Questões de Concurso Comentadas para analista judiciário - tecnologia da informação

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Q462031 Sistemas Operacionais
Para melhor utilizar a CPU, os sistemas operacionais utilizam ... I... , que permite que vários jobs fiquem na memória ao mesmo empo, assegurando que a CPU sempre tenha um job para executar. Os sistemas ....II.... são uma extensão deste mecanismo, em que algoritmos ...III... atuam alternando rapidamente entre os jobs, dando a impressão que cada um deles está sendo executado concorrentemente.

As lacunas I, II e III são, correta e respectivamente, preenchidas por
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Q462030 Segurança da Informação
Considere o seguinte cenário hipotético: Renata, que é analista do Tribunal, está liderando um projeto e chamou Ana, Carlos e Pedro para auxiliá-la. O texto principal do projeto é mantido em um arquivo denominado Mainfile, criado por Renata. A proteção associada ao arquivo Mainfile é:

I. Renata pode invocar todas as operações sobre o arquivo.
II. Ana, Carlos e Pedro podem apenas ler e gravar; eles não estão autorizados a apagar o arquivo.
III. Todos os outros usuários do Tribunal podem apenas ler o arquivo.

De acordo com o cenário exposto, para alcançar tal proteção, uma ação correta é:
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Q462029 Sistemas Operacionais
Uma tarefa muito importante para o Sistema Operacional (SO) é mapear arquivos lógicos em dispositivos de armazenamento físico. Em relação aos sistemas de arquivos é INCORRETO afirmar:
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Q462028 Segurança da Informação
O Digital Signature Standard - DSS é um padrão do National Institute of Standards and Technology - NIST que usa o Secure Hash Algorithm - SHA. Este algoritmo existe nas versões SHA-1, SHA-256, SHA-384 e SHA-512. O algoritmo SHA-512 aceita como entrada uma mensagem com tamanho máximo de 2128 bits e produz como saída um resumo de mensagem de 512 bits. A entrada é processada em blocos de
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Q462027 Segurança da Informação
Segundo a cartilha de segurança para Internet do CERT.BR, spyware é um programa projetado para monitorar as atividades de um sistema e enviar as informações coletadas para terceiros. São tipos específicos de programas spyware: keylogger, screenlogger e
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Q462026 Segurança da Informação
A Norma NBR ISO/IEC 27002:2005 apresenta um conjunto de diretrizes a serem levadas em consideração para a segurança do cabeamento de energia e de telecomunicações que transporta dados ou dá suporte aos serviços de informações. Para sistemas sensíveis ou críticos, recomenda considerar um conjunto de controles adicionais, EXCETO:
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Q462025 Redes de Computadores
Um firewall de filtragem de pacotes examina cada datagrama determinando se ele deve passar ou ficar baseado nas regras específicas do administrador que configura o firewall com base na política da organização. Paula, administradora de redes do Tribunal Regional Federal da 1a Região - TRF1 observou os itens da política de segurança e fez as seguintes configurações no firewall de filtragem de pacotes:

I. Item da política: O TRF1 não quer nenhuma conexão TCP de entrada, exceto aquelas para o servidor web público. Configuração do firewall: bloquear todos os segmentos TCP SYN com exceção daqueles com porta de destino 80 e endereço IP destinatário correspondente ao servidor web.

II. Item da política: O TRF1 não quer que sua rede seja usada por um ataque DoS smurf. Configuração do firewall: abandonar todos os pacotes enviados para o endereço de broadcast da rede e pacotes com bit ACK ajustado em 0 ou 1.

III. Item da política: O TRF1 não deseja que seus usuários monopolizem o acesso à largura de banda com aplicações de rádio via Internet. Configuração do firewall: abandonar todos os pacotes UDP de entrada (exceto pacotes DNS).

IV. Item da política: O TRF1 não quer que sua rede interna seja mapeada (rastreio de rota) por estranhos. Configuração do firewall: abandonar todo o tráfego de saída expirado ICMP TTL.

