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Os excertos a seguir constituem texto adaptado do artigo “Agustina Bessa-Luís é um gênio que só acontece raramente na vida de uma língua”, de João Pereira Coutinho, publicado no jornal Folha de S. Paulo, em 3 de março de 2018. Tais excertos, no entanto, encontram-se desordenados. Numere-os de modo que seja estabelecida a coesão e a coerência.
Em seguida, assinale a opção correspondente à ordem correta dos excertos.
( ) Mas o romance, que rasgou o manto pesado do neorrealismo luso, é sobretudo a história de uma alma: a alma de Quina, sim, mas também das mulheres daquela família, que só são compreensíveis por contraponto aos homens que as rodeiam.
( ) As mulheres, pela força das circunstâncias, são obrigadas a cultivar virtudes estoicas que, em mãos grosseiras, dariam para um panfleto feminista.
( ) Superficialmente, “A Sibila” narra a história de uma família - os Teixeira - e de uma casa - a casa da Vessada, no Portugal rural e nortenho onde Agustina nasceu em 1922 e que eu conheço bem, por via paterna. No centro dessa história, está Joaquina Augusta, ou Quina, filha de Francisco e Maria, e a “sibila” do título.
( ) Na pena de Agustina, os homens são tratados com epítetos diversos. Mas todos eles apontam para o mesmo quadro: eles são rudes, violentos, volúveis, fracos, inúteis, despóticos, egoístas, viciosos, não raras vezes homicidas.
( ) Nada mais errado. O sofrimento não nos torna heroicos. Pode, aliás, corromper um caráter. Que o diga a irmã de Quina, “uma luz feita de gelo” porque “ilumina sem aquecer”. O estoicismo dessas mulheres é trágico porque as transforma em estátuas sentimentais, descarnadas, inumanas.
( ) Agustina Bessa-Luís escreveu “A Sibila” em
1953. O livro foi publicado no ano seguinte. No
meu diário, a 7 de março de 1992, anotei: “Li a
Sibila. Não sei se gostei.”
Texto 2
O Brasil não teve o que poderíamos chamar, numa consentida e perdoável metáfora, uma infância literária. A língua em que se escreveram nossas primeiras produções já tinha sido o meio de expressão de João de Barros, humanista, historiador e gramático, e de Luís de Camões, nome maior da literatura portuguesa no século XVI. Não tivemos um período de trovadorismo, como ocorreu na França e no Portugal da Idade Média. Neste como naquela, o latim, principal veículo de expressão escrita – o grego, o árabe e o hebraico ocupavam posição secundária –, fora pouco a pouco abandonado em proveito da língua que era falada pela população em geral, a mesma língua em que se convertera o próprio latim ao cabo dos séculos.
(AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua
Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2014)
Texto 2
O Brasil não teve o que poderíamos chamar, numa consentida e perdoável metáfora, uma infância literária. A língua em que se escreveram nossas primeiras produções já tinha sido o meio de expressão de João de Barros, humanista, historiador e gramático, e de Luís de Camões, nome maior da literatura portuguesa no século XVI. Não tivemos um período de trovadorismo, como ocorreu na França e no Portugal da Idade Média. Neste como naquela, o latim, principal veículo de expressão escrita – o grego, o árabe e o hebraico ocupavam posição secundária –, fora pouco a pouco abandonado em proveito da língua que era falada pela população em geral, a mesma língua em que se convertera o próprio latim ao cabo dos séculos.
(AZEREDO, José Carlos de. Gramática Houaiss da Língua
Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2014)
Texto 1
Viajar a Cuba é conhecer a diferença entre o comunismo ideal e real
§ 1º Estamos perto da data do centenário da Revolução de Outubro. Para celebrar, decidi passar uma semana em um país "supostamente comunista" – é tudo o que tivemos nos últimos cem anos, países supostamente comunistas; os comunistas "de verdade", ninguém viu, nunca.
§ 2º Escolhi Cuba, porque a ilha está a uma distância praticável e porque ela encarnou (talvez ainda encarne para alguns, especialmente na América Latina) um ideal.
§ 3º Foi minha primeira viagem a Cuba, com expectativas misturadas: entre camisetas de Che Guevara nos anos 1960 e o banho de realidade da "Trilogia Suja de Havana" de Pedro Juan Gutiérrez (Alfaguara), nos 1990.
§ 4º A história de Cuba é diferente da dos países do bloco soviético: a ilha se tornou comunista por movimento interno (não por uma invasão ou pela divisão, entre Rússia e EUA, dos espólios da Segunda Guerra).
§ 5º Também, a Revolução Cubana aconteceu numa época (1959) em que só os otários e os desonestos ignoravam os horrores da experiência soviética. Gide publicou seu "De Volta da URSS" em 1936 (Vecchi, 1937). E o relatório Khruschov é de 1956.
§ 6º A virada filossoviética da Revolução Cubana foi também consequência de uma política equivocada dos EUA, que pareciam sobretudo defender os interesses de seus mafiosos donos de hotéis. Mas a virada sanguinária e repressora da Revolução Cubana veio de onde? Camilo Cienfuegos, o proletário, morreu "por acaso": seu avião sumiu logo quando Camilo começava a manifestar seu dissenso.
§ 7º Os irmãos Castro e Che Guevara, rebentos (respectivamente) da grande e da pequena burguesia, "inventaram" fuzilamentos e campos de concentração para dissidentes; eles tiveram a crueldade típica de meninos que brincam de guerra para se fazerem de herói.
§ 8º Justamente, o Museu de la Revolución e o ensino de história alimentam para sempre a narrativa que os torna heróis. Um guia me garante que nunca houve campos de concentração em Cuba. E Reinaldo Arenas, seu livro, "Antes que Anoiteça"? Ninguém ouviu falar.
§ 9º As afirmações de Fidel e do Che, pelas quais "los maricones" seriam "contrarrevolucionários"? Ninguém nunca ouviu.
§ 10. Mas eu me lembro da provocação de Allen Ginsberg, o poeta beat, que foi expulso de Cuba em 1965 por dizer que Guevara era bonitinho e que Raúl Castro talvez fosse gay.
§ 11. Cuba é muito diferente da Europa do Leste antes da queda do muro, em que se respirava um clima tétrico, opressivo. As ruas da Havana são alegres, a gente caminha sem se sentir perseguido num filme expressionista alemão. A mão repressora é mais leve? Ou são o Caribe e seu sol que fazem isso? Aposto no Caribe. §
12. Nenhuma criança está fora da escola, e o analfabetismo acabou. A consequência é a própria comunidade: é possível conversar com qualquer um, e talvez namorar com qualquer um, porque existe um fundo de cultura básica (isso, apesar de diferenças econômicas abissais; o salário cubano começa pelos US$ 20 por mês, mas há pessoas vivendo em casas que não desfigurariam no Pacaembu, em SP).
§ 13. Agora, a cultura comum é pitoresca de tão parecida com um catecismo. Nas estradas, esbarra-se na declaração de que "la unidad y la doctrina" são os "pilares fundamentales". Parece ter sido escrito para mim: em geral, se tem doutrina e unidade na doutrina, eu sou contra.
§ 14. As ruas são seguras, mesmo de madrugada.
§ 15. Será efeito da polícia, que, numa ditadura, sempre é temida? Ou será pela própria existência de uma comunidade?
§ 16. A internet é lenta, disponível só em alguns lugares públicos, caríssima (US$ 2 a hora) e censurada. As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba. Realmente, os governos repressores sempre têm um sentido claro das prioridades. Estou sendo irônico, viu?
§ 17. Um pai, na Havana, quer fazer um bolo para o aniversário do filho. Começa a procurar e estocar os ingredientes três meses antes. O desabastecimento é crônico, salvo nos hotéis para turistas. E não adianta acusar embargos e bloqueios. O modelo econômico faliu o país. Conselho às mulheres que procurassem marido: viagem a Cuba se quiserem ser pedidas em casamento na primeira dança. Casar-se, para o homem cubano, é a única saída do país.
§ 18. Um amigo, para quem explicamos que, para muitas coisas, o Brasil talvez seja pior, responde: "Mas você veio e pode comparar. Eu não consigo sair daqui".
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo,
19/10/2017.
Texto 1
Viajar a Cuba é conhecer a diferença entre o comunismo ideal e real
§ 1º Estamos perto da data do centenário da Revolução de Outubro. Para celebrar, decidi passar uma semana em um país "supostamente comunista" – é tudo o que tivemos nos últimos cem anos, países supostamente comunistas; os comunistas "de verdade", ninguém viu, nunca.
§ 2º Escolhi Cuba, porque a ilha está a uma distância praticável e porque ela encarnou (talvez ainda encarne para alguns, especialmente na América Latina) um ideal.
§ 3º Foi minha primeira viagem a Cuba, com expectativas misturadas: entre camisetas de Che Guevara nos anos 1960 e o banho de realidade da "Trilogia Suja de Havana" de Pedro Juan Gutiérrez (Alfaguara), nos 1990.
§ 4º A história de Cuba é diferente da dos países do bloco soviético: a ilha se tornou comunista por movimento interno (não por uma invasão ou pela divisão, entre Rússia e EUA, dos espólios da Segunda Guerra).
§ 5º Também, a Revolução Cubana aconteceu numa época (1959) em que só os otários e os desonestos ignoravam os horrores da experiência soviética. Gide publicou seu "De Volta da URSS" em 1936 (Vecchi, 1937). E o relatório Khruschov é de 1956.
§ 6º A virada filossoviética da Revolução Cubana foi também consequência de uma política equivocada dos EUA, que pareciam sobretudo defender os interesses de seus mafiosos donos de hotéis. Mas a virada sanguinária e repressora da Revolução Cubana veio de onde? Camilo Cienfuegos, o proletário, morreu "por acaso": seu avião sumiu logo quando Camilo começava a manifestar seu dissenso.
§ 7º Os irmãos Castro e Che Guevara, rebentos (respectivamente) da grande e da pequena burguesia, "inventaram" fuzilamentos e campos de concentração para dissidentes; eles tiveram a crueldade típica de meninos que brincam de guerra para se fazerem de herói.
§ 8º Justamente, o Museu de la Revolución e o ensino de história alimentam para sempre a narrativa que os torna heróis. Um guia me garante que nunca houve campos de concentração em Cuba. E Reinaldo Arenas, seu livro, "Antes que Anoiteça"? Ninguém ouviu falar.
§ 9º As afirmações de Fidel e do Che, pelas quais "los maricones" seriam "contrarrevolucionários"? Ninguém nunca ouviu.
§ 10. Mas eu me lembro da provocação de Allen Ginsberg, o poeta beat, que foi expulso de Cuba em 1965 por dizer que Guevara era bonitinho e que Raúl Castro talvez fosse gay.
§ 11. Cuba é muito diferente da Europa do Leste antes da queda do muro, em que se respirava um clima tétrico, opressivo. As ruas da Havana são alegres, a gente caminha sem se sentir perseguido num filme expressionista alemão. A mão repressora é mais leve? Ou são o Caribe e seu sol que fazem isso? Aposto no Caribe. §
12. Nenhuma criança está fora da escola, e o analfabetismo acabou. A consequência é a própria comunidade: é possível conversar com qualquer um, e talvez namorar com qualquer um, porque existe um fundo de cultura básica (isso, apesar de diferenças econômicas abissais; o salário cubano começa pelos US$ 20 por mês, mas há pessoas vivendo em casas que não desfigurariam no Pacaembu, em SP).
§ 13. Agora, a cultura comum é pitoresca de tão parecida com um catecismo. Nas estradas, esbarra-se na declaração de que "la unidad y la doctrina" são os "pilares fundamentales". Parece ter sido escrito para mim: em geral, se tem doutrina e unidade na doutrina, eu sou contra.
§ 14. As ruas são seguras, mesmo de madrugada.
§ 15. Será efeito da polícia, que, numa ditadura, sempre é temida? Ou será pela própria existência de uma comunidade?
§ 16. A internet é lenta, disponível só em alguns lugares públicos, caríssima (US$ 2 a hora) e censurada. As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba. Realmente, os governos repressores sempre têm um sentido claro das prioridades. Estou sendo irônico, viu?
§ 17. Um pai, na Havana, quer fazer um bolo para o aniversário do filho. Começa a procurar e estocar os ingredientes três meses antes. O desabastecimento é crônico, salvo nos hotéis para turistas. E não adianta acusar embargos e bloqueios. O modelo econômico faliu o país. Conselho às mulheres que procurassem marido: viagem a Cuba se quiserem ser pedidas em casamento na primeira dança. Casar-se, para o homem cubano, é a única saída do país.
§ 18. Um amigo, para quem explicamos que, para muitas coisas, o Brasil talvez seja pior, responde: "Mas você veio e pode comparar. Eu não consigo sair daqui".
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo,
19/10/2017.
Texto 1
Viajar a Cuba é conhecer a diferença entre o comunismo ideal e real
§ 1º Estamos perto da data do centenário da Revolução de Outubro. Para celebrar, decidi passar uma semana em um país "supostamente comunista" – é tudo o que tivemos nos últimos cem anos, países supostamente comunistas; os comunistas "de verdade", ninguém viu, nunca.
§ 2º Escolhi Cuba, porque a ilha está a uma distância praticável e porque ela encarnou (talvez ainda encarne para alguns, especialmente na América Latina) um ideal.
§ 3º Foi minha primeira viagem a Cuba, com expectativas misturadas: entre camisetas de Che Guevara nos anos 1960 e o banho de realidade da "Trilogia Suja de Havana" de Pedro Juan Gutiérrez (Alfaguara), nos 1990.
