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“A rede hipertextual está em constante construção e renegociação. Ela pode permanecer estável durante certo tempo, mas esta estabilidade é em si mesma fruto de um trabalho. Sua extensão, sua composição e seu desenho estão permanentemente em jogo para os atores envolvidos, sejam eles humanos, palavras, imagens, traços de imagens ou de contextos, objetos técnicos, componentes destes objetos etc.”
[LEVY, 1993, p.25. Op. cit. CARVALHO, Jaciara de Sá. Redes e Comunidades: ensino-aprendizagem pela Internet.. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2011. p. 46]
Segundo este autor são características dessa
rede:
Texto III: O copo ou o sapato?
Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar.
A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.
José Eduardo Agualusa. O Globo, 25/05/2015. Fragmento
Em: “Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro”, a expressão em negrito é exemplo de hipérbole. Essa figura de linguagem também se evidencia em:
Texto III: O copo ou o sapato?
Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar.
A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.
José Eduardo Agualusa. O Globo, 25/05/2015. Fragmento
No trecho “... escolhendo caminhos em que não
acredita totalmente”, o pronome relativo é precedido
por preposição, devido à regência do verbo.
O mesmo motivo gramatical exige uso de preposição
em:
Texto III: O copo ou o sapato?
Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar.
A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.
José Eduardo Agualusa. O Globo, 25/05/2015. Fragmento
Em “Sempre me pareceu um pouco absurdo, até
mesmo cruel, comparar um filme com o livro que
lhe deu origem.”, o pronome em destaque tem
função coesiva e refere-se ao seguinte termo:
Texto II: E o castelo de areia ruiu
Pisar em Cuba, referência para mim desde que comecei a me interessar mais seriamente por política, foi impactante. Já nas cercanias do aeroporto José Martí, em Havana, dois outdoors me impressionaram. Seus dizeres eram “Cuba, território livre do analfabetismo” e “Bem-vindo ao primeiro território livre da América”. A comunicação visual tinha dado um salto importante depois da revolução e outdoors como aqueles eram novidade para mim, tanto do ponto de vista estético, como no que se referia a seu uso político. Décadas depois eles continuam sendo usados na comunicação do governo com a população e os visitantes do país em geral. Recordo-me dos dizeres de um dos que vi da última vez que estive em Cuba: “Hoje vão dormir nas ruas 200 milhões de crianças. Nenhuma delas é cubana”.
Logo percebi que a capacidade de expressão verbal do cubano médio era bem maior do que a do brasileiro médio. Consequência de um bom sistema de ensino, o cubano era capaz de articular seu pensamento com começo, meio e fim – concordasse ou não o interlocutor com o que ele dizia. No Brasil, até hoje, mais de 40 anos depois, parte expressiva da população tem dificuldades para exprimir de forma coerente o que pensa.
Cid Benjamin. Gracias a la vida: memórias de um militante. Rio de Janeiro:
José Olympio, 2013. Páginas 146 – 147. Fragmento.
Em “concordasse ou não o interlocutor”, o tempo em que se encontra flexionado o verbo em destaque justifica-se, por tratar-se da:
Texto II: E o castelo de areia ruiu
Pisar em Cuba, referência para mim desde que comecei a me interessar mais seriamente por política, foi impactante. Já nas cercanias do aeroporto José Martí, em Havana, dois outdoors me impressionaram. Seus dizeres eram “Cuba, território livre do analfabetismo” e “Bem-vindo ao primeiro território livre da América”. A comunicação visual tinha dado um salto importante depois da revolução e outdoors como aqueles eram novidade para mim, tanto do ponto de vista estético, como no que se referia a seu uso político. Décadas depois eles continuam sendo usados na comunicação do governo com a população e os visitantes do país em geral. Recordo-me dos dizeres de um dos que vi da última vez que estive em Cuba: “Hoje vão dormir nas ruas 200 milhões de crianças. Nenhuma delas é cubana”.
Logo percebi que a capacidade de expressão verbal do cubano médio era bem maior do que a do brasileiro médio. Consequência de um bom sistema de ensino, o cubano era capaz de articular seu pensamento com começo, meio e fim – concordasse ou não o interlocutor com o que ele dizia. No Brasil, até hoje, mais de 40 anos depois, parte expressiva da população tem dificuldades para exprimir de forma coerente o que pensa.
Cid Benjamin. Gracias a la vida: memórias de um militante. Rio de Janeiro:
José Olympio, 2013. Páginas 146 – 147. Fragmento.
Durante a digitação de um texto no Word 2013 BR, um funcionário da CMRJ selecionou o título “câmara municipal do rio de janeiro - 2015” de um documento e pressionou, por duas vezes seguidas, um atalho de teclado, que mostrou a citação com todas as letras em maiúsculas, conforme indicado abaixo.
“CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO - 2015”
Nesse contexto, o atalho de teclado foi:
O texto de Moacyr Luz foi publicado no jornal O Dia, de 04/08/2013:
Longe de ter a aparência de uma equação em quadro-negro, todo dono de botequim é um mal-humorado. Da mesma tabuada, praticamente uma lei constitucional, para cada bar aberto, um chato. É cota. São as colunas que sustentam esse mundo onde, longe da modernidade, de virtual só o delírio provocado por abstinência ou um trago a menos.
Assinale a alternativa que reescreve o texto original adotando pontuação e organização diferentes, sem comprometer seu
conteúdo.
Um trecho da coluna publicada no setor de economia de O Estado de S.Paulo de 17/12/2012, diz:
O governo tem tentado contornar os entraves. Para despertar o “espírito animal” dos empresários, desonerou folhas de pagamento, baixou os juros, lançou o pacote dos portos e vai baratear a energia. Em relação aos investimentos públicos, criou o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para as obras do PAC e isentou-as do cálculo do superávit primário. Aproximou-se também do TCU e do Ibama para reduzir as paralisações e agilizar as licenças ambientais e, ainda, lançou editais para contratar centenas de funcionários para o Dnit e para a Valec.
A frase final do parágrafo acima foi retirada e aparece numa das alternativas seguintes. Identifique-a considerando que é uma frase que cria um vínculo argumentativo coerente com o conteúdo precedente.
Um candidato a emprego foi convidado a escrever, em língua padrão, um texto sobre “Ética e Democracia”, tendo produzido o seguinte parágrafo inicial:
“A democracia e a ética andam juntas, apartir do momento que você tem sua opinião própria, valores e normas e sabe respeitar os valores e opiniões de outros indivíduos você está exercendo a democracia e a ética.”
O avaliador do texto anotou que esse trecho tem problemas:
I – de progressão sequencial: agrupa elementos sintáticos que deveriam estar em períodos separados;
II – de registro: “você” com valor indefinido é marca de oralidade.
III – de ortografia e de regência: “a partir” e “do momento em que”;
IV – de pontuação: falta uma vírgula depois de “indivíduos”;
Devemos reconhecer que são pertinentes quantas das anotações do avaliador?