Foram encontradas 6.680 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3388337 Legislação de Trânsito
As infrações são passíveis de punições por multa, em uma infração de natureza grave, o condutor infrator recebe quantos pontos negativos em seu prontuário de habilitação?
Alternativas
Q3388336 Legislação de Trânsito
CTB – Código de Trânsito Brasileiro. Nos gestos do agente de trânsito, o que significa a ilustração abaixo (palma da mão movimentando para cima e para baixo)? 

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q3388335 Legislação de Trânsito

Observe a seguinte ilustração:



Imagem associada para resolução da questão


A imagem representa um cruzamento em que os três veículos se aproximaram no mesmo horário. Qual a ordem de preferência?

Alternativas
Q3388332 Segurança e Saúde no Trabalho
Quando na manutenção de maquinários em lugar lamacento, onde poderá operar com objetos cortantes, o operador de máquinas deve utilizar:
Alternativas
Q3388330 Sistemas Operacionais
É incorreto afirmar sobre Sistemas Operacionais:
Alternativas
Q3388329 Segurança da Informação
Em segurança da informação, o conceito de autenticidade garante:
Alternativas
Q3388327 Noções de Informática
No Microsoft Word, qual o atalho padrão para salvar rapidamente um documento?
Alternativas
Q3388326 Noções de Informática
Em armazenamento em nuvem, o conceito de Nuvens híbridas refere-se a:
Alternativas
Q3387614 Atualidades
Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação de um ex-presidente brasileiro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tornando-o inelegível. Recentemente, ele recebeu ordem de prisão, depois transferida para regime domiciliar. Afastado do cargo na década de 1990 após impeachment, esse político também foi investigado durante a Operação Lava Jato. Qual das alternativas se refere a esse homem da política brasileira?
Alternativas
Q3387613 Turismo
Quarto Centenário possui atrações naturais que contribuem para o turismo local, como trilhas e cachoeiras. Qual das alternativas abaixo corresponde a uma beleza natural de Quarto Centenário?
Alternativas
Q3387610 Geografia

Analise as assertivas que contém municípios aos quais o território de Quarto Centenário já pertenceu durante o século XX e assinale a alternativa correta:



I - Campo Mourão.


II – Goioerê.


III – Maringá.


IV – Curitiba.

Alternativas
Q3387606 Matemática
A tabela seguinte descreve a distribuição de salários de uma Empresa do ramo farmacêutico. A referência de valores é em salários mínimos:

Imagem associada para resolução da questão

Com base nos dados da tabela, a média salarial destes colaboradores é igual a: 
Alternativas
Q3387604 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente a função sintática exercida pelo termo em destaque no período: Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.
Alternativas
Q3387603 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente o sentido estabelecido entre as orações do período pelo termo em destaque: Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. 
Alternativas
Q3387602 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa cuja letra s no final da palavra NÃO represente o seu plural: 
Alternativas
Q3387601 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis. 
Alternativas
Q3387600 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente a classe morfológica do termo em destaque no período: Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora.
Alternativas
Q3387598 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa cuja palavra seja acentuada pela mesma regra que justifica a acentuação da palavra difícil
Alternativas
Q3387597 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente dígrafo: 
Alternativas
Q3387596 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente termo que possa substituir os termos em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano.
Alternativas
Respostas
1501: C
1502: D
1503: E
1504: A
1505: B
1506: C
1507: C
1508: A
1509: A
1510: C
1511: B
1512: C
1513: B
1514: A
1515: C
1516: E
1517: D
1518: D
1519: C
1520: B