Estão corretos APENAS os procedimentos adotados por Paula que constam em
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Q462024 Redes de Computadores
O SNMPv2 é usado para transportar informações da MIB entre entidades gerenciadoras e agentes, executando em nome das entidades gerenciadoras. Define sete tipos de mensagens conhecidas genericamente como Protocol Data Units - PDUs. Algumas destas PDUs são enviadas de uma entidade gerenciadora a um agente para requisitar o valor de um ou mais objetos MIB no dispositivo gerenciado do agente. Dentre elas estão GetRequest, que pode requisitar um conjunto arbitrário de valores MIB; múltiplas GetNextRequest, que podem ser usadas para percorrer a sequência de uma lista ou tabela de objetos MIB; e ...I... , que permite que um grande bloco de dados seja devolvido, evitando sobrecarga quando tiverem de ser enviadas múltiplas mensagens GetRequest ou GetNextRequest. Em todos os três casos, o agente responde com um PDU ...II... que contêm os identificadores dos objetos e seus valores associados.

As lacunas I e II são preenchidas, correta e respectivamente, por:
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Q462023 Redes de Computadores
Alice está trabalhando em seu computador no Tribunal e deseja chamar Roberto, que também está trabalhando em seu computador em outro Tribunal. Ambos os computadores estão equipados com software baseado em SIP para fazer e receber chamadas telefônicas. A sessão SIP começa quando Alice envia a Roberto uma mensagem ....... A mensagem enviada por Alice inclui um identificador para Roberto, uma indicação do endereço IP corrente de Alice, uma indicação de que Alice deseja receber áudio, o qual deve ser codificado em um formato específico e encapsulado em RTP e uma indicação de que ela quer receber os pacotes RTP na porta 38060. Após receber a mensagem de Alice, Roberto envia uma mensagem de resposta SIP à porta SIP. A resposta de Roberto inclui um 200 Ok, bem como uma identificação de seu endereço IP, o código e o empacotamento que deseja para recepção e seu número de porta para o qual os pacotes de áudio devem ser enviados. Considere que Alice e Roberto estão utilizando mecanismos diferentes de codificação de áudio. Após receber a resposta de Roberto, Alice lhe envia uma mensagem SIP de reconhecimento (ACK). Após essa transação SIP, Alice e Roberto podem conversar.

A lacuna é corretamente preenchida por
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Q462022 Redes de Computadores
Com relação ao IPv4, o formato do datagrama IPv6 apresenta uma estrutura mais simples e aprimorada, trazendo o campo
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Q462021 Redes de Computadores
No BGP, pares de roteadores trocam informações de roteamento por conexões TCP semipermanentes usando a porta 179. A conexão TCP, juntamente com todas as mensagens BGP enviadas pela conexão, é denominada sessão BGP. Quando um roteador anuncia um prefixo para uma sessão BGP, inclui vários atributos BGP juntamente com o prefixo, que são denominados rota. Assim, pares BGP anunciam rotas uns aos outros. Neste contexto, dois dos atributos BGP mais importantes são:
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Q462020 Redes de Computadores
O MultiProtocol Label Switching - MPLS fornece potencialidades da Engenharia de Tráfego às redes baseadas em pacotes e tem como um de seus objetivos aumentar e melhorar a velocidade de encaminhamento de pacotes nas redes públicas. Utiliza uma etiqueta de tamanho fixo reduzido para fornecer uma representação de forma abreviada do cabeçalho do pacote IP. No encaminhamento de pacotes MPLS,
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Q462019 Redes de Computadores
O Rapid Spanning Tree Protocol - RSTP é definido no padrão IEEE 802.1w para melhora no tempo de convergência do Spanning Tree (IEEE 802.1d).

Com relação ao tema, analise as asserções a seguir:

No sistema do protocolo RSTP, pacotes de controle denominados Bridge Protocol Data Unit - BPDU são trocados entre as bridges para transmitir informações referentes ao estado de topologia do protocolo, contendo dados sobre as portas da bridge, endereços, prioridades e custo do enlace. Estes pacotes exercem função fundamental para a convergência,

PORQUE

É pela comparação entre os diferentes BPDUs enviados por todas as bridges na rede, que se elege a raiz da árvore da topologia, a root bridge (bridge portadora das melhores configurações). A root bridge é a bridge que envia o melhor BPDU dentre as demais.

Acerca dessas asserções, é correto afirmar:
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Q462016 Redes de Computadores
O especialista em redes de computadores do Tribunal deseja configurar uma rede classe C e sabe que nesse tipo de classe de rede
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Q462015 Banco de Dados
Paulo foi solicitado a realizar um backup físico em uma base de dados Oracle em modo ARCHIVELOG, com a base aberta e gerando transações. Este tipo de backup é conhecido como ...I... . Utilizou para isso um cliente de banco de dados Oracle que executa tarefas de backup e recuperação e automatiza a administração de estratégias de backup, conhecido pela sigla .... II... .

As lacunas I e II são preenchidas, correta e respectivamente, por
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Q462008 Português
Considere a tirinha reproduzida abaixo.

imagem-001.jpg
Seguindo-se a regra determinada pelo novo acordo ortográfico, tal como referida no primeiro quadrinho, também deixaria de receber o acento agudo a palavra:
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Q462007 Português
ANTES QUE O CÉU CAIA

Líder indígena brasileiro mais conhecido no mundo, o ianomâmi Davi Kopenawa lança livro e participa da FLIP enquanto relata o medo dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Terra.

Leão Serva

Davi Kopenawa está triste. “A cobra grande está devorando o mundo”, ele diz. Em todo lugar, os homens semeiam destruição, esquentam o planeta e mudam o clima: até mesmo o lugar onde vive, a Terra Indígena Yanomâmi, que ocupa 96 km2 em Roraima e no Amazonas, na fronteira entre Brasil e Venezuela, vem sofrendo sinais estranhos. O céu pode cair a qualquer momento. Será o fim. Por isso, nem as muitas homenagens que recebe em todo o mundo aplacam sua angústia.

Ele decidiu escrever um livro para contar a sabedoria dos xamãs de seu povo, a criação do mundo, seus elementos e espíritos. Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria trajetória. “Não adianta só os brancos escreverem os livros deles. Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que índio não sabe nada.”

A obra foi lançada em 2010, na França (ed. Plon), e no ano passado, nos EUA, pela editora da universidade Harvard. Com o nome “A Queda do Céu”, está sendo traduzido para o português pela Companhia das Letras. No fim de julho, Davi vai participar da Feira Literária de Paraty/FLIP, mas a versão em português ainda não estará pronta. O lançamento está previsto para o ano que vem.

O livro explica os espíritos chamados “xapiris”, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas. “Xapiri é o médico do índio. E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente. O branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares e em outros tem muita chuva. Ele ajuda a nossa terra a não ficar triste.”

Nascido em 1956, Davi logo cedo foi identificado como um possível xamã, pois seus sonhos eram frequentados por espíritos. Xamã, ou pajé, é a referência espiritual de uma sociedade tribal. Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura dos doentes. Davi descreve assim sua vocação: “Quando eu era pequeno, costumava ver em sonhos seres assustadores. Não sabia o que me atrapalhava o sono, mas já eram os xapiris que vinham a mim”. Quando jovem, recebeu a formação tradicional de pajé.

Com cerca de 40 mil pessoas (entre Brasil e Venezuela), em todo o mundo os ianomâmis são o povo indígena mais populoso a viver de forma tradicional em floresta. Poucos falam português. Davi logo se tornou seu porta-voz.

(Adaptado de: SERVA, Leão. Revista Serafina. Número 75. São Paulo: Folha de S. Paulo, julho de 2014, p. 18-19)

No período O livro explica os espíritos chamados ‘xapiris’, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas (quarto parágrafo), a palavra grifada tem a função de pronome relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo como ocorre em:
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Q462006 Português
ANTES QUE O CÉU CAIA

Líder indígena brasileiro mais conhecido no mundo, o ianomâmi Davi Kopenawa lança livro e participa da FLIP enquanto relata o medo dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Terra.

Leão Serva

Davi Kopenawa está triste. “A cobra grande está devorando o mundo”, ele diz. Em todo lugar, os homens semeiam destruição, esquentam o planeta e mudam o clima: até mesmo o lugar onde vive, a Terra Indígena Yanomâmi, que ocupa 96 km2 em Roraima e no Amazonas, na fronteira entre Brasil e Venezuela, vem sofrendo sinais estranhos. O céu pode cair a qualquer momento. Será o fim. Por isso, nem as muitas homenagens que recebe em todo o mundo aplacam sua angústia.

Ele decidiu escrever um livro para contar a sabedoria dos xamãs de seu povo, a criação do mundo, seus elementos e espíritos. Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria trajetória. “Não adianta só os brancos escreverem os livros deles. Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que índio não sabe nada.”

A obra foi lançada em 2010, na França (ed. Plon), e no ano passado, nos EUA, pela editora da universidade Harvard. Com o nome “A Queda do Céu”, está sendo traduzido para o português pela Companhia das Letras. No fim de julho, Davi vai participar da Feira Literária de Paraty/FLIP, mas a versão em português ainda não estará pronta. O lançamento está previsto para o ano que vem.

O livro explica os espíritos chamados “xapiris”, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas. “Xapiri é o médico do índio. E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente. O branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares e em outros tem muita chuva. Ele ajuda a nossa terra a não ficar triste.”

Nascido em 1956, Davi logo cedo foi identificado como um possível xamã, pois seus sonhos eram frequentados por espíritos. Xamã, ou pajé, é a referência espiritual de uma sociedade tribal. Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura dos doentes. Davi descreve assim sua vocação: “Quando eu era pequeno, costumava ver em sonhos seres assustadores. Não sabia o que me atrapalhava o sono, mas já eram os xapiris que vinham a mim”. Quando jovem, recebeu a formação tradicional de pajé.

Com cerca de 40 mil pessoas (entre Brasil e Venezuela), em todo o mundo os ianomâmis são o povo indígena mais populoso a viver de forma tradicional em floresta. Poucos falam português. Davi logo se tornou seu porta-voz.

(Adaptado de: SERVA, Leão. Revista Serafina. Número 75. São Paulo: Folha de S. Paulo, julho de 2014, p. 18-19)

Sobre a flexão de alguns verbos utilizados no texto são feitas as seguintes afirmações:

I. Em Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos chamados xapiris, o verbo “receber” está no plural porque concorda com o sujeito cujos núcleos são “ianomâmis” e “xamãs”.

II. Em E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente, o verbo “ajudar” concorda com o sujeito elíptico “xapiri”.

III. Em O céu pode cair a qualquer momento, o verbo “poder” concorda em número com “céu”, sujeito simples no singular.

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q462005 Português
ANTES QUE O CÉU CAIA

Líder indígena brasileiro mais conhecido no mundo, o ianomâmi Davi Kopenawa lança livro e participa da FLIP enquanto relata o medo dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Terra.

Leão Serva

Davi Kopenawa está triste. “A cobra grande está devorando o mundo”, ele diz. Em todo lugar, os homens semeiam destruição, esquentam o planeta e mudam o clima: até mesmo o lugar onde vive, a Terra Indígena Yanomâmi, que ocupa 96 km2 em Roraima e no Amazonas, na fronteira entre Brasil e Venezuela, vem sofrendo sinais estranhos. O céu pode cair a qualquer momento. Será o fim. Por isso, nem as muitas homenagens que recebe em todo o mundo aplacam sua angústia.

Ele decidiu escrever um livro para contar a sabedoria dos xamãs de seu povo, a criação do mundo, seus elementos e espíritos. Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria trajetória. “Não adianta só os brancos escreverem os livros deles. Eu queria escrever para os não indígenas não acharem que índio não sabe nada.”

A obra foi lançada em 2010, na França (ed. Plon), e no ano passado, nos EUA, pela editora da universidade Harvard. Com o nome “A Queda do Céu”, está sendo traduzido para o português pela Companhia das Letras. No fim de julho, Davi vai participar da Feira Literária de Paraty/FLIP, mas a versão em português ainda não estará pronta. O lançamento está previsto para o ano que vem.

O livro explica os espíritos chamados “xapiris”, que os ianomâmis creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e das coisas. “Xapiri é o médico do índio. E também ajuda quando tem muita chuva ou está quente. O branco está preocupado que não chove mais em alguns lugares e em outros tem muita chuva. Ele ajuda a nossa terra a não ficar triste.”

