Foram encontradas 21.186 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2342816 Português
       Em maio de 2023, o cirurgião-geral dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre uma epidemia que cresceu silenciosamente no país durante décadas.
         Vivek Murthy declarou que os americanos se sentem solitários, muito mais do que o habitual, e isso representa uma ameaça ao bem-estar físico e emocional, além de ser um enorme problema de saúde pública.
        "O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia", comparou o médico, que tem como função ser o principal porta-voz dos problemas de saúde do país e também dirigir um corpo de médicos do Exército norteamericano.
       Vários estudos apoiam as conclusões de Murthy, embora os resultados ainda sofram variações. [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7x1w17q1vo. Acesso em: 05 out. 2023.

Segundo o texto, os estudos do médico americano Vivek Murthy consideram que 
Alternativas
Q2342815 Português
       Em maio de 2023, o cirurgião-geral dos Estados Unidos divulgou um relatório sobre uma epidemia que cresceu silenciosamente no país durante décadas.
         Vivek Murthy declarou que os americanos se sentem solitários, muito mais do que o habitual, e isso representa uma ameaça ao bem-estar físico e emocional, além de ser um enorme problema de saúde pública.
        "O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia", comparou o médico, que tem como função ser o principal porta-voz dos problemas de saúde do país e também dirigir um corpo de médicos do Exército norteamericano.
       Vários estudos apoiam as conclusões de Murthy, embora os resultados ainda sofram variações. [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl7x1w17q1vo. Acesso em: 05 out. 2023.

É correto afirmar que o trecho: "O impacto na mortalidade de estar socialmente desconectado é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia", apresenta o discurso:
Alternativas
Q2342814 Português
Garante-se a coesão e a coerência textuais preenchendo-se as lacunas do texto, correta e respectivamente, com:

Todo o tempo ouvimos falar____ o quanto o racismo foi e é pernicioso, o _____ se faz presente no cotidiano dos brasileiros. A escola pública, por exemplo, é um espaço ____ se encontram pessoas que sofrem com a ação nefasta ____ tipo de preconceito a todo momento. São muitos os relatos feitos pelos estudantes, vítimas constantes dessa crueldade naturalizada ___ cultura colonial.
Alternativas
Q2342813 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto, considerando a necessidade (ou não) de uso do acento grave (crase):

