Questões de Concurso Comentadas para pedreiro

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Q3780846 História e Geografia de Estados e Municípios
O estado de Santa Catarina possui uma composição étnica e social marcada por imigração europeia, presença indígena, entre outros fatores, que influenciam sua cultura, economia e perfil social. Considerando esse panorama, qual das seguintes afirmações apresenta corretamente essa característica?
Alternativas
Q3780845 Atualidades
No contexto das atualidades brasileiras, é fundamental compreender temas que envolvem o país em nível nacional e internacional, como acordos comerciais, meio ambiente e educação. Considerando os conhecimentos gerais sobre atualidades, qual dos temas abaixo é frequentemente tratado como relevante na atualidade brasileira? 
Alternativas
Q3780844 História
O território que hoje corresponde ao Estado de Santa Catarina foi alvo de disputas entre Portugal e Espanha, e sofreu colonização açoriana como parte de um projeto metropolitano para assegurar a posse da região. A imigração contribuiu para formar a identidade cultural e social do estado, bem como a ocupação territorial. Com base nesse contexto, qual foi o papel da imigração açoriana para o desenvolvimento do estado catarinense?
Alternativas
Q3780843 Geografia
O estado de Santa Catarina possui uma economia diversificada e considerada entre as mais dinâmicas do Brasil, com destaque para setores como agroindústria, mecânica, turismo, entre outros. Com base nessa caracterização, qual afirmação melhor representa a economia catarinense?
Alternativas
Q3780842 Geografia
"O território do Município de Morro da Fumaça perfaz uma área de 84.2 km2, e está situado na Região Sul do Estado de Santa Catarina, integrante da _____.
Disponível em: https://www.camaramf.sc.gov.br/historia

Qual das alternativas abaixo traz um termo que completa corretamente o texto?
Alternativas
Q3780836 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
"Olha aí uma amostra da conexão entre as espécies!".

Quanto ao emprego do termo "conexão" é correto afirmar que está no sentido:
Alternativas
Q3780835 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
Considerando o texto "No meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...", identifique a alternativa que apresenta uma informação INCORRETA sobre esses animais.
Alternativas
Q3780834 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
"Olha aí uma amostra da conexão entre as espécies!"

A palavra "conexão" está grafada corretamente com "x". Agora, analise os vocábulos das frases a seguir que contêm essa mesma letra e indique aquele cuja grafia está INCORRETA.
Alternativas
Q3780833 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
"Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!"

Identifique a alternativa em que há três verbos e um adjetivo retirados do texto.
Alternativas
Q3780832 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O meio do caminho tinha um sapo, uma serpente, um lagarto...


É preciso proteger os animais nas estradas. E essa frase só faz sentido quando sabemos que a natureza é um sistema que conecta todas as espécies. Isso mostra que todas as formas de vida têm importância, incluindo os destaques deste texto: os anfíbios e os répteis! Entender o papel que eles têm no ambiente e descobrir outras informações a seu respeito nos sensibiliza a querer protegê-los.

Você sabia, por exemplo, que os sapos se alimentam de insetos e de outros pequenos invertebrados, colaborando no controle do tamanho da população desses animais? E faz ideia de que as serpentes se alimentam de sapos, contribuindo para que a população desses anfíbios também não cresça exageradamente? Isso é uma amostra da conexão entre as espécies!

A classe dos anfíbios inclui sapos, rãs, pererecas, salamandras e cecílias. Eles são animais craniados, ou seja, têm crânio e coluna vertebral. E mais: a maioria tem uma dupla vida, passando uma parte na água, quando jovens, e outra na terra, quando adultos. Eles também têm a pele úmida, fina e lisa. Aliás, é pela pele que eles absorvem água e também parte do oxigênio da sua respiração!

Já os répteis − classe das tartarugas, lagartos, serpentes jacarés e crocodilos − são animais bem adaptados ao ambiente terrestre, apesar de alguns gostarem de viver na água. Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução.


https://chc.org.br/artigo/no-meio-do-caminho-tinha-um-sapo-uma-serpe nte-um-lagarto/ adaptado
"Entre eles existem os que têm o corpo coberto de escamas (lagartos e serpentes), os que têm placas dérmicas, que são estruturas ósseas embutidas na pele (jacarés), ou aqueles com carapaças (jabutis, tartarugas e cágados). Todos depositam seus ovos na terra, portanto não precisam da água para reprodução."

Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir e identifique a INCORRETA.
Alternativas
Q3767051 Segurança e Saúde no Trabalho
Em uma obra, o pedreiro deve seguir normas de segurança ao manipular equipamentos e produtos químicos. Assinale a alternativa que apresenta uma prática segura. 
Alternativas
Q3767049 Edificações
Em relação à argamassa, qual das alternativas é verdadeira?
Alternativas
Q3767044 Segurança e Saúde no Trabalho
Em relação aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para pedreiros, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3766851 Português
Leia a frase: “O zelador limpou o corredor e organizou os materiais.”
Qual é o tipo de predicado da primeira oração (“O zelador limpou o corredor”)? 
Alternativas
Q3766850 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase abaixo, na ordem:
Paulo não entendia _______ a sala estava tão barulhenta, então perguntou _______ ninguém ficava em silêncio.
Alternativas
Q3766849 Português
Observe a palavra “flor” e assinale a alternativa correta sobre a presença de encontro consonantal:
Alternativas
Q3766848 Português
Leia a frase abaixo e observe as palavras sublinhadas:
"Maria encontrou uma casa muito bonita e levou seu elefante de brinquedo para lá."
Das palavras sublinhadas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3766847 Português
Leia as frases abaixo e marque a alternativa CORRETA sobre o tempo dos verbos em destaque:
I. "Se você me fotografar de novo, agradecerei."
II. "Ela olhava as fotos antigas."
III. "Eu gostaria de tirar fotos perfeitas."
Alternativas
Q3766846 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na palavra chave, identifique se há dígrafo:
Alternativas
Q3766845 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Geração da imperfeição: o erro fazia parte da nossa rotina

    Pertenço à geração da imperfeição. Quem tem mais de 40 anos vai entender a minha sentença.
    Nada no passado era límpido, cristalino, harmônico. Nem as imagens, nem os sons.
    O erro fazia parte da nossa rotina. Esperávamos o ruído. Aceitávamos os rascunhos. Nossa tecnologia previa as dissonâncias. Havia chuvisco na televisão.
    Havia canção parada no vinil, obrigando-nos a colocar a agulha para frente para sair da repetição. Havia os grunhidos das fitas K-7 quando o rolo escapava das roldanas e era mascado pelo aparelho toca-fitas, o que nos exigia rebobinar a fita com caneta Bic. Havia fogão que dependia dos fósforos. Havia as gralhas na folha escrita na máquina de escrever, apagadas devidamente com liquid paper, que apenas aumentava os borrões com as manchas brancas. Havia as ligações telefônicas com linhas cruzadas. Havia as transmissões de rádio com chiado. Havia o preenchimento do cheque com a pior caligrafia possível.
    Dávamos um desconto.
  Talvez o meu antecedente com as falhas tenha gerado a minha convivência pacífica com as péssimas fotografias.
    Não ligo para como eu vou sair nos retratos. Sou adepto de uma maneira anacrônica e extinta de enxergar o mundo, sem sofrer com a beleza e o resultado final, mais preocupada com a informação. É um traço marcante de minha faixa etária.
    Fui criado na época da revelação. Como eram poses contadas na máquina — 12, ou 24, ou 36 —, reveladas em papel no estúdio, não tínhamos como reclamar.
    Eu me acostumei com olhos vermelhos, com a sombra da mão no visor, com registros tremidos, com cabeças cortadas. Você pagava, inclusive, pelas fotos ruins. Não tinha essa de só levar as fotos razoáveis, decentes, nítidas.
   Num flagrante da família, ninguém olhava para o mesmo ponto. Restavam desavisados que voavam distraídos com as pupilas e se perdiam no momento de “olhar o passarinho”.
    Por isso, não reclamo de nenhuma selfie ou pose na era do celular.
Já minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente.
    Detectando a minha inaptidão digital, e ultrapassando o seu papel de modelo, Beatriz começou a me dirigir nos bastidores:
    — Agora me pegue caminhando, agora use o ângulo de baixo, agora o de cima, agora o de lado.
    Eu me ajoelho, eu me deito no chão, eu subo em pedras, eu me esfolo, mas não adianta: nunca consigo lhe agradar.
    Diante de cartões postais, como Torre Eiffel, eu sei que irei sofrer, que a beleza do lugar custará caro para mim: gastarei horas buscando acertar uma única fotografia para ela.
    No fim, Beatriz observará o acervo de centenas de tentativas na telinha, excluirá todas e comentará com ironia:
    — Como fotógrafo, você é um ótimo escritor.
   Afora nosso DNA histórico de complacência aos defeitos, não exercitamos a paciência, muito menos a vaidade.
    Existe alguma mulher feliz no planeta com as fotos feitas pelo seu marido quarentão, cinquentão?
    Duvido, esses homens tiram fotos com igual capricho com que passam o protetor solar na esposa.

Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado).
Na frase “Minha esposa jamais se mostra satisfeita, principalmente quando sou eu que estou atrás da lente”, o sujeito da oração “Minha esposa jamais se mostra satisfeita” é: 
Alternativas
Respostas
561: A
562: C
563: B
564: E
565: E
566: A
567: C
568: E
569: D
570: A
571: D
572: A
573: A
574: B
575: A
576: B
577: C
578: A
579: A
580: C