Questões de Concurso
Comentadas para professor
Foram encontradas 65.481 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Texto CG1A1-II
Antonio Candido lembrava-se do método que o pai usava para aproximar os filhos da leitura. “Por exemplo: um belo dia, quando eu tinha mais ou menos nove anos, meu irmão do meio, sete, e o caçula, seis, ele nos deu os dois volumes alentados do Larousse universal, dizendo: „brinquem com isto‟. E nós começamos a brincar, a ver as pranchas coloridas com mapas, uniformes, mamíferos, répteis, borboletas, peixes etc. Depois de passar um ano colorindo perucas de personagens históricos, pondo bigodes em imperadores romanos, cavanhaque em Luís XIV e coisas assim, tínhamos adquirido bastante familiaridade com muitos verbetes e aprendido um pouco de francês, reforçado pelas lições de minha mãe”.
Elizabeth Lorenzotti. Antonio Candido, professor. In: Revista Giz, 2017.
Internet: < revistagiz.sinprosp.org.br> (com adaptações).
Texto CG1A1-I
— Oh! seu Pilar! bradou o mestre com voz de trovão.
Estremeci como se acordasse de um sonho, e levantei-me às pressas. Dei com o mestre, olhando para mim, cara fechada, jornais dispersos, e ao pé da mesa, em pé, o Curvelo. Pareceu-me adivinhar tudo.
— Venha cá! bradou o mestre.
Fui e parei diante dele. Ele enterrou-me pela consciência dentro um par de olhos pontudos; depois chamou o filho. Toda a escola tinha parado; ninguém mais lia, ninguém fazia um só movimento. Eu, conquanto não tirasse os olhos do mestre, sentia no ar a curiosidade e o pavor de todos.
— Então o senhor recebe dinheiro para ensinar as lições aos outros? disse-me o Policarpo.
— Eu...
— Dê cá a moeda que este seu colega lhe deu! clamou.
Não obedeci logo, mas não pude negar nada. Continuei a tremer muito. Policarpo bradou de novo que lhe desse a moeda, e eu não resisti mais, meti a mão no bolso, vagarosamente, saquei-a e entreguei-lha. Ele examinou-a de um e outro lado, bufando de raiva; depois estendeu o braço e atirou-a à rua. E então disse-nos uma porção de coisas duras, que tanto o filho como eu acabávamos de praticar uma ação feia, indigna, baixa, uma vilania, e para emenda e exemplo íamos ser castigados. Aqui pegou da palmatória.
Machado de Assis. Conto de escola. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 331.
Texto CG1A1-I
— Oh! seu Pilar! bradou o mestre com voz de trovão.
Estremeci como se acordasse de um sonho, e levantei-me às pressas. Dei com o mestre, olhando para mim, cara fechada, jornais dispersos, e ao pé da mesa, em pé, o Curvelo. Pareceu-me adivinhar tudo.
— Venha cá! bradou o mestre.
Fui e parei diante dele. Ele enterrou-me pela consciência dentro um par de olhos pontudos; depois chamou o filho. Toda a escola tinha parado; ninguém mais lia, ninguém fazia um só movimento. Eu, conquanto não tirasse os olhos do mestre, sentia no ar a curiosidade e o pavor de todos.
— Então o senhor recebe dinheiro para ensinar as lições aos outros? disse-me o Policarpo.
— Eu...
— Dê cá a moeda que este seu colega lhe deu! clamou.
Não obedeci logo, mas não pude negar nada. Continuei a tremer muito. Policarpo bradou de novo que lhe desse a moeda, e eu não resisti mais, meti a mão no bolso, vagarosamente, saquei-a e entreguei-lha. Ele examinou-a de um e outro lado, bufando de raiva; depois estendeu o braço e atirou-a à rua. E então disse-nos uma porção de coisas duras, que tanto o filho como eu acabávamos de praticar uma ação feia, indigna, baixa, uma vilania, e para emenda e exemplo íamos ser castigados. Aqui pegou da palmatória.
Machado de Assis. Conto de escola. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 331.
Texto CG1A1-I
— Oh! seu Pilar! bradou o mestre com voz de trovão.
Estremeci como se acordasse de um sonho, e levantei-me às pressas. Dei com o mestre, olhando para mim, cara fechada, jornais dispersos, e ao pé da mesa, em pé, o Curvelo. Pareceu-me adivinhar tudo.
