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Q1655060 Português

ESQUEÇA A “LÓGICA” DA LÍNGUA!


Desde o surgimento da filosofia antiga na Grécia, circula na cultura ocidental o mito de que a língua se organiza numa gramática que seria um espelho da lógica que comanda os processamentos da mente/espírito/alma/razão. Desse modo, a gramática seria a “lógica” da língua, enquanto a lógica descreveria a “gramática” do pensamento. Essa concepção de língua e de mente como o espelho uma da outra, velha de 2.500 anos, se enraizou fundo e continua bastante viva até hoje, especialmente entre as pessoas que se esforçam por defender a “pureza” da língua contra os “abusos” e os “erros” cometidos pelos próprios falantes. Essas pessoas costumam argumentar que esses “abusos” e “erros” vão na contramão da “lógica da língua” que, supostamente, governa a gramática. Por exemplo, no enunciado “Descartes foi um dos filósofos que se ocupou do caráter universal da linguagem”, o verbo ocupar deveria estar no plural por motivos “lógicos”, o que se comprovaria com a inversão dos termos: “Um dos filósofos que se ocuparam do caráter universal da linguagem foi Descartes”. Não parece lógico? Só que não...


O grande equívoco dessa abordagem tradicional é acreditar que existe realmente uma identidade entre o funcionamento da língua e o funcionamento da mente. Querer encontrar na língua a mesma “lógica” que governa a mente é acreditar, em última instância, na tese de que “o homem é um animal racional”, formulada inicialmente por Aristóteles e repetida até hoje. Ora, essa suposta racionalidade do ser humano foi posta em xeque no início do século 20 pela psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud (1856-1939), que enfatizou o papel fundamental do inconsciente no funcionamento da psique e nas ações concretas – desdobramentos mais recentes da neurociência e de outros campos de investigação empírica têm sugerido que mais de 90% das operações do nosso cérebro estão fora do nível da consciência.


Os estudos linguísticos contemporâneos de visada não formalista também contestam a suposta identidade de lógica e gramática, espantosamente ainda defendida por correntes teóricas como o gerativismo chomskiano, herdeiro em linha reta de Platão e Descartes, expoentes máximos do chamado racionalismo filosófico. Seria até mesmo possível dizer que existe uma lógica de funcionamento das línguas, mas ela nada tem a ver com a lógica formal clássica e seus silogismos, categorias e teoremas. As investigações sobre a mudança linguística têm demonstrado a interação complexa entre fatores sociais (como a variação e o contato), fatores articulatórios (o modo como pronunciamos os sons da língua) e fatores cognitivos como a economia linguística, a gramaticalização, a analogia, fatores que também incluem a metáfora, a metonímia, a reanálise, a construcionalização, entre outros, comuns a todas as línguas. É o uso em sociedade que comanda o funcionamento da língua e responde pela mudança linguística. E a mudança é intrínseca à própria natureza sociocognitiva das línguas: não adianta ter raiva dela, como não adianta ter raiva da mudança das estações. Sendo um trabalho coletivo, fruto do que vem sendo chamado de cognição social, as mudanças que ocorrem na língua não têm nada de “racionais”, no sentido de “conscientes”, nem obedecem a uma mítica “gramática universal”, cuja existência até hoje ninguém conseguiu provar.