§ 4º A história de Cuba é diferente da dos países do bloco soviético: a ilha se tornou comunista por movimento interno (não por uma invasão ou pela divisão, entre Rússia e EUA, dos espólios da Segunda Guerra).
§ 5º Também, a Revolução Cubana aconteceu numa época (1959) em que só os otários e os desonestos ignoravam os horrores da experiência soviética. Gide publicou seu "De Volta da URSS" em 1936 (Vecchi, 1937). E o relatório Khruschov é de 1956.
§ 6º A virada filossoviética da Revolução Cubana foi também consequência de uma política equivocada dos EUA, que pareciam sobretudo defender os interesses de seus mafiosos donos de hotéis. Mas a virada sanguinária e repressora da Revolução Cubana veio de onde? Camilo Cienfuegos, o proletário, morreu "por acaso": seu avião sumiu logo quando Camilo começava a manifestar seu dissenso.
§ 7º Os irmãos Castro e Che Guevara, rebentos (respectivamente) da grande e da pequena burguesia, "inventaram" fuzilamentos e campos de concentração para dissidentes; eles tiveram a crueldade típica de meninos que brincam de guerra para se fazerem de herói.
§ 8º Justamente, o Museu de la Revolución e o ensino de história alimentam para sempre a narrativa que os torna heróis. Um guia me garante que nunca houve campos de concentração em Cuba. E Reinaldo Arenas, seu livro, "Antes que Anoiteça"? Ninguém ouviu falar.
§ 9º As afirmações de Fidel e do Che, pelas quais "los maricones" seriam "contrarrevolucionários"? Ninguém nunca ouviu.
§ 10. Mas eu me lembro da provocação de Allen Ginsberg, o poeta beat, que foi expulso de Cuba em 1965 por dizer que Guevara era bonitinho e que Raúl Castro talvez fosse gay.
§ 11. Cuba é muito diferente da Europa do Leste antes da queda do muro, em que se respirava um clima tétrico, opressivo. As ruas da Havana são alegres, a gente caminha sem se sentir perseguido num filme expressionista alemão. A mão repressora é mais leve? Ou são o Caribe e seu sol que fazem isso? Aposto no Caribe. §
12. Nenhuma criança está fora da escola, e o analfabetismo acabou. A consequência é a própria comunidade: é possível conversar com qualquer um, e talvez namorar com qualquer um, porque existe um fundo de cultura básica (isso, apesar de diferenças econômicas abissais; o salário cubano começa pelos US$ 20 por mês, mas há pessoas vivendo em casas que não desfigurariam no Pacaembu, em SP).
§ 13. Agora, a cultura comum é pitoresca de tão parecida com um catecismo. Nas estradas, esbarra-se na declaração de que "la unidad y la doctrina" são os "pilares fundamentales". Parece ter sido escrito para mim: em geral, se tem doutrina e unidade na doutrina, eu sou contra.
§ 14. As ruas são seguras, mesmo de madrugada.
§ 15. Será efeito da polícia, que, numa ditadura, sempre é temida? Ou será pela própria existência de uma comunidade?
§ 16. A internet é lenta, disponível só em alguns lugares públicos, caríssima (US$ 2 a hora) e censurada. As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba. Realmente, os governos repressores sempre têm um sentido claro das prioridades. Estou sendo irônico, viu?
§ 17. Um pai, na Havana, quer fazer um bolo para o aniversário do filho. Começa a procurar e estocar os ingredientes três meses antes. O desabastecimento é crônico, salvo nos hotéis para turistas. E não adianta acusar embargos e bloqueios. O modelo econômico faliu o país. Conselho às mulheres que procurassem marido: viagem a Cuba se quiserem ser pedidas em casamento na primeira dança. Casar-se, para o homem cubano, é a única saída do país.
§ 18. Um amigo, para quem explicamos que, para muitas coisas, o Brasil talvez seja pior, responde: "Mas você veio e pode comparar. Eu não consigo sair daqui".
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo,
19/10/2017.
“As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba.”
Com base neste enunciado, transcrito do parágrafo 16 do texto 1, assinale a opção que apresenta o valor semântico da oração introduzida pelo conectivo “porque”:
Texto 1
Viajar a Cuba é conhecer a diferença entre o comunismo ideal e real
§ 1º Estamos perto da data do centenário da Revolução de Outubro. Para celebrar, decidi passar uma semana em um país "supostamente comunista" – é tudo o que tivemos nos últimos cem anos, países supostamente comunistas; os comunistas "de verdade", ninguém viu, nunca.
§ 2º Escolhi Cuba, porque a ilha está a uma distância praticável e porque ela encarnou (talvez ainda encarne para alguns, especialmente na América Latina) um ideal.