— Venha cá! bradou o mestre.
Fui e parei diante dele. Ele enterrou-me pela consciência dentro um par de olhos pontudos; depois chamou o filho. Toda a escola tinha parado; ninguém mais lia, ninguém fazia um só movimento. Eu, conquanto não tirasse os olhos do mestre, sentia no ar a curiosidade e o pavor de todos.
— Então o senhor recebe dinheiro para ensinar as lições aos outros? disse-me o Policarpo.
— Eu...
— Dê cá a moeda que este seu colega lhe deu! clamou.
Não obedeci logo, mas não pude negar nada. Continuei a tremer muito. Policarpo bradou de novo que lhe desse a moeda, e eu não resisti mais, meti a mão no bolso, vagarosamente, saquei-a e entreguei-lha. Ele examinou-a de um e outro lado, bufando de raiva; depois estendeu o braço e atirou-a à rua. E então disse-nos uma porção de coisas duras, que tanto o filho como eu acabávamos de praticar uma ação feia, indigna, baixa, uma vilania, e para emenda e exemplo íamos ser castigados. Aqui pegou da palmatória.
Machado de Assis. Conto de escola. In: 50 contos de Machado de Assis.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 331.
A respeito de alguns dos conceitos de pragmática, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Enunciação.
(2) Dêiticos.
(3) Contexto.
( ) Elementos linguísticos que indicam o lugar ou o tempo em que o enunciado é produzido, ou os participantes de uma situação de produção de enunciado.
( ) É o ato de produzir enunciados.
( ) Conjunto de circunstâncias de produção ou recepção de um enunciado.
A divisão das palavras em dez classes é o padrão amplamente ensinado por meio da gramática tradicional em escolas. No entanto, é possível identificar um conjunto de problemas para essa classificação adotada:
I. Não é uma classificação precisa, como no caso dos advérbios, cuja definição geral é a de modificação de verbos; no entanto, também podem reforçar o sentido de adjetivos, outros advérbios e, ainda, de uma oração inteira.
II. É homogênea, utilizando-se do critério distribucionalfuncional para todos os casos, evitando o critério semântico-filosófico.
III. Baseia-se em definições que dependem de conceitos não bem dominados por alunos, como a de que substantivos são palavras para designar ou nomear seres em geral, porém se questiona o que “seres” quer dizer, para além do senso comum, perante palavras como “beleza”, “nostalgia” e “ideal”.
Está CORRETO o que se afirma:
Considerando-se os três processos fonológicos apresentados a seguir, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Metátese.
(2) Epêntese.
(3) Dessonorização.
( ) sepra (zebra).
( ) pergus (pregos).
( ) cateira (cadeira).
( ) guruda (gruda).
A partir da definição de alomorfia, trazida a seguir, assinalar a alternativa cujas partes sublinhadas das palavras NÃO constituem alomorfes.
“A alomorfia é a propriedade de um morfema de ser representado por vários morfes denominados alomorfes. Os alomorfes são morfes que têm uma distintividade fonéticosemântica comum, pois representam o mesmo morfema.” Fonte: Manual de Morfologia do Português
O Barroco, no Brasil, é caracterizado por:
I. Exagero e linguagem rebuscada.
II. Figuras de linguagem, como antítese.
III. Dualismo, como bem e mal, fé e pecado.
Está CORRETO o que se afirma:
A respeito das noções de gênero textual e tipo textual, analisar os itens.
I. Os tipos textuais abrangem categorias como descrição ou injunção e são, a rigor, modos textuais.
II. O gênero textual se refere a textos que se materializam em situações comunicativas recorrentes, apresentando padrões sociocomunicativos.
Está CORRETO o que se afirma:
Considerando o desenvolvimento da linguagem, analisar os itens.
I. A fala pré-linguística é a produção de sons que não são palavras, como choro, balbucio e imitação acidental e deliberada de sons sem compreensão de seu significado.
II. Os bebês primeiro se familiarizam com os sons das palavras e locuções e, mais tarde, atribuem significados a elas.
III. Os bebês não conseguem reconhecer sons básicos (fonemas) de sua língua nativa aos 6 meses.
Está CORRETO o que se afirma: