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Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tesoureiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Telecomunicações | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Fiscalização de Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Atividade Agropecuária | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Obras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Saúde Bucal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Almoxarife | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Controle de Endemias | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Comprador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Topógrafo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Farmácia | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Proteção e Bem - Estar Animal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Intérprete de Libras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Higiene Dental | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Contabilidade | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Enfermagem | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tratador de Animais | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Administrativo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Comunitário de Saúde |
Q3554419 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Assinale a alternativa em que a sentença apresenta apenas voz ativa. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tesoureiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Telecomunicações | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Fiscalização de Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Atividade Agropecuária | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Obras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Saúde Bucal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Almoxarife | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Controle de Endemias | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Comprador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Topógrafo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Farmácia | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Proteção e Bem - Estar Animal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Intérprete de Libras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Higiene Dental | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Contabilidade | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Enfermagem | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tratador de Animais | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Administrativo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Comunitário de Saúde |
Q3554418 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Considere a seguinte sentença: “Avistaram alguns homens conduzindo uma cáfila até o lago.” Nesse contexto, a palavra “cáfila” se refere a: 
Alternativas
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Q3554417 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Considere o excerto: “Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão.” No contexto apresentado, ocorre(m) apenas pronome(s) do(s) tipo(s): 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tesoureiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Telecomunicações | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Fiscalização de Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Atividade Agropecuária | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Obras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Saúde Bucal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Almoxarife | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Controle de Endemias | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Comprador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Topógrafo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Farmácia | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Proteção e Bem - Estar Animal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Intérprete de Libras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Higiene Dental | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Contabilidade | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Enfermagem | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tratador de Animais | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Administrativo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Comunitário de Saúde |
Q3554416 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:

I. “Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las)”
II. “os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos”

Em relação à colocação dos pronomes oblíquos, nas sentenças dadas observa-se, respectivamente: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tesoureiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Telecomunicações | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Fiscalização de Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Atividade Agropecuária | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Obras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Saúde Bucal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Almoxarife | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Controle de Endemias | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Comprador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Topógrafo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Farmácia | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Proteção e Bem - Estar Animal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Intérprete de Libras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Higiene Dental | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Contabilidade | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Enfermagem | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tratador de Animais | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Administrativo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Comunitário de Saúde |
Q3554415 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Considere o excerto: “Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália.” Quanto às classes gramaticais, as palavras “essa”, “hipótese”, “raros” e “se” classificam-se, respectivamente, como:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Ubatuba - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tesoureiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Telecomunicações | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Fiscalização de Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Atividade Agropecuária | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Obras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Saúde Bucal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Almoxarife | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente de Controle de Endemias | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Comprador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Topógrafo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Auxiliar de Farmácia | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Fiscal de Proteção e Bem - Estar Animal | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Intérprete de Libras | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Higiene Dental | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Turismo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico em Contabilidade | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Técnico de Enfermagem | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Tratador de Animais | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Administrativo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Ubatuba - SP - Agente Comunitário de Saúde |
Q3554414 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Considere as palavras I. supercontinente, II. pedrinhas e III. cientistas, que ocorrem no texto. Em relação aos processos de formação, aquela(s) que apresenta(m) prefixo derivacional é (são):
Alternativas
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Q3554413 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

Em relação à coesão, no excerto “A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas.”, a expressão “não só… mas também” funciona como:
Alternativas
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Q3554412 Português
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
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Considere o excerto: “Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada”. No contexto em que ocorre, a oração iniciada pela conjunção “embora” exprime um sentido de:
Alternativas
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Q3554411 Geologia
De onde vieram os diamantes rosas? De um continente se quebrando em dois

Essa é a nova hipótese para explicar como esses minerais – muito mais raros que diamantes comuns – se formaram na Austrália. 


Levando em consideração todas as minas já descobertas até agora, existem 260 toneladas de diamantes no mundo. Só uma minoria é destinada a joias (até porque nem todos têm as características necessárias para fazê-las): 80% deles vão para a indústria de ferramentas de corte e polimento – devido à forma como seus átomos de carbono são ordenados, ele é o mineral mais duro que existe. A questão é que, para adornar colares e anéis, são usados poucas gramas da pedra. Anéis mais simples, em torno de R$5 mil, costumam usar 0,2 quilates – ou seja, 0,04 gramas. Daria para produzir 1,3 bilhão deles. O motivo dessas joias serem tão caras não é a raridade, e sim uma mistura de marketing e monopólio na extração. [...] Diamantes rosas, por outro lado, são realmente raros. Dependendo da saturação do rosa, o preço pode flutuar; mas eles são mais caros do que seus equivalentes tradicionais. Cerca de 90% das pedras dessa cor vieram de uma mina na Austrália, fechada desde 2020. Agora, cientistas buscam mais informações sobre a formação desses diamantes – e pistas de onde encontrar mais.

