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Q2732382 Português

Cachorro encurralado não salta



1 Com certeza você já ouviu gente reclamar que os estudantes de hoje são muito mimados, desfiando

2 frases como “No meu tempo, a gente podia zoar os amigos. Hoje tudo é bullying”. É assim mesmo: desde

3 a Idade da Pedra toda geração acha que seus descendentes pioraram. Consigo imaginar um neandertal

4 grunhindo: “Esses moleques de hoje não aguentam mais nada. No meu tempo, a gente não tinha fogueira

5 quentinha. Não havia essa história de bater pedrinha uma na outra – tinha que andar na floresta até achar

6 uma árvore atingida por um raio. Desse jeito, daqui a pouco nem pelo a humanidade vai ter”.

7 Todo termo que ganha popularidade perde seu significado original, e isso pode muito bem ter

8 acontecido com o bullying. Sim, não é toda zoeira que é bullying. Mas se nem toda brincadeira pode ser

9 condenada, isso não faz com que o bullying não exista. Existe, e há bastante tempo.

10 Em 1958, os britânicos resolveram acompanhar o desenvolvimento de todas as crianças nascidas

11 numa determinada semana daquele ano. Reuniram, assim, dados sobre quase 18 mil bebês, e passaram

12 a avaliá-los de tempos em tempos durante 50 anos. Descobriram que, já na década de 1960, era alta a

13 incidência de violência na escola – coisas mais graves do que uma piada ou brincadeira. Quase um terço

14 dos alunos passava por isso ocasionalmente, e 15% com frequência. É o povo da geração que diz: “Na

15 minha época, não existia esse negócio de bullying”. Imagina se existisse. Não é surpresa para ninguém

16 que, na vida adulta, as pessoas que passaram por tais problemas têm pior qualidade de vida e muito mais

17 chance de desenvolver depressão, por exemplo. O dobro de chance, para ser preciso.

18 Mais ou menos na mesma época, nos anos 1960, do outro lado do Atlântico, um pesquisador

19 chamado Martin Seligman, interessado nos mecanismos que levam à depressão, criava um experimento

20 que se tornaria clássico. Ele e seus colegas reuniram um grupo de cães e os colocaram em três tipos de

21 gaiolas diferentes. O grupo 1 ficava lá por um tempo e, depois, era retirado. A gaiola do grupo 2 tinha o

22 chão eletrificado, para dar choques inesperados. Contudo, diante dos cães havia uma alavanca que parava

23 os choques. E o desafortunado grupo 3 também estava num chão eletrificado, mas ele era pareado com a

24 gaiola do grupo 2. Ou seja, os cães deste grupo não tinham como parar os próprios choques. Eles recebiam

25 a mesma intensidade que seus parceiros do grupo 2 (pois, quando esses desligavam a eletricidade, todos

26 os choques cessavam), mas, como não sabiam dessa artimanha da alavanca, para eles tanto o início

27 quanto o fim pareciam aleatórios.

28 Uma vez condicionados dessa maneira, os cachorros foram transferidos para outra gaiola, dividida

29 em duas partes – um lado com chão eletrificado e outro não. Os dois lados eram separados por uma

30 barreira baixa; quando os cães dos grupos 1 e 2 eram colocados ali, rapidamente aprendiam a pular de

31 um lado para o outro para escapar dos choques. A maioria dos cães do grupo 3, por sua vez, nem pensava

32 em saltar. Haviam aprendido que não havia esperança, afinal. Seligman cunhou, então, o termo learned

33 helplessness, ou desamparo aprendido.

34 O que acontece no bullying (de verdade) é parecido com isso. As crianças sentem-se totalmente

35 cercadas, submetidas a situações muito hostis – que lhes parecem inevitáveis –, e com o tempo

36 desenvolvem a mesma sensação de desamparo. Para elas, é impossível fazer qualquer coisa para cessar

37 aquele sofrimento. Não é de estranhar que se tornem adultos deprimidos.

38 Se a história nos ensinou algo, é que há coisas que não aprendemos com a história. Não acho que

39 algum dia as gerações mais velhas deixarão de criticar as mais novas. Até aí, tudo bem. Mas, pelo menos

40 no que se refere ao bullying, não devemos menosprezar as queixas da garotada.


Daniel Barros – Revista Galileu, edição 319, fev. 2018.

