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Q3985758 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa correta a respeito dos processos de formação de palavras dos vocábulos em destaque.
Alternativas
Q3985757 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa correta quanto à acentuação e à pontuação em excertos do texto.
Alternativas
Q3985756 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


A respeito da concordância e da regência verbais e nominais em excertos do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3985755 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa cuja função do termo destacado é a mesma do vocábulo sublinhado em: “Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras.”. 
Alternativas
Q3985754 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa correta a respeito de vocábulos do texto. 
Alternativas
Q3985752 Português
Por que o trema foi abolido da língua portuguesa?

Por padronização: o Brasil era o único país lusófono
que ainda usava esse sinal, abandonado em Portugal
em 1945. Ele era útil, porém. E a saudade
permanece.


Bruno Vaiano

     Por padronização, de maneira muito resumida. Portugal abandonou esse sinal diacrítico em 1945 e ele não aparecia com frequência nos textos de nenhum país lusófono – com exceção do Brasil, é claro.
    Com o acordo ortográfico mais recente, ratificado em 2008, a maioria se impôs e ficamos sem “lingüiça”, “seqüestro” e “cinqüenta”. Era mais fácil nós pararmos de usar o “ü” do que os outros países se acostumarem a usá-lo.
    Antes de mais nada, vale explicar o trema para os mais novos, alfabetizados após a abolição do dito-cujo. Esse sinal avisava que o falante deveria pronunciar a letra “u” depois de um “q” ou “g”. Portanto, “agüentar”, “pingüim” e “tranqüilo” carregavam um casal de pontinhos em cima do “u”, mas “queijo”, “caiaque” e “enfoque”, não.
    Pode parecer uma minúcia, mas o trema era útil na hora de ler uma palavra que você nunca havia ouvido ninguém pronunciar. Por exemplo: o correto é dizer “quinquênio” com as duas letras “u”, algo que todo mundo saberia caso esse palavrão exótico ainda fosse escrito “qüinqüênio”, como era regra no Brasil até 2008. 
    O trema se tornou obrigatório aqui em Pindorama no chamado Formulário Ortográfico de 1943. Ou seja: nós abraçamos esse sinal diacrítico apenas dois anos antes de Portugal abandoná-lo para todo o sempre. Faltou comunicação transatlântica (na época, claro, o mundo estava passando pela 2ª Guerra, Brasil e Portugal eram ditaduras e os países africanos lusófonos ainda eram colônias).
    Na época, muitos linguistas brasileiros ficaram insatisfeitos com a abolição do trema (e com vários outros aspectos do acordo mais recente), argumentando que os pontinhos eram perfeitamente úteis e que sua ausência dificulta a leitura. 
    O gramático Gladstone Chaves de Melo, morto em 2001, já considerava a abolição do trema um “absurdo” desde muito antes do acordo entrar em vigor, já que as mudanças já estavam pautadas desde 1990.
    Edmílson Monteiro Lopes, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), escreveu: “Queiram ou não os mentores da inoportuna reforma, o trema é útil, necessário para a pronúncia e conservação de grande número de palavras. Sem ele, com o tempo, muitas se deformariam.”
    Para Lúcia Fulgêncio e Mário A. Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “A eliminação do trema representa um afastamento entre a escrita e a fala; não gera dificuldades para a escrita, mas sim para a pronúncia. (…) Temos que concluir que a ortografia de 1971 é superior à de 2009 neste particular”. 
    Eles admitem que o sinal é desnecessário para quem já sabe pronunciar as palavras. Mas explicam que, “Aqui, o inconveniente afeta mais os estrangeiros, que não conhecem a pronúncia, e os falantes do português apenas quando se trata de uma palavra desconhecida, ou uma daquelas que a gente só conhece pela escrita.”
    Ou seja: se você sente saudade do trema, você não está sozinho. Em nome da padronização internacional, o Brasil ficou sem seus pontinhos de estimação. 

Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-o-tremafoi-abolido-da-lingua-portugue-sa/. Acesso em: 15 out. 2025. 


