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Leia o excerto.
Pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.- br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) revela que mais de 70% dos estudantes do Ensino Médio usam celular na escola.
Disponível em: <http://www.jdv.com.br/noticia/6774/mais-de-70-por-cento-dos-alunos-do-ensino-medio-usam-celular-na-escola> Acesso em: 10 set. 2017. (Adaptado).
Das informações apresentadas no texto subentende-se a seguinte ideia:
Leia o excerto.
Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996. p. 33.
O processo formativo, como parte da educação, que está além do ensino de conteúdos, diz respeito à atuação de todos os agentes educativos que trabalham na escola. Esse processo se refere, fundamentalmente, a uma formação
Leia o excerto.
É muito estranho tomar uma descrição do cotidiano escolar do século passado ou do meio desse século e perceber que as escolas atuais têm um funcionamento ainda parecido, em termos de normas disciplinares, com aquelas escolas do passado. A punição, a represália, a submissão e o medo ainda parecem habitar silenciosamente as salas de aula [...]. Talvez a indisciplina escolar nos indique que se trata de uma recusa desse novo sujeito histórico a práticas fortemente arraigadas no cotidiano escolar.
AQUINO, J. G. A indisciplina e a escola atual. Revista da Faculdade de Educação, São Paulo, jul. dez., 1998.
Tomando como referência o excerto, a expressão da indisciplina na escola hoje indica sobretudo que
Leia o texto.
O monitor ̶ também chamado, em algumas instituições, de inspetor e bedel ̶ é um dos profissionais mais atuantes na esfera educacional. Ele transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a serem procurados quando há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. [...] Como qualquer profissional do nosso meio, os monitores também são educadores e cabe à equipe gestora realizar ações formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o pátio, os corredores, as quadras, a cantina, o banheiro etc.). [...] Os monitores contribuem para evitar brigas quando atuam com ética e promovem ações educacionais para ajudar as crianças a lidar com as divergências e os desentendimentos.
LAVELBERG, Catarina. O papel do monitor, inspetor ou bedel na formação dos alunos. Revista Nova Escola, 1° mar. 2011.
De acordo com o texto, compete ao inspetor de alunos
Agora todo mundo tem opinião
Meu amigo Adamastor, o gigante, me apareceu hoje de manhã, muito cedo, aqui na biblioteca, e disse que vinha a fim de um cafezinho. Mentira, eu sei. Quando ele vem tomar um cafezinho é porque está com alguma ideia borbulhando em sua mente.
E estava. Depois do primeiro gole e antes do segundo, café muito quente, ele afirmou que concorda plenamente com a democratização da informação. Agora, com o advento da internet, qualquer pessoa, democraticamente, pode externar aquilo que pensa.
Balancei a cabeça, na demonstração de uma quase divergência, e seu espanto também me espantou. Como assim, ele perguntou, está renegando a democracia? Pedi com modos a meu amigo que não embaralhasse as coisas. Democracia não é um termo divinatório, que se aplique sempre, em qualquer situação.
Ele tomou o segundo gole com certa avidez e queimou a língua.
Bem, voltando ao assunto, nada contra a democratização dos meios para que se divulguem as opiniões, as mais diversas, mais esdrúxulas, mais inovadoras, e tudo o mais. É um direito que toda pessoa tem: emitir opinião.
O que o Adamastor não sabia é que uns dias atrás andei consultando uns filósofos, alguns antigos, outros modernos, desses que tratam de um palavrão que sobrevive até os dias atuais: gnoseologia. Isso aí, para dizer teoria do conhecimento.
Sim, e daí?, ele insistiu.
O mal que vejo, continuei, não está na enxurrada de opiniões as mais isso ou as mais aquilo que encontramos na internet, e principalmente com a chegada do Facebook. Isso sem contar a imensa quantidade de textos apócrifos, muitas vezes até opostos ao pensamento do presumido autor, falsamente presumido. A graça está no fato de que todos, agora, têm opinião sobre tudo.
− Mas isso não é bom?
O gigante, depois da maldição de Netuno, tornou-se um ser impaciente.
O fato, em si, não tem importância alguma. O problema é que muita gente lê a enxurrada de bobagens que aparecem na internet não como opinião, mas como conhecimento. Platão, por exemplo, afirmava que opinião (doxa) era o falso conhecimento. O conhecimento verdadeiro (episteme) depende de estudo profundo, comprovação metódica, teste de validade. Essas coisas de que se vale em geral a ciência.
O mal que há nessa “democratização” dos veículos é que se formam crenças sem fundamento, mudam-se as opiniões das pessoas, afirmam-se absurdos em que muita pessoa ingênua acaba acreditando. Sim, porque estudar, comprovar metodicamente, testar a validade, tudo isso dá muito trabalho.
O Adamastor não estava muito convencido da justeza dos meus argumentos, mas o café tinha terminado e ele se despediu.
BRAFF, Menalton. Agora todo mundo tem opinião. Carta Capital, 3 abr.
2015. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/cultura/agoratodo-mundo-tem-opiniao-7377>