As aspas, presentes em algumas partes do texto (linhas 2, 4 a 6 e 14 e 15), foram empregadas para

Alternativas
Q2732378 Português

Cachorro encurralado não salta



1 Com certeza você já ouviu gente reclamar que os estudantes de hoje são muito mimados, desfiando

2 frases como “No meu tempo, a gente podia zoar os amigos. Hoje tudo é bullying”. É assim mesmo: desde

3 a Idade da Pedra toda geração acha que seus descendentes pioraram. Consigo imaginar um neandertal

4 grunhindo: “Esses moleques de hoje não aguentam mais nada. No meu tempo, a gente não tinha fogueira

5 quentinha. Não havia essa história de bater pedrinha uma na outra – tinha que andar na floresta até achar

6 uma árvore atingida por um raio. Desse jeito, daqui a pouco nem pelo a humanidade vai ter”.

7 Todo termo que ganha popularidade perde seu significado original, e isso pode muito bem ter

8 acontecido com o bullying. Sim, não é toda zoeira que é bullying. Mas se nem toda brincadeira pode ser

9 condenada, isso não faz com que o bullying não exista. Existe, e há bastante tempo.

10 Em 1958, os britânicos resolveram acompanhar o desenvolvimento de todas as crianças nascidas

11 numa determinada semana daquele ano. Reuniram, assim, dados sobre quase 18 mil bebês, e passaram

12 a avaliá-los de tempos em tempos durante 50 anos. Descobriram que, já na década de 1960, era alta a

13 incidência de violência na escola – coisas mais graves do que uma piada ou brincadeira. Quase um terço

14 dos alunos passava por isso ocasionalmente, e 15% com frequência. É o povo da geração que diz: “Na

15 minha época, não existia esse negócio de bullying”. Imagina se existisse. Não é surpresa para ninguém

16 que, na vida adulta, as pessoas que passaram por tais problemas têm pior qualidade de vida e muito mais

17 chance de desenvolver depressão, por exemplo. O dobro de chance, para ser preciso.

18 Mais ou menos na mesma época, nos anos 1960, do outro lado do Atlântico, um pesquisador

19 chamado Martin Seligman, interessado nos mecanismos que levam à depressão, criava um experimento

20 que se tornaria clássico. Ele e seus colegas reuniram um grupo de cães e os colocaram em três tipos de

21 gaiolas diferentes. O grupo 1 ficava lá por um tempo e, depois, era retirado. A gaiola do grupo 2 tinha o

22 chão eletrificado, para dar choques inesperados. Contudo, diante dos cães havia uma alavanca que parava

23 os choques. E o desafortunado grupo 3 também estava num chão eletrificado, mas ele era pareado com a

24 gaiola do grupo 2. Ou seja, os cães deste grupo não tinham como parar os próprios choques. Eles recebiam

25 a mesma intensidade que seus parceiros do grupo 2 (pois, quando esses desligavam a eletricidade, todos

26 os choques cessavam), mas, como não sabiam dessa artimanha da alavanca, para eles tanto o início

27 quanto o fim pareciam aleatórios.

28 Uma vez condicionados dessa maneira, os cachorros foram transferidos para outra gaiola, dividida

29 em duas partes – um lado com chão eletrificado e outro não. Os dois lados eram separados por uma

30 barreira baixa; quando os cães dos grupos 1 e 2 eram colocados ali, rapidamente aprendiam a pular de

31 um lado para o outro para escapar dos choques. A maioria dos cães do grupo 3, por sua vez, nem pensava

32 em saltar. Haviam aprendido que não havia esperança, afinal. Seligman cunhou, então, o termo learned

33 helplessness, ou desamparo aprendido.

34 O que acontece no bullying (de verdade) é parecido com isso. As crianças sentem-se totalmente

35 cercadas, submetidas a situações muito hostis – que lhes parecem inevitáveis –, e com o tempo

36 desenvolvem a mesma sensação de desamparo. Para elas, é impossível fazer qualquer coisa para cessar

37 aquele sofrimento. Não é de estranhar que se tornem adultos deprimidos.

38 Se a história nos ensinou algo, é que há coisas que não aprendemos com a história. Não acho que

39 algum dia as gerações mais velhas deixarão de criticar as mais novas. Até aí, tudo bem. Mas, pelo menos

40 no que se refere ao bullying, não devemos menosprezar as queixas da garotada.


Daniel Barros – Revista Galileu, edição 319, fev. 2018.

