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Q3434136 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No excerto “(...) passinhos curtos mas resolutos (...)”, a palavra “resoluto” poderia ser substituída, sem modificação de significado, por: 
Alternativas
Q3434135 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise as expressões indicadas a seguir, que ocorrem no texto, e assinale a alternativa em que todas elas são empregadas para se referir a Albert Einstein. 
Alternativas
Q3434133 Português
Metafísica


   Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

  Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?

   Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.

   Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...

   Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.

   O visitante engoliu em seco.

   — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?

   Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:

   — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!

   O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A leitura da narrativa permite concluir que:
Alternativas
Q3404124 Secretariado
Ao redigir uma comunicação oficial, como um ofício ou memorando, é o aspecto fundamental para garantir a clareza, a concisão e a objetividade do texto: 
Alternativas
Q3404123 Sistemas de Informação
Em uma empresa que busca otimizar seus processos administrativos e aumentar a produtividade, é a ferramenta tecnológica que oferece maior potencial para a automatização de tarefas repetitivas, a integração de dados e a comunicação interna: 
Alternativas
Q3404122 Gestão de Pessoas
Em uma empresa que busca aumentar a produtividade e o engajamento dos colaboradores, das seguintes ações, é a mais eficaz para promover um ambiente de trabalho positivo e motivador: 
Alternativas
Q3404121 Arquivologia
Em uma empresa que busca otimizar o processo de arquivamento de documentos, qual método oferece maior agilidade na busca e recuperação de informações, além de garantir a segurança e preservação dos documentos?
Alternativas
Q3404120 Secretariado
Na última revisão do Manual de Redação da Presidência houve uma uniformização, havendo agora apenas o chamado Padrão Ofício, em substituição às três outras formas anteriores. O Padrão Ofício apresenta a seguinte característica:
Alternativas
Q3404119 Atendimento ao Público
Atender ao público é fundamental tanto nas organizações públicas quanto nas privadas. Essa fase de atendimento representa o espelho da entidade perante o público. Nesse contexto, a capacidade de se manter dentro de certos limites ao longo do tempo, em busca da estabilidade, é um conceito importante denominado de: 
Alternativas
Q3404118 Administração Geral
Estratégia é um meio, um caminho, algo que leva até um objetivo desejado. O planejamento estratégico consiste em: 
Alternativas
Q3404117 Administração Geral
As funções da administração são os processos sequenciais que uma organização segue para planejar, organizar, dirigir e controlar seus recursos para atingir seus objetivos. A função Direção tem, dentre outras, a responsabilidade de: 
Alternativas
Q3404116 Ética na Administração Pública
Em um concurso público para um cargo na administração pública, qual dos princípios a seguir NÃO está previsto no Código de Conduta da Alta Administração Federal e NÃO deve ser seguido por um servidor público? 
Alternativas
Q3404115 Direito Constitucional
Considerando o conteúdo dos artigos de 37 a 41 da Constituição Federal Brasileira de 1988, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402983 Noções de Informática
Em qual guia do PowerPoint 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão) é possível configurar o tamanho do slide?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402982 Noções de Informática
O Microsoft Word 2016 (em sua versão em português e nas configurações padrão) permite que o usuário compare duas versões de um documento utilizando o recurso “Comparar” presente na guia:
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Q3402980 Noções de Informática
Sobre o navegador Google Chrome, são feitas algumas afirmações.

I. A barra de endereços no Chrome também funciona como uma barra de pesquisa.
II. O Chrome possui uma funcionalidade de tradução automática integrada.
III. O Chrome é o único navegador da Google.

Sobre as afirmações feitas, podemos afirmar que:
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Q3402972 Matemática
Seja um prédio de altura H = 20 m, um pedestre enxerga um o alto do prédio com um ângulo de 60 graus, quantos metros a mais ele deve andar se afastando do prédio a fim de enxergar o topo com ângulo de 30 graus?

Captura_de tela 2025-06-09 125853.png (386×269)
Alternativas
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Q3402959 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
No trecho “Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo.”, a colocação pronominal se justifica porque há, no contexto sintático imediatamente anterior ao verbo:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402958 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação sintático-semântica dos conectivos grifados no período abaixo.

Matthew Vaughn teve que explicar o enredo do filme “Argylle”, que é classificado como um thriller de espionagem. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDESG Órgão: Prefeitura de Nova Venécia - ES Provas: IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Enfermagem | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico Agrícola | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico de Laboratório | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Contabilidade | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Edificações | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Imobilização Ortopédica | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Meio Ambiente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Prótese Dentária | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Segurança do Trabalho | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Técnico em Radiologia | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Tesoureiro | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Controle Interno | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Agente de Defesa Civil | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Atendente | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar Administrativo | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Biblioteca | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Auxiliar de Saúde Bucal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Cuidador (Masculino e Feminino) | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Escriturário | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Guarda Civil Municipal | IDESG - 2024 - Prefeitura de Nova Venécia - ES - Secretário Escolar |
Q3402957 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Brincando com senso de ridículo, Argylle se perde na própria piada.

Trama metalinguística aposta no humor por constrangimento, mas não sabe a hora de parar.

