Questões de Concurso Comentadas para professor - letras

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Q3171492 Linguística
Dentre as teorias linguísticas, sobre o gerativismo, é impertinente afirmar:
Alternativas
Q3171491 Português
De acordo com o Novo Acordo Ortográfica, destaque a palavra que foi escrita corretamente. 
Alternativas
Q3171490 Pedagogia
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para a aréa de língua portuguesa, observa-se a importância de fornecer ao aluno condições de ampliar o domínio da língua e da línguagem, aprendizagem fundamental para o exercício da cidadania. Nesse sentido, a escola deve organizar o ensino de modo que o aluno possa desenvolver seus conhecimentos discursivos e linguísticos, sabendo:[...]

Em observância ao texto anterior, completando corretamente a reflexão proposta, analise as afirmativas abaixo:

I – ler e escrever conforme a norma culta.
II – expressar-se apropriadamente em situações de interação oral de forma similar as que caracterizam seu universo imediato.
III – refletir sobre os fenômenos da linguagem, particularmente os que tocam a questão da variação linguística, combatendo a estigmatização, discriminação e preconceitos relativos ao uso da língua.

É pertinente o que se afirma em:
Alternativas
Q3171489 Pedagogia
Ao analisar as bases didáticas e metodológicas para o ensino de língua, é possível observar concepções diferentes, como por exemplo: ensino de gramática e prática de análise linguística.

Assim, são exemplos de prática de análise linguística, EXCETO: 
Alternativas
Q3171488 Pedagogia
Em relação à sequência didática apresentada por Dolz, Noverraz e Schneuwly, analise as afirmativas abaixo:

I – Primeira produção: após a apresentação da situação na qual é descrita de maneira detalhada a tarefa de expressão oral ou escrita que os alunos deverão realizar; os alunos elaboram um primeiro texto inicial, ou oral ou escrito, que corresponde ao gênero trabalhado.
II – Módulos: constituídos por várias atividades ou exercícios, fornecem os instrumentos necessários para o domínio do gênero trabalhado, pois os problemas colocados pelo gênero são trabalhados de maneira sistemática e aprofundada.
III - Produção final – o professor deve avaliar criteriosamente se o aluno atingiu os progressos almejados.

É verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Q3171487 Linguística
De acordo com as ponderações de Bechara, analise as asserções abaixo:

I - A metalinguagem é um uso linguístico cujo objeto é também uma linguagem; por exemplo quando se fala de palavras e seus componentes ou de orações: “linguagem é uma palavra derivada de língua”, “linguagem é um substantivo feminino em português e masculino em espanhol e francês”. “-ção é um sufixo formador de substantivo”, “Cadeira tem três sílabas”, etc.
II – Dentro desse contexto, a metalinguagem apresenta unidades estruturais, podendo ser estruturada no nível do saber idiomático.
Alternativas
Q3171486 Português
Dentro da prática pedagógica pertinente à linguagem, é importante esclarecer o sentido amplo que a comunicação assume em diferentes contextos. Nesse sentido, a linguagem acumula diferentes funções. Analise as afirmativas abaixo:

I – Função referencial – oportuniza a reflexão sobre a própria linguagem.
II – Função emotiva – influencia os indivíduos.
III – Função poética – explicita emoções.
IV - Função fática – expressa sentimentos por meio do significado do texto, bem como, das formas das palavras.

É falso o que se afirma em:
Alternativas
Q3171485 Pedagogia
Em conformidade com a Lei das Diretrizes e Bases, destaque os requisitos que são considerados indispensáveis para a efetivação dos direitos e objetivos de aprendizagem e para o desenvolvimento dos indivíduos
Alternativas
Q3169868 Noções de Informática
A internet foi criada para interligar computadores de diferentes redes, possibilitando o compartilhamento de informações entre indivíduos e organizações ao redor do mundo. Nesse contexto, qual é a sigla que identifica o endereço de um recurso, como um site ou arquivo, disponível em uma rede:
Alternativas
Q3169867 Noções de Informática
Os atalhos de teclado são recursos utilizados no Windows para facilitar a navegação e execução de tarefas. No Windows 7, qual ação é realizada ao pressionar as teclas Windows + E enquanto estiver com a área de trabalho aberta:
Alternativas
Q3169866 Noções de Informática
No Windows 7, a área de trabalho pode ser personalizada com a inclusão de ícones padrão do sistema para facilitar o acesso a recursos essenciais. Qual das opções a seguir pode ser configurada como um dos ícones exibidos na área de trabalho, ao acessar o Painel de Controle e selecionar a opção "Alterar ícones da área de trabalho":
Alternativas
Q3169865 Noções de Informática
Os sistemas operacionais utilizam extensões para identificar o tipo de dado armazenado em um arquivo. No Windows, os arquivos com a extensão .BMP são caracterizados por:
Alternativas
Q3169854 Português
Ocorre desvio ortográfico apenas em:
Alternativas
Q3169853 Português
A conjunção em destaque é subordinativa, e não coordenativa, na sentença em:
Alternativas
Q3169851 Português
Nas sentenças a seguir, verifica-se um adjetivo substantivado, com papel sintático de sujeito, em:
Alternativas
Q3169850 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Observa-se o processo de derivação parassintética na formação da palavra: 
Alternativas
Q3169849 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Analise o seguinte excerto, considerando suas palavras enumeradas: “Lá(1) longe(2), onde(3) dormem(4), profundamente(5), os(6) nossos(7) mortos(8) e(9) a(10) nossa(11) puerícia(12)”. A alternativa que apresenta a sequência de todos os advérbios presentes dentre as palavras do excerto dado é:
Alternativas
Q3169848 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A candura da chuva