Tudo que envolve _____ humana exige maior atenção dos especialistas. Talvez por isso não seja possível estudar a mente sem estar atento _____aspectos para além da capacidade cognitiva. ________, _____ entre sentimentos e pensamentos podem não parecer tão conectadas assim, mas vale _____ conferir mais profundamente.
Alternativas
Q2339181 Veterinária
A Artrite Encefalite Caprina é uma enfermidade de curso progressivo e caracterizada pelo período longo de latência. Os principais sintomas são artrite, pneumonia, mastite, emagrecimento progressivo e, nos animais jovens, a encefalomielite. Esta enfermidade é ocasionada por vírus do gênero?
Alternativas
Q2339180 Veterinária
A raiva é uma doença que se apresenta de forma variável nas diferentes espécies de mamíferos, razão pela qual o animal suspeito deve ter o sistema nervoso central coletado e enviado, em condições adequadas, ao laboratório de diagnóstico, para a confirmação de uma suspeita clínica. O laboratório de diagnóstico deverá receber a amostra em bom estado de conservação, devidamente identificada e com ficha de remessa de material suficientemente elucidadora. Para fim de confirmação do diagnóstico laboratorial de raiva de cães e gatos deverá ser enviado?
Alternativas
Q2339179 Veterinária
No mês de novembro é realizada a segunda etapa de vacinação contra o vírus da febre aftosa no estado da Paraíba e em outros estados da federação, conforme o calendário oficial do Ministério da Agricultura. O criador que deixar de vacinar e de comunicar a vacinação estará sujeito a multas. Nesta etapa, quais espécies e a idade dos animais que deverão ser imunizados?
Alternativas
Q2339178 Veterinária
Com o advento das novas tecnologias da informação, novos meios de interação social e a utilização das inteligências artificiais, algumas profissões têm que se adequar e acompanhar ao desenvolvimento tecnológico. Para se adequar as novas tecnologias, o Conselho Federal de Medicina Veterinária, por meio da Resolução n.º 1465, de 27 de junho de 2022, a qual regulamenta o uso da telemedicina veterinária. Conforme a resolução citada, qual a modalidade de telemedicina veterinária destinada à identificação e classificação de situações que, a critério do médico veterinário, indiquem a possibilidade da teleconsulta ou a necessidade de atendimento presencial, imediato ou agendado?
Alternativas
Q2339177 Veterinária
A raiva é considerada uma das zoonoses de maior importância em Saúde Pública, não só por sua evolução drástica e letal, como também, por seu elevado custo social e econômico. O principal transmissor da raiva dos herbívoros no Brasil é o morcego hematófago da espécie?
Alternativas
Q2339175 Veterinária
De acordo com Resolução n.° 1138, de 16 de dezembro de 2016, a qual aprovou o Código de Ética, é dever do Médico Veterinário no exercício da sua profissão:
Alternativas
Q2339174 Veterinária
É um método descrito para eutanásia de ruminantes. O qual provoca o trauma direto com consequente lesão no encéfalo, sendo capaz de fornecer energia suficiente para que possa transpassar a espessura dos ossos do crânio da espécie em que o método está sendo usado. Neste método, o encéfalo deve ser suficientemente lesado para induzir perda repentina de consciência. De qual método de eutanásia o texto se refere?
Alternativas
Q2339173 Veterinária
Mediante a notificação ao Serviço Veterinário Oficial de caso suspeito de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, um Médico Veterinário Oficial irá à propriedade em até 12 horas. Caso o diagnóstico seja positivo, em função do risco de disseminação do vírus, será delimitada a área ao redor do foco. Para a zona perifocal, qual a área ao redor do foco deverá delimitada?
Alternativas
Q2339172 Veterinária
O Ministério da Agricultura, através da Portaria n. º 587, de 22 de maio de 2023, declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, por um período de 180 dias, em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no Brasil. Qual a variante responsável pelos casos de influenza aviária?
Alternativas
Q2339171 Veterinária
A esporotricose é uma micose profunda provocada por fungos encontrados na terra e em materiais em decomposição, como por exemplo em madeiras, galhos, folhas e que pode afetar tanto animais quanto aos humanos. Se o animal de estimação apresentar a doença, deve ser isolado e receber o tratamento indicado pelo médico veterinário, não devendo ser abandonado, maltratado ou sacrificado. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao agente etiológico responsável pela esporotricose?
Alternativas
Q2339170 Veterinária
Conforme a Resolução nº 1465, de 27 de junho de 2022, do Conselho Federal de Medicina Veterinária, que trata do regulamento e do uso da telemedicina veterinária. Marque a assertiva INCORRETA.
Alternativas
Q2339168 Veterinária
De acordo com a Instrução Normativa n.º 73, de 23 de dezembro de 2019 do Ministério da Agricultura, destinadas aos produtores rurais fornecedores de leite para fabricação de produtos lácteos artesanais, em relação ao bem-estar e ambiência animal, analise as afirmativas abaixo:

I- A sombra deve ser dimensionada, de forma natural ou artificial, de forma a disponibilizar área suficiente para abrigar todos os animais sem disputa por espaço.

II- Os bebedouros devem ser dimensionados de forma a atender vários animais concomitantemente, para que não haja disputa de espaço e limitação do consumo de água.

III- Dependentemente do tipo de sistema de produção, os comedouros devem ser dimensionados conforme a necessidade do rebanho, limitando-o ao consumo de alimentos mesmo que cause pequenos estresses aos animais

IV- A propriedade deve possuir um planejamento forrageiro no intuito de que os animais sejam mantidos durante todo o tempo em boas condições nutricionais.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2339167 Veterinária
Conforme a Instrução Normativa n.º 73, de 23 de dezembro de 2019 – MAPA, que estabelece, em todo o território nacional, o regulamento técnico de boas práticas agropecuárias destinadas aos produtores rurais e fornecedores de leite para a fabricação de produtos lácteos artesanais, necessárias à concessão do selo arte, é CORRETO afirmar?

I- As propriedades fornecedoras de leite para elaboração de produtos lácteos artesanais a partir de leite cru devem ser certificadas como livre de brucelose e tuberculose.

II- O leite destinado a fabricação de produtos artesanais deve cumprir os parâmetros microbiológicos e físico-químicos da legislação vigente.

III- Comprovação da vacinação contra febre aftosa, conforme a programação oficial em todos os estados brasileiros.