§ 3º Foi minha primeira viagem a Cuba, com expectativas misturadas: entre camisetas de Che Guevara nos anos 1960 e o banho de realidade da "Trilogia Suja de Havana" de Pedro Juan Gutiérrez (Alfaguara), nos 1990.
§ 4º A história de Cuba é diferente da dos países do bloco soviético: a ilha se tornou comunista por movimento interno (não por uma invasão ou pela divisão, entre Rússia e EUA, dos espólios da Segunda Guerra).
§ 5º Também, a Revolução Cubana aconteceu numa época (1959) em que só os otários e os desonestos ignoravam os horrores da experiência soviética. Gide publicou seu "De Volta da URSS" em 1936 (Vecchi, 1937). E o relatório Khruschov é de 1956.
§ 6º A virada filossoviética da Revolução Cubana foi também consequência de uma política equivocada dos EUA, que pareciam sobretudo defender os interesses de seus mafiosos donos de hotéis. Mas a virada sanguinária e repressora da Revolução Cubana veio de onde? Camilo Cienfuegos, o proletário, morreu "por acaso": seu avião sumiu logo quando Camilo começava a manifestar seu dissenso.
§ 7º Os irmãos Castro e Che Guevara, rebentos (respectivamente) da grande e da pequena burguesia, "inventaram" fuzilamentos e campos de concentração para dissidentes; eles tiveram a crueldade típica de meninos que brincam de guerra para se fazerem de herói.
§ 8º Justamente, o Museu de la Revolución e o ensino de história alimentam para sempre a narrativa que os torna heróis. Um guia me garante que nunca houve campos de concentração em Cuba. E Reinaldo Arenas, seu livro, "Antes que Anoiteça"? Ninguém ouviu falar.
§ 9º As afirmações de Fidel e do Che, pelas quais "los maricones" seriam "contrarrevolucionários"? Ninguém nunca ouviu.
§ 10. Mas eu me lembro da provocação de Allen Ginsberg, o poeta beat, que foi expulso de Cuba em 1965 por dizer que Guevara era bonitinho e que Raúl Castro talvez fosse gay.
§ 11. Cuba é muito diferente da Europa do Leste antes da queda do muro, em que se respirava um clima tétrico, opressivo. As ruas da Havana são alegres, a gente caminha sem se sentir perseguido num filme expressionista alemão. A mão repressora é mais leve? Ou são o Caribe e seu sol que fazem isso? Aposto no Caribe. §
12. Nenhuma criança está fora da escola, e o analfabetismo acabou. A consequência é a própria comunidade: é possível conversar com qualquer um, e talvez namorar com qualquer um, porque existe um fundo de cultura básica (isso, apesar de diferenças econômicas abissais; o salário cubano começa pelos US$ 20 por mês, mas há pessoas vivendo em casas que não desfigurariam no Pacaembu, em SP).
§ 13. Agora, a cultura comum é pitoresca de tão parecida com um catecismo. Nas estradas, esbarra-se na declaração de que "la unidad y la doctrina" são os "pilares fundamentales". Parece ter sido escrito para mim: em geral, se tem doutrina e unidade na doutrina, eu sou contra.
§ 14. As ruas são seguras, mesmo de madrugada.
§ 15. Será efeito da polícia, que, numa ditadura, sempre é temida? Ou será pela própria existência de uma comunidade?
§ 16. A internet é lenta, disponível só em alguns lugares públicos, caríssima (US$ 2 a hora) e censurada. As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba. Realmente, os governos repressores sempre têm um sentido claro das prioridades. Estou sendo irônico, viu?
§ 17. Um pai, na Havana, quer fazer um bolo para o aniversário do filho. Começa a procurar e estocar os ingredientes três meses antes. O desabastecimento é crônico, salvo nos hotéis para turistas. E não adianta acusar embargos e bloqueios. O modelo econômico faliu o país. Conselho às mulheres que procurassem marido: viagem a Cuba se quiserem ser pedidas em casamento na primeira dança. Casar-se, para o homem cubano, é a única saída do país.
§ 18. Um amigo, para quem explicamos que, para muitas coisas, o Brasil talvez seja pior, responde: "Mas você veio e pode comparar. Eu não consigo sair daqui".
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo,
19/10/2017.
Com base nas ideias expressas no texto 1, considere as assertivas seguintes:
I. No parágrafo 13, ao registrar “Parece ter sido escrito para mim”, o autor expõe sua afinidade com a declaração lida na estrada.
II. Em razão da extrema desigualdade social, a exemplo do que ocorre no Brasil, Cuba sofre com a falta de segurança e, por conseguinte, apresenta altos índices de violência.