Assinale a alternativa correta a respeito do texto de apoio. 
Alternativas
Q3845387 Administração Geral
Em negócios, MVP é a sigla para "Minimum Viable Product (Produto Mínimo Viável)", tendo por objetivo construir a versão mais simples e enxuta de um produto, empregando o mínimo possível de recursos para entregar a principal proposta de valor da ideia. É um recurso que permite coletar dados importantes e possibilita a identificação dos pontos de melhorias que devem ser trabalhados. Entre os tipos de MVP, um corresponde a um formato que oferece uma solução altamente personalizada para um pequeno grupo de consumidores, servindo para reforçar a ideia de um atendimento exclusivo que, mais tarde, também deverá ser reforçado pela automatização.
Esse tipo de MVP é conhecido por: 
Alternativas
Q3845386 Arquitetura de Software
Com a arquitetura "Cloud Native" , os desenvolvedores podem criar, testar e implantar rapidamente serviços novos e atuais, o que permite lançar produtos e serviços com mais rapidez e reduzir o risco de implantações. A "Cloud Native" oferece diversos benefícios e casos de uso que impulsionam a inovação e melhoram a experiência dos usuários. Ao adotá-la, as empresas podem acelerar o desenvolvimento de novos recursos e trazer produtos ao mercado mais rapidamente. Uma vantagem dessa arquitetura refere-se ao uso de contêineres e a orquestração, que otimizam o consumo de recursos, reduz custos operacionais e evita desperdícios.
Essa vantagem pode ser resumida de acordo com a opção:
Alternativas
Q3845384 Engenharia de Software
No contexto de desenvolvimento de software, qualidade pode ser entendida como um conjunto de características a serem satisfeitas, de modo que o produto de software atenda às necessidades de seus usuários. Entretanto, tal nível de satisfação nem sempre é alcançado de forma espontânea, devendo ser continuamente construído. Nesse sentido, há diversos atributos que visam garantir a qualidade de software e, enquanto um é definido como a capacidade do produto de software de ser compreendido, aprendido, operado e atraente ao usuário, quando usado sob condições especificadas, outro é conceituado como a capacidade do produto de software de apresentar desempenho apropriado, relativo à quantidade de recursos usados, sob condições especificadas.
Esses dois atributos são conhecidos, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3845383 Sistemas de Informação
A sigla ERP, cujo significado é "Planejamento de Recursos Empresariais", constitui um sistema de software que ajuda as organizações a otimizar seus principais processos de negócios, incluindo finanças, RH, produção, cadeia de suprimentos e vendas, com uma visão unificada da atividade. Um sistema ERP tem quatro tipos comuns de implementação, sendo que cada um deles tem seus benefícios e desvantagens, e as empresas devem identificar qual opção de implementação melhor atende às suas necessidades. Um dos tipos de implantação corresponde ao modelo tradicional de software ERP, permitindo maior nível de controle, no qual o software é geralmente instalado no centro de dados da empresa. Dessa forma, embora o controle total seja certamente um benefício, ele também vem com as responsabilidades de instalação e manutenção contínua. No segundo tipo de implantação, o software reside em um servidor remoto de terceiros, que pode ser acessado pela Internet como um serviço de assinatura (SaaS), com o fornecedor de software cuidando da manutenção, das atualizações e da segurança em nome da empresa. Atualmente, é o método de implementação de ERP mais popular, com custos iniciais mais baixos, maior escalabilidade, inovação mais rápida e integração mais fácil.
Esses dois tipos de implantação ERP são conhecidos, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3845382 Legislação Federal
Os graus de classificação de informação e seus respectivos prazos máximos de restrição de acesso estão previstos na legislação vigente no Brasil. Enquanto um dos graus estabelece 5 anos, sem possibilidade de prorrogação, outro prevê 25 anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período, apenas pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações.
