Questões de Concurso Comentadas para professor - letras

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Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055047 Linguística
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
Para Koch & Travaglia, a coerência textual “[...] tem a ver com a boa formação em termos de interlocução comunicativa, que determina não só a possibilidade de estabelecer o sentido do texto, mas também, com frequência, qual sentido se estabelece.” (Coerência textual. 12ª ed. São Paulo: Contexto, 2001, p. 32). Ampliando esse conceito, Van Dijk e Kintsch (Strategies in Discourse Comprehension. New York: Academics Press, 1983) afirmam a existência de diversos tipos de coerência. A partir desses princípios, ao se analisar o texto de Manoel de Barros (texto II), podemos afirmar que nele, preponderantemente, as relações macroestruturais se dão através da:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055046 Português
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
No poema de Drummond (texto I), pode-se afirmar que, entre outros temas, estabelece-se a relação entre língua(gem), e que pode ser atestada quando a defrontamos com a definição proposta em alguns trabalhos clássicos de linguístas famosos. Em razão disso, marque a alternativa que melhor definiria o posicionamento do eu-lírico a respeito desse assunto:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055045 Português
I. AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.
(Carlos Drummond de Andrade)

II. Um Professor de “agramática”

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
– Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas…
E se riu.
Você não é de bugre? – ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas –
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.

(Manoel de Barros)
A partir da leitura dos textos (I) e (II), só NÃO podemos dizer que, em ambos, o ensino da língua portuguesa:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055044 Linguística
Das várias concepções de gramática, temos aquela que considera “[...] a língua como um conjunto de variedades utilizadas por uma sociedade de acordo com o exigido pela situação de interação comunicativa em que o usuário da língua está engajado, percebe a gramática como o conjunto de regras que o falante de fato aprendeu e das quais lança mão ao falar”.
(TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 1998, p. 28).

Dessa forma, de acordo com excerto acima, pode-se afirmar que Luiz Carlos Travaglia refere-se à: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055043 Português
“A Linguística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente linguístico abordado no aspecto da coesão e, por outro, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas.”

(MARCUSCHI, LUIZ A. In: KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2001, p. 14).
A partir dos pressupostos estabelecidos pela Linguística Textual, passou-se a pesquisar quais os elementos ou fatores responsáveis pela textualidade e que, segundo Beugrande & Dressler (Introduction to Textlinguisticas, London, Longman, 1981), são em número de sete e que podem ser observados na matriz de referência que objetiva avaliar as competências textuais nas redações do ENEM, conforme discriminados no quadro abaixo:

Imagem associada para resolução da questão
Dessa forma, podemos afirmar que os fatores de textualidade estão relacionados na matriz de referência do ENEM da seguinte forma:
I - A coerência está compreendida na competência 3, enquanto que a coesão é a competência 4. II - A informatividade e a intencionalidade estão relacionadas à competência 3, uma vez que aquela relaciona-se ao grau de previsibilidade do texto e esta busca selecionar argumentos em defesa de um ponto de vista, acerca de um tema proposto. III - A aceitabilidade pode ser observada em todas as competências. IV - A situacionalidade está relacionada à competência 1, enquanto que a intertextualidade pode ser observada nas competências 2 e 3.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055042 Português
“A Linguística Textual trata o texto como um ato de comunicação unificado num complexo universo de ações humanas. Por um lado, deve preservar a organização linear que é o tratamento estritamente linguístico abordado no aspecto da coesão e, por outro, deve considerar a organização reticulada ou tentacular, não linear portanto, dos níveis de sentido e intenções que realizam a coerência no aspecto semântico e funções pragmáticas.”