III. A educação em Cuba apresenta resultados negativos, tendo em vista as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
IV. Em Cuba, há acesso irrestrito à informação, visto que o uso da internet, apesar de esta ser lenta e cara, é permitido tanto a cubanos quanto a estrangeiros.
V. Embora o socialismo seja baseado no princípio da igualdade socioeconômica, há, em Cuba, discrepâncias sociais.
Assinale a opção correta:
Texto 1
Viajar a Cuba é conhecer a diferença entre o comunismo ideal e real
§ 1º Estamos perto da data do centenário da Revolução de Outubro. Para celebrar, decidi passar uma semana em um país "supostamente comunista" – é tudo o que tivemos nos últimos cem anos, países supostamente comunistas; os comunistas "de verdade", ninguém viu, nunca.
§ 2º Escolhi Cuba, porque a ilha está a uma distância praticável e porque ela encarnou (talvez ainda encarne para alguns, especialmente na América Latina) um ideal.
§ 3º Foi minha primeira viagem a Cuba, com expectativas misturadas: entre camisetas de Che Guevara nos anos 1960 e o banho de realidade da "Trilogia Suja de Havana" de Pedro Juan Gutiérrez (Alfaguara), nos 1990.
§ 4º A história de Cuba é diferente da dos países do bloco soviético: a ilha se tornou comunista por movimento interno (não por uma invasão ou pela divisão, entre Rússia e EUA, dos espólios da Segunda Guerra).
§ 5º Também, a Revolução Cubana aconteceu numa época (1959) em que só os otários e os desonestos ignoravam os horrores da experiência soviética. Gide publicou seu "De Volta da URSS" em 1936 (Vecchi, 1937). E o relatório Khruschov é de 1956.
§ 6º A virada filossoviética da Revolução Cubana foi também consequência de uma política equivocada dos EUA, que pareciam sobretudo defender os interesses de seus mafiosos donos de hotéis. Mas a virada sanguinária e repressora da Revolução Cubana veio de onde? Camilo Cienfuegos, o proletário, morreu "por acaso": seu avião sumiu logo quando Camilo começava a manifestar seu dissenso.
§ 7º Os irmãos Castro e Che Guevara, rebentos (respectivamente) da grande e da pequena burguesia, "inventaram" fuzilamentos e campos de concentração para dissidentes; eles tiveram a crueldade típica de meninos que brincam de guerra para se fazerem de herói.
§ 8º Justamente, o Museu de la Revolución e o ensino de história alimentam para sempre a narrativa que os torna heróis. Um guia me garante que nunca houve campos de concentração em Cuba. E Reinaldo Arenas, seu livro, "Antes que Anoiteça"? Ninguém ouviu falar.
§ 9º As afirmações de Fidel e do Che, pelas quais "los maricones" seriam "contrarrevolucionários"? Ninguém nunca ouviu.
§ 10. Mas eu me lembro da provocação de Allen Ginsberg, o poeta beat, que foi expulso de Cuba em 1965 por dizer que Guevara era bonitinho e que Raúl Castro talvez fosse gay.
§ 11. Cuba é muito diferente da Europa do Leste antes da queda do muro, em que se respirava um clima tétrico, opressivo. As ruas da Havana são alegres, a gente caminha sem se sentir perseguido num filme expressionista alemão. A mão repressora é mais leve? Ou são o Caribe e seu sol que fazem isso? Aposto no Caribe. §
12. Nenhuma criança está fora da escola, e o analfabetismo acabou. A consequência é a própria comunidade: é possível conversar com qualquer um, e talvez namorar com qualquer um, porque existe um fundo de cultura básica (isso, apesar de diferenças econômicas abissais; o salário cubano começa pelos US$ 20 por mês, mas há pessoas vivendo em casas que não desfigurariam no Pacaembu, em SP).
§ 13. Agora, a cultura comum é pitoresca de tão parecida com um catecismo. Nas estradas, esbarra-se na declaração de que "la unidad y la doctrina" são os "pilares fundamentales". Parece ter sido escrito para mim: em geral, se tem doutrina e unidade na doutrina, eu sou contra.
§ 14. As ruas são seguras, mesmo de madrugada.
§ 15. Será efeito da polícia, que, numa ditadura, sempre é temida? Ou será pela própria existência de uma comunidade?
§ 16. A internet é lenta, disponível só em alguns lugares públicos, caríssima (US$ 2 a hora) e censurada. As imagens eróticas do meu Tumblr, por exemplo, não carregam porque a pornografia é proibida em Cuba. Realmente, os governos repressores sempre têm um sentido claro das prioridades. Estou sendo irônico, viu?