Nascido em 1956, Davi logo cedo foi identificado como um possível xamã, pois seus sonhos eram frequentados por espíritos. Xamã, ou pajé, é a referência espiritual de uma sociedade tribal. Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura dos doentes. Davi descreve assim sua vocação: “Quando eu era pequeno, costumava ver em sonhos seres assustadores. Não sabia o que me atrapalhava o sono, mas já eram os xapiris que vinham a mim”. Quando jovem, recebeu a formação tradicional de pajé.

Com cerca de 40 mil pessoas (entre Brasil e Venezuela), em todo o mundo os ianomâmis são o povo indígena mais populoso a viver de forma tradicional em floresta. Poucos falam português. Davi logo se tornou seu porta-voz.

(Adaptado de: SERVA, Leão. Revista Serafina. Número 75. São Paulo: Folha de S. Paulo, julho de 2014, p. 18-19)

Considerando as informações do texto, é correto afirmar sobre o autor e o livro apresentados na reportagem:
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Q462004 Português
QUANDO A CRASE MUDA O SENTIDO

Muitos deixariam de ver a crase como bicho-papão se pensassem nela como uma ferramenta para evitar ambiguidade nas frases.

Luiz Costa Pereira Junior

O emprego da crase costuma desconcertar muita gente. A ponto de ter gerado um balaio de frases inflamadas ou espirituosas de uma turma renomada. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, é autor da sentença “A crase não foi feita para humilhar ninguém”, marco da tolerância gramatical ao acento gráfico. O escritor Moacyr Scliar discorda, em uma deliciosa crônica “Tropeçando nos acentos”, e afirma que a crase foi feita, sim, para humilhar as pessoas; e o humorista Millôr Fernandes, de forma irônica e jocosa, é taxativo: “ela não existe no Brasil”.

O assunto é tão candente que, em 2005, o deputado João Herrmann Neto propôs abolir esse acento do português do Brasil por meio do projeto de lei 5.154, pois o considerava “sinal obsoleto, que o povo já fez morrer”. Bombardeado, na ocasião, por gramáticos e linguistas que o acusavam de querer abolir um fato sintático como quem revoga a lei da gravidade, Herrmann logo desistiu do projeto.

A grande utilidade do acento de crase no a, entretanto, que faz com que seja descabida a proposta de sua extinção por decreto ou falta de uso, é: crase é, antes de mais nada, um imperativo de clareza. Não raro, a ambiguidade se dissolve com a crase - em outras, só o contexto resolve o impasse. Exemplos de casos em que a crase retira a dúvida de sentido de uma frase, lembrados por Celso Pedro Luft no hoje clássico Decifrando a crase: cheirar a gasolina X cheirar à gasolina; a moça correu as cortinas X a moça correu às cortinas; o homem pinta a máquina X o homem pinta à máquina; referia-se a outra mulher X referia-se à outra mulher.

O contexto até se encarregaria, diz o autor, de esclarecer a mensagem; um usuário do idioma mais atento intui um acento necessário, garantido pelo contexto em que a mensagem se insere. A falta de clareza, por vezes, ocorre na fala, não tanto na escrita. Exemplos de dúvida fonética, sugeridos por Francisco Platão Savioli: “A noite chegou”; “ela cheira a rosa”; “a polícia recebeu a bala”. Sem o sinal diacrítico, construções como essas serão sempre ambíguas. Nesse sentido, a crase pode ser antes um problema de leitura do que prioritariamente de escrita.

(Adaptado de: PEREIRA Jr., Luiz Costa. Revista Língua portuguesa, ano 4, n. 48. São Paulo: Segmento, outubro de 2009. p. 36-38)

A melhor explicação para o uso da vírgula, na frase do último parágrafo “Nesse sentido, a crase pode ser antes um problema de leitura do que prioritariamente de escrita”, é:
Alternativas
Respostas
2421: E
2422: D
2423: C
2424: C
2425: E
2426: C
2427: D
2428: E
2429: A
2430: A
2431: B
2432: C
2433: B
2434: E
2435: C
2436: C
2437: D
2438: A
2439: A
2440: E