IV- Os produtos de uso veterinário e os produtos químicos utilizados na fazenda devem ser armazenados de forma segura e o descarte realizado conforme as orientações técnicas constantes na bula ou prescrição do profissional competente.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2337240 Português
Por que tantas mulheres continuam em relacionamentos abusivos


Por Ana Prado

Atualizado em 02 de maio de 2018, 17h06 – Publicado em 02 de maio de 2018, 16h49.


      É muito provável que você conheça alguém que já esteve – ou que está – em um relacionamento abusivo. Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum.

      Apesar de o tema estar sendo discutido mais amplamente na mídia, e de aquele papo antigo de “não meter a colher” em briga de casal estar finalmente sendo deixado de lado, ainda é muito comum que se culpe a vítima pela situação. Afinal, pensam muitas pessoas, por que as mulheres ainda “deixam” que isso aconteça? Por que se “submetem” a isso em vez de simplesmente irem embora?

        Em um artigo publicado no site The Conversation, o professor e pesquisador Daniel G. Saunders, da Universidade de Michigan, fala sobre seus estudos a respeito desse assunto e traz alguma luz para que se entenda o que impede as mulheres de se livrarem de relacionamentos abusivos.

        A resposta, como se pode imaginar, está ligada a uma série de fatores. Um dos mais comuns é a falta de recursos – a mulher talvez não tenha um emprego, ou não ganhe o suficiente para se sustentar sozinha. Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada.

         Outro motivo é a falta de apoio da família, amigos e colegas, que muitas vezes não acreditam ou até culpam a vítima pelo abuso; e há ainda o medo: afinal, as mulheres podem ter motivos reais para temer por sua vida caso deixem seu companheiro. Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador.

         Mas há outras razões, menos visíveis, que mantêm a vítima presa a essa relação:

         - O parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível;

         - O parceiro se mostra arrependido e a vítima fica com pena;

        - O parceiro diz que vai procurar tratamento e a vítima cria esperanças de que ele vá mudar.

      “Deixar o parceiro é frequentemente um processo complexo com vários estágios: minimizar o abuso e tentar ajudar o agressor; abrir os olhos ao fato de que o relacionamento é abusivo e perder a esperança de que vai melhorar; e, finalmente, focar nas próprias necessidades de segurança e sanidade e lutar para superar os obstáculos externos”, escreve o professor.

        Quando o abusador é um homem de status ou alguém querido na comunidade, a vítima tem ainda outros dois fortes motivos para ficar relutante: por um lado, o medo de destruir a carreira do parceiro; de outro, o de não acreditarem em sua palavra.

Descrença pública

         O medo da descrença de outras pessoas é bem fundamentado. “Em um estudo, o público via um ataque contra um parceiro íntimo como menos grave do que um ataque a um estranho, ainda que o mesmo nível de força fosse usado”, escreve Saunders.

        “Embora a aceitação pública do abuso doméstico tenha diminuído com o tempo, a culpabilização das vítimas está ligada a pontos de vista machistas, como a crença de que a discriminação contra a mulher não é mais um problema e homens e mulheres têm oportunidades iguais”, completa.

       Esse tipo de comportamento não está restrito a pessoas leigas: profissionais de saúde, terapeutas conjugais, juízes, policiais e outras autoridades que deveriam proteger as vítimas muitas vezes as ignoram, as desacreditam ou minimizam as agressões.

       Para ajudar a combater esse tipo de erro, o professor sugere que se envolvam meninos e homens no combate à violência doméstica, educando-os sobre o assunto e incentivando um comportamento mais cuidadoso e respeitoso para com as mulheres.

        E há ainda uma solução mais imediata: “É preciso pouco ou nenhum treinamento para que os profissionais, ou qualquer outra pessoa, deem crédito às experiências das vítimas e, assim, possam ajudá-las a cultivar a força interior para conseguir sair dessa relação”, escreve. Para isso, basta mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que você acredita nelas. Isso já faz muita diferença. 


Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/como-pessoas-funcionam/por-que-tantas-mulheres-continuam-em-relacionamentos-abusivos/>. Acesso em: 21 nov. 2023.
A partir do Texto 2 analise as assertivas abaixo:

I- O emprego do sinal indicativo de crase nas expressões “combate à violência doméstica” e “deem crédito às experiências das vítimas” segue a mesma regra.

II- No período “Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum”, há um desvio na concordância verbal.

III- Nas expressões “O medo da descrença de outras pessoas” e “necessidades de segurança e sanidade” os termos em destaque são exemplos da mesma função sintática.

IV- No período composto por subordinação “Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada”, a oração em destaque se classifica como uma oração subordinada adverbial condicional.