Em relação à pesquisa feita pelos britânicos em 1958 pode-se afirmar que

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Q2732374 Português

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1 Com certeza você já ouviu gente reclamar que os estudantes de hoje são muito mimados, desfiando

2 frases como “No meu tempo, a gente podia zoar os amigos. Hoje tudo é bullying”. É assim mesmo: desde

3 a Idade da Pedra toda geração acha que seus descendentes pioraram. Consigo imaginar um neandertal

4 grunhindo: “Esses moleques de hoje não aguentam mais nada. No meu tempo, a gente não tinha fogueira

5 quentinha. Não havia essa história de bater pedrinha uma na outra – tinha que andar na floresta até achar

6 uma árvore atingida por um raio. Desse jeito, daqui a pouco nem pelo a humanidade vai ter”.

7 Todo termo que ganha popularidade perde seu significado original, e isso pode muito bem ter

8 acontecido com o bullying. Sim, não é toda zoeira que é bullying. Mas se nem toda brincadeira pode ser

9 condenada, isso não faz com que o bullying não exista. Existe, e há bastante tempo.

10 Em 1958, os britânicos resolveram acompanhar o desenvolvimento de todas as crianças nascidas

11 numa determinada semana daquele ano. Reuniram, assim, dados sobre quase 18 mil bebês, e passaram

12 a avaliá-los de tempos em tempos durante 50 anos. Descobriram que, já na década de 1960, era alta a

13 incidência de violência na escola – coisas mais graves do que uma piada ou brincadeira. Quase um terço

14 dos alunos passava por isso ocasionalmente, e 15% com frequência. É o povo da geração que diz: “Na

15 minha época, não existia esse negócio de bullying”. Imagina se existisse. Não é surpresa para ninguém

16 que, na vida adulta, as pessoas que passaram por tais problemas têm pior qualidade de vida e muito mais

17 chance de desenvolver depressão, por exemplo. O dobro de chance, para ser preciso.

18 Mais ou menos na mesma época, nos anos 1960, do outro lado do Atlântico, um pesquisador

19 chamado Martin Seligman, interessado nos mecanismos que levam à depressão, criava um experimento

20 que se tornaria clássico. Ele e seus colegas reuniram um grupo de cães e os colocaram em três tipos de

21 gaiolas diferentes. O grupo 1 ficava lá por um tempo e, depois, era retirado. A gaiola do grupo 2 tinha o

22 chão eletrificado, para dar choques inesperados. Contudo, diante dos cães havia uma alavanca que parava

23 os choques. E o desafortunado grupo 3 também estava num chão eletrificado, mas ele era pareado com a

24 gaiola do grupo 2. Ou seja, os cães deste grupo não tinham como parar os próprios choques. Eles recebiam

25 a mesma intensidade que seus parceiros do grupo 2 (pois, quando esses desligavam a eletricidade, todos

26 os choques cessavam), mas, como não sabiam dessa artimanha da alavanca, para eles tanto o início

27 quanto o fim pareciam aleatórios.

28 Uma vez condicionados dessa maneira, os cachorros foram transferidos para outra gaiola, dividida

29 em duas partes – um lado com chão eletrificado e outro não. Os dois lados eram separados por uma

30 barreira baixa; quando os cães dos grupos 1 e 2 eram colocados ali, rapidamente aprendiam a pular de

31 um lado para o outro para escapar dos choques. A maioria dos cães do grupo 3, por sua vez, nem pensava

32 em saltar. Haviam aprendido que não havia esperança, afinal. Seligman cunhou, então, o termo learned

33 helplessness, ou desamparo aprendido.

34 O que acontece no bullying (de verdade) é parecido com isso. As crianças sentem-se totalmente

35 cercadas, submetidas a situações muito hostis – que lhes parecem inevitáveis –, e com o tempo

36 desenvolvem a mesma sensação de desamparo. Para elas, é impossível fazer qualquer coisa para cessar

37 aquele sofrimento. Não é de estranhar que se tornem adultos deprimidos.

38 Se a história nos ensinou algo, é que há coisas que não aprendemos com a história. Não acho que

39 algum dia as gerações mais velhas deixarão de criticar as mais novas. Até aí, tudo bem. Mas, pelo menos

40 no que se refere ao bullying, não devemos menosprezar as queixas da garotada.


Daniel Barros – Revista Galileu, edição 319, fev. 2018.