§ 17. Um pai, na Havana, quer fazer um bolo para o aniversário do filho. Começa a procurar e estocar os ingredientes três meses antes. O desabastecimento é crônico, salvo nos hotéis para turistas. E não adianta acusar embargos e bloqueios. O modelo econômico faliu o país. Conselho às mulheres que procurassem marido: viagem a Cuba se quiserem ser pedidas em casamento na primeira dança. Casar-se, para o homem cubano, é a única saída do país.
§ 18. Um amigo, para quem explicamos que, para muitas coisas, o Brasil talvez seja pior, responde: "Mas você veio e pode comparar. Eu não consigo sair daqui".
CALLIGARIS, Contardo. Folha de S. Paulo,
19/10/2017.
( ) O modelo de dados implementado em um banco de dados, no formato de tabelas, não armazena dados que representem a temporalidade dos dados de uma organização. ( ) Um dicionário de dados deve prover detalhes dos dados em todos os níveis, conceitual, lógico e físico, de forma que possibilite ao desenvolvedor implementar corretamente o modelo de dados. ( ) A implementação do modelo de dados em um SGBD é garantia de que nunca ocorrerá redundância nem inconsistência de dados armazenados nas tabelas. ( ) O modelo de dados é parte do projeto de um sistema computacional que armazena dados de uma organização em banco de dados, atendendo às necessidades dos usuários em um conjunto de aplicações
Assinale a sequência correta.
( ) A manutenção corretiva caracteriza-se por manter o software operacional, mas exige que as causas da falha sejam rastreadas e sanadas, por vezes, até em nível de requisitos. ( ) A manutenção adaptativa ocorre para prevenir defeitos que possam existir e consiste em criar um conjunto de testes a serem executados com o sistema em operação. ( ) Sistemas legados não apresentam dificuldade de manutenção devido à tecnologia adotada e à documentação, pois a aplicação da engenharia reversa supre essas falhas. ( ) Mudanças para melhorar aspectos do sistema e, na documentação, para maior compreensão são classificadas como manutenção perfectiva.
Assinale a sequência correta.
I - Os requisitos de usuários precisam ser capturados para a definição do escopo do sistema e especificados no Documento de Requisitos de Usuário. II - A arquitetura do sistema é definida no Documento de Projeto da Arquitetura que possibilita a construção de protótipos para visualização em conjunto com o cliente. III - Os requisitos de sistema elaborados pelo usuário são especificados no Documento de Requisitos de Software para estimativa de custos. IV - A qualidade de software não se aplica à fase de requisitos, especificações e arquitetura, mas somente à implementação dos programas onde é mensurável.
Está correto o que se afirma em
Os métodos de análise e projeto de software permitem construir modelos e avaliar a completeza e a consistência do processo e do projeto. A adoção de uma metodologia para o processo de desenvolvimento de software impõe uma disciplina que possibilita a previsibilidade e eficiência necessárias à Engenharia de Software. As metodologias tradicionais de desenvolvimento de software, baseadas na elicitação e documentação completa de requisitos para a posterior construção do software, estão sendo confrontadas pelas metodologias ágeis que dão ênfase às pessoas, interações, colaboração dos usuários para a entrega rápida de artefatos. Muitos autores descrevem os modelos de desenvolvimento de software, pois tratam apenas do processo; nessa questão, a abordagem para metodologia é abrangente. A coluna da esquerda apresenta metodologias de desenvolvimento de software e a da direita, características de cada uma. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1 - Modelo em cascata
2 - Extreme Programming (XP)
3 - Scrum
4 - Modelo Espiral
( ) Ciclo de desenvolvimento curto, feedback constante, incremental.
( ) Backlog de produto, Sprint, Sprint backlog.
( ) Combina elementos de projeto e estágios de prototipação.
( ) Fases progressivas, processo estruturado.
Marque a sequência correta.
1 - Entidade 2 - Relacionamento 3 - Atributo identificador 4 - Cardinalidade ( ) Identificador unívoco do objeto ( ) Quantificação da associação ( ) Associação entre objetos ( ) Objeto distinto de outro
Marque a sequência correta.
A Linguagem de Modelagem Unificada (UML – Unified Modeling Language) é uma linguagem para especificação, visualização e documentação de sistemas. Quando aplicada a sistemas baseados em software, adota a perspectiva de orientação a objetos para os quais são elaborados diagramas para representação do comportamento estático e dinâmico. Sobre essa linguagem, analise as afirmativas.
I - O diagrama de classes permite mapear classes, interfaces e colaborações e seus relacionamentos, apresentando uma visão dinâmica do sistema.
II - O diagrama de atividades ilustra a visão dinâmica do sistema, dando ênfase no fluxo de dados entre os objetos.