Esses graus são conhecidos, respectivamente, como: 
Alternativas
Q3845381 Engenharia de Software
A metodologia ágil representa uma forma de gerir projetos, em que se busca a otimização dos processos. Em vez de seguir um plano rígido, como na gestão tradicional, na metodologia ágil, pode-se fazer ajustes e melhorias ao longo do desenvolvimento de projetos, significando identificar e corrigir falhas rapidamente, garantindo resultados mais efetivos. Entre os métodos empregados nessa metodologia, dois são caracterizados a seguir.
I.Emprega um framework ágil que tem por objetivo facilitar a colaboração, a adaptação e a entrega de valor de forma iterativa e incremental, com base em três pilares fundamentais: transparência, inspeção e adaptação. Nesse esquema, o trabalho é dividido em iterações chamadas de Sprints, que geralmente têm duração de duas a quatro semanas e utiliza artefatos como o Product Backlog e o Sprint Backlog, além de reuniões de planejamento, revisão e retrospectiva. Com um enfoque na auto-organização e na colaboração da equipe, essa metodologia promove uma abordagem flexível para lidar com mudanças e busca maximizar o valor entregue ao cliente.
II.Emprega um esquema que enfatiza a visualização e a limitação do trabalho em progresso ou Work In Progress (WIP), além da melhoria contínua do processo. Essa metodologia utiliza um quadro, no qual as tarefas são representadas em cartões e movidas pelas diferentes etapas do fluxo de trabalho.
Os métodos descritos são conhecidos, respectivamente, como:
Alternativas
Q3845380 Redes de Computadores
TCP/IP é uma arquitetura constituída por um conjunto de regras padronizadas que permitem aos computadores se comunicarem em uma rede, como a internet. A camada de aplicação está localizada no topo da arquitetura, onde são realizadas as requisições para execução de tarefas na rede, a comunicação entre os programas e os protocolos de transporte, sendo responsável por tudo que está relacionado aos serviços de comunicação que visam a interação junto ao usuário.
Nesse contexto, três protocolos que operam na camada de aplicação são: 
Alternativas
Q3845378 Engenharia de Software
As ferramentas para automatização de testes utilizam recursos especiais para realizar um conjunto de testes de software. Uma vez que o conjunto de testes é automatizado, nenhuma intervenção humana é necessária, por isso, as ferramentas para teste automatizado são tão importantes. Entre elas, uma é considerada uma das mais populares no momento, direcionada à testes de aplicações web pelo browser, utilizada para teste de regressão, sendo uma ferramenta gratuita open source, que fornece recursos de reprodução e gravação para este tipo de teste. Outra, considerada uma das ferramentas mais completas, ideal para iniciantes, altamente ajustável e fácil de usar, além de um IDE completo e APIs abertas para especialistas em automação, suporta testes de ponta a ponta em desktop, web e dispositivos móveis. Um detalhe importante é que essa ferramenta possui versão paga, mas também a de teste grátis.
Essas ferramentas de testes são conhecidas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3845377 Arquitetura de Computadores
A computação é uma ciência que produz, desenvolve e estuda sistemas computacionais, por meio do emprego de hardware e software, combinando conhecimentos e teorias de engenharia, eletrônica, matemática e lógica para criar sistemas e dispositivos capazes de processar dados automaticamente. Nesse contexto, a computação pode ser executada por meio de dois tipos de processamento, no primeiro todos os processadores têm acesso à memória compartilhada para trocas de informações entre eles. No segundo, cada processador possui um memória particular, sendo que os processadores usam transmissões de mensagens para trocas de informações.
Esses tipos de processamentos são, respectivamente, denominados: 
Alternativas
Q3845376 Arquitetura de Software
A arquitetura orientada a serviços (SOA) define uma maneira de tornar os componentes de software reutilizáveis e interoperáveis por meio de interfaces de serviço. Os serviços usam padrões comuns de interface e um padrão de arquitetura, para serem incorporados rapidamente a novos aplicativos. Entre os componentes dessa arquitetura, um é o código que cria a lógica para realizar a função de serviço específica, como a autenticação de um usuário ou o cálculo de uma fatura, enquanto que outro define a natureza do serviço e seus termos e condições associados, como os pré-requisitos para usar o serviço, o custo do serviço e a qualidade do serviço prestado.
Esses componentes são, respectivamente:
Alternativas
Q3845375 Governança de TI
Governança de TI é a capacidade de adequar as atividades que a área de tecnologia da informação desenvolve com as necessidades e objetivos estratégicos de uma organização, o que torna a área de TI mais estratégica e ativa no negócio, sendo sustentada por quatro pilares, que orientam para o seu desenvolvimento. Eles constituem os fundamentos da governança de TI, dos quais dois são descritos a seguir.
I.Trata da definição de quais medidas devem ser tomadas, por meio de mecanismos com critérios de priorização para auxiliar na melhor escolha.
II.Trata da elaboração dos projetos para que as decisões tomadas sejam colocadas em prática, dando mais ênfase aos relacionamentos internos e externos para potencializar os resultados da empresa.
Os dois fundamentos descritos são, respectivamente:
Alternativas
Q3845374 Banco de Dados
NoSQL tem por significado "Não SQL" e refere-se a uma abordagem de projeto de banco de dados que possibilita o armazenamento e a consulta de dados fora das estruturas tradicionais encontradas nos bancos de dados relacionais, oferecendo outras opções para organizar dados de várias maneiras, podendo ser aplicado na análise de dados, no gerenciamento de big data, em redes sociais e no desenvolvimento de aplicativos móveis. Entre os bancos de dados NoSQL populares, um é baseado nos documentos em JSON, em código aberto, que utiliza JavaScript como linguagem de consulta, enquanto que outro é um banco de dados de documentos e chave-valor que dá aos desenvolvedores a possibilidade de criar aplicativos responsivos e flexíveis para computação em nuvem, móvel e edge computing.
Esses dois exemplos de bancos de dados NoSQL são conhecidos, respectivamente, como:
Alternativas
Q3845373 Engenharia de Software
DevOps é uma cultura baseada em práticas, modelos e ferramentas integrativas, que permite a eliminação de diferenças entre desenvolvedores e operadores que atuam na área da engenharia de softwares, tendo por objetivo manter um ritmo de trabalho complementar e constante, que atenda à demanda frequente por atualizações em sistemas complexos das organizações atuais. As ferramentas são fundamentais para que a dinâmica DevOps tenha sucesso, pois são elas que otimizam os processos, elevam o nível de confiabilidade e a automação em todas as etapas dos projetos. Entre essas ferramentas, uma fornece maior segurança aos aplicativos, sendo utilizada para empacotar aplicações e ambientes em contêineres, tendo se popularizado por facilitar a portabilidade dos projetos de engenharia de software. Dessa forma, a aplicação pode ser, simplesmente, replicada em outras máquinas rapidamente, agilizando a construção de diferentes partes dos programas.
Essa ferramenta é conhecida como: 
Alternativas
Q3845370 Banco de Dados
OLAP é um conceito de interface com o usuário e não uma forma de armazenamento de dados, que proporciona a capacidade de ter ideias sobre os dados, permitindo analisá-los profundamente em diversos ângulos. O OLAP e o Data Warehouse destinam-se a trabalharem juntos, enquanto o DW armazena as informações de forma eficiente, o OLAP tem por objetivo recuperá-las com a mesma eficiência, porém com muita rapidez. Entre os métodos de armazenamento, no primeiro os dados são armazenados de forma multidimensional e, no segundo, o conjunto de dados multidimensionais deve ser criado no servidor e transferido para o desktop, permitindo a portabilidade aos usuários OLAP que não possuem acesso direto ao servidor.
Esses dois métodos são conhecidos, respectivamente, pelas siglas:
Alternativas
Respostas
1241: A
1242: B
1243: C
1244: C
1245: B
1246: C
1247: C
1248: A
1249: B
1250: D
1251: B
1252: D
1253: C
1254: C
1255: A
1256: B
1257: D
1258: C
1259: C
1260: D