 Por fim, o grande linguista francês Émile Benveniste (1902-1976) mostrou com a maior clareza possível que a lógica clássica, fundada por Aristóteles, era inteiramente dependente da gramática da língua grega. As fórmulas lógicas que pretensamente revelavam como a mente funciona na verdade revelam apenas como funcionava a língua grega falada pelo grande filósofo. Se ele fosse falante de árabe, chinês, tupi ou quicongo sem dúvida alguma sua lógica teria sido radicalmente diferente. Assim, não é a lógica de funcionamento da mente que nos leva a empregar a língua do modo como a empregamos, mas exatamente o contrário: é a gramática de nossa língua particular que nos faz acreditar que o pensamento se processa de tal e qual modo. Importantes filósofos dos séculos 16 e 17, da corrente chamada empirismo, como o inglês Locke e o francês Condillac, refutaram essa suposta logicidade da língua que, no fundo, admite a existência de “ideias inatas” e, mais no fundo ainda, esconde a crença numa divindade que nos concedeu o “dom” da linguagem, dom que nós só fazemos corromper e destruir (haveria uma correspondência entre o pecado original e a degeneração de uma “língua primordial” perfeita). Assim, quando você topar com um uso inesperado, inovador, não torça o nariz acreditando que ele fere a “lógica” da língua: ao contrário, tente compreender por que os falantes, em trabalho coletivo governado por fatores das mais diversas ordens, estão usando a língua assim agora e não como se usava no ano passado. Afinal, se as línguas fossem “lógicas”, elas não teriam por que mudar. Só que as línguas mudam ou, melhor dizendo, nós, seres humanos sociais, em nossas interações com a cultura e o mundo, é que mudamos a língua que falamos.


(BAGNO, Marcos. Esqueça a “lógica” da língua. Disponível em: http://bit.ly/2o9Tw7D)