III - O diagrama de casos de uso possibilita a modelagem do comportamento do sistema, mostrando os relacionamentos entre os atores e os casos de uso.
IV - O diagrama de estados modela o comportamento de objetos, interfaces e colaborações, criando uma visão dinâmica do sistema.
Está correto o que se afirma em
Poucos autores da área de Engenharia de Software se referem ao treinamento de usuários, mas é essencial para o sucesso da implantação de sistemas baseados em software. A norma NBR 9241 se refere à usabilidade como uma medida da capacidade dos usuários em trabalhar de modo eficaz, efetivo e com satisfação. Um dos atributos do contexto de uso de sistemas baseados em software é o nível de treinamento dos usuários e um dos aspectos ergonômicos para mensurar a usabilidade é a adequação do sistema à facilidade de aprendizado por diferentes níveis de usuários. Sobre o treinamento de usuários, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Os projetos de sistemas baseados em software podem incorporar nas interfaces atalhos, menus e botões que representem objetos do mundo real permitindo ao usuário uma analogia imediata.
( ) Podem reduzir o tempo de treinamento, o uso de recursos como tutoriais interativos, assistentes (wizards) e ajudas que descrevam e exemplifiquem as tarefas do usuário.
( ) Medidas de usabilidade de eficácia, eficiência e satisfação do usuário não podem ser consideradas balizadoras para o levantamento de necessidade de treinamentos.
( ) A documentação de sistema é parte do material disponível para treinamento de usuários e operadores e pode ser usada indistintamente, independente do tipo de público-alvo.
Assinale a sequência correta.
Os testes de software não podem demonstrar que o software não tem defeitos ou que se comporta conforme especificado para todas as condições de uso. Edsger Dijkstra (Dijkstra et al., 1972 apud Sommerville, 2007) declarou que “Os testes podem somente mostrar a presença de erros, não a sua ausência”. A meta do teste de software é mostrar aos desenvolvedores e clientes que o sistema está pronto para uso operacional, sendo, portanto, um processo que visa demonstrar a sua confiabilidade. Sobre testes de softwares, analise as afirmativas.
I - O plano de testes é uma garantia de que somente os requisitos funcionais são satisfeitos e se aplica ao teste de componentes ou módulos de programa.
II - Os testes de software são um processo contínuo e gerenciável que se desenvolve a partir dos testes de unidade, passando pelos testes de integração e testes de sistema.
III - O teste de validação tem a finalidade de mostrar que o software como produto atende aos requisitos do cliente.
IV - O teste de sistema com dados reais permite apenas a realização do teste de verificação das especificações dos requisitos não funcionais.
Está correto o que se afirma em
A norma NBR 9241 que descreve os requisitos ergonômicos para trabalho de escritórios com computadores, em sua parte 11, de 08/2002, estabelece as orientações sobre usabilidade. É equivalente à ISO 9241-11:1998 que é um padrão estabelecido pela Organização Internacional de Padronização (International Organization for Standardization – ISO) que trata dos aspectos ergonômicos da interação humano-computador. A norma considera a usabilidade dos computadores em uma abordagem abrangente na qual o contexto de uso, formado pelos usuários, tarefas, equipamentos (hardware, software e materiais) e o ambiente físico e social, determinará o nível de usabilidade alcançado em um sistema de trabalho. Segundo a norma, a usabilidade se refere à medida da capacidade dos usuários em trabalhar de modo eficaz, efetivo e com satisfação.
Considerando esse texto, analise as afirmativas abaixo.
I - A usabilidade como uma medida da capacidade dos usuários de uso de um produto de software em determinado contexto pode ser verificável e mensurável.
II - O projeto das interfaces de usuário não é componente da estrutura de usabilidade de um sistema baseado em software a ser avaliado.
III - A ergonomia na interação humano-computador envolve critérios, como a conformidade com as expectativas do usuário e adequação à individualização.
IV - Os indicadores de satisfação do usuário somente podem ser mensurados após o desenvolvimento completo de um produto baseado em software.
Está correto o que se afirma em
As técnicas de modelagem e otimização de banco de dados visam à definição correta do esquema de dados para a implementação do banco de dados, usando um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD). Sobre o assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A modelagem conceitual de dados permite abstração sobre a técnica de implementação, oferecendo um mecanismo de captura da semântica dos dados.
( ) A modelagem de dados direto na forma de tabelas para a implementação em banco de dados independe das características de cada SGBD.
( ) O modelo conceitual de dados, ao ser mapeado para o modelo físico de implementação, não necessita manter as restrições de integridade.
( ) A aplicação das regras de integridade de dados ao modelo de dados não garante a corretude da entrada de todos os dados no banco de dados da aplicação.
Assinale a sequência correta.