o que significa estar ciente ou ter consciência de um estado mental. Filósofos que criticam as conclusões que os neurocientistas estão tirando de seus resultados afirmam que a atividade neuronal medida por eletroencefalogramas, ressonância magnética funcional ou mesmo com o implante de eletrodos em neurônios não mede a complexidade do que é uma escolha, apenas o início do processo mental que leva a ela.
      Por outro lado, é possível que algumas de nossas decisões sejam tomadas a um nível profundo de consciência que antecede o estado mental que associamos com estarmos cientes do que escolhemos. Por exemplo, se, num futuro distante, cientistas puderem mapear a atividade cerebral com tal precisão a ponto de prever o que uma pessoa decidirá antes de ela ter consciência da sua decisão, a questão do livre arbítrio terá que ser repensada pelos filósofos.
      Mesmo assim, me parece que existem níveis diferentes de complexidade relacionados com decisões diferentes, e que, ao aumentar a complexidade da escolha, fica muito difícil atribuí-la a um processo totalmente inconsciente. Casar com alguém, cometer um crime e escolher uma profissão são ponderações longas, que envolvem muitas escolhas parciais no caminho que requerem um diálogo com nós mesmos. Talvez a confusão sobre o livre arbítrio seja, no fundo, uma confusão sobre o que é a consciência humana. 

                        http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2014/01/ 1396284-pensando-livremente-sobre-o-livre-arbitrio.shtml.


Em “...fica muito difícil atribuí-la...” o pronome destacado retoma
Alternativas
Q417196 Português
Nossas palavras

Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”. Não sei se no universo das pipas, lá fora, ocorrem os mesmos e magníficos embates que se verificam aqui, “cortando e aparando” os adversários.

Outra situação: personagens estão jogando uma “pelada” enquanto outros estão “na grade”. Quem está na grade aguarda o desfecho da partida, para jogar contra o vencedor, certamente porque espera fora do campo, demarcado por uma grade. Vai explicar…

E aqueles dois bebedores eméritos que “bebem de testa” até altas horas? Por aqui, beber de testa é quase um embate para saber quem vai desistir primeiro, empilhando as grades de cerveja ao lado da mesa.

Penso que o uso das gírias - palavras bem locais, quase dialeto, que funcionam na melodia do nosso texto - é parte da nossa criatividade, uma qualidade da literatura brasileira. Quanto a mim, uso pouco, aqui e ali, nossas palavras. Procuro ser econômico. Mesmo assim, vou respondendo aos e-mails. Ele me diz que, enfim, está tudo pronto.

(Edyr Augusto Proença, http://blogdaboitempo.com.br, 26.07.2013. Adaptado)

Leia o trecho do primeiro parágrafo para responder às questões de números 11 a 13.

Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.

A expressão por conta de, em destaque, tem sentido equi- valente ao de:
Alternativas
Q416751 Medicina
Técnica de terapia comportamental que faz o paciente aprender por imitação. Ele aprende um novo comportamento pela observação, sem executar o comportamento e sem o reforço externo direto.

Essa técnica é denominada
Alternativas
Q416750 Medicina
A Política Nacional de Saúde Mental busca consolidar um modelo de atenção aberto e de base comunitária. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) estabelece pontos de atenção para o atendimento de pessoas com transtornos mentais.

Sobre a RAPS, é correto afirmar que
Alternativas
Q416749 Medicina
São contraindicações relativas à eletroconvulsoterapia:
Alternativas
Q416748 Psiquiatria
Em relação aos aspectos psiquiátricos da epilepsia, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q416747 Psiquiatria
Utilize o quadro clínico a seguir para responder a questão.

      Um paciente chega ao pronto-socorro com midríase, aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, sudorese, calafrios, dores no corpo, rinorreia, lacrimejamento e diarreia. O colega de trabalho que o trouxe relata que ele tem problemas com uso de substâncias de abuso, mas não sabe detalhes sobre o tipo de substância.
A conduta medicamentosa a ser realizada é
Alternativas
Q416746 Psiquiatria
Utilize o quadro clínico a seguir para responder a questão.

      Um paciente chega ao pronto-socorro com midríase, aumento da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, sudorese, calafrios, dores no corpo, rinorreia, lacrimejamento e diarreia. O colega de trabalho que o trouxe relata que ele tem problemas com uso de substâncias de abuso, mas não sabe detalhes sobre o tipo de substância.

O diagnóstico provável é
   
Alternativas
Q416745 Psiquiatria
No tratamento farmacológico da dependência ao álcool, a substância que age como antagonista do receptor opioide e atua como atenuante dos efeitos prazeirosos do álcool é
Alternativas
Q416744 Psiquiatria
Utilize o quadro clínico descrito a seguir para responder a questão.
      Um homem de 50 anos foi levado ao pronto-atendimento por estar apresentando um quadro de confusão mental e desequilíbrio. Ao exame, além de constatar que a marcha está atáxica, e que o paciente apresenta oscilação do nível de consciência, é possível notar a presença de nistagmo. A família relata que ele tem problemas com uso de álcool há muitos anos.

O tratamento adequado é
Alternativas
Q416743 Psiquiatria
Utilize o quadro clínico descrito a seguir para responder a questão.
      Um homem de 50 anos foi levado ao pronto-atendimento por estar apresentando um quadro de confusão mental e desequilíbrio. Ao exame, além de constatar que a marcha está atáxica, e que o paciente apresenta oscilação do nível de consciência, é possível notar a presença de nistagmo. A família relata que ele tem problemas com uso de álcool há muitos anos.

A hipótese diagnóstica para o quadro é
Alternativas
Respostas
12081: C
12082: E
12083: A
12084: B
12085: E
12086: D
12087: B
12088: C
12089: A
12090: D
12091: E
12092: D
12093: B
12094: C
12095: B
12096: A
12097: D
12098: C
12099: E
12100: C