(MARCUSCHI, LUIZ A. In: KOCH, Ingedore G. Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2001, p. 14).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - Marcuschi, em sua hipótese de trabalho [da linguística textual], toma como unidade básica, ou seja, como objeto particular de investigação, não mais a palavra ou a frase, mas sim o texto, por serem os textos a forma específica de manifestação da linguagem. II - Segundo Marcuschi, a maior mudança foi que se passou a tomar o texto como objeto central do ensino, isto é, a priorizar, nas aulas de língua portuguesa, as atividades de leitura e produção de textos, levando o aluno a refletir sobre o funcionamento da língua nas diversas situações de interação verbal, sobre o uso dos recursos que a língua lhes oferece para a concretização de suas propostas de sentido, bem como sobre a adequação dos textos a cada situação. III - Podemos inferir que, para Marcuschi, o texto é a simples soma das frases (e palavras) que o compõem, não se diferenciando entre si, uma vez que a diferença entre frase e texto é meramente de ordem quantitativa e não de ordem qualitativa.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055041 Português
“[...] na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos que – dialogicamente – se constroem e são construídos no texto, considerado o próprio lugar da interação dos interlocutores.” (KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. p. 10-11). Desse modo, e de acordo com o foco na interação autor-texto-leitor, só NÃO podemos afirmar que:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055038 Português
“Frequentemente ouvimos falar – e também falamos – sobre a importância da leitura na nossa vida, sobre a necessidade de se cultivar o hábito de leitura entre crianças e jovens, sobre o papel da escola na formação de leitores competentes [...] Mas, no bojo dessa discussão, destacam-se questões como: o que é ler? Para que ler? Como ler? Evidentemente, as perguntas poderão ser respondidas de diferentes modos, os quais revelarão uma concepção de leitura decorrente da concepção de sujeito, de língua, de texto e de sentido que se adote.
Sobre essa questão [...] a concepção de língua como representação do pensamento corresponde à de sujeito psicológico, individual, dono de suas vontades e ações. Trata-se de um sujeito visto como um ego que constrói uma representação mental e deseja que esta seja ‘captada’ pelo interlocutor da maneira como foi mentalizada.”
(KOCH, Ingedore Villaça e ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. p. 09-10)

Com base na leitura do texto e no que se refere à concepção de língua como representação do pensamento e de sujeito como senhor absoluto de suas ações e de seu dizer, só NÃO podemos afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055037 Português
“[...] o gramático e historiador português João de Barros escreveu, no século XVI, que o modelo de língua a ser seguido deveria ser a língua dos ‘barões doutos’, isto é, dos homens da nobreza. Também o francês Vaugelas, no século XVII, dizia que a língua-padrão tinha que se basear no uso ‘da parte mais sadia da Corte’. E até hoje, na Inglaterra, a língua que deve servir de modelo se chama ‘Queen’s English’, o inglês da Rainha. E ao findar o século XX, o gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara dizia que devemos levar o aluno ‘a falar melhor com os melhores’”. (BAGNO, Marcos et all. Língua materna: letramento, variação e ensino, p. 29. São Paulo: Parábola, 2002).
Marcos Bagno, no texto em destaque, discute a concepção tradicional do ensino da língua. A respeito disso, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - O ensino da língua opera com uma sucessão de reduções: língua, norma e gramática. II - A gramática é entendida como uma série de regras de funcionamento mecânico que devem ser seguidas à risca para dar um resultado perfeito e admissível. III - Por causa da concepção reducionista do ensino em língua, norma e gramática, como uma abstração arrancada de sua realidade social, histórica e cultural, é que podemos afirmar que existe uma distância muito grande entre as regras gramaticais descritas e prescritas pela norma-padrão tradicional. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055036 Linguística
“[...] o gramático e historiador português João de Barros escreveu, no século XVI, que o modelo de língua a ser seguido deveria ser a língua dos ‘barões doutos’, isto é, dos homens da nobreza. Também o francês Vaugelas, no século XVII, dizia que a língua-padrão tinha que se basear no uso ‘da parte mais sadia da Corte’. E até hoje, na Inglaterra, a língua que deve servir de modelo se chama ‘Queen’s English’, o inglês da Rainha. E ao findar o século XX, o gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara dizia que devemos levar o aluno ‘a falar melhor com os melhores’”. (BAGNO, Marcos et all. Língua materna: letramento, variação e ensino, p. 29. São Paulo: Parábola, 2002).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - Há uma concepção, inferida no texto, de que a linguagem usada por essa certa “aristocracia” tornou-se o padrão, a norma, o molde ideal ao qual todos os demais usos da língua tinham de se ajustar. II - Essa concepção de língua baseia-se em visões de mundo pré-científicas e em estruturas sociais organizadas em sistemas mais democráticos, como era o caso da sociedade grega na Antiguidade Clássica, quando nasceu a Gramática Tradicional. III - Poderíamos resumir as ideias contidas no excerto com a seguinte afirmação: graças à impostura ideológica, o fato da maioria acaba sendo representativo da totalidade.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055035 Português
Com base no texto abaixo, responda às questões 11 e 12:

“As línguas mudam todos os dias, evoluem, mas a essa mudança diacrônica se acrescenta uma outra, sincrônica: pode-se perceber numa língua, continuamente, a coexistência de formas diferentes de um mesmo significado.”