Com base no texto 'ESQUEÇA A “LÓGICA” DA LÍNGUA!', leia as afirmativas a seguir:
I. Os gregos clássicos acreditavam que o “dom” da linguagem foi dado aos seres humanos por intermédio de uma divindade, todavia o ser humano corrompeu a “língua primordial” devido ao pecado original. Essa tese foi respaldada pelo linguista Benveniste.
II. Depreende-se do texto que a cultura é o fator essencial para manter a logicidade da língua, tão cultuada pelos gregos clássicos. Nesse sentido, existe uma relação direta entre a divindade que criou o ser humano e a língua ofertada por ela. Por isso a tese de uma gramática universal.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1655050 Noções de Informática
Leia as afirmativas a seguir:
I. No Windows 10, o usuário pode pressionar Ctrl + C, no teclado, para copiar o item selecionado.
II. A função DIAS360, no Excel 2019, calcula o número de dias úteis entre duas datas com base em um ano bissexto.
III. No Windows 10, o usuário pode pressionar Ctrl + F6 + Alt, no teclado, para abrir o Gerenciador de Tarefas.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1645630 Educação Física
Para que ocorra a contração muscular o sistema depende da disponibilidade desses íons e o relaxamento muscular depende da ausência ou diminuição deste íon. O retículo sarcoplasmático é quem regula o fluxo desses íons, para a realização dos ciclos de contração muscular. A despolarização do retículo libera os íons de forma passiva até os filamentos finos e grossos dos músculos, ocasionando a contração muscular. A polarização deste retículo transporta os íons de volta às cisternas, parando a atividade contrátil do músculo. O Texto se refere à/ao:
Alternativas
Q1645629 Educação Física
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa que indica qual componente ele se refere: São filamentos proteicos contráteis, dispostos, paralelamente, ao longo de toda a fibra muscular. Cada um é constituído por faixas claras e por faixas escuras. A faixa clara, denominada banda I, possui em sua região central uma estria mais escura (estria Z). A faixa escura, chamada de banda A, são maiores e possuem ao centro uma zona mais clara (banda H). São formadas por unidades morfofuncionais, conhecidas como sarcômeros.
Alternativas
Q1645628 Educação Física
Leia os itens abaixo sobre a contração muscular.
I. A contração muscular refere-se ao deslizamento da actina sobre a miosina nas células musculares, permitindo os movimentos do corpo. II. As fibras musculares contêm os filamentos de proteínas contráteis de actina e miosina, dispostas lado a lado. Esses filamentos repetem-se ao longo da fibra muscular, formando o ribossomo. III. O ribossomo é a unidade funcional da contração muscular. IV. Para que ocorra a contração muscular são necessários três elementos: Estímulo do sistema nervoso; as proteínas contráteis, actina e miosina; Energia para contração, fornecida pelo ATP. Dos itens acima.
Alternativas
Q1645627 Educação Física
A ação principal do Tríceps braquial é:
Alternativas
Q1645626 Educação Física
A Origem proximal e distal do bíceps braquial é:
Alternativas
Q1645625 Educação Física
O possível benefício do fortalecimento muscular para a gestante é a manutenção do condicionamento muscular ou o aumento de força muscular global, permitindo melhor adaptação do organismo materno às alterações posturais provenientes da evolução gestacional e contribuindo para a prevenção de traumas e quedas, bem como para a prevenção e o tratamento de desconfortos musculoesqueléticos. Com base nisso, o fortalecimento deve priorizar:
Alternativas
Q1645624 Educação Física
Qual seria uma contraindicação absoluta para a prática de atividade física por uma gestante?
Alternativas
Q1645623 Educação Física
Dentre os benefícios proporcionados para as gestantes, com prática regular, sistemática, correta e orientada de um programa de exercícios físicos, NÃO está de acordo:
Alternativas
Q1645622 Saúde Pública
Assinale a alternativa que não está de acordo com as disposições gerais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Alternativas
Q1645621 Saúde Pública
Considerando o Sistema Único de Saúde (SUS), analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
I. Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada. II. A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito público. As entidades com fins lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS). III. É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à saúde, mesmo por meio de doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas, de entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos.
Alternativas
Q1645620 Educação Física
Assinale a alternativa correspondente à descrição abaixo, da fase do desenvolvimento motor segundo Gallahue e Ozmun (2005).
Os movimentos são determinados de forma maturacional e se caracterizam por uma sequência de aparecimento previsível. Esta sequência é resistente a alterações em condições normais. Elas envolvem movimentos estabilizadores, como obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do tronco; as tarefas manipulativas de alcançar, agarrar e soltar, e os movimentos locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar.
Alternativas
Q1645619 Educação Física
Analises as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta referente a motricidade fina.
I. A motricidade fina relaciona-se com o controle corporal no seu todo: postura, equilíbrio estático e dinâmico, deslocamentos e balanços. II. É a maneira como usamos os nossos braços, mãos e dedos de forma precisa, de acordo com a exigência da atividade. III. Na Motricidade Fina, por consequência da dependência de uma progressiva integração e diferenciação de movimentos, só se desenvolve, depois de a criança ter dominado os movimentos ligados aos grandes músculos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1645618 Educação Física
Na prescrição de exercícios para o treinamento de força em idosos, os treinamentos devem ser:
Alternativas
Q1645617 Educação Física
Segundo NIEMAN, 1999, por década após os 25 anos de idade, tanto para homens quanto para as mulheres, o VO2 máx. diminui em:
Alternativas
Q1645616 Educação Física
O organismo humano é composto por diferentes sistemas orgânicos, que estão sujeitos a um processo de envelhecimento diferenciado. Com relação algumas das características orgânicas que acontecem no envelhecimento é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q1641640 Educação Física
Consoante Oliveira (2007), a ginástica laboral é classificada em cinco tipos, dependendo do horário e do objetivo. Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1641639 Educação Física
Assinale a alternativa INCORRETA com relação as variáveis da prescrição do exercício:
Alternativas
Q1641638 Educação Física
“Sistema caracterizado por uma definição inicial do número de repetições em Repetições Máximas (RM). Após pequeno intervalo, apenas o suficiente para a redução do peso (entre 20 e 40%), o aluno deverá então realizar nova série se possível com o mesmo número de repetições até atingir a falha concêntrica. Após essa série deverá executar essa sequência até o número estipulado.” (PRESTES, J. et al., 2015). Qual o nome desse sistema piramidal de exercícios?
Alternativas
Respostas
6441: D
6442: B
6443: A
6444: E
6445: B
6446: E
6447: D
6448: B
6449: B
6450: E
6451: C
6452: A
6453: E
6454: C
6455: A
6456: A
6457: C
6458: C
6459: D
6460: D