A leitura do texto nos leva a concluir que o bullying é


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Q2732371 Português

Cachorro encurralado não salta



1 Com certeza você já ouviu gente reclamar que os estudantes de hoje são muito mimados, desfiando

2 frases como “No meu tempo, a gente podia zoar os amigos. Hoje tudo é bullying”. É assim mesmo: desde

3 a Idade da Pedra toda geração acha que seus descendentes pioraram. Consigo imaginar um neandertal

4 grunhindo: “Esses moleques de hoje não aguentam mais nada. No meu tempo, a gente não tinha fogueira

5 quentinha. Não havia essa história de bater pedrinha uma na outra – tinha que andar na floresta até achar

6 uma árvore atingida por um raio. Desse jeito, daqui a pouco nem pelo a humanidade vai ter”.

7 Todo termo que ganha popularidade perde seu significado original, e isso pode muito bem ter

8 acontecido com o bullying. Sim, não é toda zoeira que é bullying. Mas se nem toda brincadeira pode ser

9 condenada, isso não faz com que o bullying não exista. Existe, e há bastante tempo.

10 Em 1958, os britânicos resolveram acompanhar o desenvolvimento de todas as crianças nascidas

11 numa determinada semana daquele ano. Reuniram, assim, dados sobre quase 18 mil bebês, e passaram

12 a avaliá-los de tempos em tempos durante 50 anos. Descobriram que, já na década de 1960, era alta a

13 incidência de violência na escola – coisas mais graves do que uma piada ou brincadeira. Quase um terço

14 dos alunos passava por isso ocasionalmente, e 15% com frequência. É o povo da geração que diz: “Na

15 minha época, não existia esse negócio de bullying”. Imagina se existisse. Não é surpresa para ninguém

16 que, na vida adulta, as pessoas que passaram por tais problemas têm pior qualidade de vida e muito mais

17 chance de desenvolver depressão, por exemplo. O dobro de chance, para ser preciso.

18 Mais ou menos na mesma época, nos anos 1960, do outro lado do Atlântico, um pesquisador

19 chamado Martin Seligman, interessado nos mecanismos que levam à depressão, criava um experimento

20 que se tornaria clássico. Ele e seus colegas reuniram um grupo de cães e os colocaram em três tipos de

21 gaiolas diferentes. O grupo 1 ficava lá por um tempo e, depois, era retirado. A gaiola do grupo 2 tinha o

22 chão eletrificado, para dar choques inesperados. Contudo, diante dos cães havia uma alavanca que parava

23 os choques. E o desafortunado grupo 3 também estava num chão eletrificado, mas ele era pareado com a

24 gaiola do grupo 2. Ou seja, os cães deste grupo não tinham como parar os próprios choques. Eles recebiam

25 a mesma intensidade que seus parceiros do grupo 2 (pois, quando esses desligavam a eletricidade, todos

26 os choques cessavam), mas, como não sabiam dessa artimanha da alavanca, para eles tanto o início

27 quanto o fim pareciam aleatórios.

28 Uma vez condicionados dessa maneira, os cachorros foram transferidos para outra gaiola, dividida

29 em duas partes – um lado com chão eletrificado e outro não. Os dois lados eram separados por uma

30 barreira baixa; quando os cães dos grupos 1 e 2 eram colocados ali, rapidamente aprendiam a pular de

31 um lado para o outro para escapar dos choques. A maioria dos cães do grupo 3, por sua vez, nem pensava

32 em saltar. Haviam aprendido que não havia esperança, afinal. Seligman cunhou, então, o termo learned

33 helplessness, ou desamparo aprendido.

34 O que acontece no bullying (de verdade) é parecido com isso. As crianças sentem-se totalmente

35 cercadas, submetidas a situações muito hostis – que lhes parecem inevitáveis –, e com o tempo

36 desenvolvem a mesma sensação de desamparo. Para elas, é impossível fazer qualquer coisa para cessar

37 aquele sofrimento. Não é de estranhar que se tornem adultos deprimidos.

38 Se a história nos ensinou algo, é que há coisas que não aprendemos com a história. Não acho que

39 algum dia as gerações mais velhas deixarão de criticar as mais novas. Até aí, tudo bem. Mas, pelo menos

40 no que se refere ao bullying, não devemos menosprezar as queixas da garotada.


Daniel Barros – Revista Galileu, edição 319, fev. 2018.