V- No período composto por coordenação “O parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível”, a oração em destaque se classifica como uma oração coordenada sindética adversativa.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2337239 Português
Por que tantas mulheres continuam em relacionamentos abusivos


Por Ana Prado

Atualizado em 02 de maio de 2018, 17h06 – Publicado em 02 de maio de 2018, 16h49.


      É muito provável que você conheça alguém que já esteve – ou que está – em um relacionamento abusivo. Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum.

      Apesar de o tema estar sendo discutido mais amplamente na mídia, e de aquele papo antigo de “não meter a colher” em briga de casal estar finalmente sendo deixado de lado, ainda é muito comum que se culpe a vítima pela situação. Afinal, pensam muitas pessoas, por que as mulheres ainda “deixam” que isso aconteça? Por que se “submetem” a isso em vez de simplesmente irem embora?

        Em um artigo publicado no site The Conversation, o professor e pesquisador Daniel G. Saunders, da Universidade de Michigan, fala sobre seus estudos a respeito desse assunto e traz alguma luz para que se entenda o que impede as mulheres de se livrarem de relacionamentos abusivos.

        A resposta, como se pode imaginar, está ligada a uma série de fatores. Um dos mais comuns é a falta de recursos – a mulher talvez não tenha um emprego, ou não ganhe o suficiente para se sustentar sozinha. Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada.

         Outro motivo é a falta de apoio da família, amigos e colegas, que muitas vezes não acreditam ou até culpam a vítima pelo abuso; e há ainda o medo: afinal, as mulheres podem ter motivos reais para temer por sua vida caso deixem seu companheiro. Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador.

         Mas há outras razões, menos visíveis, que mantêm a vítima presa a essa relação:

         - O parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível;

         - O parceiro se mostra arrependido e a vítima fica com pena;

        - O parceiro diz que vai procurar tratamento e a vítima cria esperanças de que ele vá mudar.

      “Deixar o parceiro é frequentemente um processo complexo com vários estágios: minimizar o abuso e tentar ajudar o agressor; abrir os olhos ao fato de que o relacionamento é abusivo e perder a esperança de que vai melhorar; e, finalmente, focar nas próprias necessidades de segurança e sanidade e lutar para superar os obstáculos externos”, escreve o professor.

        Quando o abusador é um homem de status ou alguém querido na comunidade, a vítima tem ainda outros dois fortes motivos para ficar relutante: por um lado, o medo de destruir a carreira do parceiro; de outro, o de não acreditarem em sua palavra.

Descrença pública

         O medo da descrença de outras pessoas é bem fundamentado. “Em um estudo, o público via um ataque contra um parceiro íntimo como menos grave do que um ataque a um estranho, ainda que o mesmo nível de força fosse usado”, escreve Saunders.

        “Embora a aceitação pública do abuso doméstico tenha diminuído com o tempo, a culpabilização das vítimas está ligada a pontos de vista machistas, como a crença de que a discriminação contra a mulher não é mais um problema e homens e mulheres têm oportunidades iguais”, completa.

       Esse tipo de comportamento não está restrito a pessoas leigas: profissionais de saúde, terapeutas conjugais, juízes, policiais e outras autoridades que deveriam proteger as vítimas muitas vezes as ignoram, as desacreditam ou minimizam as agressões.

       Para ajudar a combater esse tipo de erro, o professor sugere que se envolvam meninos e homens no combate à violência doméstica, educando-os sobre o assunto e incentivando um comportamento mais cuidadoso e respeitoso para com as mulheres.

        E há ainda uma solução mais imediata: “É preciso pouco ou nenhum treinamento para que os profissionais, ou qualquer outra pessoa, deem crédito às experiências das vítimas e, assim, possam ajudá-las a cultivar a força interior para conseguir sair dessa relação”, escreve. Para isso, basta mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que você acredita nelas. Isso já faz muita diferença. 


Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/como-pessoas-funcionam/por-que-tantas-mulheres-continuam-em-relacionamentos-abusivos/>. Acesso em: 21 nov. 2023.
Levando em conta o período “Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador”, o termo em destaque exerce a função sintática de:
Alternativas
Q2337238 Português
Por que tantas mulheres continuam em relacionamentos abusivos


Por Ana Prado

Atualizado em 02 de maio de 2018, 17h06 – Publicado em 02 de maio de 2018, 16h49.