Um estudo, publicado no periódico especializado Nature Communications, descreve as pesquisas realizadas na região de Argyle, no oeste da Austrália. Usando lasers para analisar minérios e rochas encontrados em uma mina, os pesquisadores descobriram que um grande depósito de diamantes rosa se formou há 1,3 bilhões de anos, com a separação de um supercontinente em duas partes. Diamantes amarelos e azuis, por exemplo, são formados quando outros elementos, como boro, enxofre e nitrogênio, interagem com o carbono. Um diamante rosa é diferente: ele é puro como um diamante branco, mas fica rosado graças a uma distorção na sua estrutura cristalina. Alguns átomos de carbono organizados de maneira diferente alteram as características da luz refletida pelo diamante. Para que isso aconteça, ele tem que ser submetido a forças intensas de calor e pressão. Diamantes, por si só, já são formados em condições extremas, mas uma segunda dose distorce a estrutura comum e confere a coloração única. Então, na verdade, as versões rosas são basicamente diamantes brancos “danificados”.

No caso da mina australiana, isso aconteceu quando duas placas tectônicas colidiram, 1,8 bilhões de anos atrás. Após a colisão, as pedrinhas rosas ficaram escondidas centenas de quilômetros abaixo da superfície, longe das mãos dos humanos que surgiriam muito, muito tempo depois. Como elas subiram? É aí que entra a nova pesquisa. Os cientistas supõem, pela idade das rochas em Argyle, que o depósito tenha sido formado a partir da fragmentação de um supercontinente. Conhecido como Nuna ou Columbia, o supercontinente começou a se separar por volta de 1,3 a 1,2 bilhões de anos atrás, o que bate com a datação apontada pelos cientistas. A hipótese deles é de que a fragmentação de Nuna tenha reaberto a fenda deixada na formação dos diamantes rosas. Possibilitando que as joias ficassem mais próximas da superfície terrestre.

“Embora o continente que se tornaria a Austrália não tenha se dividido, a área onde Argyle está situada foi esticada, inclusive ao longo da cicatriz, o que criou lacunas na crosta terrestre para que o magma subisse para a superfície, trazendo consigo diamantes rosa”, afirma Hugo Olierook, um dos autores do estudo. A pesquisa é interessante não só por dar mais pistas sobre a origem dos diamantes rosas, mas também por apontar possíveis condições para a exploração de novas minas. “Acreditamos que, enquanto estes três ingredientes estiverem presentes – carbono profundo, colisão continental e depois estiramento – será possível encontrar a ‘próxima Argyle’, que já foi a maior fonte mundial de diamantes naturais.”


Revista Superinteressante. (Adaptado).
Disponível em:
https://super.abril.com.br/ciencia/de-ondevieram-os-diamantes-rosas-de-um-continentese-quebrando-em-dois/

De acordo com o texto, a diferença na formação do diamante rosa em comparação com os demais tipos, que o torna um mineral raro, se dá em decorrência da:
Alternativas
Q3043987 Conhecimentos Gerais
A crise dos refugiados tem como uma das causas o aumento dos fluxos migratórios, fenômeno que acompanha a humanidade desde os seus primórdios e cujos motivos podem ser os mais diversos, embora o mais comum seja a busca por melhores condições de vida, ou seja, migração econômica. Sobre os refugiados é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q3043961 História
A independência do Brasil não se resumiu apenas ao chamado Grito do Ipiranga, ocorrido em 7 de setembro de 1822. Esse acontecimento fez parte de um processo de questionamento do poder da Monarquia Hereditária e da dominação das metrópoles sobre suas colônias. Em nosso país, a Inconfidência Mineira e demais rebeliões coloniais foram exemplos da tensão na luta por direitos políticos. Sobre o processo de independência do Brasil e a política mineira, pode-se concluir:
Alternativas
Q3043958 Geografia
INSTRUÇÃO: Analise o mapa a seguir. A regionalização corresponde à divisão oficial do IBGE, sendo a região 1 o Norte, 2 o Centro-Sul e 3 o Nordeste.

Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/geografia/904805. Acesso em: 15 abr. 2023. 


Sobre as regionalizações, faça a CORRETA associação da segunda coluna à primeira:


1- A região geoeconômica da Amazônia 
2- A região geoeconômica do Centro-Sul
3- A região geoeconômica do Nordeste


( ) É a região mais populosa, a mais industrializada e a que tem o maior PIB do Brasil. Muito diversificada em relação às suas atividades econômicas, com base econômica pautada na agricultura de exportação e indústria. Compreende todos os estados da região Sul e Sudeste.

( ) É a segunda região mais populosa do Brasil e a que possui alto volume produtivo. Inclui todos os estados da macrorregião Nordeste e o Norte de Minas Gerais. Por ter características físicas muito distintas, essa região geoeconômica é dividida em cinco subregiões. 

( ) É uma região que possui características físicas diversificadas, sua economia é baseada em extrativismo animal, vegetal, mineral e agropecuária, em alguns locais. Parte do minério de ferro do Brasil advém de uma multinacional localizada nessa região, especificamente na serra dos Carajás.