O texto “Cachorro encurralado não salta” tem como tema central um assunto polêmico e de muito impacto para a sociedade atual. O assunto em questão é/são

Alternativas
Q2082483 Biomedicina - Análises Clínicas
Em um teste imunológico, para evitar o efeito de prozona causado pelo excesso de anticorpos, recomenda-se diluir o soro na proporção 1/8. As proporções corretas para se obter esta diluição são ____ microlitros de soro adicionados a ____ microlitros de solução fisiológica (salina). Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
Alternativas
Q2082481 Biomedicina - Análises Clínicas

Um técnico de laboratório está tendo problemas com dois protocolos de coloração, como segue:


1) no setor de hematologia, os núcleos dos leucócitos estão mal corados ou apagados nas distensões hematológicas;

2) no setor de microbiologia, todas as bactérias presentes nas lâminas da bacteriologia estão corando de azul-escuro ou roxo.


Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as prováveis causas dos problemas técnicos descritos.

Alternativas
Q2082480 Biomedicina - Análises Clínicas

Em relação às culturas de materiais biológicos na rotina de um laboratório de microbiologia, considere as afirmativas a seguir.


I → Quando não for possível a semeadura imediata, as amostras de líquido cefalorraquiano (líquor) devem ser mantidas sob refrigeração por 24 horas ou congeladas por até 72 horas.

II → As amostras de urina de jato médio que não puderem ser semeadas imediatamente podem ser mantidas sob refrigeração por até 24 horas; a semeadura é realizada em meios de cultura apropriados utilizando alça calibrada.

III → As amostras de escarro devem ser processadas em menos de 2 horas ou mantidas a 4°C por, no máximo, 24 horas; para a cultura de escarro deve-se selecionar as porções mais purulentas da amostra.

IV → Quando não for possível a semeadura imediata, as amostras de fezes devem ser mantidas em temperatura ambiente por até 48 horas e, posteriormente, semeadas em meios de cultura seletivos.


Está(ão) correta(s)

Alternativas
Q2082479 Biomedicina - Análises Clínicas

Considere os passos a seguir de um processo de esterilização utilizando autoclave vertical de uso laboratorial.


(  ) Após a saída de vapor contínuo no bico do registro, fechar a válvula da autoclave.

(  ) Atingida a pressão de trabalho, mudar a chave de temperatura para a posição "médio" e manter assim por 15 a 30 minutos.

(  ) Verificar o nível da água na autoclave e abastecer se necessário, até atingir o nível de descanso do cesto.

(  ) Com a válvula da autoclave aberta, passar o botão de temperatura da autoclave para a posição "máximo".

(  ) Abrir a tampa, colocar o material a ser esterilizado e fechar a autoclave.


A alternativa que apresenta a sequência correta de passos em ordem crescente de 1 a 5 é

Alternativas
Q2082478 Biomedicina - Análises Clínicas

Associe cada meio de cultura na coluna à esquerda a uma característica na coluna à direita.


(1) Ágar Sangue

(2) Ágar MuellerHinton

(3) Ágar Lowestein Jensen

(4) Ágar CLED


( ) Meio comumente utilizado para isolamento e quantificação de microrganismos presentes em amostras de urina.

( ) Meio não seletivo que permite o crescimento de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.

( ) Meio usado para o isolamento de micobactérias.

( ) Meio comumente utilizado para os testes de avaliação da resistência aos antimicrobianos pelo método de difusão em disco.

 

A alternativa que apresenta a sequência correta é

Alternativas
Q2082477 Biomedicina - Análises Clínicas

Sobre os procedimentos técnicos para a realização de análise do sêmen humano (espermograma), considere as afirmativas a seguir.


I → A análise de volume, viscosidade e motilidade espermática faz parte da avaliação rotineira do sêmen e deve ser realizada após o período de liquefação da amostra em estufa a 37°C.

II → O pH do sêmen deve ser medido antes da sua liquefação completa e após a avaliação da viscosidade.

III → A análise da motilidade espermática é realiza da usando uma solução de formalina a 2% que paralisa os movimentos do espermatozoide.

IV → A avaliação da viscosidade do sêmen pode ser realizada por gotejamento utilizando pipeta de vidro de volume adequado.


Estão corretas

Alternativas
Q2082476 Biomedicina - Análises Clínicas
Uma amostra de urina de 24h, de volume 2300 mL, continha 80 gramas de proteínas na amostra total. A concentração de proteínas em gramas por decilitro de urina é, aproximadamente,
Alternativas
Q2082475 Biomedicina - Análises Clínicas
Um técnico de laboratório realizou uma contagem de leucócitos em uma amostra de líquido pleural utilizando uma câmara de Fuchs-Rosenthal. Para isso, a amostra foi previamente diluída na proporção 1/10 com líquido de Turk, o qual lisa os eritrócitos. Ao fazer a contagem de células, utilizando toda área da câmara, obteve um total de 330 leucócitos. Sabendo-se que o volume de amostra, na área de contagem de uma câmara de Fuchs-Rosenthal, é de 3,2 microlitros, qual a contagem aproximada de leucócitos por microlitro na amostra original de líquido pleural?
Alternativas
Q2082474 Biomedicina - Análises Clínicas
Com relação à coleta de sangue para a realização dos testes que avaliam a coagulação sanguínea, como o tempo de protrombina (TP) e o tempo de tromboplastina parcial (TTP), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2082473 Biomedicina - Análises Clínicas