Mariana Canhisares


    O que aconteceria se, um dia, um dos bruxos da saga Harry Potter aparecesse para J.K Rowling, dizendo “somos reais. Hogwarts é real.”? Foi assim que o diretor Matthew Vaughn explicou Argylle para o público na New York Comic-Con no ano passado — e, se você trocar magia por espionagem, de fato é uma descrição bastante precisa para o choque que sua protagonista Elly Conway (Bryce Dallas Howard) encara ao se ver dentro de uma trama mirabolante, digna dos seus livros. Autora de uma série literária de sucesso, a escritora caseira e tímida descobre que o intrincado conflito que criou nas páginas não é apenas uma obra de ficção. Na realidade, ele se desenrola na vida real, e os próximos passos que planejou para Argylle (Henry Cavill), seu herói canastrão de estilo peculiar, podem ser a chave para derrubar uma organização secreta de agentes corruptos.

    A metalinguagem é, portanto, a engrenagem através da qual o filme se desenrola, a ponto do Argylle fictício surgir como visões para Elly, ora como uma manifestação da sua consciência, ora substituindo seu único aliado, o espião Aidan (Sam Rockwell), na porradaria. Quer dizer, o limite entre ficção e realidade é propositalmente turvo para a protagonista, e para isso há uma razão sobretudo cômica. Baseando-se em uma obra ainda a ser publicada, escrita por uma figura misteriosa também chamada Elly Conway, o diretor se propõe a fazer do que chamou de “melhor thriller de espionagem” que já leu um meio para rir dos clichês do gênero. Desde a conveniência com que seus personagens descobrem pistas, as reviravoltas apressadas e até as frases de efeito fora do tom, não há um recurso clássico do gênero que fique de fora da aventura da sua protagonista.

    Inicialmente, Vaughn trabalha esse conceito de forma muito satisfatória pelo contraste. Enquanto o Argylle da imaginação de Elly, apresentado na pele do ex-Superman Cavill, é um brutamontes exibido, convencido dos seus charmes, o espião da vida real não exibe seus músculos. Na verdade, o personagem de Rockwell (que já viveu um espião trapalhão em outro jogo de metalinguagem, o de Confissões de uma Mente Perigosa em 2002), é consideravelmente menor e, quando se apresenta, não demonstra nenhuma vaidade de propósito para passar despercebido pela multidão. Quando Argylle luta, ele dá golpes estilosos e, em raras ocasiões, é atingido no rosto. Já quando Aidan toma conta da ação, a dor é visível, e o ridículo de se atracar com alguém em um corredor de trem estreito fica óbvio.

    Conforme o filme avança, porém, a dinâmica se inverte, e a nova realidade de Elly toma para si os exageros das tramas de espionagem: há plot twists dentro do plot twist, as caretas e os discursos gritados dos vilões se tornam mais recorrentes e as sequências de ação testam os limites da lógica, sem pudor. A cada nova pista, Vaughn dobra a aposta no humor por constrangimento e eleva o tom — até não sobrar nem sentido, nem envolvimento emocional.

    O humor exagerado e sua disposição ao cafona se sobressaem de tal maneira em Argylle que são menos uma linguagem para narrar a história de Elly, e mais uma muleta para dar coesão ao que, no fundo, é um aglomerado de piadas — algumas mais inventivas que outras. No caminho da autora podem ter bombas, hordas de capangas ou a dúvida simples, mas angustiante de não saber em quem confiar, não importa. Não há risco verdadeiro, porque ela mesma é um acessório. Ou, melhor, o setup para a avalanche de punchlines que, na maior parte das vezes, não são lá muito engraçadas.

    Esse descaso com a protagonista, a âncora emocional do filme, é aparente desde o começo. Na verdade, Argylle chega a chamar a atenção para esse seu desapego rindo de como Elly é estereótipo da cat lady, sem nem tentar construir uma personalidade que vá muito além disso — de tal modo, aliás, que não é nada surpreendente quando Sam Rockwell começa a roubar a cena com seu galã pouco convencional. Contudo, isso se torna especialmente prejudicial na reta final, quando atinge o ápice do absurdo. Prolongando a história mais do que o necessário para incluir três sequências de ação extravagantes, propostas que devem ter soado muito engraçadas no papel, não é mais o humor que gera constrangimento, e sim o fato de Vaughn não saber a hora de parar. Sem motivo para se importar com tudo aquilo, no final até a duração do filme se prova um exagero.

    Não se levar a sério não seria necessariamente um problema, embora hoje soe bem pouco interessante — todo mundo já fez e, ainda assim, continua a fazer (incluindo o próprio Vaughn, cujo Kingsman já propunha inverter clichês de espionagem e ação em chave cômica). O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida. O filme poderia ser bom. Poderia até ser ótimo. Mas, para o azar de todos os envolvidos, Argylle se perde na própria piada.


(Fonte: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/argylle. Adaptado.)
No trecho “O problema é quando, sob o pretexto de que tudo é uma grande piada, Argylle justifica o esgarçamento das regras do seu próprio universo e, com uma piscadela ou um comentário autorreferente, tenta disfarçar que não tem muito a oferecer além da sua premissa divertida.”, a palavra destacada significa, de acordo com o contexto:
Alternativas
Respostas
501: C
502: D
503: B
504: D
505: B
506: C
507: A
508: B
509: D
510: C
511: A
512: B
513: C
514: B
515: D
516: A
517: A
518: B
519: C
520: D