    E as chuvas voltaram. Elas, que nos tinham abandonado, para nos advertir de quanto precisamos delas. No jardim, o verde da folhagem resplandeceu. Uma goteira intermitente, caindo sobre uma folha grande (nunca sei os nomes das plantas), repete, em espaços certos, um som musical que me agrada. Foi por causa de gota assim, repetida, que Chopin criou o prelúdio da Gota d’água.


    Para mim, em minha deliciosa clausura, o que a chuva tem de mais importante são os sons. Tantos e tão variados. Sobre as folhas, sobre a areia, sobre o cimento, sobre o balde de alumínio. Depois, escorrendo nas telhas. Quem mora engavetado num apartamento não sabe o que seja a chuva correndo, escorrendo, se esfregando nas telhas. É preciso morar em casas térreas.


    Quando nós éramos meninos, as casas tinham uma outra telha de vidro, e a gente não só ouvia, como via a chuva deslizando, resvalando, tinindo no beiral da nossa casa já morta, lá longe, onde os bois mugiam suplicantes de madrugada. Lá longe, onde os carneiros, no entardecer, tinham olhos desavisados. Lá longe, onde os sapos assobiavam uma música dodecafônica. Lá longe, onde dormem, profundamente, os nossos mortos e a nossa puerícia. Quão enganosa e ligeira foi a infância!


    Esta chuva, que está caindo desde ontem e continua caindo, agora me traz algumas esperanças que estavam a morrer. Não se detenham, amigos, em pensamentos pessimistas, nem chorem a dor que ainda não doeu. Somos homens e a palavra “homem” sinonimiza com força e liberdade. Eu sou livre, mesmo neste quarto de portas fechadas. Só o fato de eu querer continuar preso me cobre de todas as liberdades da vida. Meu corpo, grande e farto, coberto de liberdades. O espírito diáfano, com uma asa em cada omoplata, tem todo o céu do sonho para voar.


    Faz-me bem esta chuva. Não quero dizer, com isto, que a poesia tenha voltado. Nem irei garantir que ela tenha havido um dia. Quero comunicar, a sei lá quem, que estou bem e que este bem, que me vai por dentro e me veste o corpo, deve estar com alguns de vocês, que preferem a chuva ao êxito; a chuva ao poder; a chuva ao dinheiro; a chuva à sociedade; a chuva ao smoking. Tenho chuva e amor. Uma coisa e outra são prazeres que embevecem. As duas coisas se completam, em nós... e o homem aquiescente aceita a paz, afinal, como o único bem da terra.


    Ah, não estou ligando para as notícias dos jornais. Não foi Deus quem as escreveu. Foram os homens. Estão todas truncadas, intrigadas, todas. Sou livre. A liberdade completa é não querer e não poder. Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas, sem grande sentido aparente, sem nenhuma importância fundamental. O fundamental que fique a cargo dos poderosos. Não quero mais que a música reminiscente da chuva que está caindo e a mão do amor sobre minha fronte e meus cabelos.


MARIA, A. A candura da chuva. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria, 2021, p. 132-134.

Analise a função da palavra “que” no seguinte excerto: “Brindemos essa chuva, que me aumenta a capacidade de ir escrevendo essas verdades intatas”. Em todos os excertos apresentados a seguir, a palavra “que” atua com essa mesma função, exceto em:
Alternativas
Respostas
501: D
502: E
503: E
504: B
505: B
506: B
507: A
508: C
509: E
510: A
511: A
512: D
513: B
514: C
515: D
516: A
517: D
518: E
519: D
520: B