(CALVET, Louis-Jean. Sociolinguística: uma introdução crítica, p. 89-90. São Paulo: Parábola, 2002).
É bem conhecida a diferença entre a fonética e fonologia e sua aplicabilidade nas pesquisas acerca das variantes linguísticas. Dessa forma, com base em seus conhecimentos a respeito desse assunto, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I - Podemos afirmar que a fonética descreve a pronúncia efetiva dos sons da língua entre os falantes. Já a fonologia extrai dessas pronúncias uma estrutura abstrata que permite organizar os sons da língua. II - Podemos sintetizar as diferenças entre fonética e fonologia na dicotomia saussuriana entre língua e fala. Dessa forma, a fonética estaria ao lado da língua; a fonologia, ao lado da fala. III - A separação entre fonética e fonologia permite prever que, ao lado do fonema abstrato e invariante, suas realizações fonéticas podem apresentar, ao contrário, variantes. Isso nos permitiria saber se essas diferentes realizações são explicáveis por variáveis sociais ou se, ao contrário, permitem estruturar o grupo social. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055034 Português
Com base no texto abaixo, responda às questões 11 e 12:

“As línguas mudam todos os dias, evoluem, mas a essa mudança diacrônica se acrescenta uma outra, sincrônica: pode-se perceber numa língua, continuamente, a coexistência de formas diferentes de um mesmo significado.”