A associação CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2632971 Noções de Informática

Como você usaria a função CONT.SE no Excel para contar quantas vezes o valor '10' aparece em toda a coluna A?

Alternativas
Q2632970 Noções de Informática

No PowerPoint, qual recurso permite que o apresentador tenha, entre outras informações, uma tela com notas e um preview do próximo slide sem que estas informações sejam mostradas na apresentação principal?

Alternativas
Q2632969 Noções de Informática

Qual, das funções relacionadas nas alternativas abaixo, no contexto de sistemas operacionais, é mais crítica para evitar travamentos do sistema?

Alternativas
Q2632968 Noções de Informática

Qual das alternativas abaixo, no contexto de planilhas eletrônicas utilizando o MS Excel, que melhor descreve uma função SE para verificar se a célula B2 é menor ou igual a 20?

Alternativas
Q2632967 Noções de Informática

Como você pode gerar automaticamente um índice de termos em um documento do Word?

Alternativas
Q2632965 Matemática

Caio deseja colocar piso em um quarto retangular de sua casa. Tem-se que a medida da largura do quarto é 3 metros menor do que a medida do comprimento, conforme mostra a figura, na qual as medidas indicadas estão em metros. Toda a área sala será recoberto por piso, cujo preço, já colocado, é de R$ 125,00 o metro quadrado. Se o perímetro desse quarto é 30 m, o valor a ser gasto na colocação desse piso será de:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q2632961 Português

TEXTO:


CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO


Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.

Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.

Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.

Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.

Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.

Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.

As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.

Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.

Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.

Em “O semicírculo foi feito com muita destreza”, assinale a alternativa correta sobre o uso de prefixo e sufixo das palavras destacadas.

Alternativas
Q2632960 Português

TEXTO:


CADA VEZ MENOS INSETOS ESTÃO ATINGINDO O PARA-BRISA DO SEU CARRO


Todo verão, quase nos últimos 20 anos, voluntários da Kent Wildlife Trust y Buglife e da Buglife, ambas no Reino Unido, têm rastreado as placas dos carros. Mas não da maneira que você imagina. O objetivo das inspeções é registrar o número de insetos voadores atingidos por veículos.

Embora isso possa parecer insignificante, a escala desse projeto de ciência cidadã o torna importante. Com quase 700 participantes, a campanha Bugs Matter de 2023 coletou dados de 6.358 viagens, o que pode ajudar a tirar conclusões muito mais amplas.

Os resultados da campanha de 2022 mostraram uma redução, em menos de 20 anos, de 64% no número de insetos atropelados por carros. Esses resultados reforçam uma tese que está preocupando os cientistas: essa perda maciça de vida de insetos demonstra que estamos nos aproximando cada vez mais da sexta extinção em massa.

Infelizmente, estudos mostram que o Reino Unido não é o único lugar onde as populações de insetos estão diminuindo; foram realizados estudos em toda a Europa que chegaram a conclusões semelhantes. Para obter medições realistas, a pesquisa mais rigorosa utiliza estudos históricos que rastreiam as populações de insetos ao longo de décadas.

Na Alemanha, um estudo de 27 anos foi publicado em 2017, mostrando que 76% da biomassa de insetos voadores foi perdida em uma ampla rede de espaços naturais.

Na Dinamarca, uma redução no número de insetos foi documentada juntamente com a diminuição do número de pássaros, como a andorinha-das-chaminés, que se alimentam deles.

As sociedades científicas de entomologistas da Espanha e de Portugal se reuniram em junho deste ano em Alicante para o XX Congresso Ibérico de Entomologia.

Alarmados com o declínio das populações de insetos, eles publicaram um manifesto com o objetivo de aumentar a conscientização social sobre essa situação sem precedentes e pôr um fim a ela.

Entretanto, a situação não está causando alarme apenas na Europa, que é densamente povoada e exposta às pressões da atividade humana. Estudos realizados em florestas tropicais de Porto Rico compararam os números atuais de insetos com os de 36 anos atrás, com resultados igualmente catastróficos: uma redução de mais de 78% na biomassa de insetos que vivem no solo. Esse estudo também mostrou um declínio paralelo em animais que comem insetos, como lagartos, sapos e pássaros.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/ciencia/cada-vez-menos-insetos-estao-atingindo-o-para-brisa-do-seu-carro-entenda-por-que/.

Observe:


I - No texto, as palavras “Espanha” e “Portugal” são grafadas com iniciais maiúsculas porque são nomes próprios.

II - “Congresso Ibérico de Entomologia" é grafado com letra inicial minúscula por se tratar do nome de um evento.

III - “a andorinha-das-chaminés” está grafado com hífen por se tratar do nome de uma espécie de animal.

Alternativas
Respostas
3181: E
3182: C
3183: A
3184: A
3185: C
3186: A
3187: A
3188: E
3189: D
3190: E
3191: B
3192: A
3193: D
3194: B
3195: A
3196: C
3197: B
3198: C
3199: A
3200: D