Um técnico de laboratório coletou amostras de sangue de um paciente utilizando tubos plásticos e sistema de coleta a vácuo na seguinte ordem: (1º) tubo com tampa azul-clara, (2º) tubo com tampa vermelha, (3º) tubo com tampa roxa. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa seguir.


(  ) Ao centrifugar o primeiro tubo (tampa azulclara), obtém-se plasma.

(  ) Ao centrifugar o segundo tubo (tampa vermelha), obtém-se plasma.

(  ) Ao homogeneizar o terceiro tubo (tampa roxa), obtém-se sangue total.

(  ) A ordem de coleta dos tubos NÃO está de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso.


A sequência correta é

Alternativas
Q2082472 Biomedicina - Análises Clínicas
Durante a coleta de sangue ou punção venosa, alguns problemas técnicos podem ocorrer, os quais, porém, podem ser solucionados. A alternativa que apresenta o problema com uma solução INADEQUADA é:
Alternativas
Q2082471 Biomedicina - Análises Clínicas
A um técnico de laboratório do setor de imunohematologia foi solicitado realizar uma tipagem sanguínea ABO direta (pesquisa de antígenos ou aglutinogênios), uma confirmação com prova reversa (pesquisa de anticorpos ou aglutininas) e um teste de Coombs direto (teste da antiglobulina direto). Qual amostra o técnico utilizará para realizar cada um dos três testes solicitados, respectivamente?
Alternativas
Q2082470 Biomedicina - Análises Clínicas

Para a confecção de distensão ou esfregaço sanguíneo, uma gota de sangue é colocada próximo de uma das extremidades de uma lâmina basal de vidro e uma lâmina extensora é utilizada para impelir o sangue para frente, de modo a formar uma fina camada de sangue sobre a lâmina basal. Sobre os procedimentos técnicos para a confecção de um esfregaço sanguíneo, considere as afirmativas a seguir.


I → Quanto maior a velocidade do movimento realizado com a lâmina extensora, mais curto ficará o esfregaço sanguíneo.

II → Quanto menor o ângulo entre a lâmina extensora e a lâmina basal, mais longo ficará o esfregaço sanguíneo.

III → Para um esfregaço sanguíneo adequado, o sangue deve cobrir toda a extensão da lâmina basal no sentido longitudinal.

IV → As extensões sanguíneas também podem ser confeccionadas de modo automatizado com o emprego de equipamentos extensores de lâminas. 


Estão corretas

Alternativas
Q2082469 Biomedicina - Análises Clínicas

No hemograma de um paciente, o resultado para hematócrito foi de 42%. É correto afirmar que _______________ ocupa(m) _______________ do volume total da amostra.


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

Alternativas
Q2082468 Biomedicina - Análises Clínicas

Em relação ao gerenciamento de resíduos de um laboratório clínico, considere as afirmativas a seguir.


I → As sobras de amostras de laboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos não podem ser descartadas diretamente no sistema de esgoto, mesmo que tratadas antes da disposição final.

II → As culturas e os estoques de micro-organismos, os meio de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas devem ser autoclavados para redução ou eliminação da carga microbiana.

III → As seringas e agulhas, exceto as usadas na coleta laboratorial de amostra de doadores e pacientes, e os demais perfurocortantes que não apresentem risco químico, biológico ou radiológico não necessitam de tratamento prévio à disposição final ambientalmente adequada.


Está(ão) correta(s)

Alternativas
Q2082467 Biomedicina - Análises Clínicas
Segundo a RDC ANVISA nº20, para o transporte de materiais biológicos pertencentes à categoria "espécime humana de risco mínimo" devem ser aplicados os seguintes requisitos mínimos:
Alternativas
Respostas
1361: B
1362: D
1363: C
1364: C
1365: C
1366: D
1367: D
1368: B
1369: A
1370: B
1371: B
1372: B
1373: A
1374: B
1375: E
1376: D
1377: D
1378: D
1379: B
1380: E