(CALVET, Louis-Jean. Sociolinguística: uma introdução crítica, p. 89-90. São Paulo: Parábola, 2002).
A respeito do excerto em destaque, julgue as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta:
I - As mudanças destacadas podem ser classificadas como variáveis geográficas, que são aquelas que podem ter pronúncias e léxicos iguais em diferentes pontos de território. II - Essas variáveis podem ter um sentido social, quando, em um mesmo ponto do território, uma diferença linguística é mais ou menos isomorfa de uma diferença social. III - Podemos entender por variável, o conjunto constituído pelos diferentes modos de realizar a mesma coisa (como um fonema, um signo); e por variante, cada uma das formas de realizar a mesma coisa.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055033 Legislação Federal
Roberto, Tamires e Sabrina são candidatos hipotéticos que participarão de um processo seletivo para os cursos técnicos integrados ao ensino médio ofertados pelo IFMT. Roberto cursou o ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) em escola pública, é branco e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 3.000,00. Tamires cursou o primeiro ano do ensino fundamental em escola privada e o restante (do 2ª ao 9ª ano) em escola pública, é autodeclarada preta e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 500,00. Sabrina cursou o ensino fundamental (do 1ºao 9ºano) em escola pública, é autodeclarada parda, surda e apresenta renda familiar bruta per capita de R$ 800,00. Considerando a Lei 12.711/2012, que trata da reserva de vagas (cotas) para o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio, alterada pela 13.409/2016, regulamentada pelo Decreto 7.824/2017, alterado pelo Decreto 9.034/2017, e normatizada pela Portaria Normativa MEC 09/2017,assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2018 - IF-MT - Português/Inglês |
Q2055025 Direito Administrativo
Considerando a Lei 8.112/1990, é correto afirmar:
Alternativas
Q1362479 Conhecimentos Gerais
Dentre as diversas atividades culturais de um povo muitas estão ligadas diretamente à crença ou a fé, advindas de uma determinada manifestação religiosa. Na cidade de Catalão – GO, ocorre anualmente, no mês de outubro, a tradicional festa da Congada, que atrai vários grupos de congada que dançam pelas ruas da cidade. Essa festa é em louvor
Alternativas
Q1362476 Geografia
Em virtude do atual quadro alarmante da exploração dos recursos naturais do planeta, decorrente dos processos de produção e consumo de mercadorias, bens e serviços, tem-se apregoado a necessidade de busca de formas de ocupação do espaço de maneira sustentável. Uma das possibilidades para se alcançar esse desenvolvimento sustentável é a utilização das fontes de energia renováveis. Uma fonte de energia renovável é:
Alternativas
Q1362475 Legislação Federal
As ações do serviço público devem ser pautadas por princípios que conduzam a uma clareza e exemplificação de tais ações para toda a sociedade, podendo o particular participar e opinar acerca da atuação do Estado, o qual não deve atuar em benefício de pessoas ou grupo de pessoas em detrimento dos demais extratos sociais. A legislação brasileira é atualizada constantemente com o objetivo de garantir a atuação ética do Estado em todas as esferas de poder. Dentre as atualizações recentes da legislação, no sentido da promoção da ética e dos princípios constitucionais que norteiam administração pública, destaca-se a lei
Alternativas
Q1362473 Direito Administrativo
Um princípio constitucional bastante utilizado para balizar as ações do poder público e garantir o exercício da função pública dos administradores com ética é o princípio da publicidade, que deverá ter caráter
Alternativas
Q1362336 Pedagogia
A utilização de procedimentos avaliativos pode constituir-se em fator facilitador da aprendizagem e, a respeito das orientações para a avaliação, no texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais, consta que, para se obterem informações em relação aos processos de aprendizagem, é necessário:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Marabá - PA
Q1229696 Português
Análise genética propõe novo rosto para Luzia: ela não era negra
Evidências associam o crânio do Museu Nacional à Cultura Clóvis, da pré-história dos EUA – e cravam que os traços do povo de Lagoa Santa (MG) eram mais próximos dos indígenas atuais. 
Guilherme Eler
Na última atualização feita à imprensa sobre o estado do crânio de Luzia, pesquisadores já haviam resgatado 80% da peça dos escombros do Museu Nacional do Rio de Janeiro. (...) 
A representação original do boneco de Luzia perdeu-se no fogo, mas, ainda que tivesse sobrevivido, acabaria tendo que ser substituída. Uma dupla de estudos publicados nas revistas científicas Cell e Science reuniu novos argumentos para defender a tese de que a representação não corresponde de fato à forma como ela deveria ser retratada.
Quando estudava o crânio de Luzia ao final da década de 1980, o antropólogo e ex-professor da USP (Universidade de São Paulo) Walter Neves formulou uma hipótese sobre a origem da dona da ossada. Segundo Neves, as características de seu crânio eram diferentes das dos povos indígenas atuais, o que sinalizaria que Luzia pertenceu a um grupo de humanos que chegou à América, também pelo estreito Bering, antes do grupo que deu origem aos indígenas da época de Cabral. Nesse caso, a aparência de Luzia seria mais próxima da dos africanos negros. Por isso, o antropólogo forense britânico Richard Neave, em 1996, reconstruiu sua face imaginando-a negra.
O que os novos estudos argumentam, porém, é que todos os indígenas que já perambularam pelas Américas descendem de uma única população humana. Natural do leste asiático, esse grupo ancestral teria chegado ao continente cerca de 20 mil anos atrás. Ou seja: não houve nenhuma migração anterior a que Luzia pudesse pertencer. Ela era uma indígena comum.
O que aconteceu de verdade foi um pouco mais complicado: a onda que povoou a América se dividiu dentro do próprio continente. Onde hoje estão os EUA, um grupo que ficou conhecido como “Cultura Clóvis” prosperou e avançou em direção ao sul. Quando chegou por aqui, deu origem a populações como a de Lagoa Santa (MG) – à qual pertence Luzia. Luzia, então, é “neta” de Clóvis.
Essa relação entre os primeiros americanos do norte e os primeiros do sul ficou clara pela análise de DNA de fósseis. Um esqueleto de 10 mil anos, encontrado em uma caverna do estado de Nevada, nos EUA, foi comparado com ossos da mesma idade naturais de Lagoa Santa. Mesmo distantes mais de 10 mil quilômetros, eram muito parecidos geneticamente. (...)
Depois de alguns de milhares de anos, uma nova onda migratória, distinta da Cultura Clóvis, desceu para a América do Sul e tomou conta de tudo. A população a que pertencia Luzia sumiu, assim como os Clóvis do norte, que são verificados pela última vez há 9 mil anos. Foram duas ondas, de fato, mas ambas originadas de uma só migração que entrou pelo Estreito de Bering. O que contraria a hipótese de Neves.
O processo que permitiu tais conclusões envolveu a participação de uma equipe internacional de 72 pesquisadores. Deles, 17 são brasileiros. Os autores se basearam na análise do genoma de 49 fósseis, achados em 15 sítios arqueológicos do Brasil, Argentina, Belize, Chile e Peru.
“Por mais acostumados que estejamos com a tradicional reconstrução facial de Luzia, com traços fortemente africanos, essa nova imagem reflete de forma muito mais precisa a fisionomia dos primeiros habitantes do Brasil, apresentando traços generalizados e indistintos a partir dos quais, ao longo dos milhares de anos, a grande diversidade ameríndia se estabeleceu”, explicou André Strauss, arqueólogo do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), da USP em entrevista à BBC Brasil. (...)
Disponível em https://super.abril.com.br/historia/analise-genetica-propoe-novo-rosto-para-luzia-ela-nao-era-negra/  Acessado em 10/11/2018 – Texto adaptado
De acordo com o texto, os novos estudos indicam que
Alternativas
Respostas
1661: A
1662: E
1663: D
1664: B
1665: E
1666: C
1667: D
1668: C
1669: E
1670: D
1671: A
1672: B
1673: E
1674: D
1675: C
1676: C
1677: E
1678: A
1679: A
1680: C