      É muito provável que você conheça alguém que já esteve – ou que está – em um relacionamento abusivo. Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum.

      Apesar de o tema estar sendo discutido mais amplamente na mídia, e de aquele papo antigo de “não meter a colher” em briga de casal estar finalmente sendo deixado de lado, ainda é muito comum que se culpe a vítima pela situação. Afinal, pensam muitas pessoas, por que as mulheres ainda “deixam” que isso aconteça? Por que se “submetem” a isso em vez de simplesmente irem embora?

        Em um artigo publicado no site The Conversation, o professor e pesquisador Daniel G. Saunders, da Universidade de Michigan, fala sobre seus estudos a respeito desse assunto e traz alguma luz para que se entenda o que impede as mulheres de se livrarem de relacionamentos abusivos.

        A resposta, como se pode imaginar, está ligada a uma série de fatores. Um dos mais comuns é a falta de recursos – a mulher talvez não tenha um emprego, ou não ganhe o suficiente para se sustentar sozinha. Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada.

         Outro motivo é a falta de apoio da família, amigos e colegas, que muitas vezes não acreditam ou até culpam a vítima pelo abuso; e há ainda o medo: afinal, as mulheres podem ter motivos reais para temer por sua vida caso deixem seu companheiro. Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador.

         Mas há outras razões, menos visíveis, que mantêm a vítima presa a essa relação:

         - O parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível;

         - O parceiro se mostra arrependido e a vítima fica com pena;

        - O parceiro diz que vai procurar tratamento e a vítima cria esperanças de que ele vá mudar.

      “Deixar o parceiro é frequentemente um processo complexo com vários estágios: minimizar o abuso e tentar ajudar o agressor; abrir os olhos ao fato de que o relacionamento é abusivo e perder a esperança de que vai melhorar; e, finalmente, focar nas próprias necessidades de segurança e sanidade e lutar para superar os obstáculos externos”, escreve o professor.

        Quando o abusador é um homem de status ou alguém querido na comunidade, a vítima tem ainda outros dois fortes motivos para ficar relutante: por um lado, o medo de destruir a carreira do parceiro; de outro, o de não acreditarem em sua palavra.

Descrença pública

         O medo da descrença de outras pessoas é bem fundamentado. “Em um estudo, o público via um ataque contra um parceiro íntimo como menos grave do que um ataque a um estranho, ainda que o mesmo nível de força fosse usado”, escreve Saunders.

        “Embora a aceitação pública do abuso doméstico tenha diminuído com o tempo, a culpabilização das vítimas está ligada a pontos de vista machistas, como a crença de que a discriminação contra a mulher não é mais um problema e homens e mulheres têm oportunidades iguais”, completa.

       Esse tipo de comportamento não está restrito a pessoas leigas: profissionais de saúde, terapeutas conjugais, juízes, policiais e outras autoridades que deveriam proteger as vítimas muitas vezes as ignoram, as desacreditam ou minimizam as agressões.

       Para ajudar a combater esse tipo de erro, o professor sugere que se envolvam meninos e homens no combate à violência doméstica, educando-os sobre o assunto e incentivando um comportamento mais cuidadoso e respeitoso para com as mulheres.

        E há ainda uma solução mais imediata: “É preciso pouco ou nenhum treinamento para que os profissionais, ou qualquer outra pessoa, deem crédito às experiências das vítimas e, assim, possam ajudá-las a cultivar a força interior para conseguir sair dessa relação”, escreve. Para isso, basta mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que você acredita nelas. Isso já faz muita diferença. 


Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/como-pessoas-funcionam/por-que-tantas-mulheres-continuam-em-relacionamentos-abusivos/>. Acesso em: 21 nov. 2023.
Levando em conta os achados do estudo de Saunders, analise as afirmações abaixo:

I- A mulher se submete à violência doméstica, porque tem pena do parceiro.

II- Ainda é muito comum que se culpe a vítima por estar envolvida em um relacionamento abusivo.

III- A falta de recursos é comumente um dos fatores para que a mulher não vá embora.

IV- A existência de filhos é um fator complicador para que a mulher deixe o parceiro abusivo.

V- Muitas vezes, as autoridades que deveriam proteger as mulheres vítimas de violência doméstica não o fazem.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
9301: C
9302: A
9303: B
9304: D
9305: E
9306: A
9307: B
9308: C
9309: E
9310: D
9311: D
9312: A
9313: A
9314: D
9315: B
9316: B
9317: E
9318: C